CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

URGÊNCIA

1 – A presença do líder do Campeonato Brasileiro no Canindé criou um ambiente diferente de um jogo corriqueiro em casa para o Corinthians, situação que seu treinador enxerga como prejudicial nesta fase pré-Copa.

2 – Mano Menezes entende que, como mandante, seu time sofre com a obrigação de criar e com a falta de espaço. Mas o Cruzeiro é um visitante que joga para a frente e, como tal, oferece campo e momentos ao adversário. Um jogo de riscos para os dois lados.

3 – Mais técnico, o Cruzeiro não pôde jogar a seu modo porque foi marcado por um Corinthians intenso e solidário, que teve suas ocasiões no primeiro tempo. Walter apareceu mais do que Fábio, porque os mineiros, por característica, são naturalmente ofensivos. Três defesas do goleiro corintiano.

4 – Em um jogo de alta rotação, o gramado do estádio da Portuguesa atrapalhou os dois times. A cada domínio, um desafio.

5 – Fábio foi quem se sentiu mais prejudicado. A bola chutada por Guerrero, de longe, desviou no meio do caminho e quicou de um jeito estranho à frente do goleiro cruzeirense, que escorregou ao tentar a defesa. Muitas falhas em um só lance.

6 – O Cruzeiro mexeu para a frente, com Dagoberto e Júlio Baptista. Para o Corinthians, vencer passou a ser uma questão de controlar o líder sem deixar de jogar futebol. Um teste para a tendência ao recuo nesse tipo de situação.

7 – Mano não precisou mexer para trás, porque a disposição de seu time para marcar permaneceu no nível máximo. O que não significou renúncia ao ataque. Duas bolas na trave de Fábio nos minutos finais atestam a presença corintiana na área adversária, com perigo.

8 – Durante toda a noite, ficou clara a postura de urgência com que o Corinthians tratou o jogo. Por causa das recentes frustrações como mandante e por causa do Cruzeiro, oponente ideal para proporcionar uma vitória significativa.

9 – Um modelo para o futuro. Perder pontos em casa não é boa receita.

SINCERIDADE

O Comitê Organizador Local da Copa do Mundo está em um momento cândido. Entre a revelação do constrangimento pelos atrasos e o pedido de esquecer o que já foi roubado, é necessário registrar que, por ironia, as últimas manifestações ao menos trataram a organização do Mundial com transparência. Parece faltar à herdeira a esperteza que sobra ao Fenômeno.

MOMENTO

Pense nos problemas médicos que têm atormentado os técnicos de algumas seleções graúdas. Alemanha e Espanha, por exemplo. Agora pense na Seleção Brasileira, já concentrada com seus vinte e três. Pense nas questões de desempenho que se apresentam a outros times cotados. Argentina e Itália, por exemplo. Agora pense na Seleção Brasileira de novo.



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