CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

DE SAÍDA

1 – O Cruzeiro monopolizava a bola quando o desastre aconteceu. Sem aviso, em uma jogada que não parecia ameaçadora. Dedé não cortou o passe que cruzou a área, e os dominós começaram a cair. No momento em que Piatti armou o chute de pé esquerdo, o Mineirão prendeu a respiração. O ar só retornou muitos minutos mais tarde.

2 – Para o San Lorenzo, um gol logo no início era um conforto repentino. Como entrar no avião e descobrir que a companhia mudou seu assento para a primeira classe. Um gol que desconcerta o adversário e transforma o ambiente. Enquanto o cronômetro corre.

3 – Os mineiros não resistem ao impulso humano de buscar o terceiro gol antes do primeiro. A pressa corrompe os movimentos. Marcelo Moreno se confunde em um cabeceio com todos os contornos do empate. O San Lorenzo joga.

4 – Três contra um no contragolpe argentino. O fim se aproxima da área de Fábio em alta velocidade. O goleiro cruzeirense passa da trajetória do chute de Piatti, mas deixa a perna salvadora no caminho.

5 – No apagar do primeiro tempo, instala-se a sensação de que a meta argentina está trancada. A bola beija uma das traves, corre sobre a linha e beija a outra. Em Roma, Francisco sorri.

6 – Marcelo Oliveira abre seu time com a entrada de mais um atacante. O Mineirão veria um desfecho épico ou uma longa despedida. O tempo e as defesas de Torrico trabalham pela segunda opção. O gol de Bruno Rodrigo acende a chama da primeira.

7 – Vinte minutos para produzir dois gols. Desafio estimulado pela cretina expulsão de Romagnoli por um tapa em Moreno a centímetros do árbitro. Ataque contra defesa, com muito volume e pouca clareza. Torrico, o arqueiro das luvas abençoadas, mal as usa depois do gol.

8 – O San Lorenzo é o exterminador do futebol do Brasil na Libertadores 2014. Não haverá brasileiros nas semifinais pela primeira vez desde 1991.

CARREIRAS

Em relação a um árbitro assistente, homem ou mulher, nada importa mais do que o balanço entre acertos e erros. A nova musa das linhas não deve receber mais oportunidades, e nem mais cobranças, por causa de seus dotes estéticos. Se o objetivo for uma carreira no campo, ela precisará de foco e paciência. Se for uma carreira fora, não precisa de mais nada.

LESÃO

É surreal que se fale em poupar Neymar do jogo que pode dar o título nacional a seu clube, em nome da preparação para a Copa do Mundo. Depois de todos os problemas causados pela operação de sua contratação, só falta mesmo que ele não esteja em campo na “final” do Campeonato Espanhol por qualquer motivo que não seja a falta de condições.



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