O LINK DA LIGA



Fazia tempo que não víamos um jogo assim.

Um encontro tão unidimensional entre equipes do mesmo nível, que se desequilibrou dramaticamente pela soma das qualidades de um com os defeitos do outro, em uma noite em que um foi só qualidade e o outro, só defeito.

Fazia tempo que não víamos um nocaute tão devastador em um campo de futebol, um monólogo do início ao fim, uma demonstração de força indiscutível.

Na relação entre o que pretendia fazer e o que fez na Allianz Arena, o Real Madrid (4 x 0: Ramos-2 e Ronaldo-2) talvez tenha atingido a perfeição ao impor uma goleada inesquecível ao Bayern.

O início se deu da forma sonhada por equipes que, de posse do placar do primeiro jogo de uma eliminatória em ida e volta, estão a um gol de sentenciar o confronto: uma jogada de bola parada, em que o risco é mínimo e a recompensa pode ser enorme.

E o sonho do Madrid em Munique era tão bom que, após vinte minutos, dois gols estavam estampados no placar, ambos pela via da bola alçada na área. Um escanteio e uma falta.

O domínio espanhol pelo alto, aliás, foi evidente de uma área à outra. Excelência ofensiva e defensiva de Ramos e Pepe, fundamentais para que o time branco alcançasse a final em Lisboa.

Também de uma área à outra, o Real Madrid exibiu outra faceta do jogo na qual é excelente. A construção do terceiro gol foi mais um contra-ataque de manual que começou com Bale, passou por Di Maria, chegou a Benzema, reencontrou Bale e terminou com Ronaldo.

Atenção para a pausa do francês, que controlou o tempo e programou a segunda fase do contragolpe com maestria.

Com 3 x 0 contra, em casa, no primeiro tempo, o Bayern passou a jogar por um desses milagres que ocorrem a cada cem anos, e por seu amor próprio.

Não esteve nem perto de poder almejar o primeiro, não foi capaz de salvar o segundo. Quase tão impressionante quanto a eficiência do Real Madrid em seu plano, a impotência do Bayern será mencionada sempre que a história desta semifinal for contada.

Sem lucidez, sem força, sem jogo, sem chance.

Carlo Ancelotti, um vencedor discreto que deixa saudades por onde passa, levou seu time de uma derrota potencialmente determinante – para o Barcelona, há pouco mais de um mês, pela Liga Espanhola – ao majestoso triunfo sobre os campeões europeus.

Seu Madrid é, hoje, tudo o que quis ser nos últimos três anos.

Cristiano Ronaldo adicionou o quarto gol (16 em uma edição da UCL, recorde), em cobrança de falta que magistralmente passou por baixo da barreira. E o Real Madrid assinou a pior derrota da carreira de Pep Guardiola.

O resultado e a eliminação certamente alimentarão os entendidos que se calam quando o chamado “futebol de posse” produz vitórias e troféus, mas saem gritando dos buracos quando o “jogo direto” prevalece.

Não percebem os ciclos e a evolução do jogo, ignoram que o debate inteligente não é o que confronta estilos, mas o que observa a maneira como são empregados. Questão de preferência, de formação, de montagem de equipes e, acima de tudo, de utilização correta dos jogadores disponíveis.

Guardiola tem responsabilidades pela eliminação que fará com que sua primeira temporada no Bayern, uma temporada que já não seria melhor do que a anterior, seja por alguns considerada uma frustração.

Ao tomar a decisão de contratá-lo, o clube alemão encomendou uma ideia de jogo que precisa ser desenvolvida. Essas duas partidas contra o Real Madrid oferecerão um valioso material para tal desenvolvimento.

Quatro temporadas mais tarde, o Real Madrid esteve perto de devolver ao técnico catalão os 5 x 0 (se bem que, considerando o placar agregado…) que sofreu no Camp Nou, em 2010. Naquela noite, Pep era técnico do Barcelona e o Madrid era dirigido por José Mourinho.

Mourinho jamais foi o mesmo depois da goleada. Vejamos como Guardiola responderá.

O Madrid de Ancelotti está de volta à final da Liga dos Campeões, após uma exibição que ficará na memória de todos que a viram.



  • Emerson Cruz

    Espetacular Real Madrid! Fantástico Ancelotti!
    Só merecem elogios o time merengue e o técnico italiano, pois derrotaram uma das equipes mais fortes e vencedoras que o futebol já viu e que é comandada pelo mais revolucionário treinador dos últimos tempos.

  • André Luiz

    Em busca da décima taça, maior clube da história, não sabia da diferença entre as conquistas entre Real Madrid e seu arqui-rival Barcelona. Cristiano Ronaldo sendo mais constante esse ano novamente e havendo justiça continuará sendo o melhor jogador do mundo, já que Messi vem caindo de produção a cada ano.
    Carlo Anceloti não tem a mesma base de fãs de Mourinho e nem uma seita que vê bom futebol em quem apenas tem posse de bola e finaliza 5 vezes ao jogo. Treinador vencedor, que se relaciona bem com seus comandados e joga objetivamente, verticalmente.

    AK: Posso estar enganado, mas não conheço ninguém que veja “bom futebol em quem apenas tem posse de bola e finaliza 5 vezes ao jogo”. Conceito exótico.

    • André Luiz

      Esse é o futebol praticado pelos times do Guardiola, 65% + posse de bola e 5 finalizações por jogo contra equipes de nível.

      AK: Ontem foram 19 no total, 10 no alvo. No primeiro jogo, 16 e 11. Em ambos, o time dele jogou mal. Seus números precisam de fontes melhores, é uma tendência clara no seu histórico de comentários. Um abraço.

  • Juliano

    Nocaute tão devastador como o aplicado pelo próprio Bayern frente ao Barcelona no ano passado.

    Cristiano e Messi, os dois melhores do mundo, possuem muitas diferenças. Mas uma ficou evidente ontem, ao notar como cada um reage quando alcança e quebra algum recorde. Mesmo com o argentino fora de combate, a cena que vi ontem me fez gostar ainda mais dele.

    Não tenho preferência ou torcida para quem deva ser o campeão da UCL deste ano, desde que não seja Mourinho já ficaria contente.

    Abraço!

    AK: Diferença fundamental em relação ao Bayern x Barcelona do ano passado: o Barcelona estava em mau momento e não era o campeão. A posição do Bayern em 2014 era bem distinta. Um abraço.

    • Juliano

      Claro AK, não falei em tom de discordância, mas sim, seu complemento/explicação está perfeito.

      Em tempo: MOURINHO CAIU! DE NOVO!!!!!! Me mata de alegria!!! E com o Real, que ele não conseguiu fazer campeão da UCL, na final. Se bem que vou torcer pro Atletico, só por causa da comemoração idiota do Cristiano ontem.

      Abraço!

      • Zeca

        CR7 esta ficando careca de preocupação com sua opinião pela maneira que ele comemora seus gols, melhor sair do armário e assumir que é culé.

        • Renato

          O CR7 com certeza não está preocupado, mas você está. Por isso quem deveria sair do armário é você…

          • Zeca

            UIA!!! Aqui os culés vem de turma e tem até porta voz…..kkkkkkkkk

  • joao

    A lamentar só o cartao bobo do xabi alonso.
    Uma pena ele fora da final.

  • Foi um jogo de uma nota só: simplesmente sensacional. Uma verdadeira aula de futebol, graças a Sergio Ramos, Bale e a Cristiano Ronaldo que bateu recorde de gols na Champions League. Uma das pernas da final ficará interessante pois CR7 é português e jogará em casa. Road to Lisbon. Agora falta só o Chelsea, de Mourinho, minha torcida. Bom feriado a todos, Anna

  • Renato Garcia Pereira

    Gosto das opiniões e pontos de vista do André, porém sempre há dois detalhes que me incomodam e que me fazem preferir as análises de PVC e Calçade em detrimento dos outros comentaristas. Primeiro: se em tempos de redes sociais todo mundo pode opinar, ser entendido, achar que é especialista em tudo e que os outros não sabem nada, infelizmente não há por contraparte de comentaristas profissionais a frieza e a compreensão que um profissional deve manter diante de um leigo ao permitir que este opine. Ao mencionar “os entendidos” em tom jocoso e depreciador, o profissional procura se manter no pedestal do antigo “formador de opinião” da imprensa pré-internet, como se avisasse a todo o instante que o entendido, na verdade, é ele, e que seria melhor para os leitores que não o conteste pra não passar vergonha. Não costumo xingar jornalistas profissionais porque meu time não ganhou, porém sempre visto a carapuça quando “os entendidos” são citados, pois raramente esses entendidos se tratam de companheiros da profissão. Esse tipo de “observação” nunca é visto nas colunas do PVC, e nas de Calçade aparecem raramente, mas mais como um tom professoral, prof. de Ed. Física que é. Segundo: vivemos tempos realmente especiais! Tudo agora ficará para a história, é o melhor que já foi visto, só nós conseguimos enxergar potencial ou decepção naquele técnico ou jogador, os outros não. Ou melhor, fazia muito tempo em que não víamos um massacre assim entre grandes potências (sendo que eu me lembro, na história recente, de pelo menos uns 14…). A urgência das coisas nos faz pensar em que todos os momentos estamos vivendo algo inesquecível, ou nos deprimido à toa porque deixamos de vivê-lo. Há pouco tempo atrás, enquanto todos os comentaristas se preocupavam em criticar a CBF por sua medida política de unificar títulos nacionais, PVC aproveitou a deixa para tentar lembrar os mais velhos e ilustrar aos mais novos o porque de o Santos de 60 ser um dos maiores times de todos os tempos, e porque Pelé é inigualável: nos presenteou com estatísticas dos jogos da época, em que o Santos distribuía sapatadas em finais de campeonatos – 5 a 1 era o placar mais corriqueiro. Enfim, se tem alguma coisa que não acontece faz tempo, é aparecer un time como esse…

    AK: Lamento que você vista a carapuça. Lamento, ainda mais, que veja em meus textos uma intenção que eles não têm. É evidente que há ironia na menção aos “entendidos”. Mas me parece que está claro que estes são – jornalistas incluídos, óbvio – os que preferem fazer análises de ocasião e decretar fatos. Quanto ao exagero de classificar jogos como históricos ou semelhantes, estou de acordo com você. Mas a afirmação que fiz a respeito do jogo de ontem é fruto de reflexão, não de urgência. Se você lembra de “14” ocasiões em que o campeão europeu foi goleado, em casa, de maneira tão cruel como vimos ontem, poderia dividir conosco suas memórias. No mais, Calçade e PVC são colegas que admiro muito. Você está em boa companhia. Um abraço.

    • João

      Concordo um pouco com o Renato com a comparação que fez entre o AK e PVC / Calçade.
      Acaba sendo comum aqui no espaço uma resposta mais agressiva ou ácida do AK para algum leitor, sem que o leitor tenha feito nada.
      Eu até entendo que o AK recebe muitos comentários ofensivos, irônicos, etc, e isso deve ir minando sua paciência, mas algumas vezes vejo comentários que só querem contrapor ideias, ou mesmo questionar algo, que acabam recebendo uma resposta dura.

      Em todo caso, acho que temos um nível muito bom de comentaristas no Brasil, ao contrário do que algumas pessoas dizem. O PVC é ótimo, Mauro Beting também, assim como o Calçade, Juca, etc.
      Além do AK, que, na minha opinião, é quem melhor escreve entre todos.

      • Renato Garcia Pereira

        João, eu penso da seguinte maneira: ninguém é obrigado a aguentar xilique de derrotado, ignorante, mal-educado e “senhor da razão”, porém também entendo que aguentar esses malas, infelizmente, faz parte dessa profissão de jornalista/comentarista esportivo, que lida com a paixão das pessoas. Quanto melhor o jornalista/comentarista, mais fama e visão ele ganha (e também mais grana! ;-p), e mais ignorantes eles atraem também. O difícil, então, passa a ser o alcance quase transcendental de paciência e sangue frio que o PVC alcançou para lidar com a paixão dos torcedores. Repare: ele nunca dirige cutucadas aos “entendidos”. Isso o faz ser um cara mais “povão”, como um colega de mesa discutindo com outras pessoas. Entendo que esse é o desafio mais difícil que um comentarista tem pra ultrapassar, mas acho que oportunidades como essa, num jogo desse nível e importância, seja a hora perfeita para um ótimo colunista como o AK exercitar a filosofia da humildade. Pode esse ser um estilo de escrita ou forma de dar opinião, mas não me agrada esse estilo superior de mostrar opiniões, igual aquele cara que ninguém gosta de discutir futebol no serviço. O André disse na resposta que não tem intenção, mas a impressão que passa é essa. Entende o nível desse desafio para o colunista, entender essa nuance? E posso dizer com toda certeza, meu caro João: esse vício não é exclusivo do André, de forma alguma. O que mais tem é comentarista com esse tipo de “revanche”. PS: os tais 14 jogos são fáceis de serem lembrados, os anos recentes da Champions mostram campeões massacrados o tempo inteiro. Claro, se falarmos de “atuais campeões europeus” o número cai drasticamente, mas facilmente chega a cinco. E lembremos que o futebol também existe aqui na “Sudamerica”, onde também ocorre esses massacres, embora não do mesmo nível de excelência, admito. PS2: lembrei de outros dois comentaristas elegantíssimos no trato com o leitor: Tostão e João Máximo!

  • Roberto

    O time do Real não teve uma grande mudança de elenco para o time do Mourinho, mas que mudança no futebol hein? Óbvio que a maturidade do time tbem vem com o tempo mas o Ancelotti com certeza tem muitos méritos. Ainda mais dado o time adversário, jogando o fino, em ótima fase. Inquestionável Real.

  • Marcos Santos

    Faltou ontem ao Bayern ser tomado pelo espírito de Istambul, como ocorrera com o Liverpool em 2005.
    Ah, mas esse espírito se simpatiza mais com clubes ingleses, não é Bayern finalista de 1999?
    Abraço.

    • Marcos Nowosad

      Sinto, mas “o espirito de Istambul” não resolveria nesse caso.

      Enquanto ao Liverpool “bastou” fazer 3 gols no segundo tempo para empatar a partida e levar a decisão aos pênaltis, ao Bayern restava fazer 5 (!) gols no segundo tempo para se classificar, devido ao saldo agregado de gols.

      Não me lembro de nenhuma vez (nem com time inglês) onde tamanha reviravolta ocorreu.

  • Gosto do Guardiola. Acho um treinador serio e que segue suas conviccoes futebolisticas. Contudo, acho que houve um exagero geral a seu respeito, como um tecnico absolutamente inovador e que estava trazendo o verdadeiro futebol de volta. Foi muito bem no Barcelona, fez historia. No Bayern esta fazendo um otimo trabalho tambem. Nao e uma derrota (absolutamente normal no futebol) que o tornara um tecnico mediocre. Mas a derrota de ontem evidenciou erros que ja aconteciam em sua epoca como treinador do Barcelona.

    O Barcelona de Guardiola era um time absolutamente dominante, mas pecava (e ainda peca) em um aspecto: chutes ao gol. Raramente se arriscava um chute quando havia clara possibilidade, sempre preterindo o chute ao passe. De certo modo, essa deficiencia foi transferida ao Bayern… Que prefere o passe ae a finalizacao precisa ao risco de um chute de fora da area. Essa filosofia de jogo sofreu quando a defesa do Real Madrid fez uma partida impecavel. Outro aspecto em que o Barcelona de Guardiola nunca foi competitivo (nao havia necessidade) era o jogo aereo. Ate entendo, pois os jogadores blaugranas tinham tecnica suficiente para ganhar os jogos. Ja o Bayern tem jogadores que nao so sao otimos no jogo aereo, mas possuem estatura suficiente para anular ou tirar vantagem desse tipo de jogada.

    Acho que se o Guardiola quiser montar times invenciveis, sao estes dois aspectos que ele precisa adicionar ao seu ja vasto arsenal. Enfim, espero que o Guardiola perceba estas deficiencias e se torne um treinador ainda melhor.

    Estou viajando nas criticas?

    Abs!

    • Ricardo

      Não acredito em times invencíveis e não existem esquemas definitivos. São relativos, de acordo com as peças disponíveis e ainda levando em consideração que as peças são humanas e têm variações.
      As peças do Real Madrid estavam em um dia espetacular e anularam todas as ferramentas do adversário, assim como já falharam contra adversários muito, mas muito mais fracos, porém em situações de menor pressão e necessidade.
      Tostão (na Folha) pensa que a maioria das partidas não é decidida pela estratégia dos treinadores, apesar de saber da sua importância. Eu concordo, as peças dentro do campo são cruciais para a definição da partida, principalmente para um massacre como o de ontem.

      • Grande Ricardo,
        Também concordo. Afinal, futebol não é uma ciência exata.

        Abs!

  • Matheus Brito

    Eu sou fã da ideia de jogo de Guardiola, por isso lamento essa descendente em que entrou o Barça, fruto também de um momento mediano do melhor do mundo. Além do tempo, que infelizmente chegou para o Xavi.
    O Bayern tem o estilo do Guardiola, tem peças melhores que as do Barça em alguns setores importantes (defesa principalmente), tem força, técnica e elenco. Mas não tem jogadores ultra decisivos como um Messi ou CR7. Não deixa de ser uma potência de gigantesco potencial (desculpe a redundância) por isso. Mas em jogos onde nada parece dar certo, isso faz diferença.
    Foi um jogo em que o Real engoliu o Bayern e seu estilo. O tiki-taka não morreu. Longe disso. Não esqueçam o seguinte: O Barça já fez algo parecido(guardadas as proporções) com o Bayern. Este juntou os cacos, estudou o Barça, o estilo, suas forças e fraquezas. Uma verdadeira análise SWOT. Voltou mais forte e massacrou seu adversário impondo uma força que assustou o mundo.
    Vai devolver o massacre ao Real um dia? não sabemos. Mas vai sim tirar diversas lições do jogo de ontem. Uma delas é que precisa ser mais decisivo. Para tal precisa de peças, e Lewandowski não será essa peça.

    Falando apenas do Real, não é um time sem posse de bola. É uma time que joga diferente: Ataca quando tem a bola e defende quando não tem. O Assombro desse time está no poderio de seu contra-ataque. Ancelotti sabe aproveitar as características dos jogadores que tem e montar o time e o jogo de acordo com elas. Lembrem que ele já conquistou títulos defendendo e já conquistou atacando. Basta olhar para seus times vencedores na década passada.
    Esse Real é mortal no contra golpe. Mortal como há temos não vejo. Não é o contra ataque dos times de Mourinho (chutão para um atacante que está sozinho lá na frente). É uma jogada muito bem armada, trabalhada a exaustão e que possui duas máquinas assassinas: CR7 e Bale. Este último é um puro sangue jogando bola. Reuni força e velocidade como nenhum jogador no mundo tem hoje. Uma explosão de velocistas de 100 metros rasos. Impressionante.
    Gosto mais dos estilos de Barça e Bayern, simpatizo com a parte tática do Simeonne, não gosto do estilo do Mourinho, embora também tenha seus resultados. Mas hoje, o Real Madrid é o time a ser batido no mundo, jogando um futebol vertical, de posse e bonito. Gravei o jogo, vou assistir mais algumas vezes.

  • Dyl Blanco

    Comprou uma idéia de jogo. Definição precisa. E essa idéia de jogo parece não incluir jogo aéreo. No passado quem contratasse Minelli, Enio Andrade, Milton Buzzeto etc., também estava comprando uma ideia de jogo. Quem contratava Ilton Chaves, Rinus Michels, Mario Travaglini e o mestre dos mestres, Telê Santana, contratava alguém que extraia o máximo de cada jogador, criadores de formas exclusivas para cada plantel que lhes surgisse pela frente. Guardiola tem capacidade para entrar nesse seleto clube dos criativos. Só lhe falta rodagem, coisa que infelizmente nem a alta tecnologiados tempos atuais conseguirá resolver.

  • Eddie The Head

    Entendo que boa parte dos amantes do futebol bem jogado prefere a proposta de jogo do Bayern de Guardiola,que mantém a bola em sua posse,toma conta dos espaços e busca infiltrações nos erros dos adversários. Tem gente que gosta disso. Eu,particularmente,prefiro o futebol ofensivo,rápido e avassalador que o Real Madrid joga,onde ele parte pra cima e o adversário que dê seu jeito em segurar sua ofensividade. Um time que tem Cristiano Ronaldo,Bale,Modric e Di Maria não poderia jogar de outra forma. Para mim não foi zebra,não foi surpresa,venceu quem foi mais eficiente com a bola no pé. Venceu quem,na minha opinião,joga um futebol que une força e velocidade.

    Na minha opinião,venceu o time que vai levantar a UCL desta temporada.

    • Matheus Brito

      Concordo em vários pontos:
      1 – Longe de ser uma zebra, embora não fosse o favorito.
      2 – Essas peças que você citou não poderiam produzir outro futebol que não um jogo vertical de velocidade no estilo 100 metros rasos.
      3 – Venceu quem foi mais eficiente.

      Discordo em apenas de um ponto:

      Essa UCL está longe de ser decidida. Simmeone e CIA Ltda não vão vender barato essa. Pra mim eles já irão chegar Campeões Nacionais contra o Barça e não seria nenhuma zebra se fossem campeões espanhóis e da UCL.

      PS: Prefiro o jogo do Guardiola. Mas o Barça que encantava tinha posse, objetividade e poder de decisão com Messi. Esse Bayern de ontem me parecia ter somente a posse de bola.

      • Nilton

        Eddie e Matheus, me parece que “o futebol ofensivo,rápido e avassalador do Real Madrid” não encaixa com o estilo do futebol do Atlético de Madrid/Simeone, se tem um time que poderá tirar o título do Real é o Atlético. Algo me diz que não vamos ver um futebol bonito em Lisboa, apenas um partida tensa e disputada.

        • Matheus Brito

          Uma coisa certa é que o Real não terá facilidade para usar sua principal arma, o contra golpe. O Atlético não oferece isso a troco de nada. Mas o Real joga com a bola no pé, Alonso fará falta e o atlético como franco atirador até aqui terá a responsabilidade de ser o time que eliminou Barça e Chelsea, um Bi de Euros juntos?

          Outra coisa certa, a Catalunha terá que assistir pela tv a copa do Rei, o Espanhol e a UCL irem morar em Madrid nessa temporada. Dureza.

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