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Havia uma dúvida sobre o ataque do Chelsea para o primeiro jogo das semifinais da UCL: Schurrle ou Torres?

A escolha de Mourinho pelo atacante espanhol se revelou coerente. Torres, torcedor e ex-jogador do Atlético de Madrid, personificou a postura do time inglês no Vicente Calderón.

O Chelsea fingiu querer jogar, fingiu querer atacar, fingiu querer ganhar. O zero a zero satisfez a Torres e, certamente, a Mourinho. (Talvez não tenha satisfeito a um magnata russo cuja opinião no clube tem certo peso, assunto para daqui a pouco.)

Seria ingenuidade esperar outro tipo de jogo. O Atlético vence com defesa abnegada e exploração do espaço oferecido pela ofensividade do adversário. O Chelsea o frustrou ao se recusar a ser ofensivo.

Tem lógica? Sim. Estratégia? Evidente. Virtude? Eis a questão.

Se você acha que o Chelsea pode fazer mais do que se negar a jogar – e parece claro que, com orçamento que ostentam e os jogadores que possuem, os londrinos podem -, ver o ônibus preto estacionado no Calderón foi uma imagem decepcionante.

Se você acredita que não há constrangimento em assumir a forma do Sunderland sendo o Chelsea, é porque provavelmente pensa que a especulação representava a única chance de sair de Madrid com o confronto aberto.

Assim Mourinho enxergou a situação, mesmo diante de um time que tem feito coisas impressionantes na temporada, mas que não é exatamente o… Barcelona de 2010/11.

O Atlético sofreu com a posse. Especializado no contragolpe e no aproveitamento do erro do oponente, teve enorme dificuldade com o ataque posicionado. Não finalizou bem de fora, não criou perigo em jogadas de bola parada, não escapou da armadilha inglesa.

Setores da imprensa europeia farão críticas fortes à atuação do Chelsea. Mourinho dará de ombros. O que se diz e escreve sobre seus times parece não lhe importar. Mas a distância entre o que o Chelsea apresentou e o jogo que o dono do talão de cheques visualiza é grande.

Basta lembrar que, antes de concordar com o retorno do técnico português, Roman Abramovich tentou contratar Pep Guardiola. E antes de tentar contratar Guardiola, o dono do Chelsea adquiriu jogadores mais indicados para um outro modelo de futebol.

“Resultadistas” dirão que o que o russo quer é vencer, nada mais. Não é verdade, e, mesmo que fosse, o prognóstico do jogo de volta não o tranquilizaria.

Em Londres, Mourinho não poderá estacionar o ônibus.

E um gol do Atlético – no tempo normal ou na prorrogação – vale em dobro.



  • Joao Paulo

    André, partindo da premissa de que qualquer empate com gols dá a vaga à final ao Chelsea, o confronto da volta é totalmente favorável aos ingleses… Mourinho dá de ombros porque sabe que a orelhuda é o que vai deixar o russo mais feliz, no final das contas.

    Mas torço muito para que o Atlético consiga aproveitar os espaços que os azuis vão ter de dar em Londres. Mas acho que ficou difícil, o Chelsea é um time experiente em UCL.

    AK: Premissa errada. Empate com gols classifica o Atlético. Um abraço.

  • Anna

    Chelsea jogou feio, mas é uma tática. E confio nos blues na final!!! Na torcida, sempre!! Grande abraço a todos, Anna.

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