CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

ERRO FINAL

Romualdo Arppi Filho, segundo árbitro brasileiro a apitar em uma decisão de Copa do Mundo, tinha uma maneira particular de dirigir jogos quando se aproximavam do final. Especialmente os que estavam empatados. “Em jogo zero a zero, comigo, a partir dos 30 minutos do segundo tempo, só valia golaço”, costuma dizer. O que significa que, para mudar o placar àquela altura, um jogador teria de fazer uma pintura de gol, pois o jogo seria conduzido pela arbitragem de forma a não correr risco.

Risco de quê? De um gol irregular, decisivo, no fim. De ser responsabilizado pelo resultado. Árbitros têm pavor desse peso, incômodo que perdura por dias e prejudica carreiras. “É para evitar esse tipo de coisa que árbitros oram, acendem velas, ajoelham-se no vestiário”, conta um ex-árbitro brasileiro que tratava os minutos finais de suas atuações como um piloto de Fórmula 1 na última volta de uma corrida. Máximo cuidado, nada pode dar errado.

Para ele, não há erro mais grave do que o cometido pelo trio de arbitragem na decisão do Campeonato Carioca. “Não tem explicação ou defesa, e o jogo não tem salvação”, diz. Nem o jogo e nem o campeonato, decidido por um gol em impedimento, nos acréscimos do segundo tempo. Fim da história.

A FIFA avalia arbitragens com notas de zero a dez. Determina que, se houver interferência no placar, o árbitro – ou assistente – não pode receber nota superior a sete. O mesmo critério é adotado pela Conmebol e pela CBF. É por isso que há árbitros que “gostam” de marcar pênaltis para o time que está vencendo. O jogo se resolve e ninguém reclama.

Também é por isso que, em partidas que se encaminham para decisões por pênaltis, árbitros apressados soam o apito final antes que os acréscimos se encerrem. Aconteceu no mesmo domingo, no Pacaembu, em Santos x Ituano. “Medida de segurança”, explica o ex-árbitro. “E se sai um gol de mão?”.

POBRE BRASILEIRÃO

Como já se escreveu aqui, a CBF e o STJD merecem o suspense em relação ao Campeonato Brasileiro de 2014. O futebol do tapetão, dos tribunais e das liminares é um produto, entre outros dramas, da falta de zelo com a principal competição do futebol do país. E é trágico que o continuísmo prevaleça na eleição na confederação, com a colaboração dos clubes.

MELHOR ASSIM

O Atlético Mineiro se livrou de Nicolas Anelka. Independentemente de quem tem razão nas versões sobre a contratação anunciada que não se concretizou, o time estará melhor sem o francês. Anelka não é o tipo de jogador cujo talento, no pós-auge, é suficiente para causar impacto nos campeonatos daqui. E ele provavelmente chegaria pensando que é.



  • João Sardinha

    O grande problema no Brasil com as arbitragens é que a torcida e a mídia fazem um confusão dos diabos com o juiz. Como o nome mesmo diz o cara é um juiz e se é um juiz ele tem seu particular entendimento de determinada infração, então ele julga e apita. Ai entram os comentaristas de arbitragens sentados nas suas confortáveis cadeiras com vários monitores à sua disposição vendo o lance de vário ângulos e cada um deles emite um comentário diferente do lance. Some-se a isso a pressão da torcida e dos jogadores em campo, ai a coisa vira uma “perfeita confusão”. O juiz, às vezes erra, mas, a pressão sobre o árbitro no Brasil é demais, deveria haver mais respeito com a decisão do árbitro principalmente por parte da mídia que muitas vezes com comentários agressivos joga mais lenha na fogueira causando mais confusão nas partidas.

    • RENATO77

      Perfeito João.
      Soma-se a tudo isso o fato de que o jogador brasileiro entra em campo com dois objetivos, vencer o adversário e enganar o juiz….”levar vantagem” nem que seja na cobrança de um lateral.
      Difícil.
      Abraço.

    • RENATO77

      Boa!

  • Mauricio

    Muito tem se falado da “esculhambação” no campeonato brasileiro, o que é interessante porque simplesmente deveria se cumprir o regulamento definido entre a CBF e os clubes que disputaram o campeonato brasileiro para que o ordem seja mantida. Agora, se é para não haver cumprimento do regulamento para a “esculhambação” acabar e o “resultado de campo” valer, que joguem os jogadores expulsos em todos os jogos, que possa se agredir bandeirinhas e juízes sem problema, que possa haver agressões físicas e morais a jogadores, torcida, dirigentes e por aí vai. Pois desta forma com certeza as coisas ficarão organizadas para determinadas pessoas.

    AK: Outras pessoas jamais entenderão o que aconteceu no BR-13. E nem querem, porque o importtante é salvar a própria pele. Mesmo que para isso seja necessário apelar a comparações esdrúxulas e oportunistas. Típico.

    • Brian

      Dificil para todos entender o que aconteceu em 2013. As investigacoes do Senise, que apontavam para corrupcao, nao foram concluidas. E se foram, nao foram divulgadas. Quer dizer, ficou tudo na mesma.
      Mas a gente tem que acreditar que as investigacoes foram feitas com a devida diligencia….
      Entao ta.

      • Olha, gente, desculpem-me, mas não é difícil entender não. O caso principal: a Portuguesa escalou um jogador irregular; o caso foi julgado numa sexta-feira, saindo o resultado no final do dia, mas só foi publicado pela “dona” da competição na segunda-feira. A “regra” do código do STJD diz que a sentença tem que ser cumprida imediatamente, enquanto o Estatuto do Torcedor, que é LEI, portanto MAIOR que o código desportivo do STJD, diz que a sentença tem que ser cumprida a partir da publicação da sentença.

        Onde está a dificuldade?

        (percebam que não estou levando em consideração se isso tem corrupção de cartolas, “esquema” para beneficiar grandes clubes, lisura na investigação…)

        Abraço!

  • André Lara

    Eu acho um absurdo campeonatos importantes ainda não terem ajuda das imagens! Tirem aqueles dois postes que ficam um atrás de cada gol que nunca fazem nada de IMPACTANTE na partida, e coloquem um deles junto ao responsável pela transmissão da partida, na dúvida, ou em caso de irregularidade, usem a porra do rádio de transmissão, tanto o arbitro da partida quanto o que estará junto ao que transmite a partida! É fácil, teve gol impedido e o bandeira não viu, em 5 segundos da cabine de filmagem passam um rádio pro juiz e falam, TAVA IMPEDIDO, e no caso de dúvida do juiz, ele passa um rádio, “foi dentro ou fora da área?” “tava impedido?” “pegou na mão?” …… é rápido, fácil e simples, só basta os responsáveis pelo futebol quererem que o futebol seja mais JUSTO dentro de campo!!!!

  • André

    Permita-me uma observação que acho importante ser mecionada. Há a necessidade do apito eletrônico, sim. Mas também há absoluta necessidade de evolução no comportamento dos atletas dentro de campo. Talvez tenhamos atingido um momento em que a honestidade também deva prevalecer… Não vejo mais espaço pra “malandragem” no futebol. O esporte deve ser um reflexo (ou um espelho) da nossa sociedade. O atleta precisa parar de fingir a falta… De colocar a mão propositalmente na bola… De continuar um lance que saiba estar claramente impedido…

    Talvez soe utópico, mas a aclamada “mão de Deus” de Maradona hoje em dia não cabe mais. Não é genialidade, é falta de caráter. Acho que a sociedade está buscando a maioridade, e essa evolução passa pela honestidade e fair play no esporte. Acho um pouco injusto que toda a culpa recaia sobre os ombros dos apitadores (sempre os alvos). Acredito que o jogador tem tanta culpa nos erros por tentar ludibriar a percepção do árbitro quanto o apitador que não foi suficientemente competente pra assinalar corretamente este ou aquele lance.

    Miroslav Klose passou a ser um jogador pior depois de ter assumido a irregularidade em um gol? Não. Ao contrário, passou a ser reconhecido e ainda mais respeitado. Fica o exemplo.

    Enfim, só um devaneio aqui. Faz sentido?

    Abs!

    AK: Faz. De acordo. Um abraço.

    • Thiago Mariz

      Realmente, é óbvio e urgente a necessidade que você apresenta. Em graus diferentes, é urgente como a honestidade na política.

      Falar disso e que precisa mudar é muito fácil. A questão é que se precisa de uma população mais honesta. Se isso não for mudado de baixo, vamos passar a vida inteira sofrendo com isso e, de quando em quando, anunciar a necessidade urgente da “honestização” do futebol, da política, do condomínio que moro, etc. Precisamos é de brasileiros mais honestos. Somente isso.

    • Nilton

      Beto, se o sistema de imagem for utilizada automaticamente os jogadores param de usar a malandragem, pois todos estariam correndo o risco de tomar um cartão amarelo por simulação ou reclamação. Na NBA o jogador sempre se entrega quando o juiz aponto uma irregularidade, na NFL também não temos discussão entre atletas e juiz, geralmente quando o pau come é entre os jogadores já que os juízes estão blindados com o uso de imagem.
      O uso de imagem traz mais seguração para os árbitros que acabam tendo menos pressão e errando menos (os jogos da NBA e NFL estão ai para provar)

  • David

    Soh acho q tb eh importante que esses arbitros ao aplicarem esses “metodo de seguranca” se conscientizem em saber balancear esse controle de jogo. Sair dando faltinha em cima de cada lance por todos esses ultimos 15 minutos pra frear a partida, por exemplo, estraga o espetaculo e toda a emocao de momentos decisivos assim. O la e ca de 2 times abertos buscando a vitoria antes ou no meio de uma prorrogacao eh raro e sagrado no espetaculo do futebol pra seu torcedor, e o juiz sendo egoista em momentos assim esta chamando o foco pra si e nao pra o evento que ele serve.
    Abraco
    David

  • André Rolim

    E isso não é interferir no resultado do jogo?

    • Daniel Veloso

      Exatamente, André… Kfouri, isso também não é interferir no resultado do jogo?

    • Paulo Pinheiro

      Isso é MANIPULAR o jogo. A pergunta: “E se sai um gol de mão?”. Não é óbvia a resposta? apite a infração e não valide o gol.

      Caramba… três posts dedicados a um erro de arbitragem. Quanta obsessão…

      Qual o problema, André? Você desconfia de alguma coisa “por trás” daquele erro?

      AK: Eu desconfio de algo ainda mais grave. Que há quem realmente não compreenda por que foram escritos três posts sobre esse assunto.

      • Paulo Pinheiro

        Acredite. Existe todo tipo de gente. Inclusive gente que não entende que um erro pode ter CONSEQUÊNCIAS diferentes quando acontece em momentos diferentes da partida, mas que a CAUSA continua sendo a mesma: não somos máquinas. E que dentro desta ótica julgar todo um campeonato por um único erro é a falta de noção do que é estar lá e ter que decidir um lance em fração de segundo. O que? O campeonato não tem salvação?

        AK: Há mais coisas que não têm salvação… E não estamos discutindo aqui, neste caso, a causa dos erros. Mas o efeito. Lembre-se de que sou favorável a arbitragem eletrônica, aquela que impediria que um campeonato fosse decidido dessa forma absurda.

        • Paulo Pinheiro

          Eu também sou favorável. Evitaria o gol irregular do Vasco na primeira partida.

          A propósito… gol irregular aos 42 do segundo tempo e eliminação do Atlético-MG na Libertadores não rendeu comentários nem do blogueiro torcedor do CAM…

          Essas coisas acontecem, sim.

          E vão acontecer enquanto formos humanos.

          AK: E o desespero atinge níveis alarmantes. Daqui a pouco um elefante será semelhante a um cachorro…

          • Paulo Pinheiro

            Desespero? rsrs

            Não poderia estar mais tranquilo.

            Não precisa desse tipo de atitude. E nem vai surtir nenhum efeito. A idéia é o que importa, não se o cidadão está desesperado ou não.

            Desespero talvez seria dedicar três posts pra dizer que um erro é mais que um erro. Mas novamente: não importa. Importa é que a sua idéia é definitivamente diferente da minha.

            AK: Desespero é não ser capaz de compreender três posts. Um abraço.

  • Juca Kifuro

    Eu ainda não entendo a resistência do futebol à tecnologia, sendo que ela iria auxiliar muito mais a justiça nos resultados. Implantar chips no gol para assinalar quando a bola entra por completo, a possibilidade de um “desafio” sobre um lance, como tem no tênis, entre outras coisas. O que custa? A autoridade de um árbitro que, como o artigo fala, já entra com o ó na mão e não apita como deveria, por pressão psicológica? Tem que se admitir que errar é humano e nenhum árbitro ou assistente tá acima disso, e se puder ter auxílio do que for para um resultado justo, que tenha. Abraços!

  • José Henrique

    A única coisa que me incomoda como torcedor, é o tratamento diferenciado que os analistas de arbitragem dão ao mesmo lance.
    Como Corinthiano, não dá prá esquecer André, como até hoje se referem ao Castrilli naquele jogo contra a lusa, como ladrão entre outros adjetivos, e omitem (exceto o seu pai o Juca que sempre que pode se reporta a esse jogo) os dois gols impedidos da Lusa.
    Se isso não representar seletividade de crítica, nem sei mais o que é.
    Podem conferir nesse video.
    http://www.youtube.com/watch?v=9V1sbO857qY
    Outro exemplo, as entregas vergonhosas de 2010 foram justificadas pela possivel entrega do Corinthians ao Flamengo em 2009, quando naquele jogo, o Corinthians chutou bola na trave do Mengo, e pior, acusam o Felipe no penalti, mas omitem que a falta deu origem ao segundo gol, ao final do jogo, e pior ainda, inexistente.
    Se houve alguma irregularidade em favor do Mengo, foi praticada pelo arbitro.
    Quando Felipe nem pulou, o fez de revolta pela marcação.
    Vejam o video, e analisem se foi penalti, e se o Felipe estava indignado ou não:
    http://www.youtube.com/watch?v=drTpMOZpC-Q
    E esse outro jogo, em 2007, praticamente esquecido.
    http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2009/11/25/goias-insinua-ajuda-do-inter-em-2007-e-promete-retribuir-corinthians-cre-em-corpo-mole.jhtm
    Ou seja, as criticas seletivas só contribuem para o descrédito dos torcedores em relação a certa parte da mídia, e contribuem também para o aumento da violência entre torcedores.
    Árbitros precisam melhorar, críticos esportivos também, torcedores, idem.
    O futebol não pode ser tratado como tem sido ultimamente, com pretensões até politicas, e até cobranças absurdas, de que o futebol conserte todas as mazelas da sociedade.
    Não é isso. Futebol deve ser tratado como divertimento para o povo, principalmente o brasileiro que ama esse esporte.
    É muito triste ver esse quadro atual, onde em busca de noticias, desinformam, mais do que informam.

    • Marcelo

      Oportuno o seu comentário…parabéns.

    • RENATO77

      José Henrique, muito bom…sinto como voce, Sou Corinthiano também. O video do youtube é de minha autoria. Tinha esse material em VHS desde 1998, indignado com o tratamento dado e que ficou na historia, resolvi publicá-lo num pequeno exercício de exorcismo, da raiva que tenho da imprensa desde que ela colocou meu ídolo Rivellino pra fora do PSJ.

      A cobertura “do dia seguinte” é importante para NÃO se tenha o sentimento de “vale tudo e ganhar roubado é mais gostoso”. Parece que a mídia não sabe, talvez NUNCA saberá, seu papel na sociedade…

      Após a última rodada dos estaduais, em 3 deles houveram erros graves de arbitragem, resolvi acompanhar os programas esportivos na segunda feira, esperava uma verdadeira “guerra” de acusações, comentarista subindo em cima da mesa.
      Fui direto num dos mais críticos canais, a ESPN. Para minha surpresa, Mauro Cezar Pereira, o mais critico dos críticos, estava com fisionomia calma, nem testa franzida tinha. Comentava com a costumeira veêmencia sobre o erro do juiz no jogo do carioca. Mas o detalhe: NÃO relacionava o erro ao FLAMENGO. Esse nome(MENGO) pouco foi repetido por ele. Em momento nenhum foi usado o termo “esquema”…”roubalheira”…apenas criticou-se a arbitragem e sua má qualificação.
      Percebe a sutileza?
      Não associar o erro que definiu onde ficaria a taça ao clube “beneficiado” com esse erro, tampouco teceu teorias conspiratórias a favor do Flamengo, ou relembrou o jogo da fase classificatória(quando houve outro erro)…muito menos fizeram um dossiê com imagens de outros supostos erros a favor do Flamengo em anos anteriores.

      Mais uma que vai pra série: “ah, se fosse a favor do Corinthians…”

      Na cobertura da final do paulista, os comentários sobre o lance que deu origem ao único gol da partida foram todos amenos e cheios de compreensão com a dificuldade do lance. Não falou-se em favorecimento ao clube grande. Esquema? Não ouvi esse termo.

      Em minas, só o presidente do clube dito como “prejudicado” protestou contra alguma coisa, chamando de má fé. A imprensa botou “panos quentes” no que teria sido o lance capital, no finalzinho do jogo.

      Aos Corinthianos como nós, é melhor acostumarmos com a diferenciação de abordagens para fatos e situações iguais dadas pela mídia.
      A morte do garoto boliviano Kevin e as mortes dos torcedores, um do SPFC e outro do SFC, mortos A PAULADAS recentemente, são um bom exemplo do que falamos. Quase nada se falou sobre as mortes aqui no Brasil, mesmo ocorrendo de maneira hedionda.

      Infelizmente acho que isso não irá mudar, pois o próprio clube SCCP não se posiciona sobre tudo isso.
      Onde puderem associar o nome do SCCP à alguma polêmica, o farão. Por gosto? Não sei.
      Mas certamente pela busca a qualquer custo, da audiência e consequentemente dinheiro. O mercado “Corinthians” é simplesmente enorme pois desde 1998, voltando ao caso Castrilli, descobriu-se que além dos Corinthianos, o mercado “anti” é tão grande quanto e tão ávido por notícias quanto a outra metade “pró”.

      Abraço e paciência.

      AK: Creio que já tenhamos discutido isso. Essa “noção” do “é só porque é contra nós” é conveniente, mas fantasiosa. Supõe que existe uma estratégia de mercado, adotada por todos os órgãos de imprensa, por trás das reportagens e opiniões. O que é, simplesmente, falso. Um abraço.

      • RENATO77

        Essa discussão não acaba nunca….rsrsrsrsrsrs…boa Páscoa e muito chocolate pras meninas!!!
        Um grande abraço AK.

        AK: Igualmente. Obrigado. Abraço.

  • Eddie The Head

    Uma questão sobre o que ocorreu domingo:

    Embora fosse ele a autoridade maior em campo,você não acha que tenha uma certa dose de injustiça em condenarmos o árbitro,já que a irregularidade deveria ter sido marcada pelo assistente? Na minha opinião,ele sim foi o grande vilão de tudo.

    Vale lembrar que o mesmo assistente já havia beneficiado o Flamengo em outro jogo,anulando um gol legalíssimo do Friburguense.

    AK: Sim, erro do assistente, que tinha maior responsabilidade no lance. Um abraço.

  • Edouard

    Lendo e ouvindo o relato dos próprios árbitros, não deveria ser difícil entender por que é importante contar com o auxílio de recursos eletrônicos na arbitragem. Em situações críticas, a tensão e a dúvida deveriam incidir sobre a capacidade dos jogadores de definir o resultado, nunca sobre a capacidade do árbitro de não interferir no placar. Um abraço.

  • Paulo Pinheiro

    Esse assunto já deu… mesmo!

    A arbitragem cometeu esse erro (entre vários outros). Foi num momento em que o Vasco da Gama já não tinha forças e tempo pra reagir. Fato.
    E daí? Anteriormente teve outras oportunidades de ampliar o placar e impor sua (suposta) superioridade, de modo a esse gol do Fla não fazer a menor diferença. E os atacantes do Vasco ERRARAM o alvo.
    Sim, estão super-valorizando um erro e minimizando uma brilhante conquista do 33o. campeonato estadual do time que mesmo jogando praticamente só com reservas chegou na frente dos outros.

    Não vão me calar atribuindo falta de vergonha ou de princípios. Aliás, não vão calar ninguém com isso. Todos aqui já comemoraram títulos com vitórias sobre erros de arbitragem. No mínimo na Copa de 2002. Onde estavam os princípios de vocês na época?

    AK: “E daí?”. É sensacional.

    • Eddie The Head

      Maldita democracia,que dá espaço para gente assim.

  • Mumu

    Caro André,

    acompanhei suas postagens anteriores e só agora resolvi me pronunciar publicamente nesse espaço a respeito do erro de arbitragem cometido na final do Estadual do RJ. Até então procurei só ler as postagens e comentários. Mas chegou a um ponto que não dá pra digerir mais. Será falta de criatividade para postar mais matérias de qualidade por aqui? Acho (e acredito que a maioria de seus leitores também concordam) que já deu! Será que você chegou ao ponto de virar jornalista de uma nota só? Acredita que exista algo como uma ”Teoria da Conspiração” no futebol brasileiro em favor desse ou daquele clube em detrimento de outros? Sinceramente, o respeito muito como jornalista, bem como seu pai desde a época de Placar, mas está na hora de virar a página. Poderia deixar minha opinião a respeito do assunto em questão, mas diante de tudo que já vi e li, já não importa mais e não fará a mínima diferença. E porque também supervalorizar tal assunto de um campeonato sem a mínima importância mais? Fracasso de público, de renda, de interesse (o Botafogo por exemplo jogou quase o campeonato todo com os reservas), manchado ainda mais por erros de arbitragem (a favor e contra Flamengo, Vasco e outros clubes). Só serve mais atualmente a título de contagem a favor de quem conquistou.
    Você tem talento para mais caro André. A não ser que eu esteja enganado e exista algo mais por detrás das cortinas que o faz ir tão além para tirar o suco, o sumo, o bagaço e até a casca da laranja e render tanto assunto. Tomara que eu esteja enganado!

MaisRecentes

Gato



Continue Lendo

A vida anda rápido



Continue Lendo

Renovado



Continue Lendo