POST CONVIDADO



O blog publica abaixo uma mensagem enviada pelo “vascaíno”, que já colaborou várias vezes com o espaço e com os debates propostos aqui.

De fato, como se verá, é bem mais do que uma mensagem. É uma opinião bem fundamentada sobre o “roubado é mais gostoso”, tema revitalizado pela declaração do goleiro Felipe.

______

Prezado André,

“A média dos estudantes brasileiros do curso secundário precisa ser mais ou menos reeducada com respeito a hábitos de trabalho e mesmo, em alguns casos, a hábitos de honestidade. A maioria dos rapazes brasileiros que completam o curso secundário nunca foi instruída sobre como estudar nem educada para arcar com as responsabilidades de um programa normal de estudos. A maior parte deles não sabe tirar proveito de uma biblioteca, ou fazer consultas, ou aproveitar um professor durante uma conferência particular. Muitos estudantes de cursos secundários também lucrariam consideravelmente em um ambiente escolar de perfeita honestidade e integridade, o qual, infelizmente, nem sempre existe nas escolas secundárias, mas que será um fato no Instituto Tecnológico da Aeronáutica.”

“O linguajar cauteloso de Smith, ao falar de “ambiente escolar de honestidade”, não deixava dúvidas de que ele se referia a uma praga presente em dez entre dez escolas brasileiras: a cola. Se entre nós costumava ser vista até como uma virtude, uma esperteza, no ITA a cola era imperdoável.”

O texto acima foi extraído do magistral “Montenegro”, de Fernando Morais (Editora Planeta do Brasil, ISBN8576652277).

Trata de uma carta, escrita em 1947, pelo professor Richard Herbert Smith, ex-chefe do Departamento de Engenharia Aeronáutica do MIT, contratado e trazido ao Brasil em 1945 para trabalhar na construção do ITA – Instituto Tecnológico da Aeronáutica – um dos maiores centros de excelência em educação e conhecimento do Brasil.

E nela, o professor Smith, apesar do pouco tempo de Brasil, como comenta Fernando Morais, usa um “linguajar cauteloso” para tocar fundo em um ponto relevante da “alma” do aluno brasileiro que se matriculava no ITA.

Vejo muito disso na discussão sobre o gol do Flamengo, principalmente nos comentários ao seu post de segunda feira.

Eu já “ganhei” jogos com gols nos últimos minutos, já “perdi” jogos com gols nos últimos minutos. Futebol, como me ensinou meu velho pai, tem três resultados possíveis: ganha-se, perde-se, empata-se. E aí, convive-se com aquilo que se apresenta em campo.

Tenho PROFUNDO respeito pelo Flamengo. É um adversário, grandíssimo, fortíssimo, o tipo de adversário que faz as nossas conquistas serem maiores.  Já “ganhei” jogos lindos contra o Flamengo, já “perdi” jogos horríveis para o Flamengo – naturalmente, imagino que os torcedores do Flamento pensem nestas situações e tenham sentimentos exatamente opostos aos meus.

Perder dói sim. Mas está longe, muito longe, de ser o tema mais importante desta conversa.

Creio que sejam dois temas relevantes:

 

  • “roubado é mais gostoso”, dito pelo goleiro do Flamengo, sucessor de um condenado por assassinato (aquele, do “quem nunca bateu em mulher?”).
  • O uso insistente e sistemático de argumentos para “relativizar” o erro da arbitragem.

 

Àqueles rubro-negros que “relativizam” o erro cometido no gol, relativizem também a sua revolta, quando forem assaltados na rua. Afinal, “o assaltante não teve oportunidades na vida, não teve educação e não tem chance de ser nada – só lhe resta fazer isso”. E, convenhamos, “o que é roubado é mais gostoso”.

Àqueles rubro-negros que “relativizam” o erro cometido no gol, relativizem também a absoluta falta de preparo e os danos causados por policiais corruptos, que, afinal de contas “ganham um salário de m… para correr atrás de vagabundo e têm mais é que levar alguma vantagem mesmo”.

Àqueles rubro-negros que “relativizam” o erro cometido no gol, relativizem também que a corrupção dos Detrans pelo Brasil ocorre devido aos baixos salários recebidos pelos seus servidores. E, quando perderem um pai, a esposa ou um filho em um acidente de trânsito provocado por alguém que comprou sua carteira de motorista, aplaquem sua revolta, afinal de contas, “quem nunca ‘quebrou um lance’ para acelerar uma renovação de carteira”?

Para fechar, fiz um pouco de pesquisa e gostaria de compartilhar 3 estatísticas:

a) Ranking de Países por Produto Inteno Bruto (fonte: ONU)

photo 1

 

b) Ranking de Países por Índice de Qualidade de Vida (fonte: The Economist)

photo 2

 

c) Ranking de Países por Índice de Percepção de Corrupção (fonte: Transparência Internacional) (NOTA: nesta tabela, a nota 100 é o máximo de percepção de limpeza, enquanto a nota 0 é o máximo de percepção de corrupção.)

photo 3

 

Portanto, você, meu caro amigo rubro-negro, que está comemorando porque “ganhar roubado é mais gostoso”, ou que está “relativizando” o erro para justificar o injustificável, pense no seu papel diante do seu país, que é o 7° (sétimo) em produto interno bruto, o 39° (trigésimo-nono) em qualidade de vida e o 72° (septuagésimo-segundo) no ranking de “limpeza/corrupção”.

E pense em que tipo de influência a nossa colocação em corrupção não tem sobre a nossa qualidade de vida, apesar do enorme potencial do nosso PIB.

Faz muito tempo que não choro por causa de futebol.

Cheguei em casa na segunda feira de manhã cedo, depois de passar a noite viajando e vi minha mulher sentada em minha cama, amamentando nosso filho mais novo, enquanto a nossa filha mais velha dormia ao seu lado.

E ali, no micro-cosmo daquela casa, daquele quarto, daquela cama, não se ganha roubado.

Um forte abraço.



  • Roberto

    Gostei do texto, mas ainda está bem carregado de paixões e isso, acredito, acaba nublando um pouco o raciocínio da pessoa, por mais racional e lógica que seja. Uma premissa de toda essa discussão é que a relativização do crime acontece da mesma forma, pelas mesmas pessoas, em todas as esferas de sua existência. Eu discordo. Acredito que o torcedor João relativiza muito mais os fatos para aliviar o peso sobre seu time, que o pai João o faz com relação a seus filhos ou o trabalhador João o faz com relação ao seu trabalho. E isso, na minha opinião, não torna João um hipócrita ou um esquizofrênico. Apenas mostra uma fragilidade de João, o ser humano, em um momento de paixão e num contexto onde isso é sim, muito mais aceitável (destaque para a palavra “aceitável”). Julgar o caráter de João pela maneira como provoca seus adversários enquanto torcedor, na minha opinião, é um pouco superficial. Acreditar que isso é um sinal de falta de ética em outras esferas da vida é uma conexão forçada. Como ser humanos esperamos consistência dos outros, mas a verdade é que a natureza humana não poderia estar mais distante disso.

    • Sidney

      É exatamente essa linha de raciocínio que tem levado nosso futebol pro buraco. Esse de que a paixão pelo time serve como escudo pro sujeito “relativizar” o erro a favor do seu time em nome da paixão, invadir campo de treinamento pra cobrar/agredir jogador em nome da paixão (não foi essa linha que um promotor de SP utilizou para arquivar o processo de invasão no CT do corinthians?), brigar em nome da paixão e por fim matar em nome da paixão… Nós, e me incluo muito nisso, temos que entender que corrupção, agressão, assassinato e invasão não fica “menos” grave por envolver futebol, se trata da mesma coisa em qualquer esfera da sociedade brasileira.

      Abs.

      • Roberto

        Caro Sidney, vc não acha que comparar uma provocação entre torcedores e um crime (agressão, assassinato, invasão) como vc coloca, muito diferentes? Quer dizer q eu não posso achar uma provocação de um adversário algo engraçado ao mesmo tempo que repudio uma agressão feita contra um jogador? Isso me torna um hipócrita, um esquizofrênico?

    • Paulo Wagner

      Prezado Roberto,
      Só relativizamos o que não nos afeta diretamente de maneira negativa. Assim como grande parte da torcida flamenguista, neste caso específico, relativiza uma infração clara às regras do jogo, que decidiram um campeonato a seu favor. Se o fato tivesse ocorrido com o sinal trocado, digo, se o gol favorecesse o Vasco na conquista do título, essa mesma parcela da torcida flamenguista estaria revoltada e muito pouco disposta a “relativizar” qualquer coisa. Como diziam nossos avós: “pimenta nos olhos dos outros é refresco”.
      O fato é que, para que haja civilidade e cidadania, um erro é um erro. Não se deve relativizar nada simplesmente pelo fato dele não nos atingir diretamente. Um roubo é um roubo; corrupção é corrupção; deslealdade é deslealdade. Simples assim. Não há relatividade para isso. É triste ver pessoas teoricamente bem preparadas tentando justificar o injustificável com base na “relatividade” dos fatos.
      Vivemos em um país triste, que nega sua própria fotografia quando esta nos é escancarada por estrangeiros que nos visitam ou até mesmo por brasileiros com um senso crítico mais apurado. Episódios como esse, e sua repercussão, com os “roubado é mais gostoso” e tudo, só nos escancara quem somos como povo. Não mudamos nada desde que Mário de Andrade escreveu Macunaíma. Não aprendemos nada. Só ficamos mais hipócritas, mais condescendentes com o erros que nos beneficiam e indiferentes aos que prejudicam os outros. Quando o afetado somos nós, reclamamos. E aí, meu caro, ninguém escuta. Estão todos preocupados com seus próprios umbigos.

      AK: Exato

      • Paulo Pinheiro

        Sr. Paulo,

        Em primeiro lugar, por que teríamos que “justificar” alguma coisa? O que há pra ser “justificado”? Eu estou devendo alguma coisa pra alguém?

        Não há como “relativizar” um erro. Um erro é um erro. Se ele prejudica “x” ou “y” é questão circunstancial. Como também é circunstancial se ele acontece no primeiro minuto do primeiro tempo ou no último minuto do segundo. Erros acontecem porque somos humanos. Os atacantes do Vasco erraram vários chutes ao gol, por exemplo. E erros cometidos dentro de campo não têm como ser reparados.

        Não sei se você está “enrolando” pra não dizer que sua convicção é de que houve má-fé do trio de arbitragem, ou da FERJ, ou do Bispo, ou do Papa, ou seja de quem for. Se for isso, melhor ser direto e dizer. Ah, não pode provar? Então, meu chapa, isso é que faz esse erro igual a qualquer outro. Até que se prove (e bem provado) o contrário, não é nada mais que um erro.

        Como tantos erros que já nos beneficiaram e nos prejudicaram. Como um campeonato brasileiro inteiro sem um único pênalti marcado a favor.

        O título continua incontestável. Usar a infelicidade das palavras do Felipe pra contestar esse título é de uma desonestidade intelectual do tamanho do Maracanã.

        Onde você quer chegar? Que o Flamengo “em nome da justiça e da honestidade” deveria entregar o título para o Vasco? Que a FERJ deveria fazer isso?

        • RENATO77

          TUDO deve ser relativizado.
          Por isso somos seres “racionais”, o uso do intelecto serve pra isso, pra analisar situações em seus contextos.
          Fica mais difícil viver dessa maneira, dá mais “trabalho”? Sim. Pensar é sempre mais difícil.
          Abraço.

          • Zé Bigorna

            Exato

          • Paulo Pinheiro

            Caro Renato,

            O contexto poderá dar um peso diferente à consequência do erro, mas não vai diferir na questão da origem dele: o profissional continua sendo um ser humano que erra. No início, no meio e no fim.
            Aliás, quanto mais próximo do fim da partida mais cansado está o humano, e portanto mais passível de erro, se você quer analisar de forma “racional” e “pensando mais di cum força”.

      • Roberto

        Caro Paulo,
        Excelente texto. Obrigado por tomar o tempo de escrevê-lo. Sua frase “O fato é que, para que haja civilidade e cidadania, um erro é um erro” é um daqueles pilares inquestionáveis. Acredito, inclusive, que as civilizações mais evoluídas em bem estar coletivo são aquelas que impõe esse pilar mais fortemente em seu legislativo e judiciário. Apenas para deixar claro, não estamos falando aqui de quebrar uma lei. Minha colocação só tenta dar luz ao fato de que o ser humano não é, por natureza, consistente. Mesmo o mais alemão dos alemães ou o mais finlandês dos finlandeses, em algum aspecto de sua vida, que seja ao torcer por um esporte, ou quando em família e com amigos mais íntimos, suaviza sim essa visão preto e branca em prol da provocação saudável, da brincadeira, da diversão, por mais que em seu íntimo seja ainda um seguidor ferrenho do princípio de ética e civilidade. E insisto, isso não faz dele um hipócrita ou um esquizofrênico, muito menos alguém que só relativiza aquilo que o interessa. Na minha opinião, e é a minha, existem sim coisas na vida que são mais importantes e menos importantes, mesmo em uma dimensão tão pouco elástica como a ética. Posso estar errado, mas no meu íntimo, quando ouço meus amigos Corinthianos (sou São Paulino) falando sobre o título brasileiro de 2005 com orgulho, me incomodo de uma maneira muito diferente e muito menos intensa do que quando vejo notícias sobre um envolvido no mensalão sendo inocentado. Isso é relativizar a falta de ética e o erro (em ambos os casos a lei foi aplicada, dentro de seus devidos contextos) ou é suavizar aquilo que é realmente menos importante? Será que não podemos ter uma sociedade ética sem eliminar a falta dela em discussões de bar? A verdade é que não tenho a resposta.

  • Paulo Pinheiro

    Associar o Felipe ao Bruno e o texto já perdeu infinitamente sua importância.

    Quanta baboseira! Quanta hipocrisia! Quanto espaço ao que não merece espaço! O Vasco já foi a “fonte de todas as corrupções” no período Eurico Miranda e o cidadão acima vem falar que estou “relativizando” o erro do árbitro?

    A frase do Felipe foi um desabafo pra irritar os jogadores vascaínos que o irritaram desde que saíram na frente do placar até tomar o merecido gol no meio das ventas. Foi errado. Mas foi humano. E já está feito.

    Mas repito: essa frase já foi dita por vários outros e ninguém quis se promover em cima disso. O próprio Lance! usou essa frase quando ganhamos ROUBADO da Turquia na Copa de 2002.

    Vascaínos: vão chorar na cama que é lugar quente. Seu time não venceu porque não mereceu. Senão devolvam aquele gol ROUBADO da primeira partida.

    Sem mais.

    • esteban

      meu amigo paulo pinheiro, ainda que o vasco tivesse que devolver o gol do primeiro jogo, o flamengo tinha que devolver o gol do segundo jogo, o que ficaria 1×0 para cada jogo, o que levaria para os penalti, e penalti é loteria.
      um abraço.

      • Paulo Pinheiro

        Não contesto isso, até porque fatos não se contestam. O que eu contesto é a hipocrisia de que o erro a nosso favor foi um “roubo descarado” e que o erro a favor do Vasco foi “normal”.

  • Ricardo

    Parabéns ao “vascaíno”. Obrigado André.
    Sem mais comentários.

  • Lucas

    O problema do futebol é o também a sua maior virtude. Então quando uma pessoa vai escrever falando de futebol, ela não consegue deixar de lado sua paixão clubista.
    Concordo que o maior problema do Brasil é a corrupção em todas as esferas da sociedade, ou podemos dizer que é a impunidade.
    Contudo temos que separar algumas coisas.
    Primeiro, falar do Felipe por sucessor do Bruno, se o Bruno errou, como realmente errou, ele está la pagando pelo seu crime, mas o Felipe não tem nada com isso. A frase foi desnecessária, movida por paixão pelo momento e ponto final.
    Os vascaínos estão reclamando do gol, impedido. Reclamem. Tem razão para isso. Mas se querem falar de moralidade por que não falam do gol no primeiro jogo. Foi falta no goleiro.
    Um erro justifica o outro?
    Ou um erro eu perdoo…. mas dois erros não.
    Ps.: Não sou flamenguista e estaria muito mais feliz se o Vasco fosse o campeão para poder zuar e muito o meu irmão.

    • Roberto A. Silva

      Com este texto realmente sou obrigado a reconhecer que vc. não é Flamenguista. Pinóquio.

      AK: Creio que haja muito mais coisas que você deveria reconhecer.

  • Perfeito André.
    Ou somos radicais em termos de honestidade, ou ficamos desse jeito por mais 514 anos. Já comentei aqui, André, que o “jeitinho” brasileiro é o pai da corrupção, que é o verdadeiro câncer que contamina o povo brasileiro. Colamos na escola, furamos fila, andamos na contramão (e achamos ruim quando alguém reclama). Destes “pequenos deslizes” para os grandes, é um pulinho, questão de oportunidade.
    Aproveitando a “cancha”, gostaria de manifestar minha revolta com um latrocínio na ocorrido numa lotérica de Goiás, onde o funcionário foi morto com um tiro na cabeça, pois os bandidos se revoltaram por não conseguirem efetivar o roubo. O rapaz tinha 27 anos e deixou dois filhos (as) pequenos. Logo em seguida, a notícia do menino de 11 anos morto covardemente no Rio Grande do Sul.
    Realmente, não dá para “relativizar”.

  • Lucas Miranda Corrêa

    Considero o texto extremamente infeliz e prepotente, dizer que o cidadão que comemorar o título sobre o Vasco é o mesmo que contribui de forma direta e proposital com toda a falcatrua e corrupção que ocorre em nosso país é ridículo, ao meu ver, falta ao escritor, a percepção de que no futebol, o termo roubo não tem o mesmo significado da palavra quando se trata de assuntos gerais. Além do mais, a simples menção ao ex-goleiro Bruno, como quem compara o Felipe a ele, já mostra o quanto o sujeito foi imparcial no momento em que escreveu ao Blog, não gostei André, e apesar de concordar que a declaração do Felipe foi sim infeliz, não acredito que este texto reflita de fato o que se deve pensar a respeito da polêmica.

  • rafael

    O texto é bom exceto a analogia entre a frase do Felipe com a frase de seu antecessor que não merece nem ser lembrado ou mencionado.O Felipe errou mas é um baita goleiro, tenho certeza que já se arrependeu de ter dito a infeliz frase.

  • Alexandre Reis

    André, boa tarde.

    Sou Rubro Negro, mas a anos as vitórias ou derrotas do Mengão não alteram o meu dia seguinte.

    Mas quanto ao texto do amigo ai, tá parecendo dor de corno.

    Sou totalmente a favor do apito eletrônico, sou a favor do auxilio de juízes em um patamar acima. Mas sem isso querer desmerecer a comemoração dos outros, sem olhar pro seu próprio umbigo. Perde-se toda a credibilidade.

    Quanto a frase do Felipe, esse rapaz não merece crédito e nem espaço, pois é um atleta desmiolado, quantas asneiras esse rapaz já falou e ainda ira falar.

    Abs

  • Lucas

    Desde pequeno que escuto isso. ” Ganhar roubado aos 44 do segundo tempo e’ que e’ bom”.

    Entendo o argumento dos que condenam o Felipe. Espero que estes nunca tenham achado esta frase engracada, pois ha muita hipocrisia ai no meio disso tudo.

    Suprema Hipocrisia dos Flamenguistas, comecando pelo seu presidente, que condenaram o Fluminense ha menos de 6 meses no episodio Heverton. Para eles, o Fluminense tinha que ter dito: “Muito obrigado, mas eu vou para a segundona mesmo pois isso e’ o correto”. Risivel..

    Suprema hipocrisia dos Vascainos, pois seu time entrou com recurso para continuar na primeira divisao.Agora, novamente entraram com recurso apesar de erros (ou roubos) no futebol serem mais velhos que andar pra frente. Imagino que a grande maioria dos Vascainos que agora se revoltam com a “falta de moralidade”, comemoraram bastante o tri campeonato carioca na decada de 90. Que foi conseguido com vario jogos roubados e com as manobras de Eurico na federacao. Ou tenha ficado com vergonha quando Edmundo jogou aquela final de Brasileiro, apesar de ter sido expulso no jogo anterior.

    Antigamente, Futebol era aonde a turma se sacaneava, se divertia no fim de semana. Era lazer, era engracado. Agora tudo e’ levado tao a serio… O que que o Felipe tem a ver com o crime do Bruno??

    Galera, ta na hora de todo mundo relaxar um pouco mais…

  • Lippi

    André e “Vascaíno”, não há absolutamente nada a acrescentar… enquanto continuarmos com o “jeitinho brasileiro” – e sempre enaltecendo-o – vamos continuar na mesma..

    Abraço

  • Só o comentário comparativo sobre o Felipe e o Bruno já me fez perder a vontade de ler todo o conteúdo!!
    Mais vamos lá:NINGUÉM deu TODA essa atenção ao erro do vasco,porque?o JUIZ errar não significa que o FLAMENGO tenha errado e muito menos que tenha sido beneficiado propositalmente pelo mesmo,houve o ERRO?SIM,mais NENHUMA EMISSORA questionou isso na hora,de tão FACIL que foi o lance!!!EU SOU FLAMENGUISTA e COMEMOREI MUITOOOO O TÍTULO,porque como disse o Felipe,se fossem eles seria pior!!Saudades da época do Edmundo,Romário,Renato Gaúcho,Donizete,Edilson capetinha e outros….Hoje tudo tem que ser políticamente correto e não se pode falar mais oque se pensa mesmo no fervor de um gol aos 45 do 2° tempo e de MAIS um título,será que o Felipe sabia di impedimento ao fim do jogo?creio que não,os JOGADORES (NÃO TORCEDORES) do vasco já comemoravam o título,chingavam os companheiros de profissão do Flamengo e zombavam deles mais tudo isso pode né?!não é antiético!!A declaração do Felipe foi infeliz,ASSIM como a sua comparação do mesmo com o Bruno!!

    SRN:

    • Eddie The Head

      Até aqui estava tudo em bom nível,mas sempre tem um desagradável que quer aparecer. Descemos um degrau.

  • Marcos

    Eu respeito a opinião, a boa discussão, acho que tem coisas que de tão óbvias se tornam desnecessárias de discussão.
    Mas veja, ontem eu vi o autor do blog responder de maneira irônica vários de seus leitores. Ontem eu vi o autor do blog copiar colar um link sem se dar ao trabalho de discutir argumentações e o contraditório de outras fontes. Vejo nos últimos dias uma preocupação que não me parece jornalística de defender uma argumentação, que repito, era até desnecessário.
    O que me faz vir aqui e comentar é justamente este comportamento “emocional” que não condiz com o bom profissional e nem mesmo com a idade do autor pq, confesso, até isto eu verifiquei pra tentar entender a maneira de se comportar.
    Eu já acho que um dos males de nosso futebol vem da imprensa despreparada, contraditória e passional, difícil mudar de ideia lendo o que li aqui nos últimos dias.
    A coisa desandou de tal maneira que até perdeu a razão.
    Já no caso do post convidado, eu assino embaixo, mas… Não acho válido citar como condenatório o fato de ter um outro goleiro condenado, se assim fosse eu teria o direito de achar que todo atacante do Vasco merece prévia condenação ou suspeita só pq no passado teve Edmundo? E veja, falo de um jogador que admiro, mas é de uma simplificação que, como disseram acima, desqualifica o texto.
    Bom jornalismo seria bem vindo aqui na coluna, mais educação com os leitores tb, caberia até um pedido de desculpas mas, do jeito que vai, serei mais um a ser ofendido.

    AK: Ofendido? Só se você for excessivamente sensível ou tiver conceitos equivocados. O que faço aqui é responder no mesmo tom. É mais justo. Argumentos foram respondidos com argumentos, ironia com ironia, e por aí vamos. Você está totalmente enganado quando menciona “comportamento emocional”. Nada me conecta ao que aconteceu no domingo, além do fato de ter sido um escandaloso erro de arbitragem que decidiu o campeonato. Não me importam os times em questão. Se o prejudicado fosse o seu time, eu teria a mesma postura. E você escreveria para me elogiar. As coisas funcionam assim. Um abraço.

  • Reyllira

    andré… vc e o Mauro cezar são jornalista diferentes, sérios e comprometidos com o jornalismo esportivo, tem opinião, não as esconde e contribuem para o bem do futebol, diferente de muitos que vemos em determinados programas que deixaram de ser jornalista para serem animadores de auditório. uma pena pra nós mortais que só podemos ver vc e mauro cezar na TV a Cabo onde os descamisados não tem condições de pagar e ficam a mercê destes cidadãos que deveriam usar em seus programas um nariz de palhaço.
    um abraço!!!

  • Carlo

    O lance foi muito rápido . Não e’ tão fácil quanto parece.
    O absurdo e’ não se ter uma estrutura profissional para os árbitros. Não falo nem em recursos eletrônicos pois isso levanta polêmicas. Há os favor e os contra. eu vejo méritos em ambos os argumentos.
    O que e’ inadmissível e’ num futebol profissional, que move fortunas o juiz e seus auxiliares terem um segundo emprego e não contarem com uma estrutura profissional de arbitragem: preparação física, treinamento, ranking por performance, etc.. Isso e’ inaceitável e arcaico. Quanto aos que reclamam, a maioria comemorava muito quando ao seu favor nos tempos do Eurico.
    PS: não sou Flamengo nem Vasco.

    • você diz que o lance e rápido mais e sempre a favor do flamengo esse e o problema, seja rápido devagar em câmera lenta de macha re sempre favorece o time da globo . mais pra mim isso e passado

      • Carlo

        Concordo com voce.

        Em minha opiniao o Flamengo sempre foi mais favorecido pelas arbitragens que outros clubes.
        Ate na geracao do Zicou, houve assaltos a mao armada, como na final contra o Gremio, que o Andrade salvou com cortada de Volei ou no jogo contra o Atletico que o Wright expulsou o time inteiro. A semifinal contra o sport que foi um roubo impressionante.
        Nos anos 80, houve a Frente Ampla pelo Flamengo. O VP do Fla era o Walter Clark, que comandou a globo; a familia Marinho e’ notoriamente Flamenguista. Nao consigo me lembrar uma final em que o Flamengo tenha sido prejudicado.

        Mas nao e’ isso que esta se discutindo. Se esta discutindo a imoralidade de se “ganhar roubado”. Uma discussao meio as avessas, ja que grande parte (nao todos) dos Vascainos que estao pilhados, adorariam ter ganhado roubado. Como alias aconteceu de montao na epoca do Eurico…

        Quanto ganha um juiz de ponta por mes? E um auxiliar? Me parece muito propicio para a corrupcao. Muito facil. E que estrutura de treinamento aquele cara tem? Nutricionista? Preparador fisico? Psicologo? Enfim, no futebol atual tudo e’ profissional, Menos a arbitragem. Os caras tem 2 empregos e e’ impossivel cobrar uma performance profissional e de excelencia com uma estrutura amadora e inadequada.

  • Ozarides

    Acho covarde se apegar a uma “brincadeira” de uma pessoa e usar isso como tábua de salvação para a frustração clubística.
    Pior, generalizar em cima.
    O torcedor, com todo direito, comemora um título. Não uma frase.
    Texto recheado de preconceitos, suposições e negações confortáveis. Freud explica. E os resultados também.

  • João Areias

    Não foram os flamenguistas que relativizaram. Foram pessoas diversas. Principalmente aquelas sem o fardo das paixões.

    E estão certas. Futebol não tem essa importância. Tampouco, esse peso. Deveria ser tratado de maneira muito mais leve. O contrário do que quis fazer o ‘convidado’.

  • Ozarides

    Engraçado o clubismo, não?

    Não vi o ‘vascaíno’ condenando o mensalão interno;
    A denúncia de compra de eleitores no clube;
    A tentativa patética de virar a mesa do brasileiro 2013, após ter perdido em campo;
    O financiamento, pelo clube, de uma torcida marginal;
    O erro de arbitragem contra o Coritiba;
    O erro de arbitragem contra um time do Nordeste que, após jogar contra o Vasco na Copa do Brasil, disse que era normal ir ao Rio e ser roubado;
    A manobra contra o São Caetano em 2000;
    O efeito suspensivo para o Edmundo em 97;
    As parcerias eurico miranda e caixa d’água (a renda na porta de casa);
    A manobra do brasileiro de 86, salvando o Vasco da desclassificação;
    O dedo de Heleno Nunes, invertendo o mando de campo contra o Cruzeiro;
    A arbitragem de Armando Marques;
    E tantos outros…

    Aliás, não espanta, pois torce para um clube onde até o presidente, convenientemente, só vê erros contra si…

    Mas, no fundo, parece que o problema mesmo, é o resultado para um clube que não sabe perder.

  • João

    Que coluna hipócrita. De alguém que parece tentar compensar a dor de torcedor, com uma máscara, uma postura arrogante e egocêntrica.

    Estudei fora do país. Sou pai de 3 crianças. Dou emprego a, pelo menos, 150 pessoas. E nunca usei isso para tentar atacar ninguém. Quanto mais em generalizações descabidas e passionais.

    Um absurdo um profissional da imprensa, como o tal AK, dar espaço para algo tão baixo e parcial.
    Isso sim, mostra que no país, há uma doença social, a intolerância. Tão perigosa, quanto mais torpe é sua motivação.

    AK: Seu comentário sugere incompreensão da intenção do texto. Apesar de ter estudado fora, etc e etc.

  • Juliano

    Fantástico, vascaíno! Você e todos que pensam dessa maneira, têm o meu mais profundo respeito.

    Eu costumo dizer entre os meus: o problema do Brasil, é o brasileiro! O slogan o governo federal está errado! Fantásticos os FATOS levantados, como a carta datando ainda de 1947, o nosso PIB e pra onde vai todo esse montante, mostrando que não é na educação, e sim na alienação, produzindo toda a sorte de cidadãos que curtem o “roubado é mais gostoso”, como vimos extensivamente neste espaço nos últimos 3 posts. Ah, que bom seria se o problema de postura, educação e discernimento totalmente equivocados que presenciamos constantemente fosse restrito ao campo do futebol…

    AK, parabéns mais uma vez pela maneira com que conduz este espaço.

    Abraços!

  • Carlos

    Ah sim, o ‘vascaíno’ é um grande exemplo.
    Todos vimos em Brasília e Joinville.
    Por isso, querem de volta o santo Eurico Miranda.
    Moro em São Caetano e lembro bem do puritanismo deste clube. Que faz muito pior que frases. Aplica na prática. Aliás, faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço…

  • Pedro

    Caro André e Vascaíno,

    A meu ver o texto incorre em um erro muito sério quando compara um erro de arbitragem com corrupções pequenas ou grandes. Começa por aqui:

    ” Àqueles rubro-negros que “relativizam” o erro cometido no gol, relativizem também a sua revolta, quando forem assaltados na rua. ”

    e segue na questão que vai da cola ao (mau) caráter de políticos. Entendo o ponto, acho a fala do Felipe profundamente infeliz (e a frase está ligada a nossa valorização de uma certa malandragem que está ligada a nossa tolerância com corrupções: nesse ponto o Vascaino é perfeito).

    Mas daí não segue que tolerar o erro da arbitragem é tolerar pequenas corrupções e valorizar a malandragem. Em especial nesse lance: o Márcio Araújo não foi malandro, não achava que estava impedido, comemorou legitimamente o gol. O jogo foi todo jogado segundo as regras do jogo. E entre as regras do jogo está uma implícita: devemos acatar as decisões do árbitro. É ele, o ponto de vista dele, o ângulo de visão dele que prevalece. Claro, com o advento da TV, maior cobertura e etc. foram necessárias mudanças: os auxiliares tem mais poder hoje, temos o quarto árbitro, tem os auxiliares atrás do gol, há comunicação entre os árbitros. E a arbitragem melhorou: impedimentos são muito bem marcados atualmente, em geral o replay mostra que estamos errados e os árbitros certos. O André tem um argumento muito forte: mesmo assim ocorrem erros. E por mais justificáveis, o lance deste jogo é um em que não há dúvidas (poderia haver se o MA não tivesse tocado na bola: cairíamos na interpretação). Por que não incluir na regra do jogo o auxílio eletrônico? O jogo não ficaria mais honesto, não teríamos menos roubos, o cidadão brasileiro não ficaria mais rigoroso com princípios éticos. Apenas teríamos menos erros de arbitragens.

    Isso posto, volto a dizer: o título do Flamengo não foi manchado por um erro de arbitragem. Não foi menor por isso. Não foi menos honesto por isso. Até entendo alguém dizer: é até mais gostoso ganhar com um erro de arbitragem (como quem diz, erraram tanto contra nós, a vingança veio… e no último minuto). Assim como alguem poderia dizer: é mais gostoso ganhar com um frango do goleiro que tanto fechou o gol. (Ou um gol dado não tem a mesma graça?).

    A regra do jogo faz parte da regra do jogo. Se a regra é essa: não haverá auxílio eletrônico, então essa é a regra. Podemos mudar. Mas não podemos achar injusto (até podemos, como achamos quando um time ganha em um lance de sorte), desonesto (desonesto não podemos), um título ganho por um erro de arbitragem. Desonesto seria utilizar desse recurso (auxílio eletrônico) quando a regra não permite. Porque aí cairíamos na conversa chata: e o lance X do primeiro tempo, e a outra bola e etc… ou seja, tem que estar na regra essa consulta.

    É evidente que o que escrevi acima parte do pressuposto de que temos honestidade (o que nem sempre é o caso) e de que as pressões não influenciam (o que nunca é o caso). O auxílio eletrônico ajudaria a arbitragem para se defender melhor das pressões? Eu acho que sim. Então a pergunta que fica é: a quem interessa?

  • artur

    Altamente recomendável nesse momento em que vivemos a leitura do excelente artigo “O Livro 1984 e a bolsa brasileira” em http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/meandros-das-bolsas-de-valores/2014/03/11/o-livro-1984-e-a-bolsa-brasileira/

    Excelente texto.

  • RENATO77
  • Bruno

    Eu não tenho conexão emocional nenhuma com o que aconteceu, pois sou palmeirense. Mas acho que o texto toca direto no ponto.

    A questão da falta de senso coletivo, relativizar quando são os outros que se dão mal, e essa ideia de que a ética que temos em relação a determinadas situações difere dependendo do quanto somos afetados positiva ou negativamente por uma mesma situação são sim uma mostra do que somos como país.

    Uma das coisas mais interessantes do futebol, é ele ser capaz de refletir dentro do campo de jogo, e em todo ambiente em volta dele, as verdades da sociedade que o cerca.

    Vamos pegar o excelente (e até emocionante pelas circustâncias antes, durante e depois) jogo entre Liverpool e Man. City no último fim de semana, e tentemos imaginar um jogo em circustâncias semelhantes ao que se viu em Anfield.

    Será que num momento de solenidades e minuto de silêncio tão marcantes, em homenagem a um momento tão trágico quanto relevante na história do país, seriamos capazes de apresentar o mesmo nível de respeito demonstrado durante o minuto do mais absoluto silêncio ocorrido neste jogo (e em TODOS os jogos da rodada de várias divisões do futebol inglês)?

    Pense num estádio brasileiro recebendo dois clubes que brigam pelo título, num jogo tão importante na reta final do campeonato, e seja sincero ao responder a pergunta acima. A resposta a essa pergunta diz muito a respeito do senso coletivo e nível de respeito ao próximo de uma sociedade.

    Outra coisa: o Reino Unido, nas estatísticas demonstradas no texto, está logo acima do Brasil em PIB. Veja o nível do campeonato jogado lá pegando este jogo em Anfield no final de semana como exemplo. Observe, em termos de qualidade dos jogadores e qualidade coletiva dos times, além de organização, geração de receitas, estádios com ocupação sempre acima de 90% de sua capacidade em absolutamente qualquer jogo. Pense na emoção de Gerrard ao final de jogo, e a entrevista absolutamente consciente que o mesmo deu logo após sair de campo depois de chorar de emoção.

    Compare agora com nosso principal torneio local, o campeonato brasileiro, que neste final de semana, como em todos os outros anos, chegará timidamente. Quase que de forma clandestina, com uma pontinha de vergonha de dar as caras. Nem sequer sabemos ainda como de fato terminará o campeonato do ano passado, porém sabemos que esse ano novamente teremos estádios vazios, preços de ingressos abusivos, times que são um amontoado de jogadores com poucas qualidades coletivas, e declarações de atletas tão magnânimas como a que deu o goleiro do Flamengo no domingo, ou as entrevistas vazias dadas em coletivas etc etc.

    Comparem as olímpiadas organizadas pelo 6º no ranking do PIB e a forma como Copa do Mundo e Olímpiadas estão sendo “organizadas” por aqui.

    O que vemos nos gramados, não é muito diferente do que vemos nas ruas no dia-a-dia. Tanto lá como cá. A forma como, não só a torcida do Flamengo, mas a torcida de qualquer time lida com o erro ocorrido no fim de semana, mostra sim aquilo que somos como sociedade, e como indíviduos também.

    Falar o que o Felipe disse no contexto e da forma como foi falado não é brincadeira ou sarro, tal qual fazemos com os amigos na segunda-feira no trabalho etc. tem muito mais por trás dest frase.

    Precisamos repensar a nós mesmos.

  • Haroldo

    Entendo perfeitamente as emoções envolvidas dos dois lados. Mas o texto, embora com emoções envolvidas, é para se pensar, refletir, meditar. Principalmente quando lendo os comentários se vê claramente que o analfabetismo funcional não permite que grande parte dos leitores o entenda, e concorde que o problema é muito maior do que uma frase solta do Felipe depois do jogo.

    AK: Aí está. Já valeu a publicação. Obrigado e um abraço.

    • Roberto

      Aproveito o comentário sensato do Haroldo para agradecer vc, André. Adoro esse Oásis que vc criou aqui nos comentários de seu blog. Não conheço, de verdade, nenhum outro lugar na internet em que seja possível discutir e pensar como aqui, no contexto do esporte que adoro, mas não preso a ele. Obrigado.

      AK: Quem agradece sou eu. Farei meu máximo para que siga sendo assim. Um abraço.

      • Teobaldo

        Excelentes, Haroldo e Roberto.

        Vendo os comentários fico a lembrar a doce Dona Dinalva, minha professora da 3ª série, lá pelos idos de 1974 no inesquecível Grupo Escolar Dominicano Vieira (na época em que a escola pública era, de fato, uma escola e, acreditem, os professores eram respeitados… que pena, como o tempo passou assim tão rápido?…), em Belo Horizonte. Ela falava para mim: “Teobaldo, meu docinho (podem acreditar, era assim que ela falava), a composição (na época não se falava redação) é constituida de tópico frasal (onde você faz uma introdução e resume o tema); desenvolvimento (onde você detalha o tema e apresenta os seus argumentos) e conclusão (onde você reforça o tópico frasal)”.

        Como sugestão, prezado AK, insira um tópico frasal antes de cada post (tipo assim, explicando, entende, por mais óbvio que o tema possa parecer…) o teclado da sua máquina agradecerá, certamente! Desculpe-me se pareço pedante, mas só mesmo com muita ironia! Um abraço!

    • Rene

      E’ arrogancia demais atribuir o “analfabetismo funcional” a quem nao concorda com nosso ponto de vista.
      Se encontra uma unica verdade em muito pouco na vida.
      Desqualificar aquele que tem um ponto de vista oposto ao seu e’ a pior forma de debater.
      E, infelizmente, a mais usada.
      Abs.

  • José Henrique

    André. Poderíamos ampliar o horizonte desse post, para discutirmos essa questão.
    As críticas aos flamenguistas por “relativizarem” o erro do árbitro, comparando esse comportamento à “crimes” contra vida, ou ao patrimônio, achei excessivamente fortes.
    Se, deplora com tanta veemência essa situação, gostaria de saber como ele colocaria, comportamentos do “tipo” estádio cheio com placas pedindo “entrega”, de jogos?
    As torcidas do Palmeiras e do São Paulo, em 2010, e recentemente no jogo contra o Ituano, na visão do articulista, se comparam a que?
    Talvez, uma simples relativização : “para prejudicar o adversário, vale até entregar a minha honra”.
    Ou não? Engraçado, como as próprias críticas são relativizadas, dependendo do interesse de quem as faz.
    Abraços.

  • Willian Ifanger

    Grande Vascaíno. Deve ter sofrido bastante. Fazia tempo que não tinha algo dele por aqui.

    Obrigado por compartilhar.

  • Doug

    Nunca havia comentado no Lance, mas me mandaram a sequência de blogs desse jornalista e me senti compelida a escrever.

    Primeiro, o dono do blog demonstra uma extrema arrogância ao tratar com o próximo. Qualquer um que discorde de sua opinião (verdade incontestável para ele), é tratado imediatamente com ironias e, pasmém, é chamado de analfabeto funcional.

    Isso, eu tenho certeza que não sou. Posso colocar aqui os mais de 600 livros que já li, eu que tenho 10 anos a menos que o blogueiro, mas essa não é a questão.

    Entendo que o blog representa uma opinião pessoal do blogueiro, mas se ele não quer ser contestado em sua “verdade absoluta”, não deveria existir o espaço para postagem.

    Acho interessante ele acusar flamenguistas por todas as mazelas do Brasil, inclusive dizendo que o erro cometido contra o Vasco não pode ser relativizado, quando, nos últimos três dias, a única coisa que ele fez foi relativizar todos os erros cometidos contra outros times, alegando pateticamente que esses erros não “tiraram campeonatos” ou não foram aos 46min do segundo tempo.

    Isso é mais que má-fé. Isso é desonestidade intelectual.

    Mas não vou acusar o blogueiro de o estar fazendo conscientemente. Talvez, ao defender sua paixão clubística (e você pode tentar mentir o quanto quiser), ele extrapole a razão. Talvez você não seja vascaíno. Mas demonstra em todas as postagens uma aversão enorme ao Flamengo e a sua torcida.

    O Vasco venceu com um pênalti inexistente o modesto Rezende. Isso não é absurdo pra você, obviamente. Você irá relativizar o erro. Ou dizer que ele não existiu. E manterá sua arrogância doentia, porque você se acha melhor que todos os leitores. Felizmente você não o é.

    Vasco e Flamengo seguirão suas jornadas. Um com um atacante que matou 3 pessoas, mas que você não fez analogia nenhuma. Outro com um goleiro que assassinou uma mulher.

    E o Brasil permanecerá com seu eterno nepotismo, um dos maiores motivos de mazelas nesse país. O papai é jornalista, o filhinho também o é. E vida que segue. Incompetentes em cargos importantes, por causa das conexões de suas famílias. Isso, pra você, com certeza não é imoral.

    Parabéns pela hipocrisia.

    AK: 600 livros?!! E ainda não aprendeu os significados de relativizar e nepotismo? E ainda não consegue compreender textos simples? Por que seu nariz é tão grande, vovó?

    • Juliano

      A área de comentários tem se tornado um show de horrores, mas este supera tudo que já li, de longe! Que estômago, AK!

      AK: Um exemplo do que há de pior. Um abraço.

  • Renato Carvalho

    André, em 1º lugar, parabéns pelo blog, cada vez melhor e de mais alto nível.

    Em relação ao comentário, pouco tenho a acrescentar. Embora rubro-negro, sou visceralmente contra o “roubado é mais gostoso”, que só poderia ter saído da boca de um imbecil como o Felipe (o que esse cara, pra lá de medíocre, tá fazendo lá como titular absoluto, tendo um portento de goleiro como o César como 2º reserva, não dá pra entender).

    Só acho importante lembrar um fato acontecido e pouco comentado que foi a falta do Luan no Éverton. Luan, último homem, Éverton ia sair na cara do gol. Regra: vermelho direto. Um erro justifica o outro? Claro que não, mas pra uma análise isenta do conjunto da obra do árbitro, tem que ser levado em consideração.

    Só pra reiterar: essa declaração do Felipe faz parte do abominável do nível de consciência de um povo.

    Quanto à exposição que o comentarista faz da relação pib/qualidade de vida/nível de corrupção, devo lembrar que, por mais que as pessoas queiram se iludir, não existe democracia neste planeta (muito menos nos Estados Unidos, talvez, hoje, o país mais fascista do mundo) totalmente dominado por uma elite de banqueiros, principalmente, e pelas grandes corporações que os apoiam, onde os políticos são meros puppets em suas mãos, só chegando a cargos de decisão se antes estiverem comprometidos com as metas estabelecidas por eles (ou seja, são meros cargos de confiança). Entre estas metas está exatamente a da decadência do ensino (a queda na qualidade de ensino nos Estados Unidos é estarrecedora). Óbvio, o que eles menos querem é que o nível intelectual, cultural e de consciência das pessoas evolua e se expanda.

    Portanto, esses dados estatísticos têm tudo pra serem manipulados e não são, em absoluto, confiáveis.

    O fato é que vivemos numa sociedade – ou sistema – essencialmente corrupta e essa corrupção está em todos os cantos, todos os segmentos, todas as áreas. Nada escapa. Só nós – cada um de nós – podemos fazer a diferença assumindo a responsabilidade por uma mudança que temos deixado nas mãos justamente daqueles a quem essa mudança não interessa.

    Grande abraço

    AK: Para análise da atuação da arbitragem, é evidente que outros equívocos devem ser considerados. O ponto mais importante dessa análise será o equívoco cometido nos acréscimos do segundo tempo, que efetivamente decidiu o jogo e o campeonato. Obrigado e um abraço.

  • joao

    ja vi um time ruim, mas igual a este do flamengo é dificil ,fes 1 gol acabou o jogo ai é so enrrolação , time sem espressão sem personalidade ,se o esporte estivesse completo possivelmente teriam virado o jogo,sou flamenguista mais assistir jogos como este contra o esporte é muito dificil para min,jogou 5 minutos e 85 de cascata, ridiculo vitoria com gosto de derrota. …… gostaria de deixar minha indignação com os anti flamenguistas que em todos os jogos como nos sempre vemos de tanto os comentarios serem tão tendenciosos em que as faltas de jogadores do flamengo sempre tem uma violencia a mais , que os lances de falta ou de gols do time sempre são irregulares, conforme este comentarista da rede glogo que narra os jogos do flamengo , ja estou começando a sentir nojo de assistir futebol na globo e por isso os juises com medo detes comentarios começão a ter suas arbitragens comprometidas para satisfazer aos comentaristas, mas nunca se lembram de questionar nas cobranças de escanteio ou de bola parada em que alguns jogadores se projetam sobre os goleiros e impedindo a progressão deles na pequena area, ou empurrando os goleiros sem que isso seja notado como uma falta. pratica ja adotada por varios jogadores ou atacantes

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