CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

ÉRAMOS SEIS

A noite de quarta-feira começou no mesmo tom da anterior: um time brasileiro, rubro-negro, exibindo futebol insuficiente para seguir disputando a Copa Libertadores. Assim como o Atlético Paranaense, o Flamengo foi superado pelo adversário em um jogo de vida ou morte. Mas enquanto não se pode afirmar que o The Strongest seja melhor do que o Atlético, o León é, sim, mais time do que o Flamengo.

O Maracanã lotado viu um oponente que sobra tecnicamente e que só sabe jogar para a frente. O encontro com um Flamengo tenso, receoso, que falou em “ganhar de meio a zero” em sua própria casa, resultou em um placar merecido pelos mexicanos.

A eliminação do Flamengo serviu como lembrete de última hora para Cruzeiro e Botafogo, ambos senhores dos próprios destinos, mas atentos aos outros jogos de seus grupos. Situação mais delicada para o time carioca, em visita a um San Lorenzo competente e com possibilidades de classificação. Os mineiros, anfitriões de um Real Garcilaso sem chances e sem argumentos para entristecer o Mineirão. Obrigatório lembrar o que se deu na rodada anterior, quando o Cruzeiro viajou para conquistar três pontos e o Botafogo, no conforto do Maracanã, não somou nenhum.

A vida dos campeões brasileiros foi resolvida rapidamente. Diferença técnica evidente desde os segundos iniciais e diferença de gols, necessária para não se preocupar, estabelecida no primeiro tempo. O quadro botafoguense foi piorando gradativamente, afetado por dois gols cedidos – posse desperdiçada em ambos – aos argentinos. A atuação surpreendente do Independiente del Valle contra o Unión Española, no Chile, complicou ainda mais o cenário para os cariocas.

O jogo insano em Santiago (nove gols e três viradas) fez o San Lorenzo de marionete, mas não alterou a conta do Botafogo. Necessidade de pelo menos dois gols, capacidade para nenhum. A Argentina deve classificar seus cinco times. Metade dos brasileiros já foi.

ATUALIZAÇÃO: Após a rodada de quinta-feira, quatro dos cinco times argentinos se classificaram para as oitavas de final.

THE SIME ONE

O Atlético de Madrid reduziu o Barcelona a onze jogadores desconectados. Deixou o time que simboliza(va?) o jogo coletivo na dependência da mágica individual. Sem Costa, sem Turán, mas com mais organização e mais coração. Diego Simeone nos relembrou do que um time é capaz quando bem dirigido e comandado. O trabalho do técnico argentino é assombroso.

SORTEIO

O representante do futebol de posse nas semifinais do torneio europeu é quem melhor o interpreta: o Bayern de Pep Guardiola. O técnico catalão defende o sistema de manutenção da bola contra três adeptos do jogo direto: Real Madrid, Chelsea e Atlético de Madrid. Todos os confrontos são possíveis, e muito interessantes, no sorteio que acontecerá nesta sexta-feira.



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