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“Independentemente do que acontecer (não há nada impossível no futebol, mas uma virada do Barcelona é o mais próximo do impossível), este Barcelona chegou ao fim em Munique.

Batido pelo tempo, pelas lesões, pelos erros cometidos na vida pós-Guardiola, pela seleção natural do futebol, finalmente oferecida por um majestoso e assustador Bayern.

É uma sentença de irrelevância no futuro próximo? Claro que não.

O elenco atual passará pela dolorosa reciclagem que é necessária para continuar a perseguir títulos, manterá sua espinha (com jogadores como Piqué, Busquets, Iniesta e, óbvio, Messi) e seu caminho.

Mas essa reconstrução impõe uma separação entre o que acompanhamos desde 2008 e o que veremos a partir do ano que vem.”

O trecho acima é parte de um post escrito em 23 de maio de 2013, noite em que o Bayern de Munique efetivamente encerrou o ciclo do Barcelona como melhor time do mundo.

Quase um ano depois, mais uma eliminação na Liga dos Campeões – e a primeira temporada sem aparecer entre os semifinalistas em sete edições – mostra que há trabalho a ser feito para recuperar o protagonismo na Europa.

O caminho escolhido para a reconstrução foi a contratação de mais um jogador capaz de desequilibrar partidas, alguém que pudesse dividir essa atribuição com Messi. Por ironia, a primeira temporada de Neymar ficará marcada, também, pelo escândalo que derrubou Sandro Rosell, pelo caos político e por problemas de vestiário relacionados à chegada do brasileiro.

E no jogo em que a “dupla ameaça” deveria despachar o Atlético de Madrid (1 x 0: Koke) , o Barcelona de Messi e Neymar não chegou nem perto disso.

Na verdade, o time que usou o uniforme do Barcelona no Vicente Calderón foi um fantasma do que deveria ser, sob o ponto de vista da ideia de jogo e da utilização de seus pontos mais fortes.

Muita posse (75%), pouca profundidade, nenhuma criação de superioridade no ataque. O time que simboliza(va?) o jogo coletivo dependeu da mágica individual que não aconteceu.

O resultado não retratou o que se viu em campo. O Atlético deveria ter vencido por uma diferença maior.

O fim da temporada europeia do Barcelona revela um quadro preocupante. Jogadores envelhecidos, lideranças se retirando, Messi descontente com o comando e um goleiro removido dos anos 80. Por cima de tudo, o clube está proibido pela FIFA de ir ao mercado.

Assombroso mérito do Atlético, liderado por Diego Simeone, “The Sime One”.

Sem Diego Costa, sem Arda Turán, mas com a impressionante consistência defensiva e a entrega que fazem times superarem qualquer dificuldade. Com a organização que evidencia a influência do treinador e a dedicação dos jogadores. Com o coração que leva quem tem pouco – em termos de recursos e alternativas, em relação aos adversários – a fazer muito.

Furiosa blitz nos primeiros minutos, um gol e três bolas na trave, que deixou o Barcelona trêmulo e preparou o ambiente no Calderón, onde Simeone conduz o time e a torcida. Onde a torcida joga com o time.

O Atlético pode não ser campeão de nada nesta temporada, mas já pode comemorar a conquista de nos relembrar que orçamento e status não garantem noites como a de ontem.

Em Munique, assim como na semana passada na Inglaterra, o Bayern (3 x 1: Evra, Mandzukic, Muller e Robben) precisou ser acordado pelo Manchester United. Saiu atrás e respondeu imediatamente.

O resultado agregado (4 x 2) não refletiu a distância técnica que existe atualmente entre os dois times, algo que os atuais campeões europeus precisam corrigir para alcançar um inédito bicampeonato da Liga dos Campeões.

Há momentos em que o Bayern parece em dificuldades para fazer sua superioridade aparecer no placar, como se precisasse da necessidade de ser mais ousado e assumir riscos. O futebol de posse, que dá aos times que o executam bem a sensação de controlar partidas, tem sua faceta perigosa.

Chelsea, Real Madrid, Atlético de Madrid e Bayern seguem no caminho para Lisboa. Todos os confrontos são possíveis no sorteio desta sexta-feira. Todas as possibilidades são interessantes nas semifinais.

Em nome da diversão, sempre, aqui estão os palpites do blog para a fase que se encerrou ontem. Três em quatro.



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