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O gol de Pastore, nos acréscimos do jogo em Paris, deu ao PSG um considerável conforto para a volta em Londres. O time francês poderia perder a segunda partida sem que isso significasse a eliminação.

Poucas situações são mais animadoras do que ter três resultados a seu lado em uma eliminatória direta.

Para times experimentados, que sabem o que querem e o que/como fazer para chegar lá, poder perder na casa do adversário é um acréscimo de tranquilidade e confiança.

Para times que ainda não alcançaram essa condição, a vantagem pode se tornar um fardo.

Foi o que aconteceu com o PSG.

O resultado parcial de 0 x 1 era um cenário provável em Stamford Bridge, pela necessidade de gols do Chelsea (2 x 0: Schurrle e Ba) e o ambiente favorável. Enquanto é verdade que não se pode controlar tudo o que acontece em campo, uma das obrigações do time francês era não presentear o Chelsea com um gol.

O verbo é apropriado para descrever o que se viu na área do PSG, após uma cobrança de lateral e uma casquinha de David Luiz. Schurrle foi apenas observado, como se não fosse uma ameaça.

O quadro fica mais grave para o time parisiense se lembrarmos que o gol saiu cerca de dez minutos depois de um momento difícil para o Chelsea: Hazard deixou o jogo por lesão.

Dezoito minutos, 0 x 0, o adversário perde seu principal jogador. O primeiro teste de amadurecimento do PSG se apresentou. Era a hora de se estabelecer em campo e informar ao adversário e ao público que ali estava um time pronto para vencer.

A questão é que não estava.

O PSG entrou em modo de proteção de sua classificação e quem se estabeleceu foi o Chelsea, equipe de jogadores vividos, dirigido por um técnico que sabe disputar vários jogos dentro de um jogo só.

O fato de Mourinho jamais ter sido derrotado em quartas de final de Liga dos Campeões diz o bastante.

O segundo teste de maturidade do time de Laurent Blanc veio após o intervalo. A configuração do segundo tempo estava evidente. Pressão do Chelsea, espaço para o PSG. Risco e oportunidade em doses generosas para os dois. Seria necessário ser ousado, firme, especialmente se o placar chegasse inalterado aos vinte minutos finais, quando o contraste entre a coragem e o medo decidiria o confronto.

O PSG fraquejou. Deu passos para trás ao olhar para o relógio, enquanto o Chelsea avançou e fingiu não se preocupar com o tempo.

Talvez o maior mérito dos ingleses tenha sido jogar com urgência sem revelá-la. Uma pressão controlada e constante, convicta de que o gol sairia. Coisa de quem já passou por isso.

O gol de Ba, produto da insistência, soou inevitável quando aconteceu.

O Chelsea mereceu se classificar tanto quanto o PSG merece ver as semifinais pela televisão.

Evidente que a ausência de Ibrahimovic foi dramática, mas não justifica a atuação receosa dos franceses.

Na Alemanha, o Real Madrid não deu apenas um presente ao Borussia Dortmund (2 x 0: Reus-2) , mas três.

Dí Maria perdeu um pênalti quando o jogo estava 0 x 0, pouco antes dos dois gols alemães serem criados pela defesa espanhola.

E de repente o Dortmund estava a um gol de levar o jogo para a prorrogação.

Mkhitaryan teve algumas, pelo menos três, chances de concretizar o improvável. Quando não errou o alvo, Casillas fez sua parte.

Atuação desequilibrada e preocupante do Real Madrid, mesmo levando em consideração que Cristiano Ronaldo não pôde jogar.



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