OS LINKS DA LIGA



Um valioso gol do Atlético de Madrid (1 x 1 com o Barcelona: Diego e Neymar) no Camp Nou só aconteceria por dois caminhos: o contra-ataque e uma jogada de bola parada.

A primeira opção se perdeu ainda no primeiro tempo, quando Diego Costa teve de ser substituído por lesão. Sem um jogador de velocidade e força, o contragolpe tornou-se inviável e as chances do time de Simeone passaram a depender de escanteios e faltas próximas à área.

O sensacional gol de outro Diego, ex-Santos, foi fruto de um lance que ocorre, sim, mas do qual nenhum time pode depender (o Atlético deu apenas 3 chutes no alvo no jogo).

Boas coisas acontecem a quem trabalha, e o nível de trabalho demonstrado pelo Atlético foi, novamente, digno de elogios. Entrega defensiva quase impecável, disposição ao sacrifício e desejo de superação.

Times com mais nome, mais recursos e mais opções já foram ao Camp Nou e tentaram atuar dessa forma, sem sucesso.

O Barcelona também não teve sucesso na noite de ontem, quarto encontro com o Atlético na temporada em que foi incapaz de subjugá-lo.

Os conhecidos problemas dos catalães diante de uma defesa profunda e posicionada voltaram a emergir, exceção feita ao lance do empate, em que a genialidade de Iniesta e a capacidade de finalização de Neymar se encontraram para criar o gol.

Não há nenhuma coincidência entre a melhora do Barcelona e as mudanças após a entrada de Sánchez, quando Iniesta foi jogar no meio e Neymar, na esquerda. Causa e efeito.

O resultado foi estimulante para o Atlético, que dependerá de outra atuação notável do ponto de vista coletivo para se classificar. Principalmente se não tiver Diego Costa no Vicente Calderón.

O Barcelona precisa ser capaz de jogar a seu modo contra este adversário, algo que ainda não vimos.

Na Inglaterra, Manchester United e Bayern (1 x 1: Vidic e Schweinsteiger) fizeram o que se esperava deles. Os alemães, com o controle da bola e do jogo. Os ingleses, com a aposta clara na eficiência em posses curtas.

Apesar do momento ruim, foi estranho ver o United se defender com vários jogadores muito próximos à área, em jogadas de bola rolando. Um sinal evidente da forma como se vê diante do adversário.

Wellbeck desperdiçou uma oportunidade rara em jogos como esse, algo que provavelmente – a chance, não a falha – não acontecerá em Munique.

O Bayern não mereceu um resultado melhor porque não teve produção ofensiva compatível com o domínio que exerceu. Um pouco mais de agressividade poderia ter deixado o time inglês em situação desesperadora no confronto.

Mas a sensação de que o resultado foi “bom” para o United é um claro indicativo da distância que existe hoje entre os dois times. É razoável dizer que os ingleses terão de marcar dois gols em Munique para passar de fase. A possibilidade de algo assim acontecer não é grande.

A não ser que o Bayern, como se viu em outras épocas, se autodestrua em casa.



MaisRecentes

Porte



Continue Lendo

Segunda vez



Continue Lendo

Paralelos



Continue Lendo