COLUNA DOMINICAL



(publicada ontem, no Lance!)

O MÍNIMO

O relógio se aproximava da primeira hora da manhã de quinta-feira. O estádio do Morumbi, já praticamente vazio de torcedores, encontrava-se preenchido pela surpresa da classificação do Penapolense às semifinais do Campeonato Paulista.

O técnico Muricy Ramalho ainda não tinha chegado à sala de imprensa, onde resumiria a noite em que o São Paulo se despediu do torneio com uma declaração que descreve fielmente a atuação de seu time: “faltou futebol”. Muricy é conhecido por demorar a conceder entrevistas após resultados decepcionantes, um método que visa a diminuir sua temperatura sanguínea e minimizar a possibilidade de se exaltar. Uma estratégia recomendável.

Repórteres de televisão e rádio se aproximaram de Wellington, na área de estacionamento dos ônibus. De banho tomado e a caminho do carro que o aguardava, o jovem volante são-paulino os atendeu. As frustrações já deveriam estar resolvidas ou arquivadas, mas uma pergunta absolutamente inofensiva e pertinente mostrou que não:

– Você acha que o Penapolense foi melhor do que o São Paulo no jogo?

– Você acha que foi?

– Eu queria a sua análise…

– Eu acho que não. Eu acho que a postura que eles adotaram, de vir atrás da linha da bola, e a gente pressionando o jogo todo… eu acho que isso é o mínimo que você deveria saber, que eles não foram melhor (sic).

A expressão de Wellington revelou mais náusea do que suas palavras. Ele pareceu verdadeiramente ultrajado pela sugestão de que o adversário – que venceu nos pênaltis, após empate em zero a zero – foi merecedor do resultado e da classificação. E talvez seja até um exagero falar em sugestão, pois o início do diálogo foi, de fato, tão somente uma pergunta. Uma simples pergunta. Mas Wellington se defendeu de um ataque. Concluiu sua resposta e virou as costas, enfastiado, encerrando a conversa.

É cômodo enxergar corporativismo em uma crítica ao comportamento de um jogador em uma entrevista. Aqui, também é errado. O que inquieta na atitude de Wellington não é a resposta atravessada a um jornalista, mas a reação agressiva a um questionamento corriqueiro, que deveria ser esperado. O fato de ter acontecido ao microfone agrava o quadro porque o torna público, e porque corrompe a oportunidade do próprio Wellington de se comunicar com quem o acompanha.

Claro que existe um contingente barulhento de bozos que vão ao êxtase quando um jogador ou um técnico batem “na mídia”. Como já se escreveu aqui, são aqueles que se alinham com qualquer tipo de atitude que esteja vestida com suas cores. São os que preferem não ser informados e precisam se sentir ofendidos. Este espaço, no entanto, é dedicado a quem não perde a capacidade de raciocinar quando se ocupa de futebol.

Um sem-número de são-paulinos deve considerar preocupante o conceito por trás da resposta de Wellington. Um time do nível do São Paulo não conseguir marcar um gol no Penapolense é o problema central. Do São Paulo. Isso é o mínimo que ele, Wellington, deveria saber.

MIMO

A culpa é “da imprensa”, também. Perguntas diretas caíram em desuso. É muito menos trabalhoso massagear entrevistados com elogios e sorrisinhos. Quanto mais raros são os questionamentos, mais estranhos eles soam a quem foi se acostumando a só receber bolas levantadas. Quando se deparam com uma construção que termina com um ponto de interrogação, especialmente se o tema for o próprio desempenho, sentem-se feridos e na obrigação de responder “à altura”. Se uma pergunta comum é recebida como uma agressão, imagine o que acontece com uma crítica.

PIADA

E o nome da música oficial da Copa do Mundo de 2014 é “Dar um jeito”. Para uns, uma referência ao otimismo e à superação do brasileiro. Para outros, uma estocada no nosso “jeitinho”. O que encaixa melhor com a Copa? É preciso tirar o chapéu para quem toma essas decisões. Inacreditável.



  • LauroCezar

    Brilhante e adequado, André! Como sempre! Abs

  • Anna

    Perfeito, como sempre, André. As pessoas se ofendem com perguntas, infelizmente. Não estão acostumadas. Talvez ainda seja um ranço da Ditadura, em que nada era questionado. Bom domingo, Anna.

  • Antonio Carlos

    AK
    ” Você acha que o Penapolense foi melhor do que o São Paulo no jogo?
    Você acha que foi?
    Eu queria a sua análise…
    Eu acho que não. Eu acho que a postura que eles adotaram, de vir atrás da linha da bola, e a gente pressionando o jogo todo…” resposta normal ( eu acho que isso é o mínimo que você deveria saber, que eles não foram melhor (sic).) continuação desnecessária. Na minha opinião o que acontece hoje em dia alguns repórteres como alguns comentaristas esportivos já estão com uma opinião formada sobre a sua pergunta e esperam que a resposta do entrevistado corresponda a essa opinião já formada.
    Exs. Roger Flores no Sportv. Entrevistas do Jayme e do Samir. Jayme disse: “ Se jogarmos para empatar, podemos acabar perdendo”; Samir disse“A gente não está indo para empatar. Estamos indo para conseguir um resultado positivo.” Roger: “O Flamengo está pensando em empatar o jogo”, teve um companheiro dele dizer que tanto Jayme como Samir disseram que o Flamengo iria para ganhar.
    Carlos Eduardo Lino também do Sportv “É dificil entender o flamengo é o time mais complexo do mundo hoje” começar explicar a opinião dele: Elano, Leo Moura, Leo e André Santos no DM, exceto o Leo todos com mais de 30 anos, disse que tem vários no DM. O time jogou 2 jogos fora, ele diagnosticou que não tem equilíbrio emocional.
    Minha humilde opinião, uma pergunta imparcial seria: “Você achou justo o resultado do jogo?” ou “O que você achou do jogo?”. A pergunta do repórter como o São Paulo perdeu, deu a entender que: “Penapolense foi melhor do que o São Paulo no jogo”, o que causou toda a indignação ao Wellington que na opinião dele e que todos que viram o jogo deveriam ter era que o São Paulo foi melhor.
    Hoje em dia parece que a sempre um embate de um lado repórteres e comentaristas esportivos do outro jogadores e técnicos, um grupo entre de sola e o outro na primeira oportunidade dar uma voadora.

    Falaram muito que o Dunga não tinha jogo de cintura para falar com mídia, mas quando até o calmo do Jayme pede a paciência com a mídia?

    Será a mídia não está se achando muito acima do bem do mal, perguntando qualquer coisa mesmo que não tenha relevância nenhuma, querendo mais criar polêmicas do que informar?

    Abraços

    • flavio

      Por acaso você teria a mesma opinião se o seu time não estivesse envolvido no problema?? É muito fácil saber criticar somente os jogadores dos times adversários. Esse wellinton é ridículo tanto respondendo como jogando bola!! E vocês sãopaulinos parem de defender esses jogadores ridículos do seu timeco!!

      • Antonio Carlos

        Caro Flavio

        Se você fosse mais atento teria notado que eu sou rubro-negro. A pergunta foi feita com intenção de uma resposta prévia.
        A psicologia ensina a manipulação da resposta com uma pergunta capciosa e esse foi o caso.

        Abraços

        • Pois bem psicólogo, responda esta: Porque as pessoas ficam tão ofendidas com uma pergunta? Se e veja bem, se, o São Paulo tivesse vencido a partida nos penaltis e o jornalista pergunta-se se o jogador achava que o São Paulo foi melhor que o Penapolense no jogo, qual seria a resposta? Fácil: uma longa e cansativa resposta sobre as virtudes do time, a capacidade do professor e um amontoado de lugares comuns. Todos contentes achando que o time arrebentou, mas como foi eliminado……. tudo ofende, agora a falta de gols e de articulação do time cheio de estrelas, não pode ser questionado que logo se ofendem. E de sentimentos ofendidos em sentimentos ofendidos, a cada dia vemos espetáculos medíocres e gente se estapenado em nome da tal “paixão”.

          • Antonio

            Caro esvj

            Todos se sentem incomodados quando se fazem uma pergunta a qual nas entrelinhas já te obrigam a dar uma resposta que já está na pergunta.

            ” Você acha que o Penapolense foi melhor do que o São Paulo no jogo?
            São Paulo perde “o Penapolense foi melhor do que o São Paulo no jogo.”
            As pessoas analisam o melhor sempre vence, só que esquecem que o futebol não é basquete ou volei. No basquete e no volei não tem goleiro.
            Futebol tem que ser visto como diversão, entretenimento.
            As pessoas procuram passar as insatisfações da sua vida para os outros.

            Abraços
            PS: Não sou São Paulino. Sou Rubro-Negro do Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa

    • Carlos Fuino

      Antonio Carlos, até entendo o seu ponto de vista. Mas o fato é que foi uma pergunta válida. O time não se classificou diante de uma zebra, cabe perguntar se a zebra realmente jogou melhor.
      Só para complementar: Nem todos que viram o jogo acham que o SPFC foi superior ao Penapolense. Muito pelo contrário: O time do interior executou muito bem sua proposta de jogar por uma bola no contra-ataque enquanto o Tricolor ficou tocando bola de um lado pro outro sem chegar na área. O Penapolense foi, sim, melhor que o São Paulo no jogo. Se o Wellington não consegue ver isso, tá na hora do Muricy se perguntar se tem espaço para ele no time. Por que quem não enxerga seus próprios defeitos não consegue melhorar.

      • Antonio

        Caro Carlos

        Eu não falei que a pergunta foi inválida, eu falei que a pergunta foi capciosa com uma resposta já direcionada. Abaixo novamente o meu texto.
        Você acha que o Penapolense foi melhor do que o São Paulo no jogo?
        Você acha que foi?
        Eu queria a sua análise…
        Eu acho que não. Eu acho que a postura que eles adotaram, de vir atrás da linha da bola, e a gente pressionando o jogo todo…” resposta normal ( eu acho que isso é o mínimo que você deveria saber, que eles não foram melhor (sic).) continuação desnecessária.

        Na minha opinião o que acontece hoje em dia alguns repórteres como alguns comentaristas esportivos já estão com uma opinião formada sobre a sua pergunta e esperam que a resposta do entrevistado corresponda a essa opinião já formada, o que causa indignação de ambas as partes.

  • Emerson Cruz

    Dar um jeito é conosco mesmo, há quase uma década sabíamos que a Copa seria aqui e de lá para cá o que o Brasil tem feito? Simples, tem dado um jeito.
    Atrasos nas obras, derrama de dinheiro público, remoções que afetam pessoas que pertencem às camadas mais humildes, nossa incompetência mostrada ao mundo,além de discursos ufanistas e bravateiros por parte de quem deveria evitar que estas coisas ocorressem. Tudo, absolutamente bem típico do país onde se adora “dar um jeito”.

  • Eu igual a todo saopaulino estou decepcionado com este que e o pior Sao Paulo de toda historia time mediocre com jogadores soberbos e sem autocritica

  • Juliano

    17h de domingo, intervalo de jogo, Santos 1 x 2 Penapolense. Time que já venceu – e goleou – o Santos na primeira fase, derrubou o SPFC vai aprontando de novo. Com ajuda especialíssima do estúpido e deficiente técnico David Brás. Nunca gostei, hoje então, me encheu de razão.

    Vale citar ainda Damião, que recebe MEIO MILHÃO salário – e custa mais outro de parcela – e não consegue completar em gol.

    Que não seja o fim dessa bela campanha no falido estadual. Será que mudam em 45 minutos? Dose!

    • Juliano

      Com Rildo e S. Yuri, o time da Vila evita o vexame.

      Damião em caso seríssimo de desentendimento com a bola. Não dá mais. Devolve. YURI nele!

  • oz

    O reporte que o entrevistou torce para qual time? ou você vai responder que era um profissional exemplar, temos isso em nosso país? vocês jovens ou velhos responsáveis pelo péssimo futebol jogado em nosso país, afinal são vocês que escondem toda falcatrua que existe no futebol, principalmente do time de vocês, não tem moral para questionar o comportamento de alguém do São Paulo que acabou de ser derrotado, porque todos sabem do trabalho da imprensa em prejudicar o São Paulo e a todos que trabalham no clube, desde o momento em o JJ se declarou inimigo dos velhos senhores que comandam o futebol neste país. Ou seja as confederações e a imprensa corinthiana e Flamenguista, Ricardo Teixeira, Andres, Globo e outros.

    AK: Bozo detectado.

    • Juliano

      Mais um caso onde o cidadão já começa relacionando o profissional da imprensa e sua torcida para determinado time. Não dá, tá assistindo muito Milton Neves e Neto. Volta pra lá!

  • Walter

    O problema é que o Wellington não é capaz de ‘enxergar’ o jogo. É um jogador muito limitado: marca mal, não apoia e passa pior ainda. Não sei como esse sujeito chegou a profissional em um clube do porte do SPFC, sinal de que algo muito podre existe nos CT’s. O Penapolense jogou bem melhor que o São Paulo. O 0x0 foi injusto, dadas as chances criadas pela equipe de Penápolis. Quem não enxerga isso, nada entende de futebol. Pedir que um jogador limitado faça uma análise honesta do que houve dentro do campo de futebol, convenhamos, é demais.

  • Gustavo

    André, acompanho sua coluna, é minha preferida.

    Se me permite opinar, hoje você soou sim corporativista.

    A grosseria do Wellington não se justifica, mas era algo para ficar por ali mesmo, absolutamente insignificante.

    Só o corporativismo explica como uma simples crítica do entrevistado é tomada por uma insolência, um atrevimento de tal gravidade a ponto de virar sua coluna de domingo.

    Já dedicou alguma coluna a criticar perguntas feitas por jornalistas? Creio que não. E a repudiar críticas de jogadores a jornalistas, como hoje? Tenho certeza que sim.

    Depois de tudo isso, no fim vc afirma que os jornalistas não têm liberdade para… tecer críticas aos jogadores. Desculpe, soa contraditório.

    AK: Talvez tenha soado contraditório por defeito de compreensão. Não afirmei que jornalistas não têm liberdade para tecer críticas a jogadores. Afirmei que perguntas diretas – como a que está mecionada na coluna – são cada vez mais raras. São pontos absolutamente diferentes. E minha crítica a jornalistas, que você pede, está feita aí. E diferentemente da leitura que você fez, a coluna não é sobre a grosseria do Wellington, mas sobre a incapacidade de lidar com perguntas. Um abraço.

    • Gustavo

      André, com todo o respeito, talvez não seja caso de defeito de compreensão.

      Ao dizer: “se uma pergunta comum é recebida como uma agressão, imagine o que acontece com uma crítica”, está implícito que as críticas de jornalistas são retribuídas com retaliações ou agressões dos jogadores. Logo, o jornalista não é livre para perguntar como quiser, sob pena de algum tipo de ataque, certo?

      Quanto ao resto, enfadonho ficarmos perdendo tempo. Gosto do seu blog, achei democrático de sua parte aceitar críticas em vez de só elogios e sei que você tem justas razões para defender seus pares e criticar atitudes de atletas. Abraço.

      AK: Estou falando do(s) jogador(es), não do(s) jornalista(s). O que está implícito é que se há tanta dificuldade para lidar com perguntas, com críticas é ainda mais complicado. Os jornalistas podem perguntar da forma que entendem correta. Quem não faz perguntas diretas, não faz porque não quer. Um abraço.

      • Antonio

        Caro AK

        Com todo respeito a sua opinião, entretanto uma pergunta direta na minha opinião seria: “Você achou justo o resultado do jogo”?
        Perguntar: ” Você acha que o Penapolense foi melhor do que o São Paulo no jogo?
        já existe uma resposta “O Penapolense foi melhor do que o São Paulo no jogo.”, afinal quem venceu.

        Se você faz a pergunta que quer, porque eu não posso responder o que quero?
        Onde está a liberdade de expressão?
        Achei desnecessária a complementação da resposta do Wellington
        “Eu acho que não. Eu acho que a postura que eles adotaram, de vir atrás da linha da bola, e a gente pressionando o jogo todo…” resposta normal ( eu acho que isso é o mínimo que você deveria saber, que eles não foram melhor (sic).) continuação desnecessária.”
        Hoje em dia parece que a sempre um embate de um lado repórteres e comentaristas esportivos do outro jogadores e técnicos, um grupo entre de sola e o outro na primeira oportunidade dar uma voadora.

        Falaram muito que o Dunga não tinha jogo de cintura para falar com mídia, mas quando até o calmo do Jayme pede a paciência com a mídia?

        Será a mídia não está se achando muito acima do bem do mal, perguntando qualquer coisa mesmo que não tenha relevância nenhuma, querendo mais criar polêmicas do que informar?

        AK: Apesar da sua insistência, não há absolutamente nada errado ou capcioso com a pergunta mencionada. Um abraço.

  • Joao CWB

    Bom dia André.

    Também achei uma falta de respeito tremenda com os brasileiros a aprovação do nome dessa música por parte de quem decide as coisas aqui no Brasil no que diz respeito à Copa do Mundo.

    Enquanto lia os comentários da matéria em outro site, onde a maioria criticava a escolha de Alexandre Pires para cantá-la (indignação compreensível) eu ficava abismado com o nome dado à canção.

    Talvez a letra não remeta à malandragem brasileira, “Find a Way” se traduzida para “Encontrar um caminho” ficaria mais bonita, mas não, decidiram pela tradução de “Dar um jeito”.

    Parece que fazem questão de que fiquemos para sempre com estereótipos pejorativos, vistos como malandros, folgados, pilantras, etc. Quando têm a oportunidade de tentar mudar a nossa imagem perante o mundo, vão lá e ratificam todos os rótulos que temos.

    Talvez a gente mereça mesmo. Talvez eufemizar a letra seria algo forçado demais.

    Abraço.

    • Antonio

      Caro João

      We Will Find A Way traduzida Nós encontraremos uma maneira, Dar um jeito traduzido Give a way. A grande pergunta quem fez a tradução do título da música?

      Abraços

      AK: “Nós encontraremos uma maneira” = “Nós vamos dar um jeito”. “Give a way” não existe. “Give away” ou “Give way” são expressões cujos significados não se aplicam ao contexto.

      • Antonio Carlos

        Caro AK

        Concordo com você “Give a way” não existe, foi um erro de digitação não notado.
        Discordo de você “Nós encontraremos uma maneira” = “Nós vamos dar um jeito”, encontrar uma maneira não é igual a dar um jeito. Se alguém fala para mim “vou encontrar uma maneira”, eu vou ficarei com pé atrás, já se falar “vou dar um jeito” eu dormirei sossegado.

        • Adriano

          hahaha engraçado Antônio, eu sentiria exatamente o o oposto! Se alguém me disser que vai dar um jeito eu não dormiria sossegado, pois dar um jeito muitas vezes passa uma impressão de que a pessoa vai resolver do jeito que der, ou seja, fazendo o que for necessário. Prefiro o encontrar uma maneira, pois parece menos radical, não me passa a impressão de que a pessoas faria “qualquer” coisa para atingir seu objetivo.
          Mas tudo isso é apenas a minha impressão, no fim das contas, no dia a dia, as frases tem significados praticamente iguais, sim!

  • RENATO77

    Vendo os quatro finalistas do paulista, e em seguida os dois que restaram….me pergunto onde estão os adeptos das teorias conspiratórias?
    Os que dizem que o futebol segue as ordens da “grobo”, que só visa a audiência? Que as federações massacram os clubes de menor investimento, sempre favorecendo os “grandes”, inclusive com arbitragens tendenciosas?

    Depois de 2006, ultima edição do paulista por pontos corridos, tivemos as seguintes finais:
    2007: Santos x S.Caetano.
    2008: SEP x Ponte Preta.
    2009: Santos x SCCP.
    2010: Santos x S.André.
    2011: Santos x SCCP.
    2012: Santos x Guarani.
    2013: Santos x SCCP.
    2014: Santos x Ituano.
    Em oito edições, só tres finais entre “grandes”. Onde está o famigerado favorecimento aos clubes de maior investimento e maior torcida?
    E o time grande presente em quase todas as finais é do de menor torcida, o SFC…
    Já passou da hora de acabar com esse mimimi.
    Abraço.

    • José Henrique

      O termo mais ridículo mencionado a esse respeito Renato, foi “espanholização”do futebol.
      Aliás criado justamente como argumento para as teorias conspiratórias, elaboradas a partir de um determinado momento, que todos sabem qual.
      Agora prá acabar com esse mimimi, é preciso mais do que essas finais.
      É preciso diminuir o número de incendiários do esporte.

      • RENATO77

        É preciso diminuir os incendiários em todos os segmentos.
        Abraço.

  • Willian Ifanger

    Bom, eu não vi essa entrevista. E acho que nem preciso ver.

    Se depois do jogo de quarta, qualquer jogador, dirigente ou torcedor achar que a derrota foi injusta, é caso de internação coletiva.

    E se o jogador que estava atuando não souber lidar com esse tipo de situação, me desculpe, arrume outra coisa pra fazer (esse em questão, aliás, deveria). É claro que é uma aberração perder prum time (bem) pequeno, ainda mais levando em conta que não foi fatalidade…o São Paulo tomou um baile.

    Outro dia alguém escreveu que esse time do São Paulo precisa rever urgentemente o conceito de futebol praticado. Ou, mais além, precisa começar a jogar futebol. Em campo é um bando que defende e um bando que ataca. Nenhum tipo de organização. Não é futebol.

    Será um longo 2014.

  • José Henrique

    Quanto a essa situação de resposta de jogador entrevistado, oriundo talvez de algum lugar humilde, frente a um profissional formado, (não precisa mais né?), perdoo sempre o jogador, por estar apenas na posição de mero observador do fato.
    É difícil opinar se a pergunta foi capciosa, provocativa ou não.
    E também é difícil avaliar o estado emocional do jogador ao término de uma partida que não obteve resultado favorável.
    Nem sempre também, o profissional da imprensa, faz a pergunta que o telespectador, ouvinte, ou leitor desejaria.
    O jornalismo infelizmente na maioria das vezes é reativo. Lança uma situação para esperar a reação. Se não der certo, desmente, as vezes nem faz isso.
    São poucos os proativos que ouvem antes a outra parte.

    • Antonio

      Claro José Henrique

      Foi isso que quis dizer desde o início. O AK tem hora que ver a imprensa acima do bem e do mal. Porque não fez esta pergunta ao Muricy. Se o Wellington complementou desnecessariamente a resposta, o Muricy seria grosso desde o início, pois achar a pergunta capciosa.

      Abraços

  • Eddie The Head

    Nobre André Kfouri,boa noite.

    Hoje aconteceu algo no RJ que eu gostaria de saber seu parecer a respeito,pois diz respeito à imprensa,pelo menos a uma parte dela.

    Um dos jornais de maior circulação no RJ,o Extra, publicou em sua primeira página desta segunda,31/03, “Pintou o vice?”,se referindo ao fato de o Vasco se classificar para a disputa da final do Carioca deste ano.

    Você não acha isso jornalismo tendencioso?

    • Antonio

      Caro Eddie

      No jornal expresso também do Rio foi pior “1, 2, 3 o freguês outra vez”

      Abraços

    • Antonio

      Caro Eddie

      Eu chamaria jornalismo voltado para o povão.

      Abraços

    • Eddie The Head

      Sinceramente esperava sua opinião a respeito já que,mesmo não tendo absolutamente nada a ver com o episódio,foram colegas de profissão seus que publicaram isso.

  • Paulo Pinheiro

    Bom… estou isento. Não torço para nenhum time paulista e a eliminação do SPFC foi irrelevante pra mim.
    Mas me posiciono em dizer que muitas vezes repórteres fazem perguntas cretinas, SIM, o que não foi o caso. E por vezes fazem as perguntas certas em horas cretinas, o que foi BEM o caso. Deixa o jogador esfriar a cabeça. Ele vai dormir mal aquela noite, mas no dia seguinte já vai ter um certo distanciamento pra analisar a partida com a calma necessária, e aí sim vai poder dar uma resposta que INFORME o leitor/ouvinte/telespectador (é a informação de qualidade que importa, certo?).

    Eu não esqueço o episódio do Felipão dizendo que se pudesse perderia o clássico em solidariedade ao Tite. Os repórteres foram famintos entrevistar o Tite: “E aí? Ele disse que se pudesse perderia pra te dar uma mãozinha. O que você acha disso?”. Tite, claro, com a informação toda atravessada falou que não precisa disso! E foram correndo pro Felipão: “Ele disse que não precisa disso, você vai deixar barato?”
    Sempre essa fabriqueta de polêmicas. Isso não é fazer informação. Isso é “promover” clássico (com um extremo mau gosto).

    Existem repórteres e repórteres…

    AK: Se formos tratar de episódios em que perguntas inadequadas foram feitas, precisaremos de mais espaço e mais tempo. Falando deste caso, a pergunta foi adequada e o momento também. Wellington não foi abordado na saída do gramado. Um abraço.

  • Rodrigo – CPQ

    Paulo, percebi no texto do AK uma crítica mais aos repórteres que não fazem perguntas diretas que à resposta do jogador em questão. Mas posso estar enganado. Quanto ao episódio com o Felipão, sabemos bem que ele sabe trabalhar com a imprensa como ninguém. Nenhuma declaração dele é dada gratuitamente…

    []s

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