COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

MESSI. LEMBRA DELE?

1 – Di Maria já era o melhor jogador em campo, mesmo no período em que o Barcelona vencia por 1 x 0, tinha mais posse, mais clareza e mais chances. Porque o argentino criava problemas a cada bola recebida do lado esquerdo do ataque, com a atitude de quem tem o desejo e a capacidade de desequilibrar o jogo. Di Maria criou o empate para Benzema, logo depois do gol de Iniesta. O francês agradeceu a insistência aproveitando as outras duas ocasiões que tiveram a mesma origem, para virar a partida no Bernabéu.

2 – O controle de Benzema no segundo gol. Para poucos.

3 – O Barcelona de outras épocas não desperdiçaria a invejável posição em que se viu aos 7 minutos do clássico, vencendo e controlando. Porque converteria as chances que teve para aumentar a vantagem. Uma delas passou pelo pé esquerdo de Messi, lançado exatamente da maneira que lhe convém. O chute rasteiro, cruzado, acostumado a encontrar a rede, saiu à esquerda do gol.

4 – O encontro ficou sob medida para o Real Madrid, do jeito que se percebe quando o time que está em melhor momento passa a comandar o placar e as ações. O gol que selaria o destino do clássico era um produto natural do que se via em campo. Não aconteceu, novamente com Benzema, apenas porque Piqué apareceu a centímetros da linha.

5 – Nas cordas, sem fôlego, o Barcelona dependia de um golpe certeiro para salvar-se do nocaute. Não surpreende que Messi tenha sido o protagonista da jogada do empate, que chegou a Neymar com um ótimo passe do argentino, mas foi devolvida a Messi pela defesa branca.

6 – Um pênalti que não foi (é preciso que a falta aconteça dentro da área para ser pênalti, e nem o argumento da “falta continuada” cabe aqui) restaurou a vantagem do Real Madrid. Um dia depois do clássico inglês em que o árbitro expulsou o jogador errado. E ainda há quem tenha coragem suficiente para afirmar que a tecnologia como auxílio da arbitragem não só é desnecessária, como é prejudicial ao futebol.

7 – Que aplaudam efusivamente, pois, a atuação danosa do apito em um clássico decisivo. Porque um pênalti duvidoso em Neymar deu a Messi a igualdade no placar. E ao Barcelona o luxo de jogar importantes minutos com um homem a mais. Os equívocos da arbitragem, vistos pelos puristas como parte do aspecto humano do futebol, decidem jogos como craques.

8 – O passe de Messi para Neymar. Precioso.

9 – Neymar: discreto. Substituído por Pedro.

10 – Outro pênalti, agora em Iniesta. O único que se pode afirmar que realmente aconteceu. Movimento inocente de um jogador vivido como Xabi Alonso, que fazia dupla marcação no meia do Barcelona. O terceiro gol de Messi reviveu os catalães e o Campeonato Espanhol, agora liderado pelo Atlético de Madrid, que visita o Camp Nou na última rodada.

11 – Melhor jogo de Messi na temporada, com três gols e uma assistência. O tipo de atuação que questiona quem diz que ele não está em forma, ou que não é o mesmo de outrora. Não parece, mas no que diz respeito a sentimentos e maneiras de lidar com problemas ou insatisfações, Messi é igual a todos nós.

LIO

Messi: quinze gols em doze jogos no ano de 2014. Vinte e um gols em clássicos com o Real Madrid, ultrapassando a marca de Alfredo Di Stéfano. Que jogador vimos neste domingo? Alguém que foi determinante para que seu time jogasse como sabe. Posse de bola de 65%, dezoito finalizações, onze faltas, quatro gols. E um jogador que se fez presente nos momentos em que seu time precisava dele.

NEY

Neymar recebeu confiança de seu treinador ao ser escalado como titular. Não foi efetivo como se poderia esperar, e ainda briga com o fato – sim, é fato – de o Barcelona jogar mais sem ele neste momento. Mas estamos falando de um jogador em sua primeira temporada em um time que ainda não é o que pode ser. E de um clube com problemas internos.

CONTAS

O Real Madrid tem três derrotas e um empate nos quatro clássicos que disputou. Para ser campeão, terá de fazer mais pontos dos que os rivais.



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