JOGO DE COPA



Espanha e Itália se encontram logo mais no estádio Vicente Calderón, aqui em Madri.

O amistoso que marca os cem dias para a Copa do Mundo para as duas últimas campeãs é um jogo de certa maneira preocupante para os dois técnicos, que terão de administrar os reflexos em caso de uma atuação ruim. O italiano Cesare Prandelli demonstrou esse desconforto de maneira mais clara do que seu colega espanhol, Vicente Del Bosque.

Para os jogadores, o amistoso será uma oportunidade para solidificar uma vaga na lista final do Mundial, ou, para aqueles que ainda não convenceram quem escolhe, efetivamente fazê-lo.

Mas para um deles, é mais do que isso. Nesta noite, Diego Costa disputará o primeiro jogo da Copa do Mundo de 2014.

O atacante hispano-brasileiro deve estrear com a camisa da seleção que escolheu, provavelmente como titular. O fato de jogar em seu estádio, diante de muitos torcedores de seu time, o Atlético de Madrid, contribuirá para que se sinta mais confortável.

Seu ambiente na selecão espanhola parece bom. Jogadores como Xavi e Sérgio Ramos já deram declarações públicas o elogiando e afastando a possibilidade de problemas internos, o que soa como um discurso verdadeiro, sim, mas com clara intenção de controlar a narrativa.

Del Bosque, por sua vez, tem respondido as questões sobre Diego como se elas não fizessem sentido. É a forma escolhida pelo ponderado treinador para diminuir a pressão sobre seu novo jogador.

É quando fala sobre os atacantes que não foram convocados para o amistoso que Del Bosque responde, de fato, sobre Diego. Llorente, Villa e Torres não estão aqui. Diego Costa está.

Até para quem não acha correto que um jogador nascido em um país defenda a seleção de outro, é necessário respeitar os caminhos que cada um escolhe para a própria carreira. No caso de Costa, é ainda interessante perceber os contornos de sua decisão. Ele optou pela seleção espanhola a caminho de uma Copa do Mundo no Brasil. Sabe o que o aguarda nos estádios brasileiros daqui a pouco mais de três meses.

Para um time que tenta encontrar a fórmula para produzir mais um título com uma base de jogadores desgastados pelo tempo, Diego é uma injeção de sangue. Seu estilo brigador, de força, velocidade e boa finalização pode ser muito útil diante das dificuldades que europeus encontrarão no Mundial do Brasil.

Não há nada mais equivocado do que chamar esta Espanha de “Fúria”. A seleção bicampeã da Europa e campeã do mundo vence por intermédio do controle e da superioridade técnica. Mas Diego Costa lhe confere uma “cara feia” e uma atitude de “briga de rua” que todo time precisa ter.

“La Roja” terá, a partir de hoje.



  • Emerson Cruz

    Certamente este é o jogo mais pesado entre todos os amistosos disputados hoje. A curiosidade é ver o Diego Costa estrear contra a Itália pela Espanha, 1 ano após estrear contra a Itália pelo Brasil. Minha curiosidade maior,contudo, é observar como jogará a Espanha hoje, principalmente devido às últimas más atuações do Barcelona.

  • Anna

    Nunca critiquei Diego Costa por sua escolha. Ele sabe o que é melhor para ele. Ainda acho que há vaga na “La Roja” para Fernando Torres. A meu ver, o jogo de Data Fifa mais interessante nesta super quarta! Bom jogo para você e Leonardo Bertozzi. Grande abraço, Anna.

  • Teobaldo

    Eu defendo os extremos: que o jogador só jogue pelo país em que tiver nascido ou então que qualquer jogador jogue por qualquer seleção, independentemente do local de nascimento, até que ele dispute o primeiro jogo oficial por qualquer país, independentemente da categoria sub-XX. O caso específico do Diego Costa sempre faz-me lembrar de um brasileiro que jogava na Itália (lembro do caso e não do nome do cara), que chegou a ser transferido para a Juventus, depois de fazer uma temporada sensacional por lá. Foi convocado para defender a Azzurra após certa polêmica aqui no Brasil, inclusive, (Copa de 2002?), mas a notoriedade dele, salvo meu engano, resumiu-se a isso. Eu acho (Ah, os achismos…) que o mesmo acontecerá com o Diego Costa, jogador mediano, do nível do Hulk. Um abraço!

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