CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

GANSO SERÁ?

Com o conteúdo e a forma que lhe são peculiares, Tostão, na Folha de ontem, versou sobre o “dilema Ganso”. O texto revisitou a maneira como equipes de futebol são montadas no Brasil, estudou as possibilidades de escalação de Ganso no São Paulo, e terminou com uma notícia ruim: PHG não recebeu a formação que lhe permitiria ser, no futebol de hoje, o jogador que seu talento sugere.

Vivemos numa era em que os meiocampistas bem sucedidos são seres híbridos que trabalham de uma área à outra. Claro que não são todos iguais. Há os Paulinhos e os Oscares, os Xavis e os Schweinsteigers, os Ramires e os Alonsos. Não há um padrão físico exigido, depende de sistema, habilidade e coragem. Depende, antes de tudo, de um molde feito quando o jogador está “na planta”. Tostão sustenta – e obviamente não discutiremos com ele – que Ganso foi entregue com outro molde.

Os armadores puros desequilibram times, obrigam treinadores a descartar a estrutura em nome de um brilho que nem sempre aparece. Até os geniais precisam ser geniais com frequência para não se transformarem em inconveniências. Essa parece ser a lei. Ganso, um “10 romântico”, nos remete aos tempos em que o jogo tinha outra dinâmica, em que o refinamento e a estética bastavam. Não mais. É isso? Dolorosa indagação.

Há outras. Aos 24 anos, Ganso ainda está mais perto do início do que do fim de sua carreira. Encontrar-se na linha evolutiva do futebol não seria um problema de tempo. Mas se for uma questão de aptidões que ele não possui, o tempo lhe servirá de algo? Alguém crê que ele não seja “mais participativo” na defesa ou “não se apresente na área adversária” simplesmente porque não quer? Citando Tostão, é possível ou é uma ilusão que Ganso se converta de armador em meia ofensivo?

Não há justificativa para o desperdício de talento. Não há impressão mais forte do que essa, quando se vê Ganso no banco de reservas.

PULSO

A amostra pode ser pequena, mas cabe o registro. O Grêmio de 2014 tem uma característica que o do ano passado não tinha: é um time intenso na maior parte do tempo. Não é uma mudança de jogo, é uma mudança de caráter que influencia o jogo. Times brasileiros de sucesso nos últimos anos – Corinthians, Cruzeiro – eram assim. O Cruzeiro continua a ser.

LIÇÃO

O Real Madrid ofereceu uma clínica de futebol nos 6 x 1 sobre o Schalke 04, pela Liga dos Campeões da Uefa. O trio Ronaldo, Benzema e Bale (que fez seu melhor jogo pelo clube) atormentou o time alemão como se quisesse puni-lo por mau comportamento. É notável o rendimento da equipe de Carlo Ancelotti, um vencedor silencioso em um mundo propagandista.



  • Jair II

    André, preciso novamente elogiar seu trabalho, seu talento com as palavras talvez seja maior do que o de Ganso com a bola, e ainda cita Tostão, um craque com as duas. Seus textos e os de Tostão são um alento em meio a tanta mesmice.

  • Juliano

    AK, assisti a um Bate-bola onde Mauro Cesar e PVC discutiam isso que tu abordas, se não me engano foi logo após o San-São. Nenhum treinador pensou em alternativas pro PHG. E este treinador, definitivamente não será Muricy, que trabalha pela segunda vez com o atleta – pobre PHG.

    Por que PHG foi tão bem em 2010? Por que não se lesionava? Por que estava cercado de talento em um time extremamente dinâmico (Neymar, Robinho, Wesley, Elano, Marquinhos, André, Arouca)? Neste time, de movimentação frenética, PHG podia pensar e distribuir, como um QB. Na seleção de MM na Copa América, com outra formatação, não deu certo. Com o desmanche daquele Santos, já sem Dorival, nunca mais deu certo. E vieram as lesões.

    AK, qual seria o melhor treinador, ou o melhor estilo de jogo, para resgatar este talento desperdiçado de PHG? O que vimos, até o momento, me faz pensar que, nos moldes atuais, o Santos fez muito bem em vender o jogador (lesionado, mal aproveitado) pelo preço que vendeu.

    Abraço!

    PS: Genial o Oswaldo, testando um 4-2-4 no fraco campeonato estadual paulista. Está aproveitando bem a competição, já testou variadas formações. E está aproveitando os jovens, mesclando com os mais experientes. Tem dado certo. Outro jogo com 5 gols marcados, sendo apenas 1 do centro-avante que ganha meio milhão por mês…

  • Nilton

    Sempre me pergunto como pode um grande jogador se tornar médico, depois Professor, e finalmente se tornou um dos melhores comentarista esportivo do Brasil, são 04 profissões totalmente diferente. Somente um cidadão completa para conseguir tal façanha.

    Com relação ao Schalke 04, acredito que eles pagaram pelo o que os alemães fizeram com os Espanhóis na Semi do temporada passada, principalmente ao que aconteceu em território Alemão, aquilo não poderia passar impune.

    Com relação ao Ganso, a minhas esperança estão renovadas para a Copa, mas a Copa de 2018.

  • Luciano

    Prezado André kfouri,

    Sou fã de seu blog e considero você e o Tostão os melhores textos sobre futebol que temos no Brasil. Li a coluna do tostão ontem e a achei primorosa (pra variar!). Mas nessa sua análise de hoje, tive uma dúvida. Não sei se compreendi bem seu texto, mas creio que o tema principal da última coluna de Tostão seja o mau aproveitamento de Ganso no time do São Paulo. Em textos anteriores, Tostão, como muitos outros críticos, sempre enfatizaram o quanto Ganso foi supervalorizado – por todos nós – e o quanto o desejo e a expectativa de ter um jogador como ele superou a realidade, distorcendo-a. Mas nessa última reflexão, tendo como pano de fundo outros grandes meiocampistas atuante no futebol europeu, Tostão mostra como Ganso tem sido forçado a exercer funções que não lhe são afeitas. Ou seja, um tremendo desperdício. No seu texto, você me parece ressaltar mais o deslocamento do futebol de Ganso em relação à realidade do futebol mundial. Pode até ser isso, mas acho que um “simples” recuo do jogador para uma função mais recuada, como parece sugerir Tostão, faria uma enorme diferença no futebol “clássico” de Ganso. O que não consigo entender é a insistência de Muricy Ramalho em dizer que Ganso tem de entrar mais área e fazer mais gols. Ele é um dos raros talentos brasileiros que não precisam fazer isso, porque seu jogo flui exatamente entre as intermediárias.
    De qualquer forma, a discussão é ótima e agradeço aos dois por lançarem luz numa questão que, afinal, diz respeito ao futuro do futebol brasileiro, como Tostão também assinalou.
    Um abraço

    AK: Ao dizer que “Ganso nunca foi meia ofensivo”, Tostão reitera o que já escreveu sobre ele e toca na origem do problema: formação. O último grande armador do futebol foi Zidane, que era mais forte, mais dinâmico e, claro, um gênio. Um abraço.

    • Matheus Brito

      Bom dia Luciano,

      Concordo com você quando diz que o jogo do Ganso flui melhor entre as intermediárias, mas isso não impede que ele avance e fure os bloqueios em jogos onde o território é disputado como uma guerra de trincheiras. Ele tem que ser humilde o suficiente para entender que seu talento é imenso, mas pode contar para nada se não se tornar um meia moderno, dinâmico e que ajude a mover a engrenagem e não apenas aguarde a engrenagem se mover para subir nela.

    • Marco Brasil

      Creio que o gaúcho, em seu auge no Barcelona, alternava momentos de meia atacante com armador, vide os passes e lançamentos geniais que colocavam parceiros na cara do gol.
      Quanto ao cracasso zidane, lembro que jogava mais recuado na juve. Penso que jogar mais adiantado no Madrid fez “explodir” seu talento.
      Já o ganco, enquete pese ter talento, penso que realmente foi supervalorizado.
      Um grande craque procuraria os espaços para render melhor, buscando as laterais ou mesmo recuando, independente do técnico. Além disso, vejo ele muito inconstante. Um bom jogador, nada mais.

      ASB.

    • David

      Não poderia concordar mais com vc. Tostão e André, top 2. Não perco uma letra do que estrevem esses 2 o ano todo.

      AK: Muitíssimo obrigado. Um abraço.

  • Matheus Brito

    Bom dia AK,

    Excelente coluna do Tostão. “É a neurose da repetição, presente nos seres humanos ditos normais. É mais fácil e mais seguro repetir do que mudar.” Bingo. Melhor exemplo que ele deu foi o Corinthians Multi-campeão. Ficou previsível e sem imaginação, como ratos vendo queijo sem enxergar a ratoeira. Final previsível.
    O Ganso por característica: cerebral, refinado e controlador das ações, poderia ter sido um jogador tão efetivo quanto o Xavi ou o Pirlo. Mas esses gostam de fazer gols e não apensas de servir. No caso de Xavi, é simplesmente ter a exata noção do que você representa dentro de uma engrenagem complexa, que não funciona se uma peça estiver com problema. Ele marca, arma e define. O problema foi que Ganso sempre jogou assim desde o início, sem marcar e com pouco poder de definir, mas com uma imensa capacidade de colocar o atacante de frente para o gol. Vivemos em um momento do futebol onde só o talento não basta mais. E não pode que bastar mesmo. Não é mais concebível que dez corram para que um receba a bola limpa. Se esses dez não conseguirem a bola não tem jogo pra esse time. E o pior, a culpa foram dos dez que não fizeram a bola chegar ao “craque”. Meia tem que compor, fechar espaços, marcar, correr. Fazer um quadrado no meio e tomar conta dele não dá mais. Lembro-me de uma partida do Diego Sousa contra o Cruzeiro em 2011 na qual ele fez três gols e no dia seguinte era tido como o melhor jogador do campeonato. Numa entrevista ao Bem Amigos ele disse que jogando assim, sem obrigação de marcar ele rendia mais. Um jogador que começou como volante não queria marcar ninguém. Criticamos muito nossos treinadores por montarem times com vários volantes, mas o que ele pode fazer se o “craque” não quer marcar? Deixar o time sem meias? ensinar os volantes a serem meias?
    Tostão tocou num ponto em que tenho opinião radical já tem algum tempo. A formação na base. Os treinadores do profissional por vezes são medrosos, falta-lhes coragem, estudo, análise. Falta trabalhar e ter a humildade de analisar o que está dando certo. Mas o material que lhes é fornecido ano após ano pelas categorias de base não os permite muitas inovações. Ficamos deslumbrados quando um Paulinho surge em nossos campos. Mas só produzimos um desses a cada 5 ou 6 anos. Produzimos volantes marcadores às pencas. Todo garoto com pouco talento e muito vigor físico consegue espaço no meio e parece que já entram para os testes com um chip embutido neles dizendo: Corra, marque, roube a bola e entregue ao meia.
    Missão cumprida, contrato assinado e ficamos para trás.
    PS: Da forma como jogam hoje, Ganso, Pato e Luis Fabiano juntos serão motivo de preocupação para o adversário quando o São Paulo atacar, e serão o a maior dor de cabeça do Muricy quando o São Paulo tiver que defender. Se defender contra um Cruzeiro tão intenso, por exemplo, com menos três marcando é garantia de derrota humilhante. Mesmo 1 x 0 quando só um joga pode ser humilhante, pela sensação de que poderia ter sido muito pior.

  • Anna

    Tostão é genail.Mas ainda acredito que Ganso se reabilite. Tb acho que o último armador do futebol foi Zidane. Real destruiu o Schalke 06. Amo o Barça, mas queria ver uma final Real e Chelsea, em Lisboa. Bom Carnaval, Anna.

  • André,

    acho que o Tostão e você chegaram na raiz do problema do PHG. Veja só, quando citaram o Muricy Ramalho e sua “insistência para que o Ganso entre mais na área para fazer mais gols” lembro imediatamente do Zico na partida Brasil X Iugoslávia, em 1986, salvo engano, Brasil 4X 2. O Zico pode ser uma ótima inspiração para o Ganso. Armador genial, servia de bandeja aos companheiros e fazia muitos gols, era ousado para atacar, não escondia o talento. Claro que o Zico, franzino na juventude, foi trabalhado para ser um grande atleta. Não sei se estou falando bobagem, mas penso que o Ganso tem que se moldar ao futebol de hoje, trabalhando mais a parte física, a velocidade, e partir para cima, não esperar o momento de sua genialidade aparecer, e sim, criar esse momento. Talento ele tem demais, em sua melhor fase no Santos eu vislumbrava o Ganso na seleção. Ele tem que insistir, como dizem os boleiros de hoje, ser determinado, trabalhar seus pontos fracos. Concordo com você e o Tostão, e acho que o Ganso pode conseguir “se moldar”. Depende mais dele que de qualquer outra pessoa.
    Abraço.

  • Ak, me diz oque acha a respeito, por favor.
    Se a maior virtude do ganso é o passe, fico imaginando ele jogando em times do Pep Guardiola. Será que ele jogando no Bayern de hoje ele jogaria bem? Será que ele precisaria entrar na área??
    Será que o problema é o ganso, ou os jogadores que atuam ao redor dele??
    Queria saber sua opinião, obrigado.

    AK: Ganso não jogaria nos times de Guardiola. A não ser que se transformasse em um meia ofensivo. Um abraço.

  • André,

    seu texto me fez ter a seguinte reflexão: o futebol não aceita mais jogadores como Ganso ou será que Ganso não está mais apto a “jogar futebol”?

    Quando me lembro do mesmo jogador despontando com a camisa do Santos e o comparo com o atleta que vejo em campo pelo São Paulo, tenho a sensação que se tratam de dois futebolistas distintos. Longe mim querer discordar de você ou muito mais longe ainda do Tostão, mas me parece que Ganso está devendo, ainda que o esquema ou o futebol de uma maneira geral também o prejudiquem.
    No fim, é como você mesmo disse, “até os geniais precisam ser geniais com frequência para não se transformarem em inconveniências” e já faz muito tempo que o Ganso não é o Ganso. Pior para o futebol, que necessita de jogadores especiais como ele era.

    Abraços e parabéns pelo texto.

  • Norberto

    Não li o artigo do Tostão, referência pra todos nós, infelizmente. Mas se ele escreve em defesa do craque Ganso, estou com ele, pois sou fervoroso defensor do cerebral meiocampista tricolor, pois todos os jogos que o assisti “in loco” fiquei extasiado com o futebolista diferenciado de toques magistrais em espaços minúsculos. Por isso acho que Muricy tem que encontrar um esquema para que o jogo dele apareça, como no segundo tempo contro o XV. Talvez quando tivermos juntos Maicon, Ganso, Pabon, Pato e Fabuloso vislumbraremos se realmente este será o ano da redenção de PHG. A bola e todos os amantes do futebol torcem pra que sim!!
    Valeu!!

  • Antonio Braz

    O grande problema do Ganso é que ele tem que jogar com Paulo Miranda, Wellington, Denilson, Maicon, todos eles sem afinidade no trato da bola

    • leandro

      falou tudo irmao.espn

  • vanessa lemos de matos

    jogador genio desiquilibra contra grandes clubes fazer belas jogadas contra times limitados com todo respeito xv piracicaba ou mesmo em uma final de paulista contra o sto andre sendo favorecido pela arbitragem pra mim nao conta por isso acho que nao sera convocado para copa do mundo em grandes jogos ele desaparece na minha humilde opiniao dos que eu vi jogar zidane foi genial e por video muitos me chamaram a atençao pelo futebol mais um em especial johan cruiff me parece ter sido um genio do futebol por isso ph nunca sera cruiff

  • André, eu acho possível que o Ganso se torne mais ofensivo. Ele precisa de mais força e velocidade para se tornar mais ofensivo. Essa história de talento que “não vinga” é antiga. Creio que você se lembra do Edu Marangon (Portuguesa) e do Edu (Palmeiras), eram habilidosos e às vezes davam show, mas não emplacaram como outros craques da lendária camisa 10.
    Mas o Ganso pode se superar e se tornar um meia ofensivo, ou pelo menos mais ofensivo. É trabalhar especificamente para isso.

  • daniel

    alto nível a discussão do seu blog ak. faz tempo que não vejo lucidez quando se fala de ganso.

    As idéias aqui se complementam, sem ter a pretensão de esgotar o assunto, o time do santos de 2010 “voava”, o que de certa forma dava liberdade pra ele e menos responsabilidade…a jogada principal do santos era bola enfiado em profundidade do ganso para o neymar..fato este que fazia com que ele fosse mais participativo..a dinâmica do futebol muda todo ano…novos esquemas e o jogador como profissional que é tem q estar atento..como no mercado de trabalho…falta a ele entender isso e participar mais..talento e visão de jogo ele tem …

  • alessandro mendes

    Dizer que não agredito no ganso é maldade, sendo que não tenho aquele brilho no olhar de ao ve-lo jogar hj. acho que ele se entrega ao jogo quando está ruim, não o vejo tentar outra coisa. ele fica na dele independente do resultado. acredito que deva ser feito com o ganso oq o boca fazia com o riquelme, time pra ele… faz isso durante todo o estadual , caso na haja resultado, chuta ele.. rendeu, essa é a formula !!!

  • henrique

    olá andré! o resultado dessa conta é simples de ser encontrado: quando arrebentou no santos ganso jogava ao lado de neimar, robinho, elano, arouca.. agora joga com maicon, wellinton, douglas, denilson, etc..

  • Eddie The Head

    Desculpe,mas onde está escrito que “…O Grêmio é um time intenso não maior parte do tempo…” não seria “na maior parte do tempo”?

    E,sobre o jogo entre Shalke e Real,lindo exemplo da torcida alemã. O time sendo goleado em casa e a torcida cantando,apoiando,empurrando o time o tempo todo. Prova cabal de que torcedor torce,vândalo quebra e briga.

  • David

    André, fico feliz em ver sua coluna propagando as ideias do melhor dos colunistas de futebol do país.

    Eu gosto muito desse assunto, tenho lido o Tostão bater nessa tecla há tempos, e concordo com ele mas também com o Mauro César Pereira, quando diz que falta ao Ganso um técnico que o coloque pra jogar aonde jogam os meio campistas citados em seu texto – de uma intermediária a outra. E não necessariamente mais recuado ou avançado.

    Mas veja bem como a cultura diferente da formação de atletas no Brasil está impregnada também no meio dos analistas e torcedores. O Ganso é cobrado por não “resolver” jogos constantemente. O que parece que esperam dele é sempre a assitência magistral, e essa com obrigação que o atacante conclua bem pra que seus lances façam a manchete. Cobram também a presença na área, mais chutes a gol, mais ousadia, ou seja, ser mais como Raí e Zico. Dois meias estilo ponta-de-lança, goleadores.

    Acho sim que o Ganso precisa aprimorar seu combate, seu senso de marcação. Mas porque exigir dele mais ofensividade do que se ve dos melhores meio-campistas da atualidade da Europa? Se um quarteto ou quinteto de meio campo no Brasil fosse formado (não na base, mas pelo próprio sistema de jogo atual pelo treinador) pra funcionar como na europa, com posse de bola, e constante recuperação de bola por todos os jogadores, o Ganso se destacaria naturalmente na coordenação e distribuição de jogo, sem a pressão de que seu último passe tenha que decidir todos os jogos. A escassez de gols seria ignorada como nos casos de Xavi e Iniesta que quase nunca chutam mais.

    Eu sou São Paulino e perdi a esperança de ver meu time se modernizar em campo, não existe material humano no Brasil em campo ou no banco pra fazer isso acontecer tão breve. Mas por gostar do bom futebol, torço pra que o Ganso seja vendido pra um dos melhores times europeus, e tenho certeza de que veremos a boa instrução de lá tornar-lo em um dos mais finos meias do futebol mundial.

  • Luiz Gustavo

    Vou soar dissonante. Acredito que PHG é apenas mais um habilidoso e lento jogador de meio de campo. Nao vejo nele problemas de formação, mas sim caracteristicas aquém do super competitivo futebol de agora, ainda que o futebol brasileiro esteja vários degraus abaixo dos melhores países europeus. Tivesse jogado há 20 ou 40 anos, talvez fosse mais bem sucedido, mas não muito. Toda a energia gasta pela imprensa em 2010 com ele diluiu a frente que poderia ter acontecido: Ronaldinho vinha jogando muito naquele semestre no Milan e merecia ter ido. O mesmo fato se repete agora: Oscar é uma tenue promessa e vamos jogar uma Copa no Brasil tendo em casa um jogador – o único aliás – a ganhar Champions e Libertadores com a 10 nas costas, candidato até ao Laureus e que vai ficando pelo caminho de novo, enquanto estamos insistindo em ocupar espaço tentando transformar Ganso em algo que ele jamais será ou ressucitar Kaká, que aliás é outro jogador super valorizado. A maldição dos técnicos gaúchos, turrões, reis do “grupo fechado” e ilusionistas – tanto LFS quanto Dunga fizeram jogo de cena sugerindo que poderiam mexer no grupo – vai nos levar, embalada pela ilusão ainda mais traiçoeira da Copa das Confederações, para outra copa perdida. Abraços, André – também sou fan dos seus textos.

  • Excelente observação sobre o Carlo Ancelotti.

  • Há pouco tempo fiz uma observação sobre o time do Santos que venceu a Copa São Paulo do ano passado, a respeito da formação daqueles jogadores. Eu disse, na época, que nenhum estava preparado para ser jogador de futebol e que o Santos deveria separa-los e ensinar o que seria “ser jogador de futebol”. E todos foram pupilos do Claudinei. Hoje vemos alguns despontarem, com um ano de atraso, mas Vitor Andrade parece estar ainda perdido. Foi formado para ser “joia” e parece que isto lhe subiu à cabeça.
    Quando Murici dizia que os garotos vinham da base com defeito de fábrica e, como responsável pela coordenação geral, porque ele não fez os reparos necessários?
    Paulo Henrique em seus três anos entre a base e o profissional, fazia tudo que vocês citaram na matéria. Marcava, dava carrinhos, lançava, concluía, era o responsável pela bola parada seja em que ponto ela estivesse, mas veio um tal contrato, dizem que idêntico ao de Neymar e ele, antes de assinar, foi submetido a uma cirurgia. Engavetaram o tal contrato e começaram as divergências, culminando com sua saída e a morte daquele promissor jogador. Mataram seus sonhos, suas fantasias e via seu amigo/irmão galgar as nuvens. Introspectivo, se fechou em conchas e está difícil de sair dela. Apenas alguns lampejos daquele brilhante jogador que retornou precocemente de uma cirurgia para liderar o time inteiro nas finais da Libertadores.
    É preciso agora compreender que aquele Paulo Henrique morreu e o que está ai, não tem forças psicológicas para renascer e, convenhamos, ultimamente o que Murici tem sido menos, desde o mundial de clubes, é motivador. Jogou a toalha, deixando de treinar o time para apenas um jogo com o Barcelona. Deu no que deu. Foi a primeira vez que vi um treinador dizer que os meninos iam apenas para ver o adversário jogar. Ridículo

  • haghios

    o P.H.Ganso no Santos … tinha alguns Jogadores … que corriam por ele .. Marcavam por ele .. e lhe entregavam a Bola sempre para o toque Final …. Elano … Wesley … Adriano.. e outros Carregavam o Piano …. e o Ganso .. só regia a Orquestra …. e lá na frente …. Neymar … Robinho … Borges … Alan Kardec … e outros … terminavam o Concerto com os Gols .. desta forma o Santos Ganhou tudo … além disto .. ele não ficava exposto … Alan Patrick .. Felipe Anderson .. seguiam o mesmo script .. e esta formula deu certo …. chegou um momento …. que os 3 foram para a Seleção … P.H.Ganso na Principal … Alan Patrick na Sub 17… e o Felipe Anderson na Sub 20 … e chegou o momento que Ninguém mais Carregar o Piano …

  • Paulo Pinheiro

    Ele simplesmente é um jogador comum e recebe tratamento de craque. Com todo o bônus e o ônus. Isso resume o problema. Quando o treinarem como ele realmente é – um jogador comum – vai render melhor do que hoje.

  • Ricardo

    Futebol nivelado por baixo, times brasileiros carentes de ídolos

    Ganso, pato, L Fabiano, valdivia, dentre outros, apenas bons jogadores

  • SHAOLIN

    Não se tocaram ainda q o Gansolino esta bichado, desde a época do peixe…joga com medo de se machucar. Não parte pr o drible, evitar dividir com o adversário, não chuta de longa distancia com medo de distensão, qdo pega na bola é so passinho pra cá, passinho pra lá, de vez em qdo acerta um bom passe. O futebolzinho dele já era, durou 6 meses em 2010. Maior conto do vigário da história.

  • Guilherme

    Convenhamos sou Santista não quero desmerecer o Ganso que jogou muito aqui… mas, colocarei alguns pontos…

    Santos do técnico Dorival

    Todos marcavam só que:

    Robinho
    Neymar
    André
    Arouca
    Marquinhos
    Danilo
    Alexsandro
    Durval
    Edu Dracena

    nessa ordem marcavam neymar, robinho e andre não tão bem quanto os outros mas
    a presença deles dava medo…

    Logica do santos era marcar o cara dar chutão sair jogando e o ganso flutuava santos depois da libertadores perdeu… jogadores que faziam a diferença pode ver que depois que sairam o ganso nunca mais jogou se analisar o tempo dele no santos foi os Jogadores que iam para “frente” sair o time começou a cair o ganso pode jogar em qualquer lugar enquanto todos tratarem ele como estrela nao vai para frente ele tem que ser “Homem” ver que ahh minha falha eh essa tentar melhorar ou vira volante tipo Xavi ou tipo Xabi Alonso ou vira meia e avança sem medo toca e se apresenta ele tem que pensar assim um dia dei sorte de jogar em um time nao precisando marcar agora posso tentar ir em cima do zagueiro pra dar um medo ou posso me aproximar da area treinar uns chutes tocar curto e se apresentar para chutar ou passar tabelando ele era no santos limitado a por todos na cara do gol ele tem que pensar que aquele time é que nem o time do santos so pele nunca mais vai ter um igual ou ele evolui ou morre potencial para ser algo mais ele tem agora tem que ver ele quer ser alguem?

    A pergunta é AK ele quer ser Alguem? Ele pensa em evoluir ele tem que parar de medrar se nao conseguir voltar por cansaço acontece mas vai e volta umas 4 vezes treina se condiciona melhor a pergunta é ele quer? Não adianta nada nos fazermos tudo isso e ele nao querer nada? Ele tem medo de se machucar… ele tem que entender que são ócios do oficio sabe AK as vezes no ganso vejo desistencia… ou ele acha que todos os times vao ser iguais ao santos que ele jogou ou nao quer mais nada com nada e vivera de nome até o Valdivia que é o Valdivia com todo respeito que vive em DM tem mais coragem que o Ganso não adianta ter talento e nao ter coragem de explorar ele podia entender mais uma coisa… ESTAMOS NO SECULO XXI E OS MEDICOS SÃO OS MELHORES E NÃO IMPORTA O QUE ELE FIZER SE MACHUCAR ALGUEM TRATA E OUTRA DESCULPA O TERMO MAS NENHUM JOGADOR ASSIM EU VI COM MEDO DE JOGAR POR SE MACHUCAR NEM NA VARZEA EU VEJO ISSO APENAS VEJO O GANSO COM ESSE MEDO. Eu gostaria de uma resposta sua Voce acha que ele desistiu de jogar ou é safado e vive de nome e do passado?

  • Observador Ata

    Na verdade o PHG sempre pensou ser muito melhor do que realmente é. Nunca foi humilde o bastante para reconhecer a sua verdadeira capacidade técnica e batalhar para manter a regularidade. Tornou-se arrogante com as palavras, fruto dos elogios exagerados da mídia que sempre o endeusaram por apenas alguns bons passes e passaram a considerar geniais simples passes laterais. Isto despertou nele a inveja e a cobiça – achou que era um Neymar. Esta história está se repetindo depois de alguns repentes frente ao XV de Piracicaba que, com todo o respeito, é time de um nível sofrível. É uma pena, porque ele tem habilidades como poucos, mas é limitado também intelectual e fisicamente. Marcado, some em qualquer partida. Não é participativo, porém, como costuma humildemente dizer: “hoje vou mostrar meu belo futebol e deixar os meus companheiros na cara do gol”! Pobre rapaz!

  • acho o ganso um bom jogador, uma promessa que foi prejudicado pelas lesões , mas a carência de um craque com a camisa 10 no brasil e tão grande que fez muita gente acreditar que ele era um gênio. mas mesmo em sua melhor fase no santos ele não era tudo isso. já existem outros jogadores menos badalado do que ele que jogaram e ainda joga mais do que ele como o alex do coritiba por exemplo ou ate mesmo outro ex jogador do santos, o Geovane.

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