CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

NA LINHA DO GOL

Anteontem perguntaram a Jérôme Valcke, em Florianópolis, se os sistemas de tecnologia na linha do gol que serão instalados nos estádios da Copa ficarão no país, para uso no futebol doméstico. O gol de Douglas no Maracanã ainda estava quente, e a resposta do secretário-geral da FIFA não trouxe conforto. Valcke lançou mão de sua declaração-padrão: depende do Brasil, não da FIFA. É a frase predileta do executivo francês.

A organizadora do Mundial equipará os estádios com o GoalControl-4D e está disposta a deixá-lo por aqui. O dispositivo desenvolvido na Alemanha custa, em dinheiro nosso, algo como R$ 650 mil cada. A questão não é o custo de instalação, mas o de operação: cerca de R$ 10 mil por jogo. Valcke quer garantias de que o futebol brasileiro continuará utilizando o “presente”.

A tecnologia na linha de gol já deveria estar entre nós, como acontece na Inglaterra e na Alemanha. A FIFA autoriza, o brinquedo não falha, Douglas teria mais um gol em sua ficha. Cabe a cada federação estadual, e obviamente à CBF, zelar pela lisura de seus produtos e garantir que a bola que cruzar a linha aparecerá no placar. Pelo menos nos principais estádios. O Campeonato Brasileiro, nossa competição mais importante, deveria ter o dispositivo em todos os jogos.

É preciso ser corajoso para usar o argumento financeiro, já que o da “graça da polêmica” ficou constrangedor. A FIFA trará doze sistemas, mais da metade do número necessário para um campeonato de 20 clubes. Quando Valcke passou a bola para o lado de cá, a gestão do futebol brasileiro deveria ter se manifestado no sentido de assegurar que a oportunidade não será negligenciada.

Por trás da posição do secretário-geral pode estar a dúvida sobre a necessidade do GoalControl-4D em estádios da Copa que ficam em cidades onde não há futebol profissional. A resposta-padrão cabe aqui também: foi um desejo do Brasil, não da FIFA.

SUSPIRO

Na abertura das oitavas de final da Liga dos Campeões da Uefa, os times que jogaram em casa não só não fizeram nenhum ponto como não marcaram nenhum gol. Evento raro. Bayer Leverkusen, Manchester City, Arsenal e Milan desrespeitaram todos os princípios que ensinam como iniciar bem um confronto de mata-mata. O torneio deve acabar para eles.

MONÓLOGO

O Bayern não goleou seu adversário, o Arsenal. Mas atingiu números expressivos de posse de bola (73%) e passes certos (859 a 186), certamente influenciados pela expulsão de um jogador do time inglês. Toni Kroos completou 151 passes, liderando os alemães. A maior quantidade de passes certos de um jogador do Arsenal foi 20.



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