O PREÇO DO ATRASO



R$ 640 mil.

Esse é o custo de instalação da tecnologia de linha do gol em um estádio brasileiro.

O GoalControl-4D, desenvolvido por uma empresa alemã, foi o sistema escolhido pela Fifa para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Custa cerca de U$ 267 mil para ser instalado.

Uma explicação convincente para que a tecnologia não esteja presente nos campeonatos de futebol do Brasil simplesmente não existe.

Aprovada pela Fifa, em utilização na Inglaterra, acessível do ponto de vista financeiro.

Na Premier League, todos os 20 estádios estão equipados com o Hawk-Eye, que custa 250 mil libras (cerca de 1 milhão de reais). Um lance como o gol não confirmado de Douglas, no clássico de ontem entre Vasco e Flamengo, não tem chance de acontecer lá.

Não deveria acontecer por aqui também.

Mas, ok, digamos que não faça sentido que o sistema esteja em todos os estádios do Campeonato Carioca (ou Paulista, Gaúcho, Mineiro, Paranaense…). Por que não investir R$ 640 mil para instalá-lo no Maracanã, palco dos clássicos?

Faltam recursos?

Vejamos: o boletim financeiro de Flamengo x Fluminense, realizado em 8 de fevereiro (o borderô do jogo de ontem ainda não está disponível no site da FERJ) mostra que o clássico registrou R$ 692.970,19 em despesas.

Entre outras, foram R$ 104.431 de “taxa da Federação”, R$ 20 mil de “despesa operacional”, R$ 246.154,56 de “aluguel”, R$ 135.960,00 de “custo operacional do estádio”.

A vitória do Fluminense por 3 x 0 teve renda bruta de R$ 1.091.950,00.

Estamos falando de um jogo de um torneio que distribuirá R$ 6,8 milhões – um recorde – em prêmios aos clubes.

Como se vê, e como se pode supôr ao olhar para a sede da FERJ, não há problema de dinheiro no Campeonato Estadual do Rio de Janeiro.

O que há é ausência de vontade de aplicar recursos onde eles são necessários. E no caso específico da tecnologia na linha de gol (antes que trolls neuróticos apareçam aqui para reclamar de bairrismo), as outras “principais” federações estaduais do Brasil são igualmente negligentes com seus produtos.

Não há desculpa para o atraso.



  • Anna

    Perfeito, André! Assino embaixo. Quis o destino que Rafael Nadal, que pratica um esporte que usa o hawk-eye, estivesse lá. Deve ter achado o erro uma volta ao período Neandertal. Boa semana, Anna.

  • Regis

    Perguntas: A FIFa já permitiu que se use o sistema em competições oficias? E me perdoem a ignorância, o sistema já e’ usado na Premier League?
    Se as respostas forem sim, AK está coberto de razão. Não há nada que justifique que os principais estádios Brasileiros não tenham esse sistema. E’ hora da Odebretch coçar o bolso um pouquinho.
    Abs!

    AK: Você leu? Um abraço.

    • Regis

      Eu te critiquei? Fiz alguma colocação grosseira?
      Então não vejo razão para sua grosseria.
      Não tinha ficado claro pra mim se ele já pode ser utilizado em todo o mundo ou se esta apenas em experiência. Não sou profissional de futebol e não sou obrigado a saber.
      Prestígio e comento no seu blog porque gosto do que vc escreve. Lhe acho muito talentoso. Mas os “trolls neuroticos” parecem lhe estar deixando marcas.
      E depois me manda abraço. Vai entender…

      AK: Exato: vai entender… Grosseria? Eu apenas lhe fiz uma pergunta. E uma pergunta que faz todo o sentido, pois as questões que você apresentou estão, todas, respondidas no texto. Um abraço.

      • Regis

        Veja AK que a FIFA faz experiencias, como sabemos. Por exemplo, esse intervalo se fez como teste em algumas competicoes e em outras nao se podia fazer. (nao sei se ja mudou).
        Estava perguntando apenas se o chip ja tinha sido aprovado para competicoes oficiais no mundo inteiro. Achei que se estivesse sendo usado na Inglaterra, poderia ser em carater experimental. Apenas isso.
        Duvida de leigo.
        Sua pergunta foi ironica, obvio. E acho que e’ uma pratica contra-produtiva ja que me parece ser do seu interesse, que este espaco seja um forum no qual pessoas bem educadas venham discutir e se inteirar sobre os temas que voce aborda. Mas tudo bem, deixa isso pra la.

  • M. Silva

    Caro André,

    acho o uso de tecnologias para auxiliar a arbitragem em lances como o do clássico de ontem válido (há outros recursos tecnológicos acerca dos quais tenho dúvidas sobre a viabilidade da aplicação). Todavia, penso que, num campeonato, todos os jogos devem contar com as mesmas condições, dentro do viável, pois de outra maneira seria quebrada a isonomia entre participantes. Não me pareceria correto o Vasco ter tido seu gol validado ontem, mas numa situação igual o Bangu não ter um gol validado no Moacyrzão, por exemplo.

    Um abraço,

    M. Silva

    AK: Não se trata de um “serviço” ao qual certos times têm direito e outros não. É uma iniciativa do campeonato, para se proteger de erros que podem ser evitados. Nos torneios de tênis, o “hawk-eye” não está em todas as quadras. Um abraço.

    • M. Silva

      Caro André,

      interessante o recurso ao tênis como termo de comparação. Mas acho que ainda cabe argüição ao seu argumento, na medida em que, na maioria dos torneios de tênis (tem ou tinha um que é diferente, me esqueço do nome agora, que reune ou reunia os melhores tenistas da temporada) os resultados de uma partida não interferem nas classificações dos demais tenistas. Logo, as disputas são quase sempre diretas, e portanto se dão sob as mesmas condições (com ou sem hawk-eye).

      Imaginemos um exemplo: suponhamos que na primeira rodada de um torneio de tênis, na partida do tenista A contra o tenista B tenha hawk-eye, mas na partida do tenista C contra o tenista D não. O que ocorre na partida que tem hawk-eye não influencia as conseqüências do resultado ocorrido na partida que não o tem; quem ganhar a disputa entre C e D se classificará para a segunda rodada. Por outro lado, no exemplo que dei no meu post anterior, essa diferença poderia redundar na classificação de um time em vez de outro para uma fase posterior, ou mesmo determinar a posição destes times, num campeonato de pontos corridos. Logo, a distinção entre as dinâmicas internas dos torneios de tênis e futebol me parecem relativizar a possibilidade de utilizar aqueles como argumento para o uso seletivo, digamos, de tecnologias nestes.

      Por outro lado, se se as usasse em apenas um jogo (ou conjunto de jogos, se fossem em ida e volta) de uma semifinal de campeonato, ou só na final de campeonato, aí talvez não houvesse esse problema, mas não pensei muito sobre isso.

      Um abraço,

      M. Silva

      • JJunior

        Digamos que o Maracanã abrigue 25% dos jogos de um campeonato. Não seria melhor ter um campeonato onde erros dessa natureza podem acontecer em 75% das partidas ao invés de 100%?

        Esse argumento sobre “isonomia no futebol” precisa ser melhor elaborado para fazer algum sentido. Existem partidas com chuva e sem chuva (todos os estádios cobertos? Ou não se pode ter estádios cobertos, já que determinado time jamais jogará em casa na chuva?). Existem Jogos com árbitros FIFA e com árbitros não FIFA (credenciar todos ou recusar a chancela?). Jogos durante o dia e durante a noite (especialmente no verão faz uma baita diferença – fora que cada estádio tem um nível tecnológico de iluminação). Enfim, dá pra ficar brincando com isso o dia todo, se o argumento vale pra A, tem que valer pra B, C e D (aliás, esse é o princípio do argumento em questão). O fato é que sempre que tentamos impedir o avanço, acabamos nivelando as coisas pelo menor padrão possível.

        • M. Silva

          Caro JJunior,

          seus argumentos que relativizam a questão da isonomia no futebol são muito interessantes, mas talvez devessem ser contrapostos a alguém que tivesse afirmado que é preciso haver isonomia absoluta num campeonato de futebol. Como falei de “mesmas condições, dentro do viável”, não me sinto instigado a comentá-los.

          Ainda assim, me parece claro que existem questões no que diz respeito às minhas afirmações. Eu mesmo sugiro duas:

          1) O que quer dizer “dentro do viável”? Qual é a medida do viável? Isso não é um dado. Sempre caberá discussão, e cada lado apresentará seus argumentos, muito possivelmente todos válidos. E a eventual alternativa que se impuser não portará nenhuma espécie de verdade absoluta. Entendo que é o que estamos fazendo aqui, inclusive – e não penso que seja necessário chegarmos a uma solução definitiva, ou a uma concordância. Podemos, inclusive, manter nossas posições e reconhecer que nossos interlocutores têm posições interessantes, inteligentes, sólidas, mas das quais discordamos. Isso é muito saudável.

          2) Por que toleramos algumas situações claramente anti-isonômicas, cuja evitação seria viável? Isso ocorre, por exemplo, quando um jogador é contratado com o campeonato em andamento – alguns times jogarão contra um adversário em princípio reforçado, enquanto outros terão jogado contra uma versão enfraquecida deste mesmo adversário. Recentemente, o Arsène Wenger reclamava justamente da venda do Mata para o Chelsea com o campeonato em andamento. Poderíamos pensar que, nesse caso, o que se tenta é preservar o espetáculo, através da possibilidade da melhoria dos plantéis dos clubes envolvidos. Mas cabe discussão, em mais de uma via.

          Quanto à sua pergunta: se os 25% de jogos em que os erros podem ser evitados criarem situações potencialmente prejudiciais aos envolvidos nos outros 75%, então não, não acho melhor.

          E quanto a sua última afirmação: eu não quero – nem posso – impedir “avanço” nenhum. Disse inclusive que sou favorável a esse tipo de tecnologia. Só acho mais interessante que ela seja implementada de uma certa maneira, e não de outras.

          Um abraço,

          M. Silva

          • M. Silva

            Retificando: venda do Mata pelo Chelsea para o Manchester United, naturalmente.

          • JJunior

            M. Silva,

            1) Considerando que “dentro do viável” foi apresentado como algo subjetivo, então deixamos a coisa assim.

            2) Essa é uma situação prevista no regulamento, todos os clubes podem fazer contratações no período estabelecido para tanto.

            Falta coerência em afirmar que jogos nos quais ao menos um tipo de erro (dúvida entre gol ou não gol) será evitado pode afetar negativamente outros jogos. O prejuízo no futebol são os erros e não os acertos.

            abs

            • M. Silva

              Caro JJunior.

              1) Perfeitamente, deixemos assim. Mas note que essas posições subjetivas não deixam de ter efeitos na redação de regulamentos, etc. Pois se algumas situações são evidentes, por extremas (um time, ou grupo de times, não vai ser autorizado a jogar com doze jogadores, por exemplo), em casos limiares as opiniões distintas terão que entrar em disputa, sem síntese final inequívoca e taxativa;

              2) Sim, é previsto em regulamento. Mas note que essa questão que levantei é, justamente, o motivo por que toleramos um regulamento que promove situações anti-isonômicas. Como eu mesmo afirmei, é um questionamento dirigido muito à minha posição do que à sua. O que eu quis destacar é que nenhuma posição é irrefutável, inabalável, nem a que eu estou, digamos, defendendo. A questão é que, a meu ver, em algum momento, são as nossas convicções que vão operar nessa defesa.

              E repare bem que a questão não é se todos podem fazer ou não contratações, mas o fato de que, como conseqüência dessa possibilidade, alguns times jogarão contra adversários reforçados, e outros não.

              3) A meu ver, não falta coerência, mas talvez alhures faltem outras coisas, e sobrem outras ainda. Nos exemplos que dei em meus dois primeiros comentários, não disse que o que seria afetado negativamente seriam outros jogos, mas o saldo combinado dos resultados desses jogos, ou seja, a posição dos times na tabela do campeonato.

              Um abraço,

              M. Silva

              • JJunior

                Fala M. Silva,

                Só pra simplificar (preguiça de responder ponto-a-ponto):

                Num campeonato onde certos erros podem ser evitados (ainda que em algumas arenas) não vai produzir um efeito prejudicial aos envolvidos nos outros jogos. Veja, o resultado não foi alterado por um erro, seguiu seu curso normal. Como um terceiro poderia ser prejudicado por isso???

                Se num jogo onde a tecnologia não está disponível ocorrer um erro (como no jogo em questão), aí podemos discutir as interferências gerais desse erro. Veja, o problema se dá pelo erro, não o contrário. Os times são prejudicados por falhas dos árbitros e é isso que se pretende evitar – ainda que em algumas arenas.

                Logo, nos números que eu inventei, vc teria 25% do campeonato livre desses erros, 25% do campeonato sem interferência. E não um campeonato com 0% de garantias para evitar falhas do tipo que assistimos.

                abs

                • M. Silva

                  Caro JJunior,

                  “Se num jogo onde a tecnologia não está disponível ocorrer um erro (como no jogo em questão), aí podemos discutir as interferências gerais desse erro”.

                  Mas é isso que eu estou discutindo desde o meu primeiro comentário.

                  Abraços,

                  M. Silva

                  • M. Silva

                    Retifico-me: entendi mal o que você havia escrito. Depois retomo a conversa.

      • Paula

        Nao concordo muito com a argumentação e a considero errada quando você só analisa o campeonato brasileiro. mata-mata poderia ter a mesma argumentação do torneio de tênis.

    • Rodrigo-CPQ

      Acho que seria interessante um campeonato todo com esse dispositivo. Se a CBF tem condições, que os estádios usados no Brasileirão tenham o dispositivo. Vale o mesmo para as federações paulista, carioca, gaucha, etc.

  • André,

    Você foi muito bem, especialmente quando diz: “O que há é ausência de vontade de aplicar recursos onde eles são necessários”. Isso é perfeito. O pessoal que comanda e determina os gastos faz de tudo, mas não o que é realmente preciso fazer. Gastam à toa, administram mal o dinheiro.
    Agora, essa dos trolls neuróticos me fez lembrar o gibi dos vingadores, que o Adam Warlok tinha um companheiro troll chamado Pip.

  • Annibal Parracho

    Perdoo a fraude do Castanheira, salvando um gol para o seu time do coração. Entendo, também, que o juiz principal não tenha dado o pênalti do puxão pela camisa, pensando no seu emprego como o massagista da Aparecidense no ano passado. Imperdoável mesmo é a fraude da Globo, fingindo que tem como confirmar o blefe do seu comentarista de arbitragem de que, no gol dado para o Flamengo, a bola no ar passou 22 cm (menos de um palmo!) do plano vertical do gol!

    Boicote a CBF! Não assista futebol! Pela revisão eletrônica dos lances de impedimento!

    • Smith

      Annibal, vc é tão honesto, que o gol do Nova Iguaçu anulado, vc não fala, pq deve ter esquecido…
      Não é? Mas estou aqui pra lhe lembrar!!!
      A Bola entrou sim, e o pessoal da “globo”, e do Flamengo também, disse que sim!
      Erro de juiz, acontece toda hora, muitos inclusive, à favor do vasco!
      Não seja ipócrita…

      • Smith

        ou melhor, hipócrita…

  • Gabriel Lelis

    Agora uma pergunta: a quem interessa essa falta de vontade das federações???

  • Fernando

    No mínimo deveria ter nos principais estádios brasileiros, e ser obrigatório em todos estádios do campeonato braisleiro da série A.

  • Paulo Araujo

    Bela observação, AK.
    Mas, se me permite, gostaria de fazer outra:
    Para que servem os “árbitros auxiliares”?
    Eles não estão ali para evitar ou dirimir os erros de arbitragem?
    Me parece que são meros espectadores e ainda recebem por isso.
    Já não chega de tanta gente errando e tantos mamando nas tetas dos clubes?

    • DRA+

      Caro amigo, não sou o AK mas te respondo: eles estão ali para ver o jogo mais de perto, nada além disso. São umas amebas.

  • Volnei

    E o dispositivo para ver o absurdo que foi a falta não existente e o cartão para o Wallace, quando custaria?

    E o aparelho pra manter o jogador Vascain(d)o em pé, quanto custaria?

    Gostam de polemica, lógico, estão no papel de prostitutas que fazem tudo por dinheiro. Esse é o jornalismo “verdade”.

    AK: Vejam o nível rasteiro desse sujeito.

    • Marcio

      E quanto custaria para manter um flamenguista sem vergonha na cara calado ?

    • O lance do gol poderia ter sido contra o Flamengo, e o dispositivo estaria lá do mesmo jeito. Aliás, serviria justamente para evitar injustiças e polêmicas desnecessárias.

    • Adriano

      Rasteiro foi um excelente adjetivo. Lamentável um delinquente desses…

    • Matheus Brito

      Volnei, você estava só brincando não era?

  • William

    Na verdade, parece que a teoria do “quanto pior, melhor”, é a máxima no futebol brasileiro. Não é Teoria da Conspiração: No país dos mensalões e STJDs da vida, melhor é existir a dúvida: fica bem mais fácil manipular… Na dúvida, lance a favor dos “queridinhos da mídia”. Se não houverem erros, como Flamengo e Corinthians conseguirão seus títulos? Em 2011, o Vasco teve 10 GOLS ANULADOS incorretamente no Brasileirão, que terminou com o título dos bandidos paulistas.
    AK, você se lembra a última vez em que algum juiz cometeu um erro GROSSEIRO contra o Flamengo?

    • Marco Guerra

      E do jogo Vasco e Nova Iguaçu não se fala.

    • Smith

      erro GROSSEIRO contra o Flamengo???

      4ª feira, dia 12/02/2014… Quer que eu lhe mande as imagens???

  • Alexandre

    Que os recursos eletrônicos sejam utilizados para evitar falhas, sim. Mas um erro grosseiro como o de ontem deveria ser passível de punição para a arbitragem. Foi uma falha humana inadmissível. Havia um representante auxiliar a poucos metros da bola, na mesma linha da trave.

    • Marcio

      Alexandre,

      Aquilo não foi erro. Ele fez exatamente o que lhe mandaram. Já é assim a muito tempo aqui no RJ. E o chama-se Jorge Rabello. Qualquer erro que favoreça ao flamengo tem duas explicações desse : não foi erro ou errar é humano.

      Interessante que esse tipo de coisa (ajuda descarada da arbitragem dentro e também fora de campo) não acontece nos torneios sulamericanos.

      Enquanto Fluminense, Vasco e Botafogo simplesmente não firmarem o pé para que esse marginal saia da COAF, essas situações continuarão a acontecer.

      • Alexandre

        Verdade. Jogo de interesses. Não tinha analisado por esse prisma, pois sou de SP e não conheço a máfia daí como a de cá. Aqui é assim com o Corinthians. Erro a favor deles, beleza. Contra eles, é aquele blábláblá. Concordo plenamente contigo.

  • Vinicius

    Andre,

    Se foi obrigatorio na copa das confederacoes, ele tem que estar instalado no Maracana, vc saberia me informar porque nao esta instalado, ou se esta, porque nao esta sendo utilizado?
    Eu acharia injusto se fosse utilizado em alguns jogos e outros nao, portanto acho que ou obrigamos todos os estadios no Brasil a terem o mesmo ou entao nao se utiliza para competicoes no pais. Note que sou a favor disso e muitas melhorias como o instant replay, mas acho que a regra tem que ser aplicada a todos., nao consigo entender como nao esta sendo utilizado.

    Um abraco,
    Vinicius

    AK: Foi instalado pela Fifa para a Copa das Confederações, assim como será na Copa do Mundo. Os campeonatos locais devem providenciar os seus. E o argumento “tem de ter em todos”, é um dos que são utilizados para perpetuar o atraso. Um abraço.

  • André já que não estão querendo colocar a mão no bolso, porque não adota o mesmo sistema aplicado no showbol: Dúvida em um lance., recorre a um monitor de TV., e rever o lance e daria o gol, no caso do gol do Douglas que o juiz de linha deixou de informar ao ao juiz principal.

  • Antonio Palhares

    Esta caterva que comanda o nosso futebol não esta preocupada com a lisura do espetáculo. Pois sabe que alguns dias depois o episodio cai no esquecimento e o prejudicado que se dane. Porém, um time pode cair ou perder receitas por causa de um erro destes.

  • Rodrigo

    Como assim o preço da tecnologia que evitaria a derrota do Vasco?
    Quem garante qual seria o resultado do jogo caso o gol do Douglas fosse validado?
    Pior que o preço da tecnologia é o discurso do jornalismo esportivo carioca!
    ôoooo vergonha! Que manchete é essa? Vale tudo pra atrair o leitor né?

    AK: Onde está escrito que o Vasco não perderia o jogo, einstein?

    • Leandro

      Na verdade André, foi o título do link para o seu texto na página principal do LanceNet que estava com o título: “Saiba o preço da tecnologia que evitaria a derrota do Vasco”. Apesar de não ter sido você o autor desse título, tu sabes que esse título realmente é muita forçação de barra.
      Quanto ao uso da tecnologia, eu concordo com você. Só não concordo com esse monte gente criticando a falta de preparo que os nossos árbitros tem. Diante das condições de trabalho que eles tem e levando em consideração que qualquer erro, por menor que seja, será captado, é muita sacanagem atribuir a eles tanta culpa.

    • Bernard Mello

      Andre Kfouri, acho que vc poderia ser um pouco menos arrogante com os leitores do seu blog.
      Na manchete que leva até seu post está escrito: “Saiba o preço da tecnologia que evitaria derrota do Vasco”

      Ao invés de querer ridicularizar seus leitores como se fosse imune às críticas, seja mais educado e responda civilizadamente e procure melhor onde está tal informação citada.

      Um abraço.

      AK: E eu acho que você deveria perceber quem escreveu o quê. Um abraço.

      • Adriano

        Um cara que entra em um blog, deveria saber claramente que o título da “manchete” não tem absolutamente nada a ver com o título do POST, cujo autor escolhe por conta própria.
        Não sou advogado do AK, mas um cara que chega falando asneira, que isso é uma vergonha e não sei mais o que, merece ser ridicularizado! Afinal, aqui é um Blog e não o SAC!

  • Rafael Neto

    Boa tarde André.

    Muito bom o levantamento feito. Mas acredito que esse custo possa ser até menor, ao longo do campeonato. O que quero dizer é o seguinte: O custo de instalação do sistema seria de R$ 640.000,00 por estádio. Vamos dizer que no Campeonato Carioca podemos ter cerca de 12 estádios diferentes (um exemplo), mas essa instalação seria realizada apenas uma vez por estádio, acredito que tenha também um custo de manutenção… Mas, se a federação economizasse a quantia que é paga para o auxiliar (errar, muitas vezes, lembrando que são dois) num período de médio prazo, esse investimento estaria pago, você não acha?
    O que não pode ocorrer é esse tipo de situação. Devido as constantes “falhas”, STJD, entre outros, o nosso futebol deve estar seriamente comprometido no que diz respeito a credibilidade, não acha?
    Ou será que o Rafael Nadal não achou isso?

    Abraços

  • tollare

    chega de chororo vascainada…podia acontecer com o mengão ou qq outro time…….isso faz parte do futebol…se colocar na ponta do lapis começa que nâo foi flta…depois o careca do vasco tinha que ser expulso e por ai vai…..o vasco e´fregues mesmo

    • FABIANO SANTANNA

      Que coincidência ter sido mais um erro a favor do flamengo contra o vasco né? igual aqueles dois penaltis nos dois jogos do BR de 2011. E assim seguimos entr escândalos e papeletas amarelas…

  • Rodrigo

    Times brasileiros com pires na mão esperando a esmola da TV que manda no Brasil.
    No “frio” futebol americano,cujos valores estratosféricos gastos em divulgação,tecnologia e afins, isso não acontece.
    Lá temos replay, “desafios” ( se joga um item no campo para promover o replay em caso de não se concordar com a decisão dos árbitros ( sim senhores, são vários).
    Aí aqui, no “país do futebol” temos esse retrocesso, federações falidas, arbitrais suspeitos e atos como os ocorridos no Maracanã ontem que deixam em dúvida a lisura dos escalados pela comissão de arbitragem.
    Seria cômico, se não fosse trágico.

  • Marco Guerra

    Essa tecnologia tambem poderia ter sido usada no jogo do Vasco contra o Nova iguaçu.

  • INVEJOSO

    O que valia esta partida???

  • Miguel Medeiros

    Tolare, voce errou, o Vasco é fregues da quadrilha de sopradores de apitos. Quem tem o comando da rede roubo de sonegação e toda quadrilha da cbf.

  • Cruzeirão E. C.

    Pois bem, acho que em estaduais (que nem deveriam existir) não deveriam ser obrigados ter o equipamento. Mas a CBF deveria obrigar todos os estádios usados no campeonato Brasileiro série A a terem o tal.

  • JOSE ALVES DA GAMA

    Por bem menos poderia investir em óculos, porque ficou na cara que faltou oculos…kkk

    • Eddie The Head

      Amigo,o que faltou de óculos sobrou de má fé.

      Existe um histórico muito longo de arbitragens tendenciosas beneficiando o Flamengo.

  • Julio

    Posso ser taxado de maluco. Mas penso que existem soluções muitíssimos mais baratas do que esta “indicada” pela FIFA. Já pensaram em inclinar LIGEIRAMENTE, aquela área atrás da linha do gol? Estou convencido que se ali houvesse um PEQUENO declive, a bola ao ali tocar seria jogada para o fundo da rede e não para dentro do campo de jogo novamente. O que pensa disso? Apesar de concordar com sua proposta de se instalar a modernidade, pelo menos nos modernos estádios brasileiros.

    AK: (bom humor ON) Que tal a parte interna do gol ser um buraco em que a bola cairia? Ou talvez uma área em chamas, para que a bola pegasse fogo ao entrar?

    • Eddie The Head

      Ou então instalar um supositório no juiz que seria utilizado automaticamente toda vez que ele cometesse um erro?

      • Teobaldo

        Prezado Eddie The Head, o supositório não seria permitido pela FIFA, pois caracterizaria o uso de um recurso eletrônico, o que é proibido. Mas a ideia, reconheço, é muito boa!

    • Emerson Cruz

      Este referido declive existe em muitos, se não em todos, os principais estádios da Inglaterra. Repare ao assistir o próximo jogo na terra da rainha… Ainda assim a Premiere League adotou o Hawk-Eye, como mencionado na coluna.

    • Adriano

      hahahahahahahahahahaha, muito divertido todos os comentários!

  • FERNANDO ALVES

    André, a grande realidade é que o campeonato carioca é obscuro ao longo de anos, sempre prevalecendo as tendências. O problema não é falta de dinheiro, aliás é falta de vergonha na cara.
    O presidente da CONAF-RJ acaba de dar entrevista dizendo que o ” o problema do assistente não ter validado o gol é psicológico”, ele conclui ” o assistente estava bem posicionado e de acordo com o treinamento” e por isso não pode ser penalizado, ou seja, mal intencionado estava a torcida do Vasco que pagou ingresso para ver este ABSURDO MUNDIAL?
    O problema deste assistente é oftalmológico, financeiro ou clubístico.
    É também por este conjunto de malefícios que os estádios estão e continuarão vazios.

  • Edouard

    Você está coberto de razão sobre a essência da questão: o que ocorreu em campo não é retratado no que consta da súmula. O gol aconteceu, e aqui estamos diante de um fato apurado por critérios objetivamente estabelecidos nas leis do jogo. A bola cruzou a linha de fundo. Não é como debater se houve ou não houve a falta, se o lance era ou não para cartão, se o jogador está ou não está fazendo cera etc.

    O problema é que o assunto é tratado, em geral, como alguns dos comentários aqui sugerem. Não se discute em tese a necessidade de adotar providências para que não fiquemos tratando de erros grosseiros de arbitragem reiteradamente.

    O bom jornalismo deve ser feito assim. O fato relevante não é “Vasco foi prejudicado pela arbitragem”. O fato relevamte é “Pela ‘enésima’ vez, bola cruza linha de meta, arbitragem não vê e resultado de jogo é comprometido; cartolagem não informa se pretende adotar medida tecnológica já aprovada pela FIFA”.

    Por fim, quero registrar que, a menos que haja provas, me parece mau jornalismo focar na pessoa do árbitro de linha, e não no fato em si.

    Um abraço.

  • Ouvi a fala do presidente do comite de arbitragem da Federeção Carioca: ele disse que não vai punir o VIGIA por que ele estava bem posicionado e não viu, isto querdizer que tecnicamente ele foi perfeito. Esta foi a maior barbaridade que ouvi neste caso, primeiro se ele estava bem posicionado e não viu, é porquer tem problemas de visão e tem que ser afastado para tratamento de saude, do contrario , tem que ser afastado para tratamento pissicologico ( demencia) ou então tem que ser afastado por mau conduta- viu enão marcou.

  • Emerson Cruz

    Concordo inteiramente com a implementação de tal sistema, que a este preço,é perfeitamente viável de ser implantado nos principais estádios brasileiros. Mas sabemos que se depender daqueles que detém o poder de tomar decisões no futebol brasileiro isto não ocorrerá tão logo. Afinal a tal “ausência de vontade de aplicar recursos onde eles são necessários” é causada exatamente por excesso de “interesses” em manter as coisas como estão.

  • Eddie The Head

    Rapaz,como eu acho que o assunto,infelizmente,mais uma vez não vai dar em nada,nem queria postar mais nada. Mas alguém postou isso no facebook e achei que isso não se aplica só ao Vasco,mas a alguns outros resultados,digamos,duvidosos conquistados pelo rubro negro carioca.

    Pequenininho,simples,mas bem direto.

    https://www.facebook.com/amovasco/photos/a.209593112443931.50082.207467575989818/603032599766645/?type=1&theater

  • douglas

    não acredito q perdeu sua oportunidade pra dizer o q pensa e logo fala disso… pra dizer a vdd axo q so pq foi no futebol do RJ pra falar tanta bobagem.. o q adianta colocar tecnologia em campo sem profissionalizar a arbitragem… que diferença vai fazer se quem manda como os juízes ainda são tratados como armadores…

    AK: O que deveria fazer diferença é a alfabetização.

  • junior

    André você não acha que a falta da tecnologia nos gramados não se deve justamente para que ocorram lances como este para o lado que eles acharem mais conveniente e ainda assim poder dizer que errar e humano e ninguem poder contestar,o auxiliar não tera punição nenhuma porque será

  • Teobaldo

    Em relação ao posicionamento do árbitro “que fica atrás do gol” sempre existiram, para mim, algumas dúvidas: Porque ele não se posiciona do lado oposto ao árbitro assistente? Da forma como hoje se procede, aquele posicionamento não interfere com a visão do árbitro assistente? Se ele se posicionasse “de frente” para o árbitro assistente não teríamos visões do mesmo lance de ângulos diferentes? Um abraço!

    AK: De total acordo. A Fifa fez experiências em 2011 com os árbitros do lado oposto ao do assistente. O que se diz é que as experiências atuais serão comparadas com aquelas. Um abraço.

  • William

    Engraçado como alguns lêem e não entendem nada do que foi lido. No final do texte é bem claro que, para evitar teorias bairristas, Nenhuma das grandes federações se preocupa com a tecnologia. E mesmo assim alguns “intelijentes” comentam que é por causa de um time do RJ, imprensa carioca fajuta e assim por diante… Na verdade, não deveríamos ficar de mimimi tentando não ofender algumas minorias, mas na boa: Vasco x Flamengo, Palmeiras x Corinthians, Cruzeiro x Atlético MG deveriam ter sim o uso da tecnologia. Criciúma x Chapecoense, Sport x Santa Cruz, Coritiba x Atlético PR que se lasquem e se virem, pois nem torcida pra discutir no dia seguinte têm…

  • Carlos Rodrigues

    Bom dia AK, acabei de ler em um sitio de esportes que a CBF rebaixou o Betim para série D, sendo que o motivo foi a entrada deste clube na justiça comum para disputar a série C, visto em 2013 este clube perdeu 6 pontos na quele campeonato, mas foi a justiça e por periodo conseguiu garantir a disputa na série C. Contudo, perdeu e foi rebaixada por motivo extra campo que foi o de não recolher aos cofres da entidade maior parte da venda de um jogador.Isto posto, clamo pela defesa da imprensa contra a injustiça de rebaixar um clube por fator extra campo!!!!

  • Matheus Brito

    Impressionam alguns comentários. Tem gente que diz que nem era pra se estar discutindo porque em outra ocasião o time foi beneficiado!!!!????? Já que a CBF não quer investir e os clubes não querem ser prejudicados por esse tipo de erro, poderia se colocar como exigência para disputar o campeonato que o clube obrigatoriamente disponibilizasse o sistema em seu estádio. Sei que seria um problema nos campeonatos menores, onde o dinheiro não chega. Mas por que então a CBF não financia para os clubes? ou por que não financia para as federações que repassariam e ou cobrariam dos clubes ou “rachariam” a conta com estes. Quer disputar a primeira divisão do Carioca? instale o equipamento em seu estádio. E quem não tem estádio? só conheço três grandes assim, todos do Rio.
    Em resumo: quer disputar primeira divisão do estadual? isntale o equipamento em seu estádio. Quer disputar qualquer divisão do Brasileiro? instale o equipamento em seu estádio. Não tem dinheiro pra pagar à vista? A CBF financia mesmo que seja a juros e parcelas a perder de vista. A CBF e as Federações não iriam quebrar por isso e hoje não estaríamos discutindo se o Vasco (que estava muito melhor naquele momento) teria tido outra sorte na partida.
    PS: ainda bem que o assistente acertou no lance do Flamengo pois do contrário, muitos estariam falando que o erro foi para os dois lados, como se um erro justificasse o outro.

  • Rubens

    Instalar apenas no palco dos grandes clássicos?
    Você pirou?
    Vamos ter regras que valem em alguns jogos e em outros não?
    Por favor não responder com grosserias!

    AK: Não são regras. Em torneios de tênis, o sistema não está presente todas as quadras. Um abraço.

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