O PREÇO DO ATRASO



R$ 640 mil.

Esse é o custo de instalação da tecnologia de linha do gol em um estádio brasileiro.

O GoalControl-4D, desenvolvido por uma empresa alemã, foi o sistema escolhido pela Fifa para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Custa cerca de U$ 267 mil para ser instalado.

Uma explicação convincente para que a tecnologia não esteja presente nos campeonatos de futebol do Brasil simplesmente não existe.

Aprovada pela Fifa, em utilização na Inglaterra, acessível do ponto de vista financeiro.

Na Premier League, todos os 20 estádios estão equipados com o Hawk-Eye, que custa 250 mil libras (cerca de 1 milhão de reais). Um lance como o gol não confirmado de Douglas, no clássico de ontem entre Vasco e Flamengo, não tem chance de acontecer lá.

Não deveria acontecer por aqui também.

Mas, ok, digamos que não faça sentido que o sistema esteja em todos os estádios do Campeonato Carioca (ou Paulista, Gaúcho, Mineiro, Paranaense…). Por que não investir R$ 640 mil para instalá-lo no Maracanã, palco dos clássicos?

Faltam recursos?

Vejamos: o boletim financeiro de Flamengo x Fluminense, realizado em 8 de fevereiro (o borderô do jogo de ontem ainda não está disponível no site da FERJ) mostra que o clássico registrou R$ 692.970,19 em despesas.

Entre outras, foram R$ 104.431 de “taxa da Federação”, R$ 20 mil de “despesa operacional”, R$ 246.154,56 de “aluguel”, R$ 135.960,00 de “custo operacional do estádio”.

A vitória do Fluminense por 3 x 0 teve renda bruta de R$ 1.091.950,00.

Estamos falando de um jogo de um torneio que distribuirá R$ 6,8 milhões – um recorde – em prêmios aos clubes.

Como se vê, e como se pode supôr ao olhar para a sede da FERJ, não há problema de dinheiro no Campeonato Estadual do Rio de Janeiro.

O que há é ausência de vontade de aplicar recursos onde eles são necessários. E no caso específico da tecnologia na linha de gol (antes que trolls neuróticos apareçam aqui para reclamar de bairrismo), as outras “principais” federações estaduais do Brasil são igualmente negligentes com seus produtos.

Não há desculpa para o atraso.



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