COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

CONVICTO

Luiz Felipe Scolari voltou a garantir publicamente o sucesso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo em casa. “Podem ficar tranquilos, nós vamos chegar lá. Não com a facilidade normal, mas vamos chegar”, disse o técnico, durante palestra para alunos de Direito, em Brasília, na sexta-feira passada.

Não foi a primeira vez que Felipão falou com tanta confiança sobre o Hexa, exercendo seu papel de condutor e protetor dos jogadores que lidarão com a monumental pressão para vencer o Mundial no Brasil. Nota-se a intenção de transmitir otimismo e assumir responsabilidades de maneira expansiva, um comportamento diferente do que nos acostumamos a ver. Parece claro que Scolari identificou a necessidade de ser mais vocal.

No mesmo encontro, Felipão declarou que a Seleção não é um produto acabado, referindo-se especificamente às escolhas de jogadores. Poucas horas após a palestra em Brasília, três personagens centrais do time surgiram no noticiário. Scolari recebeu uma notícia boa, uma ruim e levou um susto.

A notícia boa foi o retorno de Julio César à atividade. O titular do gol do Brasil na Copa das Confederações, garantido no Mundial por Felipão independentemente de sua situação de clube, encontrou no Toronto FC a possibilidade de jogar durante os próximos três meses. O nível de competição da MLS pode não ser o desejado, mas a transferência oferece a Julio César algo mais do que os treinos diários no Queens Park Rangers. Observe-se que Scolari não prometeu a camisa 1 a JC, mas um lugar entre os três goleiros escolhidos. De modo que ele precisa mostrar boa forma para defender sua posição.

A notícia ruim foi mais uma lesão de Fred. O novo problema muscular na coxa direita pode tirá-lo da lista de jogadores que será divulgada nesta terça-feira, para o amistoso do próximo mês contra a África do Sul. Fred será examinado hoje pelo médico da Seleção Brasileira e, se confirmada a suspeita de que o tempo de recuperação será longo, deixará de ser uma preocupação para se tornar uma interrogação. A exemplo de Julio César, o atacante do Fluminense já foi convocado para a Copa do Mundo, desde que, é claro, não esteja machucado.

O susto foi com Marcelo, lateral do Real Madrid. O brasileiro foi substituído no primeiro tempo do jogo de sábado, contra o Villarreal, com dores nas costas após um choque com um adversário. Mas tanto o clube quanto Marcelo, um dos jogadores que não têm suplente na Seleção, esclareceram que foi apenas uma pancada. Não será necessário alterar a última convocação antes da chamada final para o Mundial.

Será interessante ver o que a comissão técnica fará com Neymar em relação ao amistoso de 5 de março, em Joanesburgo. O atacante do Barcelona prepara-se para voltar ao futebol no próximo dia 18, pela Liga dos Campeões. Mas as questões relativas ao ataque da Seleção sugerem que a data Fifa pode ser uma ocasião para experiências no setor.

As dúvidas de Felipão estão nos fatores, não no produto.

ATUALIZAÇÃO – Só jogadores que atuam fora do Brasil serão convocados hoje, conforme anunciado pela CBF. Os domésticos chamados para o amistoso contra a África do Sul serão conhecidos pouco antes da apresentação, marcada para o dia 2 de março. A comissão técnica preferiu aguardar “algumas situações”, como a de Fred, que teve o prazo de recuperação de 10 dias confirmado pela CBF.

ESPAÇO

Três dias após vermos o Maracanã ser preenchido pela torcida do Botafogo, o estádio foi esvaziado pela política de preços de ingressos para o Fla-Flu. O público pagante do clássico ficou na casa das 15 mil pessoas, algo que só se explica pela desconexão da realidade por parte de quem determina os valores das entradas. Na média dos preços, a diferença entre os ingressos dos dois jogos foi de cerca de R$ 20,00. A diferença de público foi de 30 mil pagantes.

CONCEITO

O time do Audax não merece um aplauso apenas pelo empate com o Palmeiras no Pacaembu, resultado que tirou os primeiros pontos da melhor campanha do Campeonato Paulista. É bom ver uma equipe jogar com ideias claras e fidelidade a elas, mesmo que corra maiores riscos. O Audax não faz ligação direta, não se livra da bola, não se limita a ser uma parede sem iniciativa ou ambição. Tomara que mantenha a postura.



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