COLUNA DOMINICAL



(publicada ontem, no Lance!)

PALCO PRINCIPAL

Parece mentira que o horário nobre do esporte nos Estados Unidos demorou quase meio século para chegar a Nova York. Se o clima não atrapalhar, a quadragésima oitava edição do Super Bowl tem boas chances de ser a primeira de muitas realizadas onde as luzes brilham mais.

Nova York é o palco mais desejado, o cenário mais valorizado para qualquer forma de entretenimento. Em termos do que representa e o que proporciona, não há similar. Um exemplo: a NFL organiza um complexo de atividades relacionadas à Liga e ao jogo nos dias anteriores ao grande evento. É uma oportunidade para as pessoas se divertirem e, ao mesmo tempo, uma impressionante máquina de divulgação. O local escolhido costuma ser um centro de convenções, mas na capital do mundo as coisas são feitas de outro jeito. Aqui, o Super Bowl está na Broadway. As luzes do Empire State exibem as cores dos times finalistas. Quem pode competir com isto?

Treze quadras da icônica passarela dos grandes musicais foram bloqueadas para o trânsito de automóveis e ocupadas pelo futebol americano. Há um tobogã de seis andares de altura perto da Times Square e seus gigantescos painéis luminosos. O frio não tem impedido os novaiorquinos e visitantes de lotar as calçadas. Eles dizem que a chance é única, pois o Super Bowl provavelmente não voltará. Mas é inimaginável que a NFL passe muito tempo sem trazer seu espetáculo para a cidade que está sempre acordada.

Muito dependerá do que acontecer no domingo no MetLife Stadium, que fica do outro lado do rio Hudson, em Nova Jersey. O Super Bowl XLVIII será o primeiro na história a ser disputado em uma sede de clima frio e em estádio aberto. Quando a escolha foi feita, em 2011, o plano era convidar as temperaturas congelantes – e até um pouco de neve – para produzir um ambiente diferente e desafiador. Há um conceito na NFL de que os grandes campeões precisam ser aprovados no teste das piores condições climáticas.

Mas neve em grande quantidade prejudica o jogo. Neve e chuva, combinação aterrorizante para quem estará no estádio, criam condições ainda mais danosas ao nível de futebol americano que se espera de um Super Bowl. Seria um pecado, uma derrota na aposta feita com as forças da natureza e um risco que a Liga pensará muito antes de correr de novo.

Por isso as previsões meteorológicas que interessam tanto aos americanos têm sido protagonistas da semana. No momento em que escrevo, fala-se em -1 grau celsius na noite de domingo, sem neve e com 20% de chance de chuva. Em comparação com o que o inverno já fez nesta região dos Estados Unidos, é um cenário de sonho.

Nova York exige que se vá a outro estado para ver o jogo, obriga que se conviva com o trânsito para qualquer deslocamento e impõe um frio rigoroso nesta época do ano. Mas trata as grandes atrações como elas devem ser tratadas. O Super Bowl está descobrindo que chegou atrasado à Broadway, e certamente terá saudades. Falta apenas a colaboração do tempo.

TRADIÇÃO

Peyton Manning tentará ser o primeiro quarterback a ganhar o Super Bowl por dois times. A presença do Denver Broncos na decisão obrigou os pais de Manning a ir ao jogo pela quinta vez nos últimos oito anos. Este é o terceiro Super Bowl de Peyton, com uma vitória e uma derrota. Seu irmão mais novo, Eli, ganhou os dois que disputou. O pai deles, Archie Manning, jogou na NFL e deve ser um dos sujeitos mais orgulhosos que existem.

TRANSMISSÃO

Denver Broncos e Seattle Seahawks farão o encontro do melhor ataque e da melhor defesa da NFL, respectivamente. É a quinta vez que isso acontece, com três vitórias do time de melhor defesa da Liga. A ESPN terá um pré-jogo ao vivo de uma hora e meia de duração, a partir das 19h30. O jogo começa às 21h25 e também será transmitido pela rádio ESPN e em mais de 30 salas de cinema em todo o Brasil.



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