COLUNA DOMINICAL



(publicada ontem, no Lance!)

CORTE SUPREMA

Independentemente de quem tenha razão na discussão sobre hierarquia de leis que promete esquentar o STJD no dia 27, é trágico que a atuação dos nobres auditores imponha à opinião pública um cenário equivalente ao julgamento de um crime.

O “caso Heverton” fez despertar uma repentina – e violenta – paixão pelo cumprimento de normas, pela moralidade e pelo o-que-diremos-aos-nossos-filhos? Como se o que dizemos aos nossos filhos tivesse qualquer relação com a decisão de um tribunal esportivo sobre a escalação de um jogador irregular em uma partida de futebol. Como se o “país da impunidade” tivesse a chance de avançar ou retroceder conforme a aplicação do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Hipócritas.

Textos bem melhores do que este foram escritos sobre o tema. Hélio Schwartsman, na Folha de S. Paulo, dissertou duas vezes sobre os equívocos do legalismo. Em “O Globo”, João Máximo lecionou esportividade e respeito ao jogo. Márvio dos Anjos, em seu blog no globoesporte.com, produziu a redução definitiva da confusão que se faz ao tratar um tribunal esportivo como a Corte Suprema.

“E precisamos parar de comparar Justiça Desportiva com Justiça. Porque a Justiça Desportiva é apenas um acessório da CBF, enquanto o Judiciário propriamente dito é um Poder da República. Para o Conselho Nacional de Justiça, o STJD é apenas um órgão da CBF, que o custeia, e não uma corte integrante do Judiciário brasileiro. Ou seja, tão tribunal quanto uma reunião de condomínio – basta conferir a sentença do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que derrubou o presidente Luiz Zveiter em 2005”, escreveu Márvio.

Razão pela qual, além de ser suficientemente triste que as últimas rodadas do Campeonato Brasileiro tenham sido transferidas para o STJD, observa-se um debate contaminado pelo bacharelismo. A função primordial do tribunal deveria ser proteger o campeonato, mas o que se vê é um grupo de atores cuja única preocupação é proteger-se. A frase de Paulo Schmitt sobre o risco de falência do tribunal – abordada aqui há uma semana – é simbólica.

A brutalidade que se comete contra um clube ao lhe cassar pontos que terminam por provocar o rebaixamento, após o campeonato encerrado, é semelhante à marcação de um pênalti nos acréscimos de um jogo. A regra não distingue em que momentos um pênalti deve ser marcado, mas há um motivo pelo qual certos árbitros só os apontam nos últimos instantes quando o lance é absolutamente flagrante. A chance de recuperação é mínima. (legenda para trolls: não se faz aqui uma comparação entre um pênalti e a escalação de um atleta suspenso. A relação é com o bom senso que deve prevalecer em situações de pena desproporcional).

Esperar bom senso de quem está investido de tamanho sentimento de importância, imaginando-se diante de um crime hediondo que exige o envio do condenado à prisão perpétua é, francamente, um desperdício de tempo. Imagine os astros esfregando as mãos, já saboreando a estratosférica audiência do próximo julgamento.

VÍTIMA?

O Fluminense não é o vilão do futebol brasileiro, mas um clube que se assemelha aos demais de seu tamanho e influência. Entre os chamados grandes, será difícil encontrar algum que se comportasse de maneira diferente na mesma situação. O que não significa que esteja certo. Tampouco está correta a tentativa de reescrever a história de rebaixamentos não cumpridos, ou de imputar a repercussão do caso em questão a campanhas ou interesses. O “vitimismo”, antes de tudo, é transferência de responsabilidade.

BOM ANO?

A mensagem de fim de ano do Bom Senso FC ao presidente da CBF, José Maria Marin, tem um indisfarçável tom irônico. O movimento de jogadores não pareceu preocupado em fechar um canal de negociação, provavelmente por perceber que essa possibilidade nunca existiu. É grande a chance de greve de atletas no início do ano que vem.



  • Gustavo

    Gostaria que vocês discutissem os motivos do Heverton ter sido escalado pro jogo e não ficar chovendo no molhado sobre a punição do STJD (que deve ser aplicada como foi para todos os outros clubes da competição).

    Prestariam um serviço ao futebol investigando essa sujeira e não falando essas abobrinhas.

    O que falta? Coragem? Ou são omissos e coniventes com a sujeirada mesmo?

    Tomem vergonha na cara.

    AK: Vejam o nível.

    • Gustavo

      Respondido. Omissão e conivência. E vem dizer que trabalha seriamente. Pior ainda quer falar de “nível”.

      Quer trabalhar seriamente? Ao invés de ficar escrevendo teorias sobre aplicação ou não de regras e motivando o não seguimento dessas (o que é surreal) faça o seguinte:

      Entreviste o presidente da Portuguesa
      Entreviste o Heverton
      Entreviste o treinador da Portuguesa
      Procure saber se o Heverton estava escalado pro jogo (se treinou, se concentrou…).
      Confronte as entrevistas.

      Preste um serviço de fato importante para o futebol.

      AK: Não me preocupo com suas “conclusões”. Mas você deveria saber que não está em posição de fazer sugestões baseadas em seus desejos. Baixar sua bolinha e se esforçar para compreender o texto seriam boas iniciativas. Um abraço.

      • Gustavo

        Mais do mesmo. Obrigado por nada.

        Um desserviço para o futebol a posição da maioria da imprensa nesse episódio.

        Não investigaram 1996, não investigaram 2005 e não investigarão 2013. Depois querem cobrar moralidade no futebol.

        AK: Seu nível de informação é escandalosamente rasteiro. Falta capacidade para atingir seu objetivo revisionista (procure o significado do termo naquele livro pesado e empoeirado), mas claro que não surpreende. O que houve em 2005 foi capa da Veja, apenas. Você se constrange a cada comentário, mas fique à vontade para prosseguir. Um abraço.

        • Nelson

          Vamos se vc permite o meu comentário , vcs não querem ver o obvio o maior beneficiado pelo “erro” da lusa foi o Fla e não Flu O flu não perdeu pontos , não foi punido, e se a Portuguesa não escala o Heverton quem cairia seria o Fla e aí Kfoury filho o que vc me diz?

          • Antonio Carlos

            Acontece meu amigo, que se não acontece a escalação do Heverton, o caso do Flamengo passaria despercebido e o Fluminense estaria sim no seu lugar, conquistado no campo de futebol, ou seja, na segundona.

        • Gustavo

          Ah sim você acredita de fato que o que ocorreu em 2005 foi de fato investigado? Veja? Faça-me o favor cara. Quem foi punido, foi alguém preso? E em 96? Achou algo?

          Não né. Somente pegaram mais um bode expiatório como de praxe.

          Agora é de bom tom limitar-se a avaliar psicologicamente apenas a sua pessoa se é uma vontade pessoal tão grande.

          Não existe constrangimento algum pelos meus comentários. Aliás a cada seu tenho a sensação de vergonha alheia.

          E é feio tentar impor a outra pessoa uma ignorância que só existe no seu interior, na sua percepção. Análise resolve.

          Siga feliz fazendo esse papel.

          Uma observação: Obrigado pelas respostas. Foi o primeiro que, apesar de tudo, comentou sobre o escândalo apesar de superficialmente e sem se comprometer. Sei que só respondeu pela inexperiência pois fosse mais cascudo como os outros apenas ignoraria. O objetivo é manter o status quo.

          AK: O objetivo, no caso, foi expô-lo. Um abraço.

          • Ronaldo Ramos

            Voce nao mencionou o campeonato de 2010, esqueceu ?

        • Gustavo

          Se me permite ainda um último comentário. O que achas do fato de só pessoas “mediocres” lerem sua reportagem?

          Foi assim que você descreveu a maioria que postou.

          Feliz Natal e Ótimas festas pra ti.

          AK: Como sempre, equivocado. Não tome os outros por você. Boas festas.

          • José Ricardo

            Parabéns Gustavo !! Assino embaixo cada palavra sua. A imprensa brasileira ficou no rasteiro, no discurso pronto fácil de um falso moralismo e virou às costas para a verdade, para o que realmente interessava. Ao André sugiro rever sua postura se pretende ser um jornalista realmente sério. Fazer o que você está fazendo há vários jornalistas mediocres fazendo. É muito fácil seguir a maré da campanha superficial sobre o ‘tapetão’. Há uma clara situação de provável corrupção imbutida nesta sujeira toda, e seria muito mais importante e relevante uma séria investigação sobre ela.

            AK: Quer dizer que jornalistas sérios são aqueles que fazem o que você acha que deve ser feito? Que interessante conceito.

            • Felipe

              Boa Gustavo,
              Nao sei por que voce pedir que se investigue as circunstancias da escalacao do Heverton causa tanta revolta do Andre Kfoury.

              Isso e’ claramente a causa desse imbroglio.
              Pois a questao do Flamengo ja esta resolvida: foi erro admnistrativo.
              Agora os jornalistas colocam questoes filosoficas: Lei vs justica; como se isso fosse o que esta em discussao aqui.

              Andre, sua coluna foi bem compreendida, e muito bem escrita por sinal; Parabens
              Ela apenas se torna, ao meu ver, irrelevante quando passa, como um cavalo sem visao periferica, pelas questoes que sao realmente importantes nesse caso:

              as circunstancias da escalacao do Heverton
              as cincunstancias do julgamento: por exemplo. Normalmente os julgamentos sao cronologicos e o do Flamengo, que jogou no sabado teria que ser primeiro.

              Essas respostas e’ que precisamos ter. O resto e’ filosofia e subjetivismo.
              Poucos sao os jornalistas que tiveram coragem de enfrentar o status quo e o poder economico para trazer a verdade.

              “A funcao da imprensa e’ informar mas seu papel na sociedade e’ ganhar dinheiro”
              A.J Liebling

              AK: Revolta? Veja minha resposta sobre esse tema a quem quer conversar.

              • Felipe

                Parece.
                Manda o cara baixar a bola…
                Confesso q não vi suas ponderações a essas questões fundamentais.

                AK: Basta procurar.

                • Felipe

                  Procurei em suas recentes colunas.
                  O que mais se aproxima e’:
                  “O “caso do advogado” precisa ser esclarecido. É correto um profissional que tem vínculo com a CBF representar vários clubes em uma sessão do STJD? Esse conflito não lhe permite criar a dificuldade para oferecer a facilidade? Se ele passou a informação certa à Portuguesa, por que Héverton jogou?”
                  AK

                  Um parágrafo nas ultimas 8 colunas.
                  Você estaria fazendo um belo trabalho jornalístico se seguires esta tua linha.

                  Ha que se questionar o motivo das ordens dos julgamentos serem invertidos. Até uma minhoca na areia sabe que e’ mais fácil dar de 5 a 0 no Flamengo após a lusa ser condenada.

                  O presidente da Portuguesa tem que vir a público e ser confrontado com o q falou o advogado, porque um deles esta mentindo.

                  O Heverton, deveria ter sido entrevistado, lá no início e questionado sobre do ele soube q ia pro banco. Pois se houve corrupção, ele agora já deve estar corrompido também.

                  Há q se citar os emails do Flamengo. 6 colunas André? Isso não e’ relevante?

                  Enfim, há muito mais do que um parágrafo. O resto e’ filosofia e textos bonitos – e os seus textos são realmente muito bonitos.

                • Felipe

                  Tinha mandado uma resposta maior mas acho que nao passou na moderacao.
                  Aqui vai uma pequena mesmo, tomara que passe:

                  AK, Procurei e achei o seguinte paragrafo:

                  “O “caso do advogado” precisa ser esclarecido. É correto um profissional que tem vínculo com a CBF representar vários clubes em uma sessão do STJD? Esse conflito não lhe permite criar a dificuldade para oferecer a facilidade? Se ele passou a informação certa à Portuguesa, por que Héverton jogou?” AK

                  Um paragrafo em 7 colunas e’ muito pouco. E’ tambem insuficiente em demasia.
                  Abs.

                • Gustavo Carvalho

                  Caro Gustavo.

                  O André realmente é um dos poucos que respondem criticas (positivas ou negativas). Valorize isso, seja inteligente.

                  Mas me parece que você se enganou duas vezes.

                  Primeiro em pedir para o Andre K. entrevistar os envolvidos. Isso ja foi feito por varios jornalistas. O caso é INVESTIGAR os envolvidos, assim como o MP está se propondo.

                  Segundo erro é criticar esta “reportagem”. Amigo, isso que o André escreveu é uma crônica. Um texto opinativo. Não é uma materia jornalística que vai te contar uma novidade relevante.

                  Diferentemente da Veja (ache você ela uma revista otima ou pessima) o espaço aqui é para reflexão e debate sadios e RESPEITOSOS.

                  Não concordo com tudo que o os Kfouri falam, mas nessa questão eles estão muito corretos. O caso Heverton é para veículos investigativos. “Publica”, por exemplo. Google it.

                  Assim como você “desceu o pau” no jornalista autor deste texto, ele tem todo o direito de ter te “humilhado” com sábias palavras em ótimas respostas.

                  E, sim, também senti vergonha alheia. Mas das coisas e do jeito que você escreveu. Se você fosse o gênio que imagina, seria você o colunista do L!…

                  Abs
                  Gustavo Carvalho

        • vlw jurista,tu sabe tudo

      • Nilton

        Gustavo, se vc perder um pouco do seu tempo e procurar as suas perguntas no Google, vai achar o que todo mundo falou e o que desdize depois.

        Talvez o que vc queria solicitar para o André que seja aplicado as técnicas de “entrevistas” da SNI, ou DOPS ou mesmo da eficiente KGB.

        E a aplicação de “Confronte as entrevistas” somente funciona quando há julgamento, e todos estamos cansado de saber que o STJD é apenas um pelo teatro.

      • Sergio Moreira

        Li muitas vezes seu texto e continuo não entendendo seus argumentos para justificar o injustificável. Qual a diferença de se marcar um pênalti no primeiro, décimo ou nos acréscimos? Quando os times passam a ter o direito de não cumprir o regulamento que eles mesmos aprovaram? na 1ª, na 20ª ou na 38ª rodada? Qual a diferença? Os clubes que foram prejudicados nas outras rodadas porque deixaram de escalar jogadores importantes, que poderiam ter rendido resultado diferente do acontecido. Não estariam estes sendo prejudicados? Jogadores como Fred, Felipe e outros que ficaram sem jogar partidas importantes que talvez teriam colocado o Flu em outra colocação e outros times também. é correto penalizá-los? O que acha?

        AK: Acho o que escrevi. Lamento que você não tenha compreendido. Um abraço.

    • Marcos

      Concordo com o Gustavo. AK, estou impressionado com a sua arrogância. Você tem dificuldade de receber crítica.

      AK: Lamento lhe causar tal impressão.

      • Jose Ricardo

        Concordo totalmente com você Marcos. Poderia rebater as críticas sem a arrogância.

        AK: Já que você insiste: leu o primeiro comentário enviado? Que opinião tem sobre o tom e as palavras utilizadas?

    • leonel capobianco

      e por que não entrevistam tambem o povo do flamengo???

      mais do mesmo sim senhor, se queres ser um jornalista serio e imparcial, precisa sim senhor tentar identificar o que esta acontecendo. um bando de jornalistas irresponsaveis e assumidamente flamenguistas estao botando fogo no circo, enquanto a verdade é uma só. quem deu mole foi o flamengo e se não fosse a lusa era o mengao que estava na B. -> prejuizo na certa. gente grauda mexendo pauzinhos.
      abs e feliz natal!

    • Melk

      AK, não seja evasivo ! Em vez de propor “vamos esquecer o que diz o regulamento desta vez” responda ao Gustavo. Porque a Portuguesa cometeu o erro ? Entrevistem o tecnico, o jogador e a comissao tecnica da Lusa.

    • Alexandro

      Quem fez o caso Héverton “despertar uma repentina – e violenta – paixão pelo cumprimento de normas, pela moralidade e pelo o-que-diremos-aos-nossos-filhos?” foram vocês, a imprensa de um modo geral. O caso era simples, situações como a dele vem tirando ponto de outros times há muito tempo, e nunca se ouviu e viu essa comoção pública gerada por vocês. O fato é que o mesmo regulamento que determina 3 pontos para quem ganha, que define 38 rodadas no Brasileiro, que dá a vantagem de um time em relação ao outro pelo número de vitórias, também especifica, claramente, a perda dos pontos do time que escala jogador irregular. Então, meu amigo, a pena não foi desproporcional, foi uma pena normal, de 4 pontos. Agora, se isso causou o rebaixamento da Lusa é outra coisa. É realmente estranho que muitos que defendem a perda de pontos da portuguesa sejam taxados de legalistas e falsos moralistas. Meu amigo, eu gostaria de lhe pedir um favor. Eu gostaria que vc escrevesse o que o redator (só um como exemplo) deveria dizer se ele fosse deixar de votar pela punição à portuguesa. O que ele deveria falar para respaldar sua decisão. Você pode escrever pra mim? Se possível?

      AK: Hmm… não.

    • Como a única linguagem que eles entendem é a do dinheiro, caso se confirme mais essa virada de mesa, cancelarei meu pacote Pay Per View da NET e me desfiliarei do programa Sócio Torcedor de meu clube.
      Conheço muitas outras pessoas que farão o mesmo.
      Qual a lógica em acompanhar uma competição (pagando principalmente) se posteriormente os resultados esportivos serão modificados em outras esferas?
      A questão da legalidade está sendo usada de forma casuística pelos tricolores, pois quando lhes foi conveniente adotaram o entendimento contrário (de que deveriam ser respeitados os méritos esportivos).
      Todo o meu apoio ao articulista André Kfouri.

  • carlos

    o que chama a atenção nesse caso é a total falta de vontade em mostrar quem realmente se beneficiou nesta jogada toda, o Flamengo, afinal em 38 rodadas e 560 escalações e exatamente na última rodada acontecer 2x , isso claro DEPOIS que o flamengo cometeu o erro, chega a ser bizarro a falta da abordagem por parte da imprensa em observar este “detalhe”.

    AK: Percebe-se uma fixação com o Flamengo e uma obsessão para que se legitime uma versão para a história. A coisa não funciona exatamente assim para quem trabalha seriamente. Um abraço.

    • Heleno

      Você conhece alguém que trabalha seriamente, AK?

      AK: http://blogs.lancenet.com.br/andrekfouri/2009/08/30/coluna-dominical-36/

    • carlos

      não é “obcessão” pelo Flamengo, não sei se vc foi informado , mas existem 2 partes diretamente interessadas/; Portuguesa e Flamengo, vcs da mídia é que estao obcecados pelo Fluminense

      AK: “Obcessão” não é mesmo, companheiro.

      • Sergio Moreira

        AK, lendo suas respostas, não consigo entender como não consegue responder nenhum questionamento? Poderia realmente subir o nível e deixar claro através de argumentos e não de críticas absurdas que chegam até a correção gramatical. Como jornalista (espero que seja) deveria ter informações e expor para os leitores.

        AK: As informações estão nos posts publicados. Um abraço.

  • Daniel Costa

    Ola, André. Sou tricolor e se quiser parar de ler meu comentário a partir daqui, entenderei perfeitamente.

    Gostei da comparação entre pênaltis nos acréscimos e punições nas últimas rodadas. A chance de recuperação é quase inexistente.
    Seguindo essa alusão, Flamengo e Portuguesa são aqueles zagueiros atabalhoados que, sem pensar nas consequências, dão um carrinho temerário ao 45′ do segundo tempo.
    Pênalti! – marca o STJD, ou o árbitro.
    O pênalti marcado foi na segunda-feira passada, estamos na parte da reclamação dos jogadores que entendem não ter sido pênalti, ou que acham que não se pode marcar um pênalti aos 45′ do segundo sem que tenha sido uma voadora no pescoço do atacante em cima da linha de gol.
    Nas cabines de rádio e televisão, nos “tempos reais”, na internet, nas mesas de bares, comentaristas e apaixonados, entendedores, não entendedores, pseudo entendedores, debatem, se debatem e alguns até se degladiam, discutindo o pênalti ou o não pênalti.
    No dia 27, saberemos se o pênalti marcado foi convertido em gol ou se o árbitro voltou atrás, com o auxílio dos auxiliares e até do delegado da partida… que não deveria se meter, mas como já vimos várias vezes, infelizmente se mete.
    Obviamente, defendo que Portuguesa e Flamengo sejam punidos.
    Mais que isso, só o desejo que ali, na 17ª posição do campeonato, não estivesse o meu Tricolor. Assim, eu poderia assistir de camarote toda essa discussão e não ser apontado por amigos, colegas, inimigos antigos e novos, como um dos vilões do futebol, só porque torço pelo Fluminense.
    0,0024% de chances de dois jogadores irregulares serem escalados juntos em uma mesma rodada, considerando os 1520 jogos do Brasileirão de 2010 para cá. Muito menos que a possibilidade do Gum dar um carrinho desnecessário, dento da área ou a centímetros dela, e o pênalti ser marcado contra o Flu no próximo ano, em todos os acréscimos de 2º tempo disponíveis para arbitragem.

    Espero voltar aqui ano que vem para contarmos juntos o número de pênaltis conta o Flu e, analisando todos os fatos, eu me perceber apenas um péssimo adivinho.

    Um grande abraço.
    Daniel Costa

    AK: Obrigado pelo comentário, pela discordância respeitosa e pela disposição em debater. Um comentário como o seu é o antídoto para tantas e tantas demonstrações de relações miseráveis com o futebol que aparecem por aqui. Eu gostaria de fazer uma reparação ao seu exemplo do zagueiro atabalhoado que dá um carrinho dentro da área aos 45 minutos. Esse zagueiro assume o risco de cometer um pênalti, ele joga com a sorte. Pode acertar a bola, o árbitro pode estar mal colocado ou não ter convicção do que viu. No caso em questão de jogadores escalados em condição irregular, o que temos são equívocos administrativos – até, é claro, que se prove diferente. E há gente trabalhando nisso, acredite – de clubes que não sabiam que os estavam cometendo. Novamente, obrigado pela mensagem. Um abraço.

    • Gustavo

      Poderia comentar sobre a probabilidade dita pelo Daniel de duas escalações irregulares, mas prefere considerar um “equivoco”.

      É… Não tem jeito…

      AK: O comentário está lá, gênio. Você faz esse papelão de propósito? Que comédia…

      • Alexandre

        hahaha..só rindo de uma piada dessas…quer dizer que porque outros clubes podem vir a recorrer de resultados anteriores e o erro vinha sendo cometido sempre a lei não vale??? que quem se sentir lesado va atrás dos seus direitos, mas qualquer estudante de direito no primeiro semestre de faculdade sabe que em caso de contradição entre uma lei federal e uma normatização, a lei é soberana segundo resolução do Supremo Tribunal Federal… este advogado claramente está tentando manipular a opinião publica com um entendimento no mínimo Bizarro da lei…
        No momento em que uma lei maior (estatuto do torcedor) entra em vigor ela altera todas as normatizações e leis anteriores existentes que a contradigam , tornando-as nulas de direito… Este é o entendimento do STF, portanto as leis 96158/98 , 8028/90 e 10.671/03( primeira versão do estatuto do torcedor) foram alteradas pela lei 12299/10

        • Paulo Teixeira

          Só uma outra opinião… que (me perdoe, Dr. André) é raro (na minha opinião….) aparecer em certos veículos da mídia.

          DANIEL CRAVO – ESPECIALISTA EM DIREITO DESPORTIVO E INTERNACIONAL

          “Ineditismo”, legalidade, justiça e insegurança jurídica

          A discussão no STJD envolvendo a situação da Portuguesa é tema candente, que, pelos clubes envolvidos e pela atenção que recebe da imprensa, vem atraindo a atenção de diversos juristas, não somente dentre os que atuam com o direito desportivo, mas também em outros ramos jurídicos. Nesse contexto, tomamos conhecimento de recente artigo do Dr. Carlos Eduardo Ambiel, publicado na internet.

          O referido advogado nos brinda com uma tese até então “inédita”, intrigante e de certo modo anárquica a respeito do tema, a qual, contudo, olvida-se de considerar as peculiaridades do sistema estruturante da atividade jurisdicional-desportiva no Brasil, em especial relativamente ao Futebol.

          O argumento nuclear apresentado pelo Dr. Ambiel é de que haveria antinomia (conflito) entre a Lei 10.671/2003 (Estatuto do Torcedor) e o Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Tenho, contudo, uma visão diametralmente oposta, e entendo que há, na realidade, um sistema harmônico que regula o desporto no país, conforme procurarei demonstrar através de uma interpretação sistemática que, a final, permitirá avaliar com algum rigorismo crítico a correção ou não dos argumentos apresentados pelo ilustre colega. Não há que se falar sequer em “esforço interpretativo”, senão de mera interpretação razoável, lógica e sistemática. Obviamente, se esta análise puder ser implementada à luz de alguma experiência prática adquirida mediante atuação regular e constante perante os tribunais desportivos, tanto melhor.

          Pois bem, faz-se necessário observar, primeiramente, que os diplomas que se pretende comparar e sobrepor possuem escopos diferentes, e tutelam situações distintas. O Estatuto do Torcedor estabelece claramente, em seu artigo 1º: “Este Estatuto estabelece normas de proteção e defesa do torcedor”. O CBJD, por sua vez, inicia com o seguinte dispositivo: “Art. 1º A organização, o funcionamento, as atribuições da Justiça Desportiva brasileira e o processo desportivo, bem como a previsão das infrações disciplinares desportivas e de suas respectivas sanções, no que se referem ao desporto de prática formal, regulam-se por lei e por este Código”.

          De um lado, portanto, encontram-se normas visando ao torcedor e sua proteção; por outro lado, regras atinentes ao funcionamento da Justiça Desportiva e do processo desportivo – são esferas de atuação distintas, que podem se complementar, sem que haja, contudo, razão para estabelecer hierarquia entre as normas. De qualquer sorte, ainda que houvesse razão para tanto, o que se admite para fins de argumentação, deve-se atentar para o fato de que o artigo 1º do CBJD fundamenta-se na Lei federal 9.615/98: “Art. 49. A Justiça Desportiva a que se referem os §§ 1º e 2º do art. 217 da Constituição Federal e o art. 33 da Lei no 8.028, de 12 de abril de 1990, regula-se pelas disposições deste Capítulo” e “Art. 50. A organização, o funcionamento e as atribuições da Justiça Desportiva, limitadas ao processo e julgamento das infrações disciplinares e às competições desportivas, serão definidos nos Códigos de Justiça Desportiva, facultando-se às ligas constituir seus próprios órgãos judicantes desportivos, com atuação restrita às suas competições”.

          Não se pode deixar de observar, por outro lado, que as disposições aparentemente em conflito (art. 133 CBJD e art. 35 da Lei 10.671/2003) dizem respeito a conceitos distintos. O primeiro, cuja aplicação é questionada pelo Dr. Ambiel, refere-se à intimação das decisões; o segundo, que o advogado paulista sustenta prevalecer, à sua publicação ou publicidade.

          O Código de Processo Civil Brasileiro dispõe especificamente sobre as intimações nos artigos 234 a 242. O artigo 234 apresenta a definição legal do instituto: “Intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo, para que faça ou deixe de fazer alguma coisa.”. Os demais artigos referidos, por sua vez, discorrem sobre como se dá a intimação – por publicação dos atos no órgão oficial (art. 236, caput), pessoalmente (art. 236, §2º; art. 237, I, art. 242, §1º), pelo correio ou carta registrada (art. 237, II e art. 238), por oficial de justiça (art. 239) ou mesmo por meio eletrônico (art. 237, parágrafo único). Como se pode claramente constatar, um sentido possível para a publicação seria uma das formas pelas quais a intimação pode ser feita, não se confundindo necessariamente com a intimação em si.

          Também por essa razão, não é possível pensar em antinomia e superposição entre os dispositivos do CBJD e da Lei 10.671/2003. Além de serem normas dirigidas à tutela de sujeitos diferentes (respectivamente, as partes do processo, dentre os sujeitos elencados pelo art. 1º, §1º da CBJD, e os torcedores), tratam de institutos que não se confundem. Acrescente-se que sua finalidade também não é a mesma: a norma do CBJD pretende preservar e concretizar os princípios relativos ao processo disciplinar, como a celeridade e a economia processual (art. 2º, II e IV do CBJD), enquanto o artigo da Lei 10.671/2003, segundo refere o artigo do Dr. Ambiel, visa a “dar ao torcedor a ciência oficial e inequívoca sobre os resultados das punições desportivas, via site oficial da CBF, afinal o torcedor do futebol tem o direito de saber qual atleta está ou não punido, antes de decidir ir ao Estádio ou assistir a qualquer partida pela televisão”.

          A propósito, questiona-se qual o real interesse ou direito do torcedor violado pela situação ora em exame, a provocar a afirmação de que se está infringindo a Lei 10.671/2003. Se se trata da informação sobre os atletas que irão atuar no certame e sua influência sobre o comportamento do torcedor com relação à partida – a falta de determinado atleta seria fundamental para o comparecimento do torcedor ao estádio -, talvez se pudesse chegar também à conclusão de que os clubes deveriam tornar pública a sua relação de jogadores para cada jogo (escalação) com antecedência suficiente para permitir que o torcedor decida se irá comprar ingressos para assisti-lo.

          De qualquer modo, resta evidente que o artigo 36 da Lei 10.671/2003 não se refere aos efeitos da decisão disciplinar, mas ao acesso que o legislador pretendeu que o torcedor tivesse a essas decisões. Como já referido, o Estatuto do Torcedor não se dirige às partes do processo, nem tem por finalidade a regulamentação do processo disciplinar desportivo.

          Nada obstante as questões já referidas, ainda é necessário apontar para as implicações da tese apresentada pelo Dr. Ambiel, as quais não podem, em razão de sua extrema gravidade, passar despercebidas.

          A vingar a tese ora enfrentada, está-se depreciando todos os sujeitos que operam na Justiça Desportiva: todos os clubes que participam de competições no país estariam cometendo e sendo coniventes com essa ilegalidade, na melhor das hipóteses, por incompetência; o STJD e todos os TJDs, na pessoa de seus auditores e procuradores, estariam operando há anos na mais plena ilegalidade; assim também a CBF, ao realizar a publicação “tardia” dos resultados e ao validar o cumprimento de sanções nos termos definidos pelo CBJD, estaria desprestigiando o sistema. Por fim, o próprio Ministério dos Esportes e o CNE teriam permitido a criação e a operação de um sistema contraditório, anárquico, falido desde a sua concepção.

          Além da desconsideração da interpretação que é realizada por todos os agentes envolvidos com a Justiça Desportiva quanto às normas em exame, há que se atentar para as consequências jurídicas do entendimento defendido pelo Dr. Ambiel. Na forma como apresentados os argumentos, o ilustre advogado leva à conclusão de que a condução dos processos disciplinares quanto ao cumprimento das sanções produziu, desde o início da vigência do artigo 36 da Lei 10.671/2003, a uma série de decisões nulas, cuja ilegalidade, conforme refere o artigo divulgado, não pode ser afastada pela reiteração dos procedimentos ilegais pelos envolvidos.

          Em assim sendo, prevalecendo o entendimento esposado pelo autor do artigo, não há que se falar, ao contrário do que seu próprio texto refere, em uma “prática equivocada dos demais clubes em cumprir voluntariamente as penas recebidas do STJD”, pois a classificação do cumprimento das sanções em voluntário ou involuntário é irrelevante para a análise de sua legalidade (análise esta que o autor se propôs a realizar). Como consequência da tese defendida pelo advogado paulista, portanto, a prática dos demais clubes não pode ser qualificada como “voluntária”, mas como absolutamente ilegal. Na tese do próprio advogado, a premissa por ele utilizada de que não haveria punição a ser cumprida antes da publicação pela CBF (uma vez que não haveria punição validamente imposta), não deixa espaço para cumprimento voluntário antes dela (a publicação, que daria vida à punição), tratando-se de uma contradição intransponível.

          Com efeito, poderia ser constatada, em tese, a existência de inúmeras infrações, por parte dos clubes: (a) ao artigo 223 do CBJD (“Deixar de cumprir ou retardar o cumprimento de decisão, resolução, transação disciplinar desportiva ou determinação da Justiça Desportiva”), no caso de atletas que cumpriram a sanção disciplinar após a decisão do tribunal, mas antes de sua publicação, uma vez que, conforme a posição defendida pelo artigo ora enfrentado, o cumprimento da pena jamais teria ocorrido; e (b) ao artigo 214 do CBJD (“Incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente”), com relação a esses mesmos atletas, que teriam sido relacionados para partidas apesar de estarem com o cumprimento da sanção disciplinar ainda pendente, tendo em vista que o suposto cumprimento realizado teria sido ilegal. Nesse contexto, a Procuradoria do STJD e dos TJDs teria o dever, em consideração à finalidade atribuída pelo CBJD à sua atuação (art. 21) – a à restauração da legalidade alegadamente afrontada, segundo a visão do Dr. Ambiel-, de iniciar processos contra todos os clubes cujos atletas tivessem passado por essa situação, podendo chegar a denunciar equipes por infrações ocorridas nos últimos dois anos, na hipótese de não cumprimento das sanções.

          Nesse sentido, os clubes participantes dos campeonatos organizados pela CBF e pelas federações de cada estado poderiam pleitear a revisão de todos os processos disciplinares que tramitaram após a alteração da Lei 10.671/2003 pela Lei 12.299/2010, caso se sentissem prejudicados pela situação de ilegalidade sustentada com relação ao cumprimento das penas. Isso porque essa questão se enquadraria na hipótese do procedimento de Revisão, previsto no artigo 112, II do CBJD (“Art. 112. A revisão dos processos findos será admitida: (…) II – quando a decisão tiver sido proferida contra literal disposição de lei ou contra a evidência da prova;”), cujo prazo, estabelecido no artigo 113, permite o reexame de processos cujas decisões tenham sido proferidas há até três anos.

          Como salta aos olhos, além de criar um contexto de absoluta insegurança jurídica, isso certamente causaria graves danos aos clubes envolvidos em competições, que poderiam ter títulos, sua ascensão ou descenso em campeonatos e outros interesses completamente alterados pela combinação de decisões promovendo a revisão dos julgamentos, ou determinando a perda de pontos em razão da escalação irregular de seus atletas.

          Acreditando ter sido demonstrada a legalidade da decisão proferida pelo STJD em primeira instância, particularmente no que diz com o ponto debatido pelo Dr. Carlos Eduardo Ambiel em seu artigo, há que se fazer breve referência, finalmente, às alegações relativas à justiça, ética e moralidade da decisão, que vêm sendo objeto de inúmeras discussões.

          Neste particular, sem pretender diminuir ou desprezar argumentos em contrário, alguns deles intrigantes e, à primeira vista, sedutores (afinal, a discussão, em alguns âmbitos, parece reduzir a Portuguesa à condição de Davi, atribuindo ao Fluminense o status de Golias, em flagrante e desrespeitosa desconsideração aos reconhecidos méritos esportivos do clube paulista, bem como sua inegável importância para o Futebol brasileiro), proponho – nada mais que isso -, uma mirada diversa sobre os conceitos de justiça, ética e moralidade no futebol.

          Entendo que tais conceitos, cuja relevância dispensa maiores digressões, no âmbito esportivo, estão intrinsicamente vinculados à isonomia e ao equilíbrio técnico da competição, de modo que não se podem analisar as questões envolvendo os participantes de uma competição de forma isolada, pois a situação de cada um dos competidores afeta diretamente os interesses dos demais (especialmente em se tratando de um campeonato de pontos corridos). Por essa razão, é preciso, ao estabelecer as “regras do jogo”, buscar a preservação da competição como um todo, o que constitui exatamente o objetivo do artigo 214, que deu origem ao atual debate. Não há que se falar, como já referi em outras ocasiões, em preservação de um resultado de campo obtido à revelia do cumprimento das regras existentes, que, neste caso, condicionam precisamente a formação da equipe para disputar uma partida!

          O fato de tratar-se, assim, de uma competição de pontos corridos, onde em cada partida estão envolvidos os interesses de todos os participantes, e não apenas dos dois clubes que disputam aquele jogo específico, por consequência, repele a possibilidade de aquilatar-se a suposta injustiça ou justiça da decisão, ou sua eventual desproporção em relação à conduta do clube infrator, somente levando em consideração a figura do clube infrator e processando-se uma análise reducionista que desconsidere o impacto inter-subjetivo (em relação aos demais clubes do mesmo certame) de sua conduta. Não é correto, e nem justo, a meu ver, que os demais clubes, cujos jogadores foram punidos, tenham cumprido as decisões deste mesmo naipe, suportando os respectivos prejuízos técnicos decorrentes da impossibilidade de contar com certos atletas – sabe-se lá com que consequências desportivas -, e, por outro lado, outro participante da competição seja excepcionado desta restrição cuja previsão normativa é expressa, e que, ademais, tem sido amplamente acatada pelos clubes (pelo menos até a ocorrência deste imbróglio).

          Dito isso, resta esperar a decisão do Pleno do STJD.”

          Fonte: Lancenet – Autor: Rodrigo Mendes

      • Gustavo

        Realmente isso tudo está uma comédia. Já desisti de brigar a favor de qualquer moralização.

        Não tem como seja por ignorância, bairrismo, clubismo ou má fé dos profissionais que cercam o meio.

        Obrigado.

        AK: Vejam o nível do rapaz.

        • José Ricardo

          O rapaz é um torcedor. O nivel dele não importa muito. Já de vc era de se esperar um nivel um pouco melhor. Ficar no jornalismo rasteiro, sem investigar e focar no que realmente importa que é a escalação do jogador da Lusa, os motivos, os fatos, denota um nivel de jornalista mediocre.
          Sei que vc vai tentar me desqualificar, ou brecar meu comentário (como foi feito em outra tentativa). Isso é uma estratégia fascista do seu nivel de jornalismo !

          AK: “O rapaz é um torcedor. O nivel dele não importa muito”.

          • Jose Ricardo

            Como sempre. Se prende na 1a frase , que lhe interessa, e esquece o resto. Fica dando uma de ‘correto’ porque responde alguns comentários (se não é alguém q o faz por vc…. pois tem um padrão estabelecido) e se acha democrático. Mas e só balela. Fica apenas na ironia e desqualificação da pessoa que o escreveu. Tudo teatro.

            AK: Tudo é proporcional.

  • Sandro

    Só não entendo não ter havido por parte dos jornalistas tamanha indignação por parte dos jornalistas quando, por motivos idênticos, o Naviraiense saiu da Copa do Brasil e o Grêmio Prudente (ou Barueri) foram punidos com perda de pontos…respeito sua opinião…mas penso que a lei deve ser cumprida independente da rodada, pq os outros clubes assim o fizeram…por fim, aquela tese do Estatuto do Torcedor é extremamente fraca, simplesmente pq ali não diz que a publicação no site da CBF é requisito para a eficácia da decisão, além do que em vários ramos do Poder Judiciário (Justiça do Trabalho, por exemplo) a intimação da partes se dá com o advogado presente à audiência de julgamento, como ocorreu com a Portuguesa…E tratando-se de irregularidade, não se investiga má-fé e a punição estabelecida para tanto está definida, não admitindo sua redução (pelo menos paracesse campeonato)…
    Essa é minha opinião…como existem várias outras…por isso a necessidade de um Tribunal…
    Abraços…
    Sandro
    Bom, essa é minha

    • o prudente(ou barueri) e de sp meu irmao!!!!!

  • Laura

    André,
    Gostei da sua comparação com o penalti. Para mim se o juiz constatou que foi pênalti, não importa se foi escandaloso ou não, ele tem que ser marcado.
    Você deve saber que sou Fluminense, mas acho que mesmo sendo torcedora do time mais odiado do Brasil, tenho direito a opinião. Gostaria que a Lusa fosse absolvida e o flamengo condenado. Porque no Flamengo houve erro admnistrativo, já na lusa não sei bem o que houve.
    Penso que uma profunda investigação deve ser feita ali, pois a piada de português não tem graça nenhuma. Acho possível que um dirigente da lusa tenha se corrompido. Veja bem, sei que isso são suposições e que como anônima posso supor enquanto você como jornalista não pode.
    Mas escalar um jogador, claramente irregular, no último jogo do campeonato e’ burrice demais e aí não há como não desconfiar.

    • jaques

      Concordo contigo. Os maiores prejudicados hoje são os torcedores: do Fluminense, humilhados e violentados por parte da imprensa e torcedores adversários; e os torcedores da Portuguesa, que nada tem a ver com possíveis relacionamentos entre dirigentes de outros clubes com o atual presidente da Lusa. Existiu má fé na escalação do Héverton? Não sabemos a verdade. Ninguém se interessou em apurar. Se não apurarmos a verdade é melhor desistir de ver jogos em 2014. Se tudo não ficar bem explicado é parar de ler sobre futebol. Parar de ver programas esportivos. Por isso acho que deva ser investigado se o erro infantil da Portuguesa, escalando um jogador irregular, talvez beneficiando primeiramente o Flamengo a não cair para a segundona, ou resgatando o Fluminense da segunda. Alguma coisa aconteceu, e nem todos torcedores são burros , coo pensa a maior parte da imprensa.

      • laura

        Esta dificil acreditar na tese que houve “erro admnistrativo” no caso da Lusa Como torcedora do Fluminense, se meu time tiver corrompido a Lusa, quero saber para que quem seja responsavel seja preso e que a gente caia para a serie D ou o que o codigo disser em um caso desses. Se for O Flamengo a mesma coisa. Ou se foi realmente apenas burrice….tudo bem mas acho bem dificil.

        • Paulo Teixeira

          Concordo. Simplesmente cumpram-se as leis, regulamentos, normas e regras. Mudar durante a competição é virar mesa, e isso – todos esperam ou deveriam esperar – é coisa do passado. O Flu irá jogar a série A ou B, pra nós, tricolores, não é esse o ponto importante, não é essa a questão em discussão. Queremos mesmo que o MP e quem mais quiserem chamar que venham investigar o que aconteceu e o que está acontecendo. Estamos tranquilos, pois estão vasculhando tudo a procura de alguma irregularidade do bandido mor do futebol e, para decepção de muitos, até agora nada encontraram. Agora, se episódios como os das famosas papeletas amarelas ocorrerem hoje, que não passem impunes, seja lá quem for o responsável. De qualquer forma, é simples: o Fluminense não está em julgamento pelo tribunal, mas sim Flamengo e Portuguesa. Se erraram, que respondam por isso como determina a legislação aplicável. ST

  • Sgfalcao

    Dois clubes cometem suas falhas administrativas e o fluminense tem pagar o pato….rsrsrsrs.

    Vamos que a Portuguesa nao tivesse escalado o jogar que estava suspenso , sobre o André santos , o sr tambem acha que poderia ter jogado ?

    Estão vamos absolver a Portuguesa e colocar o Flamengo na serie B ….q tal ? Estão com tanta pena da Portuguesa kkkk

    Sgfalcao

  • jaques

    O Fluminense não é tadinho nem a Portuguesa. Tampouco o Flamengo e jornalistas como Rizeck, Juca Kfouri, Renato Maurício Prado, Antero Grecco, Márcio Guedes, que trataram o assunto com tamanha violência e falto de bom senso técnico. Os maiores prejudicados hoje são os torcedores: do Fluminense, humilhados e violentados por parte da imprensa e torcedores adversários; e os torcedores da Portuguesa, que nada tem a ver com possíveis relacionamentos entre dirigentes de outros clubes com o atual presidente da Lusa. Existiu má fé na escalação do Héverton? Não sabemos a verdade. Ninguém se interessou em apurar. Se não apurarmos a verdade é melhor desistir de ver jogos em 2014. Se tudo não ficar bem explicado é parar de ler sobre futebol. Parar de ver programas esportivos. Por isso acho que deva ser investigado se o erro infantil da Portuguesa, escalando um jogador irregular, talvez beneficiando primeiramente o Flamengo a não cair para a segundona, ou resgatando o Fluminense da segunda, aconteceu. Se aconteceu, que sejam punidos como em alguns países da Europa: Portuguesa e Flamengo e/ou Fluminense, que caiam para a quarta divisão. Não esquecendo que Vasco, Corinthians e Botafogo têm interesse na queda da Portuguesa.

  • joe LHP

    Vc tocou em um ponto importante que é “proteger o campeonato”, mas isso nunca foi o objetivo desse “tribunal” que prefere os holofotes e criar um cabide de emprego para parentes e amigos, vale questionar tbm o quanto cada clube gasta para manter um corpo jurídico para algo que poderia ser bem mais simples e rápido, como em todo mundo, depois os clubes não sabem o pq de tantas dividas. Imagine vc se os clubes daqui fossem de capital aberto e acontece essa aberração, o que iria ter de clube falindo não seria brincadeira, isso só prova que a gestão do futebol brasileiro está longe do profissionalismo, tá pior q campeonato de várzea.

  • Rafael Rezende

    André fui telespectador da ESPN por muitos anos e com essa história vocês perderam um fã. O que vocês fazem é inacreditável.
    Crucificar o Fluminense nessa história é banal. A culpa por cada um desses torcedores tricolores que foram agredidos, hostilizados e desrespeitados é sua, é de vocês.
    Vocês são formadores de opinião e não deveriam em hipótese alguma se posicionar dessa forma medíocre. Guarde sua camisa do Flamengo no armário, se porte como um jornalista. Queria eu que fosse a Ponte Preta o 17º e não Flu para ver suas atitudes.
    Investigue os fatos, estude a história antes de postar um artigo como esse.
    Saudações.

    AK: Em dúvida sobre o que é pior: acusar quem opina de ter responsabilidade por atos imbecis ou me chamar de torcedor do Flamengo. Ou ainda chamar de medíocre uma opinião diferente da sua. Cresça um pouco.

    • jaques

      Acho que o André Kfouri faz parte da imprensa que não foi responsável por violência alguma contra os tricolores e não acusou com veemência o Fluminense de “Rei do Tapetão” e clube “sujo”. Vejam, o Fluminense sozinho não tem FORÇA para ser o tal REI. Foi intitulado assim na época do Vilela, que por sinal era inteligente e um gentleman, e porque foi incompetente na década de 90. Aí, em 1996 se beneficiou após esquemas do então presidente do Corinthians, Dualib e outros, e da virada de mesa da justiça comum pelo Gama, após o Botafogo ganhar na justiça os pontos do jogo Bota 1 x 6 São Paulo (caso Sandro Hiroshi, ganho justamente, como deve ganhar agora o Fluminense). O Tricolor foi bucha de esquemas. Com todo o respeito, porque aqui ninguém usa fralda ou acredita em papai noel, o Fluminense NUNCA VIROU MESA!!! Mas ficou quietinho nos casos acima, pois se beneficiou e tomou champanhe. Em 2013 é diferente. A vaga da primeirona caiu no seu colo por um erro da Lusa, que terminou beneficiando o Fla, pois cometeu o mesmo erro 24 horas antes. Aí a desconfiança, entendem. Quem é o bucha nesse caso parece ser a torcida da Portuguesa. Houve um possível relacionamento entre diretorias do Fla e Portuguesa? Não sabemos ao certo. Só achamos. O Flamengo e seus jornalistas-torcedores estão quietinhos. Mais dúvidas pintam, certo. Desta vez parece que o Flamengo é que tomará a tal champanhe. Todavia tudo é suposição. Continuo achando que sem investigação é melhor trocar de esporte… pensar em handebol, quem sabe!!! O André Kfouri,, nesse caso, acho que o máximo que ele pode fazer é postar as nossa dúvidas e ideias e opiniões e intermediar, se quiser. Mas democraticamente deve postar tudo. E quem sabe um dia postar algo sobre o dia de hoje, tipo: “alguns torcedores do Fluminense parecem não se importar com a possibilidade do time disputar a segundona em 2014 – mas acham que dirigentes deveriam vir público e provassem que a Portuguesa e o Flamengo erraram, por incompetência, sem nada combinado”.

    • Ailton

      Tudo bem André, que você deve ser corinthiano igual ao seu pai, só que como mediador e jornalista sério que você é, é baixar o nível do seu blog ao se comportar como um torcedor e falar que “Em dúvida sobre o que é pior: acusar quem opina de ter responsabilidade por atos imbecis ou me chamar de torcedor do Flamengo. Ou ainda chamar de medíocre uma opinião diferente da sua. Cresça um pouco.”
      Acho que você deveria um pedido de desculpas aos torcedores do Flamengo.
      Abraços

      AK: Não está claro para você que não é uma crítica a torcer para o Flamengo? Um abraço.

      • Ailton

        Caro André

        “o que é pior: ou me chamar de torcedor do Flamengo”. Não seria mais claro se você dissesse sou corinthiano ou que torcesse para um outro time paulista?
        Como você postou anteriormente, é a obsessão em falar no Flamengo ou é para você dizer que não é rubro-negro?
        Abraços

  • Matheus

    Por que a imprensa tem medo do Flamengo?

    Qual a probabilidade de um jogador jogar suspenso no campeonato? Agora calcule a probabilidade de um jogador jogar suspenso e em outro dia um time também colocar um jogador suspenso. Qualquer pessoa com a mínima noção de estatística sabe que essa situação é extremamente suspeita.

    Eu sou botafoguense e quero que o Fluminense caia porque tá sempre roubando no tapetão. Time grande cai e joga s serie B. Mas o que estão fazendo pra proteger o Flamengo é ridículo. Ninguem vai pedir uma apuração desse caso? Se o Flamengo comprou a lusinha pra escalar o herveton, tem que ir direto pra serie D e pagar multa! Ou foi só uma coincidência que acabou salvando o rebaixamento do flamengo?

    • Julio

      Acontece que o Flamengo tem uma forca muito grande. Tem torcida e todos estados do Brasil. E’ contra o interesse de qualquer emissora publicar fatos que “desagradem” ao Flamengo.

      Isso e’ tambem feito de forma um pouco menor ao Corinthians, que roubou descaradamente, o campeonato de 2005 do meu Colorado e o assunto morreu, ninguem mais cita. Alias, como os pts corridos sao justos, nao???

      Um jornalista nao pode sair por ai falando que o Fla corrompeu ninguem sem provas porque toma um processo nas costas, alem se ser leviano.

      Mas e’ indiscutivel que o Flamengo tem que perder seus pontos. O clube nao tem atenuante, nao teve problema de comunicacao com advogados, nada. Sao dois casos distintos, nao podem estar amarrados juntos. O Flamengo tem que ser rebaixado este ano, e se a Portuguesa o for, estara salvando o Flamengo.

      Agora Matheus, vai um lembrete pra ti, vcs cairam em 86 e subiram de elevador!!!

    • jaques

      Caro MATHEUS, se o Fluminense ROUBA, imagine o Botafogo, que ganhou em 1999 exatamente como o Fluminense, os pontos do vexame BOTAFOGO 1 x 6 SÃO PAULO, na justiça. Terminou não caindo. Ainda, no passado os grandes clubes brasileiros criaram o CLUBE dos TREZE para salvar o tal BOTAFOGO da segundona, junto com ATLÉTICO-MG. O BOTAFOGO é TRI-CAMPEÃO em cair para segundona e por ter virado mesas. Inclusive junto com o PALMEIRAS tentou virar a mesa na única vez que cumpriu a queda. ESQUECEU? Acho assim: ou time grande não cai, evitando mutretas durante o campeonato, ou voltamos ao mata-mata. Time grande não cair é como liberar o uso da maconha, fato comum em alguns países da Europa. Pontos corridos dá margem a jogos combinados. MATHEUS, às vezes penso: porque não cumprir a segundona? Vejam o BOTAFOGO do MATHEUS, o que faz lá na primeira… não disputa e ganha TÍTULOS?!?! No futebol, todos têm rabo preso! Tá na hora de dar um basta nisso. Reformular o brasileirão. Ou vou concordar com o Eurico: que tratem os ESTADUAIS com mais respeito e prioridade.

  • Mauricio

    Kfouri(s) sua parcialidade é flagrante. É por essas e outras que o PVC esta anos luz em vossa frente. Da-lhe PVC… reporter pesquisador, estudioso, imparcial, sério, responsavel, sem clubismo, sem bairrismo e pricipalmente COMPETENTE.

    AK: Concordo plenamente quanto às qualidades do PVC. Lembro apenas que ele se posicionou favoravelmente à absolvição da Portuguesa e ao rebaixamento do Fluminense: http://www.espn.com.br/post/376391_o-procurador-paulo-schmidt-da-sua-versao-do-caso-duque-de-caxias-em-2010-nao-e-jurisprudencia
    De modo que sua “crítica” a mim fica meio confusa. Você relaciona bom jornalismo a quem escreve o que você quer ler? Isso muda sua opinião? Complicou agora, né? Um abraço.

    • Renato

      Gente,
      Vcs estão vivendo em um universo paralelo?
      A absolvição da lusa rebaixa ao flamengo….
      A não ser que tenhamos 5 rebaixados esse ano.

  • Hilton Sousa

    André, teses como o BID da suspensão já foram constatadas como equivocadas por um sem número de juristas. A alegação de que somente a Portuguesa é punida não tem sustentação, visto que todos os times da série A tiveram jogadores suspensos e as cumpriram, a regra não muda por se tratar da última rodada nem por gerar um rebaixamento e não há que se falar em manutenção de um resultado conquistado no campo à custa de uma irregularidade. A imprensa já chegou ao ponto de publicar informações erradas (como comprovado por jornalistas de primeira linha como PVC e Rica Perrone) como as que dão conta de que Tartá teria atuado em 2010 de forma irregular, um papel lamentável. Enfim, gostaria de fazer algumas perguntas: estivessem Flu e Lusa em papéis trocados haveria tanto esforço de alguns jornalistas em inventar teses que burlem a lei em favor do infrator? Os responsáveis por essa corrente querem a moralidade ou, simplesmente, o Flu rebaixado? Não estaria a imprensa prestando um serviço muito melhor se focasse o trabalho em informações novas e muito mais relevantes, como a suspeita troca de e-mails entre o advogado e o dirigente do Fla? Gostaria de ler sua opinião e agradeço a atenção.

    AK: Minha opinião está publicada nas colunas que escrevi sobre o assunto, e nos respectivos comentários. O argumento de que tudo é uma campanha contra o Fluminense é infantil. Um abraço.

  • marcelo rozatto alves

    Eu, como tricolor, acho que meu time não merecia permanecer na série A. Agora,vamos nos ater aos fatos. A regra é clara, o regulamento prevê a perda de 3 pontos mais os conquistados na partida em que for escalado um jogador de forma irregular(nesse caso suspenso).O regulamento não diz que na última rodada a regra deve ser interpretada de maneira diferente.Supor que a Portuguesa não sabia da suspensão de seu atleta seria muita ingenuidade.Portanto,não dá para dizer,por hora,que o Fluminense tem qualquer responsabilidade sobre o que está acontecendo.Agora, no país das armações e maracutaias, não duvido nada que pode possa existir armações de bastidores para aliviar a barra de algum clube.E assim como em 96(Iven Mendes) ou 99(Sandro Hiroshi), e agora(heverton),o Fluminense apesar de ser mais uma vez beneficiado, também está servindo mais uma vez de bode expiatório para esconder uma podridão que mais uma vez não será investigada pois não é do interesse de quem manda. Não vamos ser hipócritas.A Portuguesa não é santa.Duas irregularidades idênticas na última rodada(uma no sábado e outra no domingo).Nenhuma nota Sobre a irregularidade do André santos em nenhum meio de comunicação.Que se apure e se puna quem realmente errou(Portuguesa,Flamengo,Fluminense ou quem quer que seja).Agora atribuir ao Fluminense o rótulo de único Judas da História é uma grande sacanagem.
    Saudações tricolores!!!!!

  • Antonio

    Os órgãos da justiça desportiva, como o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e os tribunais de justiça desportiva (TJDs) fazem parte daquilo que chamamos tribunais arbitrais.

    A lei não permite que cada pessoa decida fazer justiça com as próprias mãos. Nós – indivíduos, empresas e demais instituições –, quando temos nossos direitos ofendidos ou contestados, temos que buscar a solução através do Judiciário. O entendimento de cada um de nós sobre o que é justo é distinto, e é por isso que temos que recorrer ao Estado como um órgão independente. Se não houvesse o Judiciário, viveríamos em um estado de constante medo, pois da mesma forma como poderíamos fazer qualquer coisa com qualquer pessoa sob a alegação de estarmos fazendo justiça, poderíamos também ser vítimas da “justiça” de outras pessoas. Por isso o Estado impede que apliquemos a justiça de forma particular.

    Mas o próprio Estado, através da lei, nos permite resolver alguns assuntos sem a interferência do aparelho estatal, isto é, sem que o Judiciário seja acionado. Isso ocorre nos chamados tribunais arbitrais. Duas partes que estão disputando um direito concordam que, em vez de buscarem a solução através de um poder estatal, vão buscar a solução em um tribunal igualmente independente, mas particular.

    Não é qualquer caso que pode ser resolvido em um tribunal arbitral. Apenas as causas de caráter patrimonial. E não é qualquer causa patrimonial: é essencial que seja um direito patrimonial disponível, ou seja, um direito do qual a pessoa possa abdicar. E mais um detalhe: as partes têm de acordar no uso da justiça arbitral, pois elas abdicam do direito de levar a causa à justiça estatal. Se apenas uma das partes quiser a justiça particular, a outra parte não pode ser obrigada a aceitá-lo. Nesse caso, o processo será julgado pelo Estado.

    A justiça arbitral é, via de regra, onerosa, ou seja, paga-se para que ela funcione. Isso porque ela é particular. Enquanto no Estado a justiça é gratuita (as partes não pagam o salário do magistrado, mas apenas as custas do processo), na arbitral as partes pagam o árbitro e todas as demais despesas envolvidas. Mas, como vimos, ela apresenta algumas vantagens: sigilo dos dados apresentados pelas partes, maior rapidez, e o árbitro encarregado de julgar a disputa é um técnico na área a ser julgada.

    A justiça desportiva não é mais do que uma das espécies de juízo arbitral. Ela é especial, porque ela se reveste do que a Constituição chama de “interesse público”, ainda que seja uma entidade de direito privado. Como outros tipos de tribunal arbitral, a justiça desportiva não faz parte do poder Judiciário. Estabelecidas as regras do jogo (literalmente), as agremiações desportivas e os atletas devem respeitá-las. Se não respeitarem, serão julgados pelas comissões disciplinares (primeira instância) e, em instância recursal, pelo tribunal de justiça desportiva responsável por aquele desporto naquela região (TJD), podendo eventualmente apelar ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD)

    Espero que agora tenha ficado claro por que o cara vestido de preto no meio do campo chama-se árbitro.

    AK: Obrigado por corroborar a coluna. Um abraço.

  • Carlos Souza

    Prezado AK,

    Num país que tanto se busca que as leis sejam respeitadas, vejo diversos jornalistas pregando justamente o contrário. O tribunal decidiu por 5 votos a “zero” pela perda de pontos por parte de Portuguesa e flamengo por um motivo muito claro …. A regra foi burlada.
    Outro ponto importante é que o tribunal não decretou o rebaixamento da Lusa, mas a perda de 4 pontos. O regulamento não fala que a punição deveria ser ajustada/reduzida caso isto no final representasse o rebaixamento do clube. A regra existe para ser cumprida, e da primeira até a última rodada do campeonato …. Não existe regulamento específico para a última rodada do campeonato, portanto seu argumento do penalti aos 45 minutos não faz sentido.
    Se o regulamento é bom ou ruim, então que seja revisto para o proximo ano, mas foi este regulamento que a Lusa aceitou antes do início da competição, e por isto deve ser cumprido.

    Como acima comentado, ninguém chorou pelo Naviraiense ou Grêmio Prudente.

    Sds,

    Carlos Souza

    AK: Vamos lá…
    Trecho da coluna: “Como se o “país da impunidade” tivesse a chance de avançar ou retroceder conforme a aplicação do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.”
    Trecho do comentário: “Num país que tanto se busca que as leis sejam respeitadas, vejo diversos jornalistas pregando justamente o contrário.”.

    • Carlos Souza

      Prezado AK,

      Então você considera que o CBJD não deve ser cumprido pelo fato do Brasil ser o país da impunidade …. entendi …. viva a impunidade …

      Sds,

      Carlos Souza

      AK: “Então você considera que o CBJD não deve ser cumprido pelo fato do Brasil ser o país da impunidade …. entendi”. Difícil…

      • Jose Ricardo

        Você defende então a revisão de todos os julgamentos do campeonato usando o mesmo critério ? Não há como usar critérios diferentes, ou vc acha que sim? Isso seria o caos,o fim do rebaixamento de qq clube e aí sim uma Virada de Mesa! E está a ‘solução’ que vc defende?

        AK: Eu fico aqui tentando entender como se pode chegar a esse tipo de conclusão a respeito do que está escrito. É impressionante.

  • Vinícius

    Será que os outros 18 clubes agiram de forma equivocada durante o campeonato todo? Essas escalações são esquisitas e devem ser apuradas…

  • rafael

    Olá André!

    Cabia nos casos de Portuguesa e Flamengo apenas uma simples multa, não houve dolo e ambos os times não precisavam dos resultados. Punir com a perda de pontos resultados esportivos conquistados dentro de campo por um erro administrativo beira o absurdo.

    • puppin

      concordo contigo
      seria justo
      desde que,
      estivesse combinado antes
      e tivesse valido por todo o campeonato
      senão,
      os que cumpriram a regra anterior seriam prejudicados
      e em nenhum lugar do mundo é justo
      que a maioria que cumpre ou cumpriu as regras
      esteja errada e seja prejudicada
      para favorecer a minoria que nao cumpriu as regras
      esqueçe o nome dos clubes e se põe na situacao dos dois que descumpriram
      e tambem dos dezoito que cumpriram o regulamento desde o inicio da competiçao
      has de convir que
      no minimo serias injusto com os dezoito… no minimo…

      • Cello

        Dizer que seria injusto para com os outros clubes, que cumpriram as regras, é um argumento fraco. Os outros clubes (exceto o Fluminense, claro), com certeza, são a favor da permanência da Lusa na série A e do rebaixamento do Fluminense, que se mantenham os resultados conquistados no campo. Então, dizer que a punição à Lusa e ao Flamengo é para defender os outros clubes é uma conversa fiada. E outra coisa: acho que seria uma grande injustiça o Flamengo cair por causa da escalação de um jogador supostamente irregular num jogo que não valia nada. Mesmo que fosse legal, o “J” de STJD é de justiça, não é? Todos nós sabemos que, no Brasil, as leis costumam ser tudo, menos justas. A verdade nua e crua é que salvar o Fluminense e rebaixar a Lusa é INJUSTIÇA, assim como o seria rebaixar o Flamengo. Então, a questão é: queremos que pura e simplesmente se cumpram regras, ou queremos que se faça justiça? Porque leis o Brasil tem muitas, até demais, mas justiça que é bom…

        • puppin

          preocupante é observar como a defesa da quebra do regulamento de um campeonato vem ocorrendo de forma tão natural.

          conceitos pessoais de justiça estão sendo expostos em profusão e sentenças tem sido proferidas ao gosto pessoal de cada torcedor de acordo com suas convicções

          o que é certo para uns pode não ser para outros e a único meio de convivência pacifica entre pessoas de pensamento diferente é o acatamento voluntario de regras previamente acertadas e que devem servir igualmente para todos

          este é um conceito básico e é este conceito que proporciona o mínimo de sugurança para uma sociedade em qualquer nivel

          é o que garante por exemplo segurança no cumprimento de um contrato, seja de trabalho, de compra e venda, de um aluguel etc

          senão meu caro, o mundo passa a ser dos mais forte e dos que falam mais alto e, se por um acaso o conceito pessoal de justiça destes for diferente do teu, só terás a lamentar…

          AK: Preocupante é o número de comentários enviados que não tratam do assunto proposto.

          • puppin

            talvez precise de um desenho

  • Agra

    Existem coisas fantásticas, Parece que imparcialidade não existe? Escrevendo como torcedor respeito qualquer “asneira”- opinião – que queiras escrever, todavia na qualidade de Jornalista é inadmissível (Profissionalismo? colocações fleumáticas?). Transparente? Por certo tiveste que ESTUDAR, (assim é a regra) e fazer provas… Durante 4 ou 5 anos…a (IN)formação para o País é necessária! Mas a verdadeira! Creio que mais de 90% dos torcedores do Fluminense reconhecem a péssima atuação, seja no campo, por vezes contra arbitragem e mais 11, como outros enfrentaram). A bronca é que a IMPRENSA MARROM lança informações infundadas, com alvo certo , o FLU, enquanto os erros apresentados foram da LUSA e do FLA! A manifestação da referida imprensa pelo CLAMOR SOCIAL… Muitos não sabem…mas a lusa ganhou junto do Santos um campeonato Paulista….sem bater penalidade…(AI CARAMBA)…. é MUITO LUXURIOSO a pena da LUSO, pois em Lisboa ficaria de fora…….Com salutar respeito humano, não se comenta que a infração do FLA foi sábado….o da Lusa no Domingo…….Mas o julgamento não foi cronológico, sabe me passar essa informação? O advogado da Lusa foi Vilão por dois dias…..depois sumiu…. Falaram que ele não havia comunicado nada…depois uma suspensão….E depois?????? Feliz Natal!

    • carlos Souza

      Prezado Agra,

      Os torcedores do Fluminense não estariam sendo agredidos verbalmente, e muitas vezes fisicamente, se o discurso da imprensa fosse “vamos fazer com que a lei seja cumprida, doa a quem doer”
      Como o Peter Siemsen corretamente falou: “Independente do resultado do julgamento, o Fluminense já foi condenado”.

      Sds,

      Carlos Souza

      AK: Vitimismo puro.

  • Vinícius

    O próprio LANCE publicou no dia 06/12/2013 uma matéria sobre o André Santos e a impossibilidade deste jogador atuar na partida do dia seguinte:

    Por que o Flamengo o escalou? Se o LANCE sabia, o Flamengo também. O advogado do Flamengo reclamou do fato de não ter sido consultado e ainda disse que se não fosse a Portuguesa, seria o Flamengo na série B.

    Não encontrei uma matéria do LANCE sobre a Portuguesa. O jornal podia mostrar todas as notícias sobre a Portuguesa desde o fim do julgamento na sexta até a hora do jogo no domingo. Isso poderia explicar algo em relação ao caso.

    http://www.lancenet.com.br/minuto/Suspenso-Andre-Santos-Cruzeiro-Brasileirao_0_1042695943.html#ixzz2nmp5Qw00

  • André, nunca vamos realmente saber o que aconteceu. No caso específico da Portuguesa, causa profunda estranheza (ou não) o fato de o tal de Sestário, em situação idêntica, ter impetrado efeito suspensivo para que o atleta do Oeste enfrentasse o Paysandu, na série B. E no caso do Héverton não moveu uma palha. Por quê? Estranho. E a tristeza maior é ver a CBF vir a público dizer que não tem nada com isso. Bem Marin, né…

  • vinícius

    O LANCE publicou no dia 06/12/2013 uma notícia de que o Flamengo não poderia escalar o André Santos devido ao julgamento que acabara de acontecer e estava se preparando para o jogo sem ele.

    Mostrou, também, que o advogado do Flamengo afirmou que se não fosse o erro da Portuguesa , o Flamengo cairia para a série B.

    http://www.lancenet.com.br/minuto/Suspenso-Andre-Santos-Cruzeiro-Brasileirao_0_1042695943.html#ixzz2nmp5Qw00

    Seria interessante se o LANCE mostrasse todas as notícias sobre a Portuguesa do momento do fim do julgamento até a hora do jogo. Isso ajudaria a evidenciar um possível erro ou uma conduta de má-fé.

    O ex advogado da Portuguesa também deve ser ouvido. Foi acusado de não informar a punição, mas ele se eximiu da culpa.

    Se for comprovado o envolvimento de algum clube em suborno ou fraude, deve-se rebaixar todos os clubes envolvidos.

    OBS.: A última rodada faz parte do campeonato assim como a primeira.

  • IRLAN SENA

    Sou Vasco, e gostaria de reconhecer três coisas: 1- O Vasco foi pífio no Campeonato, mas o fato do jogo com o CAP ter sido a tragédia que foi deve, sim, gerar consequências e punições exemplares, lembrando que o mando de campo não era do Vasco, assim, punir o Vasco pelo que sua torcida fez, fora de casa e quando as responsabilidades pela segurança da partida não eram do Vasco é algo, ao meu ver, extremamente injusto. 2-O Fluminense está corretíssimo em se defender, ora, se existe um regulamento, independente de qualquer coisa, ele deve ser cumprido e seguido, daí a saber de quem é a iniciativa para impedir a escalação de jogadores que estejam impedidos de atuar é uma outra história, o fato é que tal detalhe não pode ser ignorado em detrimento de um regulamento previamente acatado pelos participantes, em razão desse detalhe fundamental, apesar de vascaíno, entendo haver razão para o Fluminense, o resto é retórica. 3- Sim, o Vasco deve recorrer à Justiça Comum e entrar a força na 1.ª Divisão, e isso, como o tempo em breve dirá (por lógica de fato), é o que qualquer time faria e até fará, até que os organizadores do Brasileirão ajam de forma profissional e antes dos jogos se inciarem deveriam delegar à Comissão de arbitragem em campo que barrem a atuação de jogadores julgados impedidos de atuar, se isso tivesse acontecido não haveria esse imbróglio, e os times tem responsabilidade pelos seus atletas sim senhor, não é possível se esquecer disso. Agora a minha opinião pessoal por uma “justiça”, no caso particular de Vasco x Atlético é que a partida fosse cancelada e remarcada, mas isso também deveria já estar previsto no regulamento, quanto às penas de perda de mandos de campo, essa foi suficiente somente como acessória, pelo terror que foi causado às pessoas. Uma coisa é acontecerem fatos como os registrados e outra coisa é ter um campeonato em que não se observe a força de seu regulamento, ou que se ignore suas implicações.

  • Luiz

    Me admira que nenhum jornalista ainda não tenha percebido a “coincidência” na escalação de um jogador irregular de um time pequeno logo após a escalação irregular de um time grande. Porque não ir a fundo nessa história em vez de chover no molhado com a história do STJD, que já sabemos que irá manter o regulamento e não rasga-lo? Vcs tem um caso de magnitude tão grande quanto o escândalo da loteria na década de 80 e ficam desperdiçando tempo? Não sou jornalista mas se fosse ia atrás dessa história que cheira a um Watergate no futebol brasileiro.

    AK: É ingenuidade achar que ninguém está atrás. Um abraço.

  • Rodrigo de Oliveira Costa

    André Kfouri, vejo você cometendo as suas próprias palavras, o que concorda com a sua coluna como se fosse verdade absoluta não está correto, o que vai de encontro para uma discussão não presta, o que concorda e corrobora com os teus argumentos se tornam verdades absolutas. E o vazamento dos e-mail entre os dirigentes do Flamengo e o seu advogado que em certo trecho afirma que entre eles sabem que o jogador não podia ser escalado. Acho que vou parar de assistir e torcer pelo futebol brasileiro, pois em qualquer outro esporte sério as penalidades são impostas e cumpridas sem a menor contradição, fica até mais digno quando quem errou assume o erro (futebol Americano o Técnico o Pittsburgh Steelers) o time não foi punido porque não há previsão no regulamento para tal, somente o que foi aplicado (me corrija se estiver errado). Portanto outros clubes já foram punidos da mesma forma que este dois e não houve tanto clamor popular assim. Vejo como muito ruim esta situação e torço mesmo como tricolor que sou que seja revertida a pena para os dois para de vez acabar com esta celeuma. Mas acho que o melhor seria a modificação da legislação de uma forma mais clara nas punições para que não haja mais a menor possibilidade destes fatos. Aos que não sabem o mesmo clube que é no meu ver acusado de virada de mesa até como o primeiro a se utilizar de tal artifício (coluna PVC no Estadão) também, foi o primeiro em 1927 no torneio inicio do Rio de Janeiro mesmo depois de ganho o torneio verificar a escalação irregular de um de seus atletas e pedir a retirada do título o que foi feito. Não aguento mais esta podridão e jogo e interesses no futebol. Este é um desabafo de um torcedor em luto por tudo isto. Espero que não me aponte o vitimismo nas minhas palavras, pois a maior vitima nisto tudo é o próprio futebol, qualquer que venha a ser o resultado. Mesmo que a manutenção do resultado de dentro de campo, argumento que não aceito, pois os erros modificam o seu resultado (arbitragem, escalação irregular de jogador, brigas, a falta de educação do povo nos estádios jogando objetos em campo, a própria regra que impede um jogador de comemorar da forma que convier, retirando a camisa um junto da torcida punido com cartão amarelo etc.)

    AK: Veja minhas respostas a quem quer debater. Um abraço.

    • Rodrigo de Oliveira Costa

      Muito obrigado pela sua resposta mesma que sucinta, parabenizo-o, pois foi o único que vejo responder, sem mais palavras e entendendo que tudo realmente está muito errado. Só para lhe informar, antes de escrever li todas as suas respostas que serviram de base para o meu comentário.

  • moca

    amigo kfouri, para acabar com essa discursão, a CBF deveria rebaixar o flamengo que errou, a portuguesa que errou, e o meu FLUZÂO que foi rebaixado dentro de campo, então o ano de 2014 o campeonato da serie A seria disputado com 18 clubes e o serie B seria disputado com 22 clubles, subindo os 04 primeiros no final do campeonato de 2014 da serie B para serie A e caindo os dois ultimos da serie A para serie B, e ficariam todos felizes para sempre.

  • Lima

    Se a Portuguesa através de sua diretoria, e quem comanda o futebol não fosse desleixada, contratar um advogado, pagar pelos seus serviços e não acompanhar o julgamento, nem ao menos dar um telefonema para ver o que aconteceu, na pior das hipóteses, ter a cautela, o bom senso de não
    relacionar o jogador para a partida, o jogo não valia nada, não contava pontos nem para cair, e nem para a libertadores. Isto, é, estão agora querendo crucificar um órgão que não tem nada a haver com a incompetência da Lusa. Tenho simpatia pela Portuguesa, torci para ficar na série A, mas como defender uma causa deste tipo, onde houve negligencia, pouco caso.

    • Agra

      Nobre LIMA, o caso do advogado foi FAMA PARA DOIS DIAS: 1º a Diretoria comunicou que ele não disse nada; 2º A Diretoria alegou que foi comunicada que o atleta era de suspensão para um jogo!!!CONTRADIÇÃO, repito CONTRADIÇÃO… Arapuca…Armação… Não aceitar punição? Transfiram o Título do CRUZEIRO, para LUSA ou FLA……Baderna e meia….

  • wanderley

    André, concordo em parte com sua coluna.

    Não concordo quando diz sobre o Fluminense: “O que não significa que esteja certo.”

    Ora, não há recurso do Fluminense. A única coisa que o Flu fez foi defender seu ponto de vista em relação ao regulamento. E como vc mesmo disse, qualquer clube brasileiro faria, pelo menos, isso. Não há nada de errado em defender seu ponto de vista, principalmente quando é a favor do regulamento.

    Porque podem existir mil teses, contra ou a favor, da perda de pontos, mas o que fazer, objetivamente, numa situação como essa?
    Adotar uma defesa subjetiva da Portuguesa não tem respaldo. O que seria do regulamento? Do regulamento que os outros times cumpriram e a Lusa e Flamengo não? E do regulamento dos campeonatos posteriores? De que valeria a partir de agora cumprir as decisões do STJD?

    Justificativas sempre existirão, mas o fato é que neste caso, não há como escapar do cumprimento puro e simples do regulamento.

    E mais. Quando vc diz: “Tampouco está correta a tentativa de reescrever a história de rebaixamentos não cumpridos, ou de imputar a repercussão do caso em questão a campanhas ou interesses. O “vitimismo”, antes de tudo, é transferência de responsabilidade”, vc deixa de levar em conta que, tanto em 1996, quanto em 2000, o Flu só acabou beneficiado, por causa de irregularidades de outros clubes, ou para salvar outros clubes do rebaixamento, mas somente o Flu é colocado pela opinião pública, sem qualquer esclarecimento, como único beneficiado de ambas as situações. E isso é injusto, sem qualquer “vitimismo”!!!

    E por isso mesmo, não concordo tratar-se de “vitimismo” a posição do clube diante de tanta perseguição (até antes deste caso da Lusa), diante de tanto ódio, como se verifica nas redes sociais, e também em crônicas da imprensa escrita e de sites da web, e em comentários da imprensa televisiva.

    Se essa situação persistir, não será “vitimismo”, mas a concretização do chamado “dezenovecontraum” já espalhado na internet.

    Na verdade, creio que, para os demais clubes, isso é um tiro no pé. Como disse o despeitado Sheik, “o mundo dá voltas”…

    Com respeito, Wanderley, um leitor Lance.

  • GMF-RJ

    Gente esse blábláblá de nada vai adiantar, todos nós sabemos que tudo isso que está acontecendo é uma tremenda “Armação”. Fato. Anotem aí, com as ameças de Ações na Justiça Comum, a CBF vai fazer o Campeonato Brasileiro com 24 clubes. Quem viver verá.

    AK: Seria trágico. Um abraço.

  • Lucas

    Ha males que vem para o bem. Se isso acontecer, quem sabe eles nao voltam pro mata-mata?

    AK: Seria ainda pior.

  • Emerson

    Estava olhando neste momento o site da CBF e na quinta rodada do Brasileiro (09/06) no jogo Fluminese 2×1 Goias o jogador Rhayner (nº 22) foi expulso com vermelho direto nos acréscimos do primeiro tempo (se não estou enganado foi a ultima rodada antes da parada pra Copa das Confederações).

    No entanto, na sexta rodada, no jogo Botafogo 1×0 Fluminese (07/07) ele acabou participando do jogo (saiu aos 24 do segundo tempo e levou amarelo aos 39 do primeiro).

    Enfim… gostaria de saber se ele acabou absolvido em algum julgamento antes ou simplesmente foi um erro do Fluminese também ?

    • André Carvalho

      Caro Emerson,

      Já que ninguém lhe respondeu esta dúvida, vamos lá.

      De fato o Rhainer foi expulso no jogo que mencionou, e de fato o Rhainer jogou na partida em que sabiamente mencionou também.

      Porém existiu um jogo entre um e outro, adiado da 2 rodada, contra a Portuguesa, em que o Rhainer cumpriu a devida suspensão.

      Foi respondido?

  • Prezado AK,
    Respeito sua opinião. Só acho q ao expô-la deveria realçar ser esta a sua opinião e não querer defender teses que o legalismo não teria efeito. Realmente é muito suspeita esta história da escalação de Heverton, no final do jogo. O erro do Flamengo foi claro, e até mesmo alertado pelo jornal Lance na véspera. Em qualquer rodada qualquer clube q cometesse ral ato seria imediatamente punido e só veríamos os beneficiados no final. O simples fato de ter ocorrido na última rodada é que passa a sensação de virada de mesa, que não ocorreu graças ao primeiro julgamento do STJD. Qualquer um que estivesse em 17, exigiria o cumprimento da norma. Suspeita também é por exemplo a atuação da FIFA ao não permitir o uso do Morumbi na Copa, e do financiamento com dinheiro privado do futuro estádio do Corinthians. Uso eleitoreiro de um torcedor político que ainda apita muito no país. Cadê o inconformismo, a denúncia, a investigação, o fato novo?…..Boas festas e não permita que sua ceia de Natal seja virada por um vizinho que não cumpre as normas previstas na sua convenção de condomínio, afinal alega ser “apenas” o final de ano…som alto, funk, pagode, bebedeira, garotas de programa, fogos de artifício….

  • Gustavo Arruda

    Meninada, o que o André escreveu é uma opinião. Ninguém tem obrigação em concordar. Aliás, quero dar uma dica: leiam, sempre, textos de pessoas com quem na maioria das vezes vocês divergem. É assim que crescemos na opinião. Do contrário, leiam apenas aqueles que gostem sempre e não vão se “esquentar”, mas continuarão falando as mesmas coisas de sempre. De novo, lembro, opinião não é um fato. Querem fato, leiam a matéria. Simples assim. Eu vou dar a minha opinião agora: não houve má fé, por isso a punição não pode interferir no resultado do campeonato, ainda mais por não haver risco de interferência.

    • Alexandro Sarmento

      Blz Gustavo, então vamos colocar tudo isso na questão da má fé. Então deve-se fazer um regulamento, novo, com todas as penas que devem ser impostas aos clubes com a seguinte redação. ” SE HOUVER MÁ FÉ, PORQUE SE NÃO, O CLUBE ESTÁ ABSOLVIDO.”

      Obviamente, eu estou ironizando, meu amigo. Eu achei sua colocação importante, mas não tem como ser assim. Tem um regulamento, que é o mesmo que determina 3 pontos para quem ganha, que define 38 rodadas no Brasileiro, que dá a vantagem de um time em relação ao outro pelo número de vitórias, também especifica, claramente, a perda dos pontos do time que escala jogador irregular. É fato, isso não pode ser julgado pela má fé.

  • Melk

    Gostei deste post, principalmente pelos comentarios feitos, excelentes. A Imprensa não esta interessada em investigar o “erro” da Portuguesa, entrevistar o tecnico, a comissao tecnica e o advogado da Lusa. A Imprensa dita alternativa ao “establishment” , como a ESPN, propoem o desrespeito a objetividade do Regulamento assinado pelos dirigentes antes de começar o campeonato, salvo o PVC que declarou que gostaria que a Lusa nao caisse, mas reconheceu o erro crasso. Afinal, alguém vai apurar porque a Lusa cometeu o erro ? Quanto ao texto do AK, deveria ele refletir sobre o “xavão” dito um milhao de vezes na ESPN “os dirigentes tem que ler o regulamento que assinam”

  • Gustavo

    O presidente do fluminense, peter siemsen, tem como principal aliado, e verdadeiro sustentáculo político, dentro do clube um grupo de torcedores-sócios chamado de flusócio. Esse agrupamento de pessoas de enorme influência dentro do clube tem um blog na internet através do qual expõe o pensamento dos que o compõe, o qual, via de regra, antecipa as ações do próprio clube.

    É Interessante conferir o poder de persuasão do grupo político de apoio ao presidente tricolor, acompanhando os post´s no referido blog: a flusócio não quer o Wanderley Luxemburgo, Wanderley Luxemburgo logo em seguida é mandado embora; a flusócio não quer o Rodrigo Caetano, Rodrigo Caetano logo em seguida é mandado embora; a flusócio queria que o clube abrisse as suas portas no dia da última rodada do campeonato brasileiro, o presidente que tinha dado ordem em sentido contrário, voltou atrás … e por aí vai …

    Mas até aí, nada demais. Agora vejam as passagens constantes nos post´s da flusócio nos últimos 10 (dez) dias antes do fim do campeonato brasileiro:

    “Mudança de postura (02 dez 2013)

    (…) A verdade é uma só: se repetirmos o expediente nesta semana, FORÇANDO TAMBÉM A ATUAÇÃO NOS BASTIDORES, vigilantes na escala de arbitragem, temos grandes chances de vencer em Salvador, e mais da metade de nosso caminho estaria feito. Vasco e Coritiba terão compromissos duríssimos, então vamos fazer nossa parte!”

    “Em nome da honra… (04 dez 2013)

    (…) CABE À DIRETORIA AGIR NOS BASTIDORES para que a lógica faça com que esses jogos tenham os resultados esperados, já que Atlético-PR e São Paulo têm times claramente superiores à Vasco e Coritiba. (…)”

    E tem mais, por que será que o técnico e o executivo de futebol do Bahia foram sumaria e inesperadamente demitidos pelo clube no dia seguinte ao jogo contra o Fluminense (em qu o time foi derrotado de virada na Fonte Nova) depois de ter heroicamente mantido o clube na séria A na vitória contra o Cruzeiro no mineirão???… Por que será que o presidente do Bahia foi um dos poucos a apoiar abertamente a Portuguesa???… alguém tem as respostas???…

    Alguém desconhece que o escritório de advocacia do presidente do fluminense tem como cliente a CBF??…

    Ou ainda de que a UNIMED também patrocina a CBF???… (é só entrar no site da entidade e constatar)

    O diretor jurídico da CBF (responsável pelas notificações quanto a possíveis irregularidades na escalação de atletas), Carlos Eugênio Lopes, é ex-dirigente do Fluminense …

    A defesa veemente (e contraditória, com a postura assumida no campeonato brasileiro de 2010, quando a moralidade foi o argumento para que o fluminense não perdesse pontos pela possível escalação irregular do Tarta, o que implicaria na perda do título) do fluminense feita pelo procurador do STJD, Paulo Schmitt …

    A proximidade do advogado da portuguesa Osvaldo Sestário com os subterrâneos da CBF, e a sua intimidade com figuras ligadas ao fluminense (fotografia em que está abraçado com o jogador Fred) …

    As eleições para a presidência da UNIMED que ocorrerão em março do ano que vem, e a péssima repercussão entre os 5.500 médicos cooperativados em relação ao oceano de dinheiro despejado pelo torcedor do clube e mecenas com os recursos alheios, Celso Barros …

    O histórico do fluminense em matéria de viradas de mesa para escapar aos rebaixamentos determinados nos campos de futebol …

    Só tenho uma coisa a dizer. Cada um que tire as suas próprias conclusões.

  • puppin

    Prezado andré

    Peço licença para entrar no teu blog, afinal o espaço é teu, no entanto gostaria de discordar de alguns pontos.

    ………é trágico que a atuação dos nobres auditores imponha à opinião pública um cenário equivalente ao julgamento de um crime…..

    Auditores do STJD não tem ao seu dispor meio de comunicação nem blogs para divulgarem suas opiniões, seria mais acertado dizer que A IMPRENSA está impondo à opinião pública um cenário equivalente ao julgamento de um crime,

    ……O “caso Heverton” fez despertar uma repentina – e violenta – paixão pelo cumprimento de normas, pela moralidade e pelo o-que-diremos-aos-nossos-filhos? Hipócritas……….

    Pode-se afirmar com a mesma intensidade que o caso Heverton também fez despertar uma onda de relativismo do regulamento piegas e demagógico com ares de luta de classes cabendo à lusa o papel de oprimido e o flu de opressor, o que dizer da absoluta maioria dos clubes que cumpriram o regulamento por toda a competição? que foram hipócritas????

    ………Textos bem melhores do que este foram escritos sobre o tema. Hélio Schwartsman… João Máximo….Márvio dos Anjos…..

    Citaste somente os que corroboraram teu ponto de vista.
    Esqueceste de mencionar Wagner Vilaron do sportv, Emerson Gonçalves do globo, Merval Pereira do globo entre outros que apresentaram textos também bem escritos com opinião diametralmente oposta da tua.

    ………A função primordial do tribunal deveria ser proteger o campeonato, mas o que se vê é um grupo de atores cuja única preocupação é proteger-se. A frase de Paulo Schmitt sobre o risco de falência do tribunal – abordada aqui há uma semana – é simbólica…….. ………A relação é com o bom senso que deve prevalecer em situações de pena desproporcional………

    Existe um regulamento assinado e acatado por todos os clubes que disputaram o campeonato, e os procuradores e auditores agiram estritamente cumprindo as normas deste regulamento. Deveríamos esperar algo diferente? Analisando-se a questão por este prisma conclui-se que cumpriram seus respectivos papéis, enquanto que os dirigentes da portugusa (com ou sem conhecimento) e os do flamengo (os emails vazados comprovam que tinham conhecimento) foram incompetentes em cumprir os seus.
    Devemos dizer que quem cumpriu seu papel está errado e os incompetentes coitadinhos que estão certos?????

    ……….A brutalidade que se comete contra um clube ao lhe cassar pontos que terminam por provocar o rebaixamento, após o campeonato encerrado………

    Deve ser destacado que os pontos foram cassados logo após a rodada onde a irregularidade foi detectada.
    Pergunta-se aos trolls se pode se considerar bom senso que a 38a rodada tenha um regulamento diferente das outras 37??????

    ……….Tampouco está correta a tentativa de reescrever a história de rebaixamentos não cumpridos, ou de imputar a repercussão do caso em questão a campanhas ou interesses. O “vitimismo”, antes de tudo, é transferência de responsabilidade.

    Reescrever a história? Não há registro algum em que o Fluminense negue que deveria disputar a série B em 1997 e 2000.
    No entanto, cumpre-se recordar que no campeonato de 96 ocorreu um episódio considerado “suspeito” que envolveu o seu clube de coração corinthians e o atlético paranaense no qual teria ocorrido manipulação de resultados. Como resultado desta sujeira a CBF cancelou os rebaixamentos e o campeonato teve dois clubes a mais Fluminense e bragantino.
    Ou seja o Fluminense usou o corinthians e o atlético paranaense para forçar a CBF a inclui-lo juntamente com o bragantino no campeonato de 1997 (santa ingenuidade).

    Em 2000, após vencer a série C, o Fluminense deveria disputar a série B, no entanto com o imbróglio do botafogo contra o são paulo (sandro hiroshi) que respingou no gama determinou um campeonato diferente organizado pelo clube dos 13 nos quais foram convidados não somente o Fluminense, mas também o bahia e o américa mineiro.
    Pergunta-se????? Teria o Fluminense comprado o botafogo, o são paulo, o gama e todo o clube dos 13 para criar uma confusão que o reconduzisse à série A?????

    O fluminense quer reescrever a história, ou seja ele tem ao seu dispor todos os clubes para fazerem lambanças que o venham livrar da série B (esta é para os trolls acreditarem).

  • Rlima

    Juro

    No exercício de meu dever profissional,não mentir,não omitir, e não distorcer informações,não manipular dados,e
    acima de tudo,não subordinar em favor de interesses pessoais o direito do cidadão à informação; !!!!

    As condenações unânimes de Flamengo e Portuguesa causaram pânico no seio da mídia antitricolor.

    Afinal não se poderia aceitar passivamente a permanência do Fluminense na Série A e por isso mesmo era preciso levantar a bandeira de prevalência dos resultados de campo.

    Mas como fazer isso, se os clubes não cumpriram o regulamento do certame ao escalaram jogadores suspensos?

    A solução foi partir para o achincalhe do Fluminense, afinal era ele o clube que já provocara várias “viradas de mesa”.

    E na tentativa de obter sucesso na empreitada não tiveram o mínimo escrúpulo em atacar o princípio da legalidade, que em última análise nada mais era do que a aplicação simples da lei.

    Argumentos sem sustentação alguma foram usados massivamente com o objetivo precípuo de incutir na mente dos menos preparados que a legalidade exigia que os resultados obtidos em campo fossem mantidos.

    Ao verem por terra essa tese esdrúxula pelo simples fato de que para que os resultados de jogo sejam considerados legais é preciso que as normas e procedimentos previamente acordados sejam cumpridos em todos os seus detalhes, partiram para o absurdo enfatizado na frase: “pode ser legal, mas não é moral”.

    Ou seja, os paladinos defensores da pobre Lusa __ coitadinha tão pobrezinha, tão bobinha __ tentaram de todos os meios influenciar os torcedores de que o princípio da moralidade estava sendo ferido.

    Não mediram esforços, não tiveram escrúpulos: era preciso derrotar o “inimigo mortal” que uma vez mais iria ser o grande beneficiado das irregularidades alheias.

    Mesmo sabendo que o imbróglio de 1966 havia sido causado pela compra de resultados por Corinthians e Atlético-PR e em 1999 o Botafogo salvara-se do rebaixamento ao ganhar os pontos do São Paulo num jogo em que tinha perdido por 6 a 1, o que fez o Gama ingressar na Justiça Comum e dar origem à Copa João Havelange, omitem e distorcem os fatos, enfim mentem descaradamente para que o povo, em especial os mais jovens, pense que tudo foi armado pelo Fluminense.

    Seu pai, Juca Kfouri,foi a maior decepção que eu tive na história recente da imprensa desportiva Brasileira.

    lamentável. !!!

    ST 4 !!!!

  • romero lima

    A mídia desonesta ataca o FFC, para esconder o ÚNICO beneficiado com a queda da Portuguesa, aquele que cairia não fosse o estranho milagre da escalação irregular de um atleta no domingo, quando outro clube havia feito isso no sábado.

    cadê os paladinos para averiguar esse milagre. !!!

    vitimismo ou casuísmo da frapress. !!

  • Paulo Márcio

    Oi Ak, boa noite! Em 2009, quando o Vasco perdeu seis pontos e foi retirado da fase final do estadual, dando lugar a um clube pequeno, em caso idêntico, não houve a mesma reação na mídia….. Reitero: O regulamento, em questão, é o mesmo que está ou estaria rebaixando o Flu, pois dentro de campo, na bola, tivemos os mesmos 46 pontos do Criciúma, vencemos os dois confrontos diretos com o clube catarinense e tivemos melhor saldo de gols, mas, isto em nada ajuda o Flu, pois não é isto que diz o regulamento, por mais justo ou injusto que seja, pois diferente da FIFA, UEFA, COMENBOL, e os países da EUROPA, o regulamento da CBF tem como 1º critério de desempate o nº de vitorias. Infelizmente, nem sempre a lei / o regulamento é justo, mas, tanto a questão envolvendo a perda de pontos da portuguesa, quanto o critério de desempate que rebaixa o Flu deveriam ter sido discutidos antes do campeonato ter inicio. Quanto ao seu exemplo: “A brutalidade que se comete contra um clube ao lhe cassar pontos que terminam por provocar o rebaixamento, após o campeonato encerrado, é semelhante à marcação de um pênalti nos acréscimos de um jogo. A regra não distingue em que momentos um pênalti deve ser marcado, mas há um motivo pelo qual certos árbitros só os apontam nos últimos instantes quando o lance é absolutamente flagrante. A chance de recuperação é mínima. (legenda para trolls: não se faz aqui uma comparação entre um pênalti e a escalação de um atleta suspenso. A relação é com o bom senso que deve prevalecer em situações de pena desproporcional)”, o curioso é o Flu perdeu um pontinho precioso contra o Timão, por conta de um penalty mal marcado aos 45′ do segundo tempo. Um abraço, boa noite e um feliz natal.

  • Max

    Existem regras – códigos coercitivos pré estabelecidos, como leis, acordados antes da competição disputada.
    Quem quer flexibilizar lei ou regra é quem a transgride. E, quem transgride, deve ser punido de acordo com a lei. Simples assim.

  • Antonio Serpa

    A parte da crônica que diz que o STJD é apenas um órgão da CBF é muito interessante.

    Se é assim, tava na hora do Marin chamar os 9 auditores e dizer: “senhores, a CBF errou ao não atualizar o BID, e dessa maneira como que deu permissão aos clubes para utilizá-los na última rodada do campeonato. Não podemos punir os clubes com a perda de 4 pontos. Como puni-los com tal severidade, se nós mesmos ( a CBF) os induzimos ao erro?”

    Assim os quatro que caíram dentro do campo seriam rebaixados para a 2ª divisão. É tudo que a torcida brasileira quer. A CBF está com a faca e o queijo na mão para acabar com essa confusão toda, e evitar uma melação total do campeonato de 2014.

    AK: A CBF apressou-se para dizer que não tem nada a ver com a história. Conveniente, não? Um abraço.

    • Rodrigo de Oliveira Costa

      De pouco adiantaria a CBF argumentar tudo desta forma, pois (Fatos e não opinião) em 1999 houve caso similar em que um representante da própria CBF que organiza a competição informou por um erro que o Sandro Hiroshi podia jogar e não podia efetivamente o São Paulo perdeu os ponto e os mesmos foram para o Botafogo denunciante na época….. Desde sempre se certo ou errado, acho que errado as regras são desta forma a CBF não se responsabiliza por este controle e transfere toda a responsabilidade para os clubes. Se houver qualquer modificação sem alteração das regras e aprimoramento e controle dos impedimentos a jogadores de atuarem em determinadas partidas, todos poderão alegar que não houve má fé e escalarão jogadores impedidos em partidas antes da sua publicação. Aí gostaria de ver qual q postura dos mesmos que defendem, neste caso, esta postura. Não gostaria de estar certo, o tempo confirmará ou não.

  • O Campeonato Brasileiro de futebol, com qualquer sistema de disputa, sempre poderá sofrer as consequências do que somos, de como pensamos, de como agimos e de nossa incapacidade de diferenciar certo e errado. De nossa vocação para vergar regras de conduta até elas se tornarem sugestões descartáveis. De nossa vontade irresistível de ser o maior malandro da sala. Esse era o pensamento de um certo jornalista quando era conveniente para seu time de coração.

    AK: Você deveria ao menos ter a dignidade de dizer que as palavras não são suas. E de não utilizá-las fora de contexto. Feio.

  • Felipe

    Acabei de ler que a opinião do advogado do cruzeiro sobre o imbróglio. Concorda com todos os outros que ouvi, com a única exceção do Dr. Ambiel. Todos os outros estão de acordo que Fla e Lusa tem que perder pontos.

    A maior parte da mídia se prende a questão da moralidade. Como se isso fosse fácil de se decidir. O que e’ moral e o que e’ amoral. Para mim a absolvição lá lusa seria moral e a do fla amoral, mas vão haver pessoas q discordam e ninguém tem propriedade da verdade. O pior; quem decide o que e’ moral? O STJD? A opinião pública que e’ diretamente influenciada pela mídia? Nao, obrigado!

    Me parece óbvio que esse caso passa necessariamente pela investigação da estoria do que aconteceu com a lusa. E’ a melhor maneira de salvar a Lusa. Se houve corrupção, os dirigentes vão presos e a instituição e’ preservada. E os indícios que houve corrupção são consideráveis. A mídia está, com razão, empenhada em salvar a lusa. Por que não o faz exigindo que a verdade apareça?

    AK: Esse processo está em andamento. E veja: se houver corrupção comprovada, a instituição não pode ser preservada. Um abraço.

  • RENATO77

    http://www.youtube.com/watch?v=7_YJuYzgRHo

    Abre as asas sobre mim
    Oh! senhora liberdade
    Eu fui condenado
    Sem merecimento
    Por um sentimento
    Por uma paixão
    Violenta emoção, pois
    Amar foi meu delito
    Mas foi um sonho tão bonito
    Hoje estou no fim
    Senhora liberdade
    Abre as asas sobre mim
    Não vou passar por inocente
    Mas já sofri terrivelmente
    Por caridade
    Ó liberdade
    Abre as asas sobre mim (BIS)

  • Auditor

    AK, a sua consideração fatica tem relevância jurídica sob a ótica desportiva sim.
    O art. 161 do CBJD que deve ser interpretado na forma dos princípios do art. 2o e 282 do mesmo Código.
    O fato de já entrar matematicamente não rebaixada na rodada, aliada as circunstâncias do julgamento, comunicação e sanção aplicada poderia ser tratada como excludente de ilicitude excepcional.
    Infelizmente apesar do “bacharelismo” que você citou, a maior parte das defesas na Justiça Desportiva seguem a linha de “boleiros” sem a técnica necessária para fundamentar uma absolvição.
    A lusa sequer citou o art. 161 em sua defesa e o mesmo é o única que poderia fundamentar sua absolvição.
    Abcs

  • A imprensa esportiva paulista apresentou o seu verdadeiro rosto nesse episódio envolvendo a Lusa e o STJD. O protecionismo , o ganhar a qualquer preço , o bairrismo e a parcialidade se sobrepuserem à realidade do fatos. Tentaram , e continuam tentando , jogar um cortina de fumaça para embaçar a visão dos manipuláveis , deixando de lado os juramentos feitos por ocasião de suas diplomações. Triste . Imperdoável. Repugnante. Apelos sentimentais estão sendo utilizados , assim como ofensas , acusações caluniosas e ataques a honra. Criticaram , inicialmente , o promotor que fez acusação . Ou seja , empunharam a bandeira da impunidade e do fazer vista grossa. Depois do julgamento , arrumaram um advogado despreparado para dar um parecer que ia ao encontro dos interesses deles para , entào , desafiarem o Tribunal e , mais uma vez , tentarem manipular a opiniào pública. Repugnante. Sujo. Isso sim è vergonha e nào condenar uma irregularidade cometida. E assim caminha a humanidade…

    AK: Com passos de formiga…

  • Marcelo

    Queria primeiramente fazer um elogio a você André pelo texto publicado “CORTE SUPREMA”. Após ler os comentários, até agora postados, queria acrescentar que o boletim da CBF APRESENTAVA QUE OS JOGADORES, Heverton e André Santos, TINHAM CONDIÇÃO DE JOGO. Será que o advogado da portuguesa avisou mesmo? qual seria o interesse da portuguesa em querer se rebaixar?

  • Melk

    Fiquei fã deste blog, os comentarios são excelentes ! A família Kfouri acha que tem o dominio da moralidade, mas não tem ! O advogado do Flu foi preciso “para haver moralidade deve haver LEGALIDADE” . Se quiserem salvar a Lusa, façam um Kfouri entrvista com membros da comissao tecnica da Lusa. Indaguem pq o julgamento do Fla foi realizado após o da Lusa, já que cronologicamente antecedeu em 24 horas e “poderiam” ter lido a materia do Lance pré-jogo dizendo que o André Santos não poderia jogar. Será que a estratégia Kfouri é criar ambiente para a Lusa ter argumentos e apoio popular de maneira que estabeleça-se o caos e um novo campeonato, ai sim virada de mesa, sejaoirganizado ? Neste caso, o ônus seria da CBF , e do Flu é claro …

    AK: Xiiii, fui descoberto! De acordo com tudo que sempre escrevi, meu verdadeiro objetivo é criar um monstro de campeonato com 50 clubes e a volta do mata mata! O que farei agora?

    • Melk

      AK, não seja infantil nas suas respostas, ou não responda. Entreviste a comissão técnica da Lusa e faça um bom trabalho jornalístico. Quer ser conceitual ? Divague sobre a frase “para haver moralidade deve haver legalidade”.

      AK: Você prefere que eu não te responda?

  • Paulo

    Por que você insiste em falar de coisas que você não entende? Por que você não fala do “perfil” do Manoel da Lupa, processado por desvio de dinheiro? Por que não questiona QUEM recebeu a informação do Sestário? Por que não investiga a credibilidade do Cestário (+10 anos; + 20 clubes sem incidentes)? Por que nem uma linha sobre os e-mails do Flamengo que conhecia a punição? Por que não fala sobre o passado do Flamengo com as papeletas amarelas? Por que não questiona o julgamento da Lusa ter sido anterior ao do Flamengo se o jogo do Flamengo foi antes do da Lusa? Por que não questionam onde está o Sestário e onde está o técnico? Por que não não questionam ao técnico por qual motivo ele colocou o jogador em campo? Tudo isso é cinismo, covardia ou rabo preso?

    AK: Por que ler é tão difícil?

  • Marco Mesquita

    Não sei o que é mais ridículo, os torcedores do fluminense que comemoraram como se fosse a conquista de um título a virada de mesa, ou a tentativa de querer envolver o Flamengo no seu mar de lama.

  • teixeira

    Prezado André. Inteiramente de acordo que o STJD equivale a uma reunião de condomínio. Vai daí, que o excesso de bacharelismo tornou-se um lugar comum nas discussões a respeito. Trouxeram tantas opiniões de juristas “renomados”, sendo que algumas delas, erradamente foram até chamadas de “teses”. Portanto, estamos de acordo em princípio. Porém, não sei se você – como eu – mora em apartamento, sujeito ao regimento ou regulamento interno do prédio. Como condômino você tem o direito até de chamar a autoridade policial para coibir excessos práticos pelos vizinhos. Assim, é também no “condomínio” STJD. Se um dos membros, ou mais de um, daquela “corte” entendem que houve desrespeito às normas convencionadas pode – e deve – pedir providências para sanar a irregularidade. A Portuguesa e o Flamengo infringiram o condomínio de clubes a que pertencem. Que restaria senão a punição?
    A penalidade imposta não permite dosagem. É rígida; fala em três pontos mais etc. Adjetivar no jornalismo não é boa iniciativa na escrita. Ao escrever “A brutalidade …” penso que você pode ser sido parcial. Quem sabe, como sugestão, jamais como crítica, você pudesse pensar em rever técnicas redacionais. Um abraço.

    AK: A brutalidade, como está no texto, refere-se ao resultado da punição. Eu não discuto a legitimidade do STJD como forum para resolução de problemas, uma vez que se trata do órgão disciplinar da CBF e os clubes estão de acordo. Meu texto trata da confusão que se faz entre lei e lei esportiva. Um abraço.

    • jota

      E teriamos condição de saber quanto esses “sindicos”recebem mensalmente ou é serviço voluntario?

  • Petrônio

    O que mais impressiona é a quantidade de ‘Teorias da Conspiração’ envolvendo o Flamengo. Estão querendo livrar a cara do TETRA rebaixado e agora a versão é que o Flamengo pagou 40 milhões para a Lusa. Além de inverossímil é surreal ante aos fatos do Fla não conseguir nem dinheiro para segurar seus jogadores…Enfim, a questão é: Legalidade x moralidade, pois são ‘legalistas’ para rebaixar a lusa, agora eu duvido que se fosse o Corinthians no lugar da lusa, iriam rebaixar o Timão, duvido!!! Iria com certeza, achar uma brecha na Lei (e na são poucas)…De resto parabéns pelo ótimo texto, e acusá-lo de Flamenguista é hilário!

    • jaques

      Nâo há conspiração contra Fla, Flu ou Portuguesa. Não penso assim. Há necessidade de se fazer investigações e se provar que Flu e Fla estão isentos do erro absurdo da Portuguesa. E que a Portuguesa não recebeu favores de ninguém. Abram o site oficial da Portuguesa: na página principal há justificativas sobre o caso BANIF x presidente LUPA. Na página principal, provocando mais SUSPEITAS. Foi um absurdo o erro da Lusa pois foi um dia após o erro do Fla, que teve nota sobre a punição do André Santos destacada no jornal O Lance! Temos que ter cuidado. O futebol pode virar BOXE em breve, devido suspeitas de jogos com resultados ajeitados e muito dinheiro envolvido, principalmente para quem disputa a série A sem pensar em títulos. A simples SUSPEITA afastará os mais lúcidos, que não utilizam fraldas, nem acreditam em papai noel, dos estádios.

    • Lucas

      Boa tarde, colegas! Ninguém está falando uma coisa: se alguns torcedores do nenC estão querendo fazer cortina de fumaça e transferir essa situação STJD-Lusa-NenC para algo envolvendo o Flamengo, porque ninguém fala nada do técnico da Lusa e o jogador, pois se houve essa conspiração, eles teriam que ter participado também? Quer dizer, se um não relaciona e o outro não joga, nada disso ia acontecer, duvido que eles fizeram isso por má-fé para beneficiar o Flamengo, ainda mais dizendo que houve pagamento… enfim, o NenC deveria é ter vergonha na cara e jogar a Série B. Como bem disse o André, qual a moral e o senso de justiça de um órgão que se diz Tribunal mas nem é do Poder Judiciário Ordinário? Acho legítimo analisar a questão de justiça e, se as “regras” e os tribunais privados não estiverem sendo “justos”, que se prevaleça o resultado de campo, com algum outro tipo de punição que não prejudique o esporte.

  • André,

    Essa questão da Lusa está realmente levantando discussões de todo tipo. Concordo com você que a pena deve ser proporcional, que tirar pontos e rebaixar no Tribunal um time que conseguiu se manter dentro de campo, é cruel.
    O problema é acreditar na boa fé da Portuguesa. Eu já disse isso. A diretoria é composta de gente esclarecida. Tem assessoria jurídica, e dizer que não foram avisados do resultado do julgamento é “brincar com coisa séria”.
    Mas essa é apenas uma opinião. Qualquer má-fé tem que ser provada. Mas uma coisa é certa: ficou feio para Portuguesa, e para o Fluminense.
    E se for comprovada a situação que “parece, mas não se sabe”, então as punições tem que ser duras e exemplares.
    Abraço.

  • Saudações tricolores!
    Sr. André Kfouri, queria te perguntar uma coisa: o sr. não lê o jornal LANCE!? Este mesmo, que te dá o direito de se expressar? Se lesse o próprio jornal, o jornal para o qual trabalha, saberia que na edição do dia 07/12/2013, ou seja, dia do jogo Flamengo x Cruzeiro, saiu a informação que explica todo o caso. E esta pequena “informaçãozinha” diz até quem são os verdadeiros vilões: a notícia em questão é “André Santos, suspenso, não pega o Cruzeiro”. Bom, se refletir um pouco sobre isso, pensar nos desdobramentos, pensar que ninguém falou nada nas transmissões, que no dia seguinte, no domingo, ninguém do tipo Luiz Roberto ( aquele babão politicamente correto), ao iniciar os jogos, falou algo do tipo: “ontem o Flamengo cometeu um erro que pode mudar a classificação. O jogador André Santos estava suspenso… isso pode dar muito barulho se o Fluminense e o Vasco ganharem…” entendeu, sr André Kfouri? NINGUEM FALOU NADA! FICOU TODO MUNDO QUIETINHO, ESPERANDO A PORTUGUESA ERRAR, TUDO ARMADO PARA O TREM PAGADOR (COMO VOCÊS CHAMAM O FLAMENGO) SE SALVAR. Vocês da imprensa tem que entender que a minha torcida ( FLUMINENSE) NÃO TEM IDIOTA, NÃO!

    AK: Não, nunca li o Lance! em toda a minha vida…

    • Cara, você devia ler. Tem muita coisa interessante.

      • jaques

        Pô, gente… o André tá de zoação, hehe… Ele é jornalista do LANCE!!! e sabe perfeitamente o que ocorreu. O máximo que ele faz é usar subliminares, deixa a gente postar o que achamos suspeito, porque ele é JORNALISTA. Não é POLICIAL. E o caso se houver denúncia, é caso de POLÍCIA!!!

      • Vital Ladvocat

        Espanhol, seu comentário foi, ao mesmo passo, sucinto e apropriado. Parabéns!

        Sem soberba alguma, o que me parece é que muitos jornalistas ainda não se deram conta de que seus textos muitas vezes podem atingir uma camada de leitores cuja média de instrução, cultura, conhecimentos gerais, enfim, está um pouco acima do nível que eles imaginam que todo aficionado do futebol possui.

        O dia que perceberem claramente essa realidade, seremos poupados de tanta estultificação.

        ST

    • Maroog

      Sua torcida não tem idiota? KKKKKKKKK… É a mesma que se orgulha do pó-de-arroz, símbolo do racismo? Ou da que se orgulha de gritar “silêncio na favela”? Ou aquela que comemora virada de mesa?

      Seu time é uma palhaçada.

  • Sergio Paulo

    Caro André

    Sua coluna e suas ponderações são de longe, na minha modesta opinião, das melhores leituras que se pode fazer na imprensa esportiva brasileira. E olhe que leio e que tenho lido muito ao longo de quase 50 anos. Já li muitos textos enviesados (tantos…) e mesmo mal escritos (muitos…a maioria…), mas não os seus, honrosas exceções, oásis em meio a um deserto. Muito obrigado pelas “n” colunas que li durante o ano todo. Valeu a pena. E não se trata de concordar ou não com seus pontos de vista, mas de reconhecer a clareza das colocações e das perspectivas que apresenta. Raras vezes me dou o direito de “participar do debate virtual”, pois aprendi que discussões sérias de verdade se fazem olho no olho, no sentido mais amplo que tal expressão pode ter. Lamento ter perdido meu tempo lendo a maioria das opiniões acerca dos seus textos, e de outros colunistas que também costumo ler, pois o nível e por vezes deprimente e as opiniões desprovidas de qualquer senso, exceto o aferrado apreço pelas próprias convicções, ainda que não tenham o mínimo respaldo nos fatos e no senso comum, e que, ainda por cima, sejam raivosas e mal educadamente expressas (fora o português sofrível…como sofre o português…).
    Parabéns por sua trajetória profissional, digna das melhores tradições, que vêem de longe e que sempre acompanhei.
    Meu pai não gostava das opiniões do seu pai, grande Juca Kfouri, de quem sou fã de carteirinha, também. Bom, entendi logo que assim pensava, o meu pai a respeito das opiniões do seu pai, porque sendo ambos corinthians, o meu não admitia que o “lado certo”, o do Corinthians, e claro, não fosse sempre o lado defendido nas opiniões e textos de JK. Não foram poucas as vezes que conversamos a respeito e se chegamos a um consenso foi pela via do reconhecimento que JK se trata de um profissional, um jornalista de verdade, como você.
    Boas festas e boas férias.
    Abraços

    Sergio

    AK: Muito obrigado pela leitura e pelo comentário. Boas festas para você. Um abraço.

  • André Pereira

    Oi André; Tudo certo?
    Li sua coluna e tendo a não concordar em alguns pontos.
    Se uma pessoa faz uma falta na lateral da grande área, se por 5 centímetros estiver em cima da linha, pode ser pênalti e definir um campeonato. Se for fora, apenas um “mini escanteio”. Ou seja, o atleta causador jamais teve a intenção de decidir o campeonato contra seu time, mas fez a falta e em uma jogada talvez não tão perigosa. São as regras do futebol. Ele sabe quais são. E a Portuguesa também sabia. Se o erro foi bobo ou grave, nesse caso, não importa. Importa é que todos seguiram essa regra e por anos não houve mais de 2 casos iguais( o que por mim, já levanta grande suspeita sobre os ocorridos).
    Acredito que o Fluminense, que terminou o campeonato rebaixado, teve o mesmo número de pontos que o Criciúma, melhor saldo de gols e 2 vitorias no confronto direto, mas como já disse antes, rebaixado. Por quê? Regra. Ele sabia das regras e não teve papo de injustiça quando se viu naquela posição.
    Por isso esse papo de justiça x lei, não está encaixando bem na minha cabeça. O justo para mim, pode não ser tão justo para você. A justiça realmente é interpretativa

  • André Pereira

    Acabou que cortei minha mensagem.
    Enfim; Como a justiça pode ser interpretativa, vejo que as leis estão aí justamente para moderá-la e tentar dar alguma regulamentação.
    Acredito que o que foi feito é água por baixo da ponte e meio que indefensável por parte da Lusa e do Fla. Deveríamos estar debatendo o pq de clubes com tanto dinheiro cometerem equívocos tão grandes, atrapalhando inclusive o resultado final do campeonato. E quanto as leis esportivas, que iniciemos um amplo debate para que elas possam nos trazer mais tranqüilidade com relação a manutenção do resultado obtido em campo. Apesar de quê, reitero, que escalar jogador irregular é, na minha opinião, tentar macular e driblar o regulamento da competição. O advogado estava presente? Notificação dada.
    Grande abraço e parabéns pelo espaço altamente democrático.
    André

  • Esse pessoal “sem-praia” anda trabalhando demais. Sugiro umas férias no Rio. Se possível, uma visita ao Maracanã em dia de FLA-FLU, vai ser importante para relaxar.

    E não esqueçam de tirar um dia inteiro para curtir a praia, depois vocês voltam para casa e não tem praia. É horrível isso.

    Abraços do Mato Grosso.

    Obs: também não temos praia.

    • j marcos

      Amigo, o senhor tem muita dificuldade com geografia e uma tremenda ignorância sobre o RIO DE janeiro cuja extensão territorial, produtividade agro-pecuária e industrial tem grande relevância. Observe que há locais no RJ, mais distantes da praia do que a cidade de SÃO PAULO. Quanto ao futebol se houver investigação federal séria, mais clubes estariam envolvidos e pelo menos dois, banidos.

  • Wilson Torres

    OLÁ AK:
    DURA LEX SEDE LEX.
    Só isso basta para interpretamos o que deve ser seguido.
    Quem foi beneficiado ou deixou de ser é uma questão de semântica.

    abraços

  • Além das críticas a CBF , das indignações diante da estrutura inadequada do nosso futebol , dos apelos emocionais , de distorções maquiavélicas de fatos históricos e de ofensas , que argumentos consistentes possuem os que defendem uma impunidade para a Portuguesa ? Moralidade ? E quem vai julgar isso , o procurador ? O STJD ? Que critério adotar para fazer com que a “moralidade” se sobreponha a legalidade ? Não esqueçamos que , certamente , outros casos virão e , igualmente , terão que ser submetidos ao mesmo critérios de julgamento ? Em aspectos práticos , o que vai definir o que é moral e o que não é ? A importância do jogo ? Como , se num campeonato de pontos corridos todos podem ser impactados pelos resultados de quaisquer jogos ? Se o propósito realmente é discutir melhorias , que esse caso da Lusa sirva tão somente como referência ou exemplo , e não para julgar a infração cometida pela Portuguesa na última rodada , lembrando que esta não é imune à apreciação dos tribunais.

  • Vital Ladvocat

    Lamentável o papel de boa parte da imprensa neste episódio. Em lugar de exercer prioritariamente um papel investigativo capaz de contribuir para a informação correta de seus respectivos leitores, determinados jornalistas, sem um mínimo de conhecimento técnico sobre o assunto, arvoram-se em julgadores de ocasião, com escopo sub-reptício de obter repercussão na mídia, diga-se de passagem, junto aos “contra” e aos “a favor”, mais ou menos na linha do “falem mal, mas falem de mim…”.
    Faça um favor a você mesmo, André, investigue a coincidência de dois fatos praticamente idênticos numa mesma rodada, com intervalo de menos de 24 horas.

    AK: Faça um favor a você: tente compreender o texto.

    • Vital Ladvocat

      Sabe o que é, André? Pela sua própria resposta ao meu comentário, a gente depreende que você gosta de sofismas. E eu os detesto.
      Você não admite, mas sabe que eu compreendi perfeitamente o seu texto, cujo conteúdo, aliás, se alinha com o pensamento de vários colegas seus na ESPN Brasil (felizmente não todos).
      Vou terminar esta réplica como iniciei meu comentário:

      É LAMENTÁVEL

      AK: Em matéria de não admitir, você está na frente. Basta ver sua reação ao texto, quer você o tenha compreendido ou não. Isso é que é verdadeiramente lamentável.

      • Vital Ladvocat

        OK. André!

        Continue sofismando e olhando para a sua pirâmide. Eu tenho mais o que fazer…

        AK: Não parece…

  • Acho muito estranho , depois de um bom tempo não ocorrer nenhum caso de clubes escalarem jogadores irregulares. E de repente 2 jogadores na mesma rodada, um no sábado um no domingo, acho muita coincidência. Acredito que se deve investigar os envolvidos, seja Flamengo, Fluminense e portuguesa.

    AK: Você realmente acha que isso não está em andamento?

    • Luiz

      Se está em andamento vc deveria vir a público, em sua coluna, e chamar a atenção para este fato, no mínimo estranho dessa “coincidência”. Eu não vi nenhum jornalista seja do Lance, seja da ESPN ou de qualquer outro órgão da grande imprensa ter feito isso. Ficam nessa lengalenga de achar uma brecha pra romper o regulamento. Quero achar que é estratégia de vcs (e torço pra Lance estar nesse momento atrás de ligações telefônicas, depoimentos etc) pra poder pegar os responsáveis sejam eles o Fluminense, o Flamengo, a Portuguesa, a CBF ou o Papa. Torço pra que vc dê esse furo de reportagem.

  • José Carlos

    Hoje depois de ler diversos comentários a cerca do rebaixamento da Portuguesa durante a semana, vejo como fui prejudicado esses anos todos da minha vida, como poderia ter agido de outra maneira diante dos resultados adversos nos vários jogos que participei, sempre cumprindo os regulamentos… Eu lembro das partidas de botão onde muitas vezes fui punido com penalidades, apenas porque o meu botão bateu no botão adversário antes de tocar a bolinha; Lembro dos jogos de sueca onde fui punido algumas vezes, apenas por jogar uma carta diferente da que estava na mesa por descuido, era regra; Lembro também da época em que jogava UNO, ao me esquecer de falar a palavra UNO quando eu tinha apenas uma carta nas mãos e se por um acaso batesse o jogo, não era valida a minha vitória e eu tinha que aguardar outra rodada, quanta injustiça! Por quê não entrei na justiça comum? Muitas dessas derrotas na minha vida não teriam acontecido e eu seria justiçado por erros tão tolos cometido em minha vida pela justiça maior, como fui burro em seguir as regras !!!

    AK: De fato. Botão, sueca, uno…

    • Carlo

      Não se esqueça do conceito de “proporcionalidade” em um campeonato de futebol.
      Foram feitas aqui comparações até usando assassinatos para explicar o que e’ proporcionalidade.
      Aí você vem e usa jogos de botão e baralho para fazer seu argumento de legalidade, seguir as regras, coisa e tal e o argumento não serve… Qual a diferença? Foi feito pelo lado errado.
      E somos hipócritas por achar que temos cumprir a lei e regulamentos? Não estamos falando de um crime complexo ou debatendo a questão Israel – Palestina. Não , trata-se de um campeonato de futebol.
      Se o pênalti não for escandaloso, no final do jogo, a maioria dos juízes não dão. E isso e’ certo?
      A que ponto se chega para defender o indefensável!!!

      AK: Se algum dia tiver a chance de conversar com um árbitro, peça a ele para te explicar.

      • Carlo

        Duvido que isso aconteça
        Minha atividade profissional e’ completamente diferente.
        Futebol pra mim, foi e sempre será lazer.
        Pra você e’ profissão.
        Conhece os meandros, sabe o que realmente rola por trás das cortinas.
        Então você deve ter razão. Não se marca. Faz até sentido, pelo nível da arbitragem.
        E já está trabalhando no futebol há tanto tempo que acha que e’ correto.
        Então ta. Esta tudo muito bem no futebol brasileiro.

        AK: O que estamos discutindo não tem nada a ver com a sua ou a minha visão do futebol. Um abraço.

  • É , pode ser. Mas , pelo visto , a ausência dele è muito mais agressiva e degenerativa. Salve a lucidez e a capacidade de discernimento. Abaixo os fóruns onde a unanimidade impede o avanço do raciocínio ( ESPN ).

    • Juliano

      Repararam que a Patricia escreve igual ao Silvio Junior, com espaço antes e depois da vírgula?

      AK: Além disso, usam o mesmo email e o mesmo IP. O João Marcelo também. Deve ser tripla personalidade. Um abraço.

  • SAULO

    É repugnante a paixão, com a qual é tratado o futebol brasileiro. Devemos sempre lembrar, aos “queridos” torcedores do Fluminense, que a Portuguesa corria pouquíssimos riscos de cair para a SEGUNDA DIVISÃO. Não havia, portanto, necessidade de se colocar em campo, um jogador RESERVA, que estaria suspenso. Mas, por um motivo ou por outro, ele foi colocado. Então, que a Portuguesa seja punida, sem que o Fluminense (que foi rebaixado para a SEGUNDA DIVISÃO, em campo) seja PREMIADO por isso. Se a Portuguesa tiver que ser REBAIXADA, que pague a SEGUNDA DIVISÃO, “JUNTAMENTE” com o tricolor carioca, subindo o QUINTO colocado da SEGUNDA DIVISÃO, para a PRIMEIRONA.

    • Carlo

      Por um motivo ou outro? Como assim? Que motivo? Incompetencia? Corrupcao? Que seja investigada!!
      Quanto a sugestao de subir o quinto, e’ interessante, deve ser analisada e quem sabe adotada no campeonato ano que vem?
      Esse ja foi assinado por todos os clubes.
      Se vc ja jogou bola, nem que seja campeonato de playground, sabe que nao se mudam as regras no meio…

  • Gustavo

    Observo que nos últimos dias alguns advogados com militância na chamada “justiça desportiva” estão se manifestando, e alguns até escrevendo artigos jurídicos, sobre os julgamentos recentemente realizados pelo STJD (que acabaram por evitar mais uma vez o rebaixamento do Fluminense). É preciso que se esclareça o que está por traz desses posicionamentos aparentemente desinteressados expressos por “juristas” preocupados com a preservação das instituições. A denominada “justiça desportiva” (e a aglomeração de pseudos especialistas que vivem à sua sombra), no Brasil, não passa de um feudo atenta e cuidadosamente defendido pelos que dela tiram proveito, seja econômico ou em termos de prestígio. Uma verdadeira reserva de mercado.

    Estamos na contramão da modernidade em tal matéria. Os países civilizados do mundo adotam o modelo do tribunal de penas, simples instâncias aplicadoras de sanções disciplinares.
    No Brasil, por seu lado, o que se tem é uma pomposa e bacharelesca – tipicamente ibérica – “corte” onde a única lógica que prevalece é a do quem argumenta, e não a do que se argumenta.

    Enquanto não se empreende uma séria e profunda reforma institucional na estrutura do futebol brasileiro, uma boa medida profilática seria a imediata transferência da CBF e do STJD para Brasília. Tal medida, por si só, implicaria numa acentuada redução dos níveis de apadrinhamento, de coleguismo e de filhotismo dentro das referidas entidades.

    Concluindo, a tese jurídica concebida pelo advogado Carlos Eduardo Ambiel não será acolhida pelo STJD porque ela simplesmente implodiria esse verdadeiro castelo de cartas que é a estrutura em torno da qual vive (em perfeita relação de parasitismo) um pequeno grupo de pseudos especialistas em direito esportivo. A aplicação do Estatuto do Torcedor (colocando os interesses do torcedor/consumidor como prioritários) põe por terra a lógica que prevalece no STJD: onde o que importa é quem argumenta, e não o que se argumenta (como já dito). Mas a justiça comum vai restaurar o Estado de Direito. O Fluminense pagará a série B … ou, ante o impasse com a FIFA (que não admite a solução de conflitos surgidos na esfera esportiva em outros âmbitos institucionais), será criado o Vergonhão, como apropriadamente batizado pelo Juca Kfouri …

    AK: Um pouco de lucidez em meio ao caos. Onde assino? Um abraço.

    • Renato

      Impressionante como cada um acolhe a tese jurídica do advogado que convém aos seus ideais.
      Um tribunal de penas aplicaria as penas previstas no regulamento no caso de jogadores não habilitados a jogar,
      Regulamento esse que todos os clubes assinaram
      Levar o STJD para Brasília como medida “profilática”. Sou mais velho que a maioria aqui e esse foi o argumento usado para esse foi o argumento usado para se levar toda a burocracia nacional pará-la. Funcionou né? Brasília e’ um lugar isolado em que as manifestações públicas não são ouvidas.
      E rei morto, rei posto, o apadrinhamento mudaria de mãos, provavelmente até aumentaria, mas talvez em mãos mais do agrado dos proponentes.
      O Flu vai pagar a série B… Já vi tantos clubes fazendo barbaridades no futebol. Sou Botafogo e o meu time mesmo já foi rebaixado 2 ou 3’vezes sem cair mas não pegou a fama. Curioso não? E assim vi com tantos outros clubes….
      Nos últimos anos os chatos de plantão nos impuseram esse sistema de pontos corridos para copiar o que era muderno na Europa, em nome de um futebol mais justo.
      Todo ano tem marmelada no fim do campeonato, jogos são entregues. Claro q não se pode provar mas lá está. Os arautos da justiça tornaram o futebol mais injustos. Agora vão dar outro tiro no pé e começar o “Vergonhao”
      Tomara que acabem com os pontos corridos assim eu vou voltar a ver finais todos os anos e vou me divertir vendo futebol. Que no final e’ o que interessa.

    • André Pereira

      Sua opinião foi dada no texto, mas pelo visto não para se criar um debate. Uma pena.
      Pelo que vejo das suas respostas, quem concorda é lúcido e entendeu o texto. Quem não, é bossal e/ou não tem competência para entender seu ponto de vista.
      Não consigo concordar, André. Como eu disse, acredito que você expôs o seu ponto de vista e não a verdade.
      Outro ponto, ao abrir este espaco, imagino que você queira promover um debate, mas ao julgar e desqualificar as opiniões contrarias, você está justamente anulando o que você propôs. Lembre-se de que, talvez na maioria, não somos jornalistas e não temos a mesma capacidade de escrever que a sua.
      Você deveria respeitar mais as divergências e opiniões de quem está aqui apenas para te ler e tentar “trocar algumas idéias” com você.
      Abraço;
      Andre

      AK: Tenho feito isso aqui, com quem comenta de forma respeitosa e mostra intenção de conversar. É só procurar aí. Um abraço.

    • VRG

      Concordo com ambos. E torço para que, independente do resultado que se obtenha na próxima sexta-feira (27/12), a discussão em torno da reformulação primeiramente do STJD, e ainda mais do futebol brasileiro, não perca fôlego em meio aos reinícios de campeonatos, no ano que vem. Ou os nobres doutores do STJD não perceberam o tiro no próprio pé que deram, ou estão confiantes demais na memória fraca do brasileiro, Não podemos perder a oportunidade que eles, sem perceber, deram a quem deseja uma Justiça realmente Desportiva.
      Um Tribunal que aceita um auditor bacharelando no 3o ano do curso de Direito, e ainda por cima sabatinado pelo próprio pai, é declaradamente incapaz de jurisdicionar qualquer causa.
      Abraços!

    • Muito bem , é um ponto de vista à ser considerado. Mas e a realidade ? Como tratar , objetivamente , a suposta infração cometida pela Portuguesa diante das regras e estruturas vigentes ? Tem muito blablabla e nada de objetividade .

    • Rodrigo de Oliveira Costa

      Alguém sabe neste caos de argumentação o que é a Constituição Federal e o que ela diz, transferir para Brasília poderia ser uma boa, mas até a Capital do nosso país o foi e junto o nosso Congresso Nacional e já sabemos o que virou. Se interessar a alguém, acho que não existe lei maior, somente se inventarem para este caso alguma intergaláctica. TÍTULO II Dos Direitos e Garantias Fundamentais CAPÍTULO I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS incisos LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; LVI – são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; LVII – ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; (não a publicação) e § 1º – As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.

  • Fabio

    Exatamente por isso que em tantos condomínios Brasil afora existam tantos inadimplentes e desrespeitadores do convívio social. Sempre surge uma teoria nova e uma bonita desculpa esfarrapada para salvar os “inocentes” infratores da convenção social. Seja em um condomínio, em uma unidade familiar ou em uma complexa sociedade, as regras foram postas para serem cumpridas.

    AK: Exatamente! Hoje um vizinho me abordou para dizer que tinha lido a coluna, e que não iria pagar os próximos boletos condominiais justamente por causa do STJD! Que brilhante.

    • Lucas

      Voce eh o sindico?

  • henrique

    Muitos fazem referência ao lancenet como prova comprobatória da suspensão do atleta André Santos, e por que os mesmos não fazem referência ao BID de Suspensão? acho eu, que seria prova mais contundente. venhamos e convenhamos, cada um quer olhar pro seu…a verdade, ao meu ver, é que o histórico do fluminense o prejudica, assim como a “fraqueza” da Lusa. Dizer que o fluminense não moveu a ação é, no mínimo, chamar o povo de ignorante. pois caso similar ao do flamengo aconteceu com o atleta Dória do botafogo e nenhum relator “se mexeu”. a pouca vergonha está tão descarada que o vasco quer voltar…senhores, sou flamenguista confesso…mas fala-se de moralidade…de legalidade…e esqueceu-se de falar de FUTEBOL…espírito esportivo…o fluminense e o vasco, assim como náutico e ponte foram REBAIXADOS no campo, no jogo, no futebol…INDEPENDENTE da escalação dos atletas héverton, andré santos e da vergonhosa briga em santa catarina…parece que ninguém está atentando pra este PEQUENO detalhe…como andam falando muito de direito, existe neste tão falado tema, algo chamado NEXO CAUSAL…que é a relação entre o ilícito (escalação irregular e o vandalismo das torcidas) e o dano (rebaixamento em campo)…pra ser um pouco mais claro em relação ao que penso cito a morte em legitima defesa. A morte em legítima defesa é excludente de ilicitude…ou seja, se vc mataR em defesa própria, vc não é criminoso…vejam a “rigidez” da lei…no mais…VERGONHA FUTEBOL CLUBE

  • Marco Freitas

    Caro André, com todo o respeito, está claro que, neste caso, como em vários outros, o Fluminense ganha um carimbo que não merece. Eu acho no mínimo curioso que quando se fala de 1996 se lembra muito mais do Fluminense do que de Corinthians e Atlético-PR. A mídia soube aproveitar muito bem o episódio da champanhe pra impingir ao Fluminense uma imagem ruim e relegar ao esquecimento as gravações de Dualib e Petralha. No caso de 2000, João Havelange, a mesma coisa. Em vez de lembrarem do Botafogo (algo que só o PVC lembrou na ESPN Brasil; Mauro Cézar Pereira preferiu falar em rebaixado q nunca volta na bola – ora bolas, fomos rebaixados duas vezes consecutivas e não recorremos a tapetão) preferem lembrar que o Fluminense foi alçado da Série C para a Série A, negligenciando nuances dos dois episódios. Com relação a chamar as pessoas de hipócritas, recomendo mais cuidado. Repare que o tribunal está aplicando uma punição que jamais seria contestada pelo senhor se fosse aplicada no começo do campeonato. Desminta-me! A primeira rodada vale igualmente a última em pontos corridos. O Fluminense conquistou os seus pontos dentro de campo, assim como a Lusa, que, no entanto (assim como o Flamengo), desrespeitou o regulamento. Tivesse a Lusa conquistado um ponto a mais ou o Flu um ponto a menos DENTRO DE CAMPO isto não aconteceria. Fosse o Flu no lugar da Lusa, duvido de novo, se o senhor defenderia abrandamento de punição. Mesmo assim estariam falando em tapetão. Não me venha chamar de hipócrita! A torcida do Flu está sendo nas ruas e na imprensa vítima de perseguição.

    AK: Creio que a primeira nota, abaixo da coluna, esteja clara. Um abraço.

  • Rodrigo

    Caro André,

    Sou tricolor, concordo com tudo que escreveu até agora só discordo em um ponto, quem disse que estamos tentando reescrever histórias e rebaixamentos não cumpridos?

    Por acaso vc se lembra dos fatos de 1996 e 2000

    1996 – manipulação de resultados por parte de Corinthians e Atlético-PR ( que aproveito agora para usar o “bom senso” e avaliar que uma punição justa deveria ser a de jogarem a série Z por isso, nada mais justo não???? então digo a eles já estão devendo a série Z)

    2000- Fluminense jogou a série C e subiu no campo para a série B, enquanto isso Botafogo-RJ termina rebaixado para a série B e entra na Justiça Desportiva pedindo pontos do jogo que perderam de 6 x 1 para o São Paulo, conseguem decisão favorável e rebaixam então o Gama-DF que entra na Justiça Comum e paralisa o campeonato do ano seguinte, que então tem que ser organizado pelo clube dos 13 (do qual o Flu faz parte) e então o Fluminense joga a séria A, AHHH junto com o Botafogo-RJ que então deve uma série B, não é isso.

    ST

  • Vinícius

    Um foi mal em campo e dois burlaram o regulamento.
    O que acham de punir os infratores com o rigor do regulamento e rebaixar o FLuminense e todos que ficaram abaixo? Isso inclui Portuguesa e Flamengo. Moralidade total e tolerância zero.
    Assim, os outros clubes que ganharam no campo e cumpriram as regras não seriam penalizados com os erros de dentro e fora do campo.

    • Melk

      Como torcedor do Flu, sou favoravel a tua proposta. Em vez de vira de mesa para criar um campeonato com 20 times, que se faça um com 17.

  • Vinícius

    Só mais um detalhe,

    Falaram que o Flamengo era o defensor da justiça e ofereceu ajuda e solidariedade à Porguesa.
    Por que não ajudará mais agora? Porque pode sobrar para ele. Simples assim.

    As pessoas defendem os seus interesses e na grande maioria dos casos as pessoas são parciais nos seus julgamentos. Inclusive eu , simples torcedor, e os jornalistas que são capazes até de comemorar gol na beira de gramado com

  • clodoaldo lipú

    Teve um julgamento do Wagner Love no STJD não me lembro o ano na época ele era jogador do Palmeiras, um dos relatores o STJD disse que se as tranças dele fossem vermelho e preto ele ia ser absolvido. Te pergunto, como levar a sério um tribunal desse? vocês devem estar de brincadeira né?

  • Pedro

    Claro que se defende.
    Qualquer outra punição que não seja a punição prevista no regulamento não e’ punição, e’ dar um jeitinho para que a portuguesa não caia porque não seria justo, em sua concepção.
    E’ trocar as regras do jogo no meio do campeonato, coisa que não se deixa fazer nem em campeonato no playground.
    E’ nada mais, nada menos que o velho jeitinho Brasileiro.

    AK: O texto é exatamente sobre essa visão legalista da aplicação de um regulamento esportivo. Não defende a não punição, apesar de sua insistência.

    • Pedro

      Com todo respeito,
      Ou se aplica o regulamento ou não se aplica.
      Qualquer outra punição que não seja a prevista no campeonato e’ mudança de regras.
      O flamengo continua mas perde 5 pontos ano que vem? Ou qualquer mudança para acomodar a lusa e o fla sem perder os pontos previstos nesse campeonato ?
      Pra mim e’ uma acomodação tão grande quanto criar outro campeonato.
      Que acho q vai ser o q vão fazer pra safar a lusa e o flamengo.
      Injustiça foi o q fizeram com o Brasil de Pelotas em 86. Não vi ninguém fora de minha cidade reclamar. Contando alguns dos que estão gritando agora. (Claro q AK não tinha idade para fazer nada mas deve se lembrar do fato!
      João Saldanha sendo notável exceção. Talvez porque fosse gaúcho.

  • jaques

    ADVOGADO?!?! Mais uma suspeita: quem era o advogado da Portuguesa? Quem viu sua bisonha defesa (hoje no canal ESPN houve comentário) percebeu seu desprezo para o caso. Será que a Portuguesa perder facilmente lhe interessava… interessava a algum clube? Parece que sim, ele é advogado do Corinthians, que poderia ir para a segundona devido a escalação, logo após comunicado da CBF (conforme defendem os especialistas em ESTATUTO do TORCEDOR), do SHEIK.

  • Melk

    Mediocre esta colocação do AK
    “Meu texto trata da confusão que se faz entre lei e lei esportiva.”

    Significado de Lei

    s.f. Regra necessária ou obrigatória: submeter-se a uma lei.
    Ato de autoridade soberana, que regula, ordena, autoriza ou veda.

    AK: Você certamente está entre os que acham que o STJD é o STF. E certamente entende de mediocridade.

    • Desista Melk. Ele só vai responder subjetivamente.

      • Melk

        Jairo, este pessoal que trabalha na TV é como aquele personagem do Chico Anisio (Biju ?) que vivia dizendo “eu trabalho na Globo”. Eles opinam de maneira corporativa.

        AK: Agora você se superou.

  • Juliano

    AK, que manicômio virou isso aqui! Sério… esse pessoal não pode estar com sanidade mental.

    Simplificando, antes de se posicionaram na posição de vítima (“perseguidos pela ‘imprensa paulista'”, “a torcida está sendo perseguida”, etc) e posicionarem a Lusa na posição de criminosa (!!), façam a seguinte reflexão:

    – Foi a escalação de Heverton que fez com que o Fluminense atingisse a QUARTA PIOR marca em pontos no campeonato? Foi?

    – A escalação de Heverton levou a Portuguesa a se beneficiar diante dos outros 19 clubes do campeonato?

    Por que não admitem logo que, EM CAMPO, seu time foi pior que outros 16 e, segundo o regulamento, joga a 2ª divisão no ano seguinte. Foi assim no passado recente de Grêmio, Corinthians e Palmeiras (“imprensa paulista…”).

    Por que não é fácil admitir que a punição deve ser proporcional ao erro? (4 pontos é absurdo).
    Por que não é fácil admitir que, fosse o inverso, isso não aconteceria? (admitam!).

    Por que o Fluminense é tão especial assim que não pode, de uma vez por todas, jogar a série B? Afinal, foi o resultado do campo, ou não? (é capaz de algum maluco vir dizer que não…)

    O que custa ACEITAR o resultado do CAMPO e jogar a série B?

    Acho que não precisa deixar mais claro que justiça desportiva não tem a ver com justiça justiça, como bem desenhado pelo AK. Parem de fazer papel de imbecis, analfabetos funcionais, doentes apaixonados e usem o mínimo de racionalidade.

    O mundo seria muito chato se todo mundo pensasse igual, ninguém é obrigado a concordar com o outro, mas para discordar é minimamente necessário saber articular decentemente seus argumentos (sem clubismo, sem ataques e teorias conspiratórias babacas).

    AK, diante do que temos lido nos ataques aqui, raciocinar já pode ser considerado um privilégio?

    Parabéns pela coluna e pela postura. Obrigado pelas novas informações. Abraço!

    AK: Cuidado… Tem gente aqui que se considera intelectualizada, mas não compreende uma frase simples. Um abraço.

    • Melk

      Ledo engano ! Eu sou Flu e acho que merece ir para a serie B pelo ano pífio que teve. Mas não é esta a questão que gera toda esta discussao, e sim a impunidade a Lusa e ao Flamengo. Não fujam da questão ! Quando o AK diz que lei esportiva e lei são conceitos distintos eu sinto que o conceito de legalidade dele é muito pior do que o planejamento do Flu oara 2013.

      • Juliano

        Melk, não seja contraditório. A não ser que voce queira seis rebaixados nesta edição.

        E pela ENÉSIMA vez: ninguém aqui defende a impunidade da LUSA. Puna-se!! Na medida do seu erro! 4 pontos são sim um exagero!!! Ninguém foge a esta questão. De novo: fosse o inverso, é o que seria feito, uma ponderação na pena!

        E quem falou em Flamengo? Realmente, há uma fixação…

        Divergimos fortemente quanto ao conceito de legalidade e legalidade esportiva. Ninguém discorda que o planejamento do Flu foi ruim, e seu resultado foi mostrado em campo. Este resultado deveria ser respeitado.

        AK: E falando na fixação: que o Flamengo caia para a Série D se houver comprovação de que o clube tem algo a ver com a história. É bem simples. Um abraço.

        • Luiz

          Não seria um exagero AK? Rebaixar o Flamengo pra série D caso fosse comprovada a teoria da conspiração? Isso está no regulamento mas deve ser ponderado não acha? Afinal poderia ser só uma tentativa de corromper um campeonato que já tinha terminado. Sejamos coerentes, porque o Flamengo pode pegar a pena máxima e a Portuguesa não?

          AK: Eu não disse que a Portuguesa não, disse? Se houver corrupção comprovada, todos os clubes envolvidos devem ser punidos. Um abraço.

          • Luiz

            Mas no caso da Portuguesa a pena é 3 pontos mais os pontos da partida não? Existe outra possibilidade de punição prevista no regulamento? Caso contrário deve-se aplicar a lei como prega o regulamento ok? Se não for assim acho que deve-se relevar uma possível corrupção cometida pelo Flamengo que, de fato só cometeu um pequeno erro, num jogo que não valia nada e que internamente devem ter pensado (caso se comprove) que não era nada demais corromper outro clube e botar a culpa no rival. Serie D é demais, botem (caso comprovado) o Flamengo pra pagar em cestas básicas e bola pra frente.

  • Leandro

    André , gostaria que você averigua-se os jogos do Fluminense no site da CBF nas rodadas 5ª e 6ª , por que mostra que o jogador Rhayner foi expulso contra o Goiás (5ª Rodada) , mas jogou contra o Botafogo (6ª Rodada ) levou até cartão amarelo , tudo isso eu conferir nas súmulas do site http://www.cbf.com.br , vale lembrar que da 5ª para 6ª rodada aconteceu a Copa das Confederações , então fico pensando a primeiro momento , este jogos foram um sequência do outro , mas não sei se teve efeito suspensível , mas por isso peço sua ajuda , para não ser injusto com ninguém , você parece o único ainda de plantão , eu estou ansioso com resultado , já pedi para o Mauro também , mas vou deixar claro que não foi eu que descobrir , mas vi um comentário no site globo.com , que por descuido não marquei nome , pois fui logo conferir a informação , e realmente é isso que consta na súmula desses dois jogos do Fluminense na 5ª e 6ª rodada

  • Augusto

    André, muito já foi falado sobre o tema. Por ser síndico, achei ótima sua comparação com STJD.
    As pessoas ainda não entenderam, que a maioria com capacidade mental é claro, não esta contra a punição do Fla x Lusa ou Flu e sim o tamanho da pena, para algo sem qualquer importancia. Para os fanáticos de plantão, um exemplo. No meu condomínio, se caso em uma festa de qualquer morador, for quebrado um vidro do salão de festas, a pena é de 1000 reais. No ultimo Domingo, uma Senhora escorregou no piso molhado do salão e sua bolsa ao bater no vidro da porta de entrada, simplemente acabou com a entrada principal do salão. Se fosse no STJD, punição seria o seguinte: Regra são regras, precisamos servir de exemplo, que se pague os 1000 e a vista!!!!!!!!!!!…. Na justiça normal, e na nossa justiça dos condominios, pelo menos no meu, julgue o que aconteceu, se foi de má fé e assim faça o certo. No nosso caso, foi feito um pedido de desculpas pelo piso molhado
    abs
    Abs

    AK: Enquanto houver inteligência, haverá esperança. Um abraço.

    • Paula

      Sensacional.
      Fica combinado assim.
      De agora em diante, em jogos de 2 clubes no campeonato, que não estejam mais competindo.
      Faça-se o quiser. Apresente para torcida uma contratação do ano q vem.
      Ignore-se qualquer punição. Coloque para jogar quem quiser e bem entender.
      Depois paga uma multinha e vamos em frente.
      Que bagunça.

      AK: Percebe-se a bagunça nesse devaneio.

      • henrique

        Fica combinado assim, também…nao precisa haver julgamento…leia-se o crime cometido e a pena correlata…sem qualquer dosimetria…estou feliz de ver tantos defensores da lei….a verdade é que os quatro piores clubes caíram sem qualquer interferência das escalaçoes irregulares…mas como o fluminense quer jogar a serie a, faça-se uma copa joao havelange às avessas….sem convidar os rebaixados em campo e deixa o flu jogando contra o time de juniores dos clubes legitimos seria a…

  • Mais cara de pau do que o falecido Leonel Brizola para dar respostas vagas e subjetivas. Entendo , você se perdeu…

  • Outra palhaçada é esse movimento chamado de Bom Senso FC. Não vai dar em nada , porque está sendo liderado por uma anta. Bom senso deve começar com reduções de salários milionários. Quero ver que jogador vai ter a coragem de prejudicar o seu clube fazendo greve.

    AK: Por falar em anta: o movimento já se manifestou em concordância com a redução salarial.

  • André de Bonassis

    Caro André, assim como outras pessoas que postaram comentários ao seu texto, estou impressionado com a sua reação aos comentários contrários a sua opinião. Entretanto, cada cabeça uma sentença, se vc acha que é assim que tem que respondê-las, paciência. Espero que não seja alvo de um comentário agressivo, pois venho aqui apenas, pacificamente e democraticamente, demonstrar também minha discordância em alguns pontos do seu texto. Acho que o Fluminense está sendo execrado publicamente simplesmente por ter tido a infeliz coincidência de ter sido protagonista em eventos passados que culminaram o com o seu rebaixamento para a série B. Talvez fosse outro time na situação do Fluminense não vivenciaríamos esta situação. Se tal fato também tivesse ocorrido nas primeiras rodadas, todos estaríamos reclamando o respeito às regras. Que eu me lembre, me corrija se eu estiver errado, o Fluminense, em nenhuma das vezes que foi rebaixado, recorreu à justiça para jogar a série A, nem agora, apesar de ter se declarado interessado no julgamento. Acho que vc tem razão em afirmar que a postura do Fluminense hoje seria a mesma de qualquer outro time que estivesse na mesma situação, o problema é que o Fluminense foi rebaixado outras vezes e não jogou a série B, mas por motivos que não teve qualquer ingerência, sendo circunstancialmente beneficiado. O Vasco, esse sim tentou tentou o “tapetão” pra não cair este ano, mas como o STJD nem aceitou a denúncia, nada mais se fala. O Botafogo, por exemplo, perdeu na última rodada do Brasileirão de 99 por 6X1 para o São Paulo e entrou no STJD contra a escalação do Sandro Hiroshi e, além de fazer o SP perder os pontos, ganhou os três pontos do jogo, rebaixando o Gama. Vários times ainda “devem” a série B. O Bahia, por exemplo, caiu junto com o Fluminense e voltou à série A também sem jogar a séria B. Enfim, se a regra posta é injusta, então que a altere ANTES do jogo começar. Até em condomínio, regra é regra, sem ponderações, porque senão, cada cabeça tem um senso de justiça e aí, vira bagunça. Um abraço.

    AK: Acho estranho que se imagine que pessoas podem aparecer aqui usando o linguajar que quiserem, sem que recebam respostas no mesmo tom. Um abraço.

    • André de Bonassis

      Só acho que vc é uma pessoa pública e quer queira, ou não, formadora de opinião e que não deveria descer ao nível dos comentários com linguajar inapropriado. E muitos estão aqui anonimamente justamente pra contrariar, com intenção de confrontar, sem nenhum compromisso com seus reais valores ou pensamentos. Até.

    • Luca

      Irmão André
      Vou lhe dizer uma coisa
      Já vi vc fazer cada grosseria aqui por quase nada
      Vc na sessão de comentários e’ igual a uma sessão do STJD
      Não se considera a proporcionalidade.

      AK: Discordo. Avalio o contexto. Um abraço.

  • j. marco

    Silvio deixe de bairrismos poi a imprensa é parcial e sectária de propósito. Na Portuguesa não tem ingênuos, nem no Flamengo e nem no Fluminense. Uma investigação séria dos órgãos federais e dificilmente um único club da série “a”, restaria sem algum grau de envolvimento. a imprensa faz parte deste “meio”, ela finge que critica e eles fingem que são criticados. Amigo, a imprensa de seu estado não faz diferente, infelizmente pois teríamos uma excessão benéfica.

  • Henrique de Paula

    André, parabéns pelo post e pelo posicionamento firme em uma questão não meramente legalista como desejam reduzir alguns, mas acima de tudo, moral. Não se abale com a enxurrada de comentários, não divergentes, mas desrespeitosos, contra argumentos que não expressam nada mais que o bom senso que deveria prevalecer em casos como este. Não para perpetuar a impunidade, a terra sem lei, mas para evitar a bizarrice de se rebaixar um clube tirando-lhe pontos conquistados no campo, por ter escalado um jogador supostamente irregular nos 15 min finais, em jogo que não lhe importava nada, beneficiando clube que fez campanha medíocre no campeonato, e que tem histórico de deleite com as rodadas extras dos campeonatos, decididas pelos oráculos de toga guardiões supremos da imparcial, genuína e única verdade, desde que as suas. Há 2 grandes correntes nessa discussão: de uma lado, fluminenses apaixonados, como se vê na maioria dos comentários desmedidos e algo desrespeitosos. Para estes, não há discussão neste tema. Puna-se conforme a lei, do CBJD claro (esqueça o estatuto do torcedor…), tira-se 4 pontos, rebaixe o infrator! Sem mais delongas!; e há outro lado, não de lusos apaixonados, tampouco de anti-flu como evocam os vitimistas, mas uma imensa massa de corinthianos, saopaulinos, gremistas, colorados, cruzeirenses, atleticanos, e muitos, mas muitos mesmos, sem qualquer preferência por um time de futebol, mas que tem acompanhado a discussão tamanha a proporção que esta tomou, e clamam e anseiam por justiça num país desacreditado e sem esperança, onde o rigor, aplicação e dosimetria das leis são utilizados conforme conveniência das instituições falidas que as controlam. Um abraço !

    AK: Obrigado. Um abraço.

  • JJunior

    Estou acompanhando o “caso Heverton” e além das notícias sobre o tema eu me interesso em ler a opinião/análise da mídia especializada (esporte). Não sou torcedor de nenhum dos times afetados pela mudança de posições na tabela, porém não digo isso para transmitir imparcialidade e sim para ilustrar como o caso vem chamando a atenção, já que eu só vi esses times atuarem pelo BR13 em 2 oportunidades cada – justamente quando eles enfrentaram o meu time do coração (fato que não traz boas recordações).
    Gosto de acompanhar seu blog, pois aprecio sua visão do esporte e principalmente por seus textos me estimulam a interagir (ainda que eu não comente frequentemente, sempre estou “conversando” com você, seja para concordar ou não). Outra razão que me faz visitar seu blog com mais frequência é a maneira que você administra a área para comentários.
    Minha intenção era ter postado um comentário desde o seu texto que gerou quase 400 comentários, mas honestamente eu venho percebendo que as pessoas estão pouco interessadas em discutir esse caso genuinamente, infelizmente a maioria está preocupado em “sair vencedor” com a decisão que for mais conveniente. No entanto eu gostaria de saber a sua opinião (se possível) sobre os desdobramentos desse caso. Creio que chegou-se num ponto onde não há mais volta, seja qual for a decisão de sexta-feira, quem se sentir prejudicado (Flu, Vasco ou Lusa) deve acabar procurando a justiça comum, você também acredita nisso? E o que você acha que vai acontecer com o BR14?

    Bom, apenas para comentar sobre as diversas críticas que você vem sofrendo por “não acatar o cumprimento da letra fria da lei” resolvi colar abaixo dois artigos da legislação do próprio STJD – apenas para demonstrar “preto no branco” que a justiça não é tão simplória quanto “preto no branco”.

    Art. 2º A interpretação e aplicação deste Código observará os seguintes princípios, sem prejuízo de outros: (Redação dada pela Resolução CNE nº 29 de 2009).
    I – ampla defesa;
    II – celeridade;
    III – contraditório;
    IV – economia processual;
    V – impessoalidade;
    VI – independência;
    VII – legalidade;
    VIII – moralidade;
    IX – motivação;
    X – oficialidade;
    XI – oralidade;
    XII – proporcionalidade;
    XIII – publicidade;
    XIV – razoabilidade;
    XV – devido processo legal; (AC).
    XVI – tipicidade desportiva; (AC).
    XVII – prevalência, continuidade e estabilidade das competições (pro competitione); (AC).
    XVIII – espírito desportivo (fair play). (AC)

    Art. 282. A interpretação das normas deste Código far-se-á com observância das regras gerais de hermenêutica, visando à defesa da disciplina, da moralidade do desporto e do espírito desportivo.
    (Redação dada pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

    Abs

    AK: Minha impressão é que a decisão do primeiro julgamento será mantida. E que a Portuguesa irá à Justiça Comum. Mas algo pode acontecer até o dia 27. Um abraço.

    • teixeira

      André confesso que sou velho-advogado-velho e não me surpreenderia que a o julgamento do STJD possa ser suspenso pela concessão, na Justiça Comum, de medida cautelar, isto é,de liminar que não permita a sessão. Quem sabe!

  • Regis

    Andre nao esta em cima do muro nao.
    Temos que ser justos. A posicao dele e’ clara. Portuguesa deve ser absolvida, ou punida mas com uma pena simbolica. Evocou para sua posicao o principio da proporcionalidade. Quanto ao Flamengo, imagino que seja a mesma.
    Andre defende que a pena deva ser proporcional ao dolo. Se um time ja nao tiver nada a fazer no campeonato; estiver disputando uma partida “amistosa” e cometer um deslize, entao a pena deve ser leve pois nao houve dolo nem ma fe.
    Quanto a possibilidade de corrupcao, Andre afirma que esta sendo investigado; embora nao tenha citado detalhes em coluna nenhuma que eu tenha lido.

    Ocorre que estou me recuperando de uma cirurgia e como estou no hospital, com meu computer, leio o dia inteiro. E o setor de comentarios aqui esta divertidissimo.

    Muitas gente confunde o Andre com um reporter. Ele nao trabalha como reporter, nao reporta as noticias, nem as apura. Aqui trabalha como colunista, confesso que nao conheco seus outros trabalhos.
    E’ bem diferente. Como colunista, ele da sua opiniao e tenta influenciar o dialogo para que penda na direcao dos seus pontos de vista. Nao ha nada errado nisso. Colunistas nao tem que ser neutros, pelo contrario, devem ter opiniao, para que sejam interessantes. No mundo inteiro e’ assim. Nos EUA, jornais tem opiniao, endorsam candidatos, etc…E’uma pratica apropriada, desde que seja feita com honestidade e considero o Andre honesto.

    Discordo do Andre Kfoury em quase tudo. Para falar a verdade nao consigo pensar em nada que estejamos de acordo. O considero reacionario, no real sentido da palavra; muitos nao sabem o que significa. Detesto o sistema de pontos corridos. Tenho verdadeiro horror. Acho contra produtivo, anti-comercial e extremamente chato. Tambem nao vejo a tal justica que se prometia. Entra ano, sai ano e’ um entrega entrega medonho no fim do campeonato. Estamos agora nessa situacao bizarra porque times jogam jogos sem valer nada. Acho mesmo pavoroso.

    Em relacao ao campeonato acho que o regulamento deve valer. Uma investigacao agressiva deveria ser instaurada, para ver se houve sacanagem. Se houve que todos paguem por isso e os times sejam punidoscom o rigor do regulamento. Se nao houve, so lamento; nao e’ justo; mas ha coisas mais injustas. A lei e’ pra todos. Cumpra-se o regulamento e ponto final.

    Acho horrivel a maneira que ele trata quem discorda dele ( nao me refiro aos mal educados). Mas ele responde, e isso e’ de se louvar. E se eu gosto ou nao gosto nao se discute.

    As posicoes do homem estao ai. Diametralmente opostas as minhas. Mas se a gente so conversar com quem concorda aprende muito pouco.

    AK: Desejo uma pronta e total recuperação. E um Feliz Natal. Um abraço.

    • Regis

      Obrigado pelos votos.
      Quem briga são as ideias, nunca os homens.
      Quem sabe um dia não possamos debater nossas diferenças. Em especial, quanto aos pontos corridos? Seria uma boa discussão…
      Feliz Natal para vc e os seus, e que seu sucesso se multiplique em 2014.
      Grande abraço.

      AK: Seria um prazer para mim. Bom Natal. Um abraço.

    • Juliano

      Regis, peço licença para me intrometer.

      Discordo quanto à sua avaliação do colunista quando diz que ele tende a influenciar de acordo com seu ponto de vista. Acho que ele se posiciona e dá sua opinião, fundamentada e articulada como poucos, se influencia quem quer. Voce mesmo diz que não concorda com ele em quase nada, portanto…

      Ocorre também de eu discordar em uma coluna aqui e outra ali (afinal, não sou nem pretendo ser advogado de ninguém, até porque o AK não precisa), mas neste caso Heverton-gate estou totalmente de acordo com o AK. E não só com ele, também com o Juca, com o PVC, com o Lúcio de Castro, e segue (a lista é maior do que imaginas). Observe, o Lúcio faria parte, para alguns, da tal “imprensa carioca” (afinal, muitos afirmam que existe a “imprensa paulista”, apesar de tu não ter feito isso).

      Também me divirto com a seção dos comentários, na verdade com as respostas. Não acho horrível “a maneira que ele trata quem discorda dele”, pois quem discorda não consegue argumentar, parte para teorias conspiratórias, ataques pessoas, ofensas, sem falar no uso incorreto do idioma oficial do país. Apenas como exemplo: sua opinião foi firme, totalmente oposta à da coluna e, como ele te tratou? Notou?

      Mais uma vez é feita a confusão “regulamento versus lei”, “STJD versus STF”. São coisas distintas sim. Voce acha que o regulamento (“lei”) seria cumprido no seu rigor se fosse o contrário (punir o Flu, e o beneficiado seria a Lusa)? Sinceramente, voce acha? E se o beneficiado fosse o Naviraiense, como a Lusa seria punida? Se a punição ao Flamengo resultasse no seu descenso (o que nao é o caso), seria punido? Seja sincero, seria? Aplicariam “o rigor da lei”? Seja imparcial nessa reflexão.

      A Lusa está sendo punida por ter menos peso e representatividade política junto à CBF.

      Reabrir a discussão dos pontos corridos? Não! Não mesmo! Já temos os estaduais e a Copa do Brasil para satisfazer àqueles que necessitam de mata-mata e final. É um modelo de muito sucesso nos campeonatos mais fortes do mundo e o país estava atrasado quanto a isso. Não acho contra-produtivo, pelo contrário. Anti-comercial por que? No sistema de mata-mata, quem não se classificou entra em férias… e como ficam suas receitas? Lembrando que as ultimas rodadas dos pontos corridos costumam ter maiores públicos, pelo número de possibilidades em disputa (título, Libertadores, descenso). Chato? Talvez quando o campeão é conhecido com muitas rodadas de antecedência. Mas pergunte a algum botafoguense se ele achou este ano chato? O Bota conquistou, no último jogo, a classificação para uma Libertadores que há muito tempo não disputava. Entrega-entrega nas últimas rodadas? Pode acontecer, mas veja que o Santos fechou o campeonato batendo times que tinham muito em disputa, enquanto ele, Santos, não tinha (apenas um exemplo). De fato a CBF tentou colaborar para o entrega-entrega tirando os clássicos da última rodada, mas não vi isso acontecer.

      E olhe que, por ser santista, onde o Santos se classificou pro mata-mata em 2002 no apagar das luzes, e acabou surpreendendo e brilhando até a final com a geração Diego-Robinho, eu até poderia usar a memória afetiva em favor do mata-mata, mas não.

      Concordo plenamente quanto ao aprendizado em debates.
      Abraço!

      • Regis

        Pode se intrometer quando quiser; quanto mais pessoas na discussao melhor fica.

        Qualquer colunista, em minha visao, tende a influenciar a opiniao publica. Sua influencia e’ feita com estilo e argumentos o que e’ completamente valido num regime democratico. Completamente diferente de influencia atraves de coercao, que poderia existir em um regime totalitario. Portanto exercer influencia e’ uma coisa natural para qualquer colunista de sucesso e nao ha nada errado nisso. Eu reflito sobre o que o Andre escreve, por isso sou seu leitor; apenas penso muito diferente. Sao conviccoes mesmo; seria muito dificil me influenciar. Note que nao sao todas as pessoas que tem conviccoes sobre determinado assunto. Eu gosto de cinema, por exemplo, mas nao conheco ao ponto de ter conviccoes.

        Quanto a confusao regulamento vs lei a que voce se refere. Voce pergunta se o STJD estaria com tanta pressa em rebaixar o Fluminense se os papeis estivessem invertidos? Nao sei, talvez nao. Mas se esse e’ o argumento, essa tese nao se sustenta pois se vc inverter a pergunta para se o beneficiado pela perda de pontos da Portuguesa fosse o Cricuma, haveria uma comocao publica tao grande? Acho que nao. Estariam invocando principios de proporcionalidade? tambem acho que nao. Pense nisso. No fundo acho que o campeonato comeca com um regulamento e este regulamento deve ser mantido ate o final. Penso que se formos comecar a atribuir justica a decisoes deste calibre, alguem vai ter que decidir o que e’ justo. Quem e’ este “alguem” ? Sou desconfiado, prefiro preto no branco. Sou completamente imparcial em relacao a isso. Sou gaucho, nao torco pra nenhum dos times envolvidos e moro fora do Brasil ha 15 anos.

        Quanto aos pontos corridos. Isso ai e’ uma coisa que poderiamos debater por dias. Pra resumir minha posicao. Copiamos modelos de paises Europeus completamente diferentes do nosso. La talvez exceto a Inglaterra, nao haveriam nem times pra se fazer um play off decente. A Espanha tem 4 clubes e olhe la, o mesmo na Italia e por ai vai. O desequilibrio entre os times e’ muito grande, embora talvez o lanterninha da Espanha ganhe do campeao Brasileiro (mas ai e’ outra discussao). No Brasil nao, todo ano ha de 6 a 8 clubes capacitados a ganhar. Quanto ao conceito da justica; nao acho que o melhor sempre ganha. Pra mim, o Flu nao foi o melhor o ano passado por exemplo. Os times que estao certinho no comeco acumulam uma gordura e depois admnistram. Nao ha nada, em minha opinao, pior que a forma de se jogar do Muricy. O rei dos pontos corridos. Acho que nao preciso descrever o Muricybol aqui; e’ extremamente eficiente em pontos corridos. Ou imagine o Criciuma, lutando contra a degola, pega o Cruzeiro embalado, Depois o Vasco, por exemplo, pega quando ele ja foi campeao. Nao tem nada justo nisso. Um ultimo ponto em relacao a justica. Nao acho que futebol precise ser justo, acho que futebol precisa ser emocionante. Em relacao a parte comercial. Se ganha um dinheirinho com pontos corridos mas e’ indiscutivelmente inferior ao que se poderia ganhar com um sistema de play offs. E’ so olhar para os EUA. Aqui todos os esportes tem play offs. E se ganha MUITO dinheiro. Os times competem para se classificar para os play offs e depois os jogos sao absolutamente memoraveis. Nao entendo como clubes falidos podem jogar fora essa potencial fortuna ano apos ano. Mantenha-se o campeonato do jeito que e’ com rebaixamento, classificacao a Libertadores, tudo isso e depois faz o play off. O campeonato vai ser mais longo. Mas na boa, alguem ainda liga pra Estadual. O Gremio e o Inter estao preocupados em ganhar o Gauchao?? Pra terminar quase todos os anos tem entrega entrega; e’ desagradavel isso. Agora, jogadores entraram irregulares pra jogar, time nenhum fez isso no meio do campeonato mas no final pode porque e’ amistoso. Como assim? o campeonato ainda nao acabou…

        Juliano, desconfio que nossas diferencas sao muito grandes para serem reconciliadas. mas mesmo assim discutir futebol de maneira civilizada sempre e’ agradavel.

        Bom natal pra vc, abracos.

        • Juliano

          Regis,

          Que todo esse imbróglio envolvendo a Lusa sirva, ao menos, para que os regulamentos sejam revistos. Todo o sistema está errado! A Lusa foi avisada do erro apenas no dia seguinte à partida. Como assim?? Vivemos numa era de tecnologia onde tudo está “on line” em tempo real, mas com o Brasileirão não é assim… De fato o caso todo é muito obscuro, existe muita coisa a ser observada. O ponto fundamental pra mim não é rebaixar o Fluminense porque é o Fluminense… que fosse outro clube, o Criciúma como tu sugeriu. O ponto onde eu me apoio é: respeite-se o resultado do campo, a escalação de Heverton não prejudicou Grêmio (no jogo em questão) e Fluminense (onde seus torcedores se posicionam no papel de vítima). Enfim, aguardemos dia 27.

          De volta aos pontos corridos vs mata-mata: na Espanha e Itália, como tu disse, existem poucos candidatos ao título e são sempre os mesmos. Acredito que o resultado final seria o mesmo (os mesmos clubes sendo campeões, independente do formato). Mas, com um campeonato onde todos jogam até o fim, os pequenos têm calendário para conseguir receita até o seu final, assim como os grandes.

          Acho legal o sistema de Playoffs, assisto aos esportes americanos, em especial a NBA. Mas tomemos por exemplo o meu Orlando Magic: vai fazer figuração ao longo de 82 partidas e entra de férias em abril, onde fica esperando o Draft no meio do ano. 14 das 16 equipes entram em férias mais cedo. Mas é um esporte diferente. Não acompanho a MLS pra saber se tem a mesma emoção.

          Realmente o Estadual não vale mais nada, e faz tempo. O problema é convencer as Federações disso. Ainda, os estaduais são importantes para que os clubes menores, que não jogam Serie A e B, tenham calendário também. Mas no modelo atual não resolve nada, nem para um lado nem para o outro. Calendário! Bom, está aí o BSFC se mobilizando para tratar também desta questão.

          Também sou averso ao Muricybol. No meu Santos ele não teve o mesmo sucesso nos pontos corridos, em 2011 (mesmo com Neymar) e em 2012. Isso mostra como o futebol é dinâmico e as maneiras de jogar precisam ser otimizadas pois ficam ultrapassadas. Bem como o “Titebol”, que ganhou o Brasileirão 2011, Liberta e Mundial em 2012, mas em 2013 foi superado (mesmo com investimento ainda maior que nos anos anteriores). Parte da graça do futebol está aí, no seu dinamismo. Num mata-mata também existem os modelos preferenciais, existem os técnicos “copeiros”, que também já foram superados.

          A gestão esportiva por aqui é muito arcaica, e no futebol é ainda mais emblemática. Que bom seria se o único problema fosse essa nossa divergência entre pontos corridos e mata-mata, não é mesmo? hehe

          Um ótimo Natal pra ti também, abraço!

          • Regis

            Juliano,
            So uma pequena treplica aqui sem querer incomodar:

            De pleno acordo contigo que muita coisa ha que ser revista. Regulamentos e principalmente calendario que e’ o grande cancer.

            Em relacao aos Estaduais. Vou te dar um exemplo no meu Estado. O Rio Grande do Sul costumava ter um futebol do interior fortissimo. Caxia, Juventude, Brasil, Sao Paulo, Desportivo… e por ai vai. Havia uma rivalidade muito grande entre os times do interior, Haviam “classicos” Bra-Pel,Rio-Rita, Ca-Ju e etc… Todos no interior torciam pelo time de sua cidade primeiro e depois por um da dupla Gre-nal. O cara era Gremista. Mas quando o Gremio vinha jogar contra o Sao Paulo, por exemplo, tocia pro Sao Paulo.

            Isso acabou. Com o poder economico falando cada vez mais alto; a dupla Grenal acabou com o futebol do interior do Estado. A nova geracao ja nao liga mais pro time de sua cidade. E’ muito triste de se ver. Por que a dupla Grenal precisa jogar o Gauchao. Ja imaginastes um campeonato Gaucho so com os times do interior? As cidades se mobilizariam, para torcer pelo seu times, e eles seriam campeoes estaduais. Seria muito legal. Acho um equivoco dizer que eles precisam da dupla grenal. O futebol do interior, tem um nivel tecnico muito inferior logico, mas e’ divertidissimo. Quem vem do interior sabe.

            Isso e’ um exemplo do meu estado mas acho que poderia der aplicado em todo lado. Os grandes jogam os Estaduais por obrigacao.

            Era isso.
            Abraco pra ti!!

  • Café Lima

    Caro André,

    Esta época do ano é terrível para os que frequentam este espaço privilegiado de informação e discussão. Acredito que muitos, assim como eu, preferem não participar para não cair em discussões com os torcedores legalistas.

    Quanto a esse assunto STJD, minha posição é, acredito, bem parecida com a sua:

    Mesmo com a confusão que existe criada pelas diferentes leis, pelo papel e função do STJD e da CBF, que o resultado do campo seja mantido.

    Numa história ainda muito mal explicada, a Portuguesa errou administrativamente (o Flamengo também?), mas este erro e sua consequência para o campeonato em questão, não me parecem merecer uma punição tão radical e desproporcional.

    Acho desnecessário dizer qual o seu time antes de uma discussão, pois meus argumentos não estão baseados em minhas preferências clubísticas. Meu time já foi beneficiado pelo “tapetão”, mas minha opinião nunca mudou. Muito menos a vergonha que senti quando tal manobra se consolidou.

    Um feliz natal pra ti e a todos que fazem deste espaço um oásis de debate de ideias.

    Um abraço

    AK: “meus argumentos não estão baseados em minhas preferências clubísticas”. Bingo. Não deveria ser tão difícil. Obrigado e bom Natal. Um abraço.

  • fabio d.b.

    Se não nos calçarmos em alguma regra ou lei vamos nos calçar no que?

    No “bom senso” de A ou de B, no meu “bom senso” ou no seu “bom senso”.

    Francamente, essa é argumentação que não tem sustentação em regimes democráticos de direito.

    Em especial, quando se trata se mudanças de regra “dependendo da situação”.

    Pode levar esse caso para a corte de Haia…. não há como a portuguesa ganhar pois ela não é diferente de nenhum outro competidor.

    Se a lei é ruim, que seja então mudada.

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