CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

POBRE BRASILEIRÃO

Ninguém sabe como vai terminar o “caso do advogado”. O Campeonato Brasileiro de 2013 só será concluído no honorável tribunal, que se pronunciará no juridiquês que apaga os resultados do campo.

Um final apropriado para um campeonato largado por quem o organiza, e que teve como cenas de encerramento um confronto de bárbaros em que “guerreiros” desacordados foram golpeados na cabeça aos gritos de “mata!”.

Se você é daqueles que dizem que “o produto é problema da televisão, só quero que meu time vença”, aí está o produto do seu pensamento. Uma competição que acabou mas não terminou. Uma competição que não se constrange em varrer seus defeitos para baixo do tapetão. Uma competição que provoca o ressurgimento de figuras nefastas, aplaudidas por quem jamais teve vergonha.

Pense nos jogadores da Portuguesa. Autores de uma campanha digna, enfrentando toda sorte de problemas internos, entre eles o mais grave, a falta de pagamento. Pense no técnico da Portuguesa, alguém que mostrou evidentes qualidades no comando de seu time e o conduziu a uma pontuação que poucos consideravam atingível.

Eles provavelmente serão vencidos por uma falha administrativa muito mal explicada, associada à letra fria da Lei. Uma falha que não teve absolutamente nenhum efeito esportivo, que não foi cometida por má intenção, que é o resultado de um sistema estapafúrdio. Mas que pode custar quatro pontos e provocar o rebaixamento de um clube, salvando outro que caiu em campo, sem ter nada do que reclamar.

O “caso do advogado” precisa ser esclarecido. É correto um profissional que tem vínculo com a CBF representar vários clubes em uma sessão do STJD? Esse conflito não lhe permite criar a dificuldade para oferecer a facilidade? Se ele passou a informação certa à Portuguesa, por que Héverton jogou?

Mas o que precisa de um esclarecimento ainda mais urgente é o Campeonato Brasileiro de futebol, nosso “melhor” produto.

UTI

Do ponto de vista neurológico, é irrecuperável o quadro de quem critica as reivindicações do Bom Senso FC olhando para as cores das camisas dos jogadores que lideram o movimento. Típico “não li e não gostei”, manifestação de ignorância em estado bruto. Além de uma confissão de apoio se cores e nomes fossem outros. Enfim, casos de morte encefálica.

PARABÉNS

O Lanús aplicou à perfeição a máxima que diz que “uma final não se joga, se ganha”. Domínio de nervos e de ações em casa, com o equilíbrio que tanto se procura entre a pressão e os cuidados defensivos. A linda aventura da Ponte Preta terminou sem o prêmio principal, mas também sem nenhuma razão para tristeza. O torcedor deve permanecer orgulhoso.



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