FUTEBOL CRUCIFICADO



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(Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

A imagem acima é apenas um dos registros assustadores que tivemos ontem em Joinville.

É a imagem da vitória da violência, do ódio, da irracionalidade.

Grupos de fascínoras travestidos de torcedores de Atlético Paranaense e Vasco foram ao estádio para matar uns aos outros.

Tentaram de todas as formas, até com barras e pés de mesa, e não conseguiram por sorte, por milagre, porque o corpo humano é, ao mesmo tempo, tão frágil e tão forte.

A intenção de matar é indiscutível.

Veja os vídeos do Lancenet! e da ESPN. Quem golpeia a cabeça de uma pessoa no chão, desacordada, pretende fazer o quê?

O combate de ontem ainda teve características medievais, com rivais abatidos e deixados nus.

Dizem que entre essas gangues uniformizadas, a camisa de uma facção rival é considerada um troféu. É o código insano de quem não tem capacidade de pensar.

Por desgraça, tal capacidade também tem faltado a quem toma decisões ligadas à segurança em jogos de futebol.

A Polícia Militar de Santa Catarina não estava dentro da Arena Joinville, o que se configurou um convite à batalha entre atleticanos e vascaínos.

Se a ausência foi uma resolução da própria PM ou uma determinação do Ministério Público, importa menos do que o tamanho do equívoco que se cometeu.

Não havia segurança capaz de evitar que a barbárie acontecesse, ou combatê-la pelos longos minutos que se passaram antes de os policiais finalmente entrarem no estádio.

É possível que alguém tenha imaginado que esse tipo de “torcedor”, com o histórico bélico que se conhece, se comportaria com educação e gentileza num estádio desprotegido.

Não, não é função da PM fazer o trabalho de segurança interno em estádios de futebol. Há evidentes problemas na maneira como a polícia lida com multidões. O ideal seria que houvesse outra maneira de garantir ordem nas arquibancadas.

Mas não existe outro grupo no Brasil que saiba, por experiência, lidar com esses imbecis. E enquanto não existir, retirar a PM dos estádios é alimentar tragédias.

É o equivalente a deixar a porta da sua casa aberta durante a noite e tentar convencer o ladrão a ler um livro.

Um erro monumental.

Conhecemos a teoria de como a questão da violência no futebol pode ser resolvida. Identificação com uso de inteligência, processo, julgamento e punição eficiente.

Prender e manter preso quem comete o crime.

Se houver conivência de clubes, punição esportiva dura para os envolvidos.

Mecanismos que parecem utópicos pela repetição de casos, de discursos inócuos e medidas ineficientes.

Muita gente já se beneficiou da “luta pela paz no futebol” e a paz nunca chegou. Ainda não apareceu ninguém disposto a realmente agir.

Provavelmente só acontecerá quando tivermos uma grande tragédia em um estádio brasileiro.

Quase aconteceu ontem, a seis meses da Copa do Mundo no país.



  • Joao CWB

    Caro André, sou atleticano, estava todo faceiro com o 1×0 logo no início da partida e vendo o Furacão mandando no jogo. Tinha comigo uma cervejinha bem gelada e uma porção de amendoins, e somando o resultado que nos levava à Libertadores com o prazer de saborear a bela combinação gastronômica, o domingo tinha tudo para ser um dos mais agradáveis do ano.

    Porém, após ver o que vi nada mais fazia sentido. Não consegui mais vibrar com os outros 4 gols que vieram, nem com a nossa classificação. Fiquei feliz com o time, mas no ar ficou aquela sensação de comemorar uma data festiva bem no dia da morte de algum ente querido. Não havia clima.

    Não adianta só punir o clube, pois o Atlético jogou em Joinvile justamente como punição por causa dos mesmos imbecis, cretinos, bandidos e animais anencéfalos que brigaram entre si no último Atletiba jogado pelo Brasileirão. Para eles o time pouco importa como um dia importou, o que vale agora é honrar a facção da qual fazem parte, nada mais.

    Sempre fui favorável a algum tipo de grupo organizado que puxasse o coro nas arquibancadas, pena que logo esse grupo vira uma facção, uma gangue e hoje penso que devem ser eliminados dos estádios, da sociedade.

    Se o futebol virar um evento “chato”, com pessoas batendo palmas após um gol, que assim seja. Ao menos teremos famílias no lugar de bandidos e o esporte só terá a ganhar.

    Abraço

  • Teobaldo

    Meu pensamento pode ser julgado rasteiro, mas uma coisa é certa: entre os agredidos não existe uma vítima sequer. Todos eles partiram para o confronto e acharam o que, desde o início, procuravam. Obviamente o problema é muito mais amplo, mas a solução, ou parte dela, que já se encontra no post, e parece ser óbvia demais para ser posta em prática. Saber que tudo isso não vai dar em nada é ainda mais frustrante. Os amigos se lembram daquela batalha campal no Couto Pereira? Um abraço!

  • É isso aí André.

    Hoje também vi a cena do cara com o filho pequeno no colo, pedindo para não ser envolvido na briga. Esses selvagens tiram a vontade de ir ao estádio, levar o filho para ver jogo dá medo, pois tem situações que a gente fica impotente, e uma briga generalizada é uma dessas, dificilmente você consegue proteger alguém.
    Também existe neste caso um jogo de “empurra” do MP com a PM. Para variar, ninguém possui a decência de assumir qualquer responsabilidade, simplesmente dizer “errei”.
    Prevenir então, nem pensar.
    E a estupidez dos caras, não dá para acreditar, covardes, batendo no sujeito desmaiado.
    É vergonhoso e triste sob qualquer ponto de vista.

  • RENATO77

    “Prender e manter preso quem comete o crime.
    Se houver conivência de clubes, punição esportiva dura para os envolvidos.”

    Perfeito…será que é tão difícil?

    João CWB…”Se o futebol virar um evento “chato”, com pessoas batendo palmas após um gol, que assim seja. Ao menos teremos famílias no lugar de bandidos e o esporte só terá a ganhar.”
    Concordo plenamente.

    Teobaldo…”Meu pensamento pode ser julgado rasteiro, mas uma coisa é certa: entre os agredidos não existe uma vítima sequer. Todos eles partiram para o confronto e acharam o que, desde o início, procuravam.”
    Infelizmente, acho que voce tem toda razão….havia muitos espaços vazios para a fuga daqueles que não queriam participar da selvageria.

    Abraço.

  • Paulo Pinheiro

    Não há mais o que falar sobre os “organizados” das facções de cada lado. Tudo já foi dito.

    Concentro-me sobre o que aconteceu na organização da partida.
    * O MP alega que a Ação Civil Pública impetrada em 2 de dezembro deveria produzir efeitos somente para 2014. O objetivo é que nos dias das partidas de futebol a polícia não deveria estar alocada para fazer uma segurança que é SIM de patrimônio e particular, ao invés de garantir a lei e a ordem na cidade.
    * Se era somente para 2014 estou a favor, porque entendo como eles, e entendo também que há um tempo hábil pra que federações e clubes possam se organizar e buscar soluções. Quem sabe se a sobrevivência das organizadas acontece justamente porque os dirigentes não estão ainda sentindo a água batendo “nos glúteos”? Quem sabe eles contratem um efetivo de guarda particular condizente com o espetáculo e busquem medidas legais que impeçam as organizadas de entrarem? Enfim. Apoio o MP PARA 2014.
    * Se a medida era para o ano que vem, por que a PM já avisou o CAP com antecedência que não atuaria dentro do estádio (como não o fez) já nessa partida tão cercada de uma guerra de nervos e em uma cidade distante para ambos os lados?
    * Se o CAP sabia com antecedência que não haveria esse efetivo dentro do estádio por que continuou vendendo ingressos e contratou um efetivo tão pequeno de guarda particular (a própria empresa alertou que seria pouco)?

    * Agora pensemos grande: por que a CBF não toma medidas como as que puniram os clubes ingleses de 1985 a 1990? Lembrando que os hooligans aterrorizavam as competições européias e o afastamento dos clubes ingleses de qualquer competição da UEFA por 5 anos foi apoiado pela própria rainha Elizabeth II.

    * Pelo que se sabe, o que temos em vista na área esportiva é tão somente uma punição que pode levar à perda de 10 mandos de campo, no máximo, pra cada clube, uma multa e pronto. Nem dentro do próprio esporte, onde é mais fácil tomar medidas, temos uma punição exemplar. Está virando um bom negócio fazer baderna. Eu já considerei um despautério que o Figueirense em 2001 tenha “finalizado” uma partida com invasão de campo que lhe garantiu o acesso à série A contra o Caxias e sua única punição tenha sido a perda de 5 mandos de campo, mas o acesso ficou garantido. Não tenho esperanças nesse sentido. Mas seria um choque importante nessa luta.

  • Renato Oliveira

    Boa tarde André.

    Infelizmente os que não tem capacidade de pensar podem ocupar cargos públicos. Para aumentar a nossa vergonha, um dos envolvidos já foi parlamentar:

    http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2013/12/ex-vereador-de-curitiba-e-visto-em-briga-de-torcedores-em-joinville.html

    Nessas horas bate uma sensação de que o país como um todo, e não apenas no Esporte, não vai avançar mesmo.

    Um abraço

  • Rogério Duarte

    Colocaram a culpa na cerveja. Ficou provado que a culpa não é da cerveja. A violência só
    aumentou no período.Os verdadeiros torcedores, deixando de ir ao estádio, e os clubes, deixando de faturar mais, são os mais prejudicados. Mas há soluções, basta vontade das autoridades em coloca-las em prática. Uma boa ideia é banir esses bandidos para sempre dos estádios. Poderiam usar uma algema eletrônica e nos dias de jogos serem obrigados a ficarem alguns quilômetros de distãncia dos estádios e centros de aglomeração de torcedores. Ou serem obrigados a se apresentarem nas delegacias durante os jogos a vestirem os uniformes dos times adversários.
    O clube não é obrigado a aceitar esses criminosos em seus estádios. Façam uma lista dos torcedores e aceitem vender ingressos apenas para os sócios que não façam parte dessas organizações criminosas disfarçadas de torcidas organizadas.

  • Iberê

    Caro André. Como que um jornalista ou uma pessoa de bom-senso pode condenar o que aconteceu em Joinville e tratar o UFC como algo normal??? Ontem, após o jogo, a Sportv estava mostrando imagens da barbárie e os jornalistas estavam horrorizados. Tirei um cochilo e quando liguei a TV de novo, estavam reprisando uma luta de UFC – narrador e comentarista enlouquecidos com a pancadaria. Qual a diferença??? Como é possível tanta hipocrisia?

    AK: Desculpe. Não sou apreciador de MMA, mas as diferenças são gigantescas e evidentes. São dois caras dentro de um ambiente próprio para luta. Relacionar uma coisa à outra é o equivalente a dizer que mortes em rachões nas ruas são um reflexo da Fórmula 1. Um abraço.

    • Iberê

      Desculpe, acho que você não entendeu meu ponto de vista. Evidente que há diferenças entre o MMA e a briga de torcidas. Estou dizendo que o MMA, e suas animadas transmissões televisivas, é um estímulo à violência e que é um contra-senso chocar-se com a selvageria de Joinville e achar ‘normal’ o sangue escorrendo no MMA. Rachões nas ruas também podem refletir, em parte, a F1, mas o grau de violência não tem comparação.

  • Carlos Ferreira

    Prezado André,

    Violência realmente nojenta desses imbecis dos dois lados.

    Mas não queria comentar isso. Quero falar do reinico do jogo.

    Muitos estão crticando o Vasco por entar do STJD depois do resultado,mas , na sua opinião, o jogo deveria ter sido reiniciado???? Depois do descontrole total nas arquibancadas e do desequilibrio emocional de todos presentes, principalmernte dos jogadores???…. O vasco que já estava desesperado contra o rebaixamento, não ficou mais abalado com aquilo tudo???

    O regulamento existe pra que? Se o tempo máximo de paralisação é de 60 minutos, o juiz deveria ser o primeiro a cancelar o jogo. O reinicio foi ilegal!!!! Ninguém conhecia o regulamento???? O regulamento só vale quando serve para os interesses maiores.

    Está claro que o jogo foi reiniciado por pressão da CBF e da Globo. Os dois que ficariam muito, muuito prejudicados com o cancelamento. O que seria feito??? Em que datas??? E os outros intereassados??? Tinha muita coisa em jogo e, em função disso, rasgaram o regulamento….

    Depois de tomar de 5 parece ridiculo querer virar a mesa. Mas o Vasco tem direito de reclamar, e se a mesa virar, os culpados são: O juiz, a CBF e a Globo….O jogo não podis ter continuado depois de tudo que ocorreu.

    abs,

    AK: O Vasco empatou o jogo e esteve a um gol de se manter na Série A. Ir ao STJD faz supor que as declarações de dirigentes vascaínos “em nome da vida” eram mentirosas. E que a confusão foi proposital para melar o jogo. O Vasco não foi rebaixado por causa deste jogo. Tentar virar a mesa por causa dele é vergonhoso. Um abraço.

    • Alexandre

      Mais do que isso.
      Saber que os líderes desta “torcida” têm livre acesso à Diretoria do Vasco, como já tem sido noticiado, nos faz supor que tudo fora premeditado.
      A briga, os pedidos de representantes do Vasco para não continuar o jogo e, agora, esta Ação do Vasco para pedir os pontos da partida.
      Mais baixo impossível.

    • Edouard

      Prezado Carlos,
      Permita-me discordar. Ainda que o Vasco consiga demonstrar o descumprimento do Regulamento (e me parece que regra desportiva não pode ser aplicada do mesmo modo que as normas que regulam os atos da vida civil – mas isso é outra história), não consigo entender de que modo isso resultará na obtenção dos 3 pontos em jogo. Não estamos tratando de irregularidade praticada pelo Atlético-PR para obter vantagem indevida (como jogar com atleta irregular), mas de um evento externo ao campo de jogo que pôs em risco a segurança dos presentes. E, pelo que me parece, pessoas ligadas ao Vasco concorreram para o problema, tanto que o clube foi denunciado e deve perder mandos de jogo para a disputa da Série B no ano que vem.
      Em vez de indignarem-se com as punições sofridas, em vez de buscarem tirar proveito de eventos como o de domingo, os Clubes deveriam empenhar esforços no combate a esse tipo de coisa, romper vínculos com torcedores bandidos, etc..
      O que o Vasco está fazendo é coisa de quem não sabe perder.
      Um abraço.

    • Carlos Ferreira

      E os regulamentos servem para o que então?????

      • Rodrigo-CPQ

        Mas, Carlos, as torcidas de ambos os times participaram da confusão. A punição teria que ser para ambos os times.

      • Edouard

        Certamente, regulamento deve ser cumprido. Mas a norma que fixa tempo de espera para solução de problema que impeça o desenrolar da partida não pode ser interpretada assim.
        No mais, em nenhum momento fica esclarecido por que motivos o Vasco se julga merecedor dos 3 pontos em razão do árbitro não ter encerrado a partida.
        Não há como afastar o gosto amargo causado pela tentativa de escapar do rebaixamento pelo tapetão.
        Um abraço.

    • Carlos Ferreira

      Se a briga tivesse sido realmente premeditada, o Vasco não reiniciaria o jogo de jeito nenhum ….

      O regulamento estava do lado deles…..

      Para um torcedor falar em premeditação, sem provas, é uma coisa…..Para um jornalista é bem leviano…

      Além do mais, novamente, para que servem os regulamentos????? Agora parce que nenhum jornalista se preocupa com o que foi assinado…

      abs,

      AK: Leviano é não perceber que está escrito “FAZ SUPOR”. E sobre os regulamentos, eles servem, muitas vezes para pessoas como Eurico Miranda reaparecerem. E para gente que não tem vergonha aplaudir. Um abraço.

      • Carlos Ferreira

        André,

        Se a segurança, que deve ser providenciada pelo mandante, fosse bem feita e cumprida, a briga não ocorerria.

        Outra coisa, por mais que a torcida do Vasco possa ter provocado, as imagens mostram claramente que quem partiu para cima e invadiu o espaço alheio foi a torcida do Atlético…. Como premeditar isso????

        Para um profissional de comunicação levantar hipótese de premeditação, sem prova alguma, é leviano, sim…. Até porque, se houvesse mesmo premeditação, o time não voltaria a jogar… Isso é cristalino, não enxergar isso é se fazer de pouco inteligente….

        Gostaria de uma resposta única, simples e objetiva, o jogo deveria ter sido reiniciado????

        Um abraço

        AK: Há episódios parecidos envolvendo o Vasco nos últimos anos, com jogos interrompidos por longos períodos, e o clube não foi ao STJD. Não concordo com as suas ponderações ou com sua tendência a não compreender o que está escrito. E não tenho como responder se o jogo deveria ou não ter sido reiniciado, pois acompanhei pela televisão e não possuo todas as informações. Mas jamais concordarei que um clube queira jogar seus defeitos para debaixo do tapetão. Um abraço.

        • Carlos Ferreira

          André,

          Depois que o Vasco aceitou jogar e tomou de 5, realmente fica ridículo reclamar. Sou contra a virada de mesa. O time do Vasco é fraquíssimo e deveria ter sido rebaixado antes da última rodada. Isso é fato. Não defendo que o Vasco ganhe os pontos, mas na minha opinião o jogo nunca poderia ter sido reiniciado.

          Ora, o mundo inteiro e a imprensa inteira ficaram horrorizados com o que houve, mas todos acham normal continuar o jogo???? O show tem que continuar a qualquer custo?????

          Acho estranho demais existir um regulamento que determina um limite para a interrupção de jogos, e isso ser completamente ignorado pelo Juiz…. Na final de 2000, o Vasco não teve a perda dos pontos, mas o jogo acabou

          Se o Vasco abandonasse o jogo estaria completamente amparado pela Lei, quem poderia dizer o contrário????

          Agora, com o abandono de campo, a hipótese de premeditação poderia ser aceitável e teria que ser profundamente investigada, mas o regulamento tinha que ser cumprido.

          Desculpe-me se lhe ofendi com meu jeito de escrever.

          Um abraço

        • Nilton

          Vamos para minha opinião pessoal:

          Com relação a segurança é evidente que a única organização preparada para conter torcida é a parte da PM que cuida das torcidas, pois tem todos os equipamentos necessarios e experiencia e somente um pouquinho de respeito por parte das torcidas.

          Quando o Juiz paralisou o jogo fica evidente que a torcida do Vasco estava brigando do lado reservado a torcida do Atletico, bem como foi visivel que a torcida do Atletico pois a torcida organizada do Vasco para correr no espaço que estava vazio entre as duas torcidas (A cena que mostra o Ex-Vereador evidencia isto). Tendo como detalhe principal as cenas mais violentas aconteceram do lado que a torcida do Vasco estava e pela torcida do Vasco, dando a impressão que foi a Torcida do Atletico que começou.

          Com relação a premeditação fica difícil de acreditar se teve ou não, mas o pessoal do Vasco desde da paralisação foi contra o reinicio da partida, na minha opinião a partida deveria ter sido paralizada. lembro que a 20 anos a imprensa bateu duro na F-1 devido a morte do Ayrton Senna, e a corrida ter continuado.

    • Paulo Pinheiro

      Tudo isso é verdade, André.

      Mas se o descumprimento do regulamento estivesse beneficiando o Vasco da Gama haveria um fuzuê midiático (principalmente aqui no sul) dizendo que “querem beneficiar os times do eixo”. Eu sou sempre a favor de cumprimento do que foi acertado lá no início. Passar por cima sempre abre precedentes perigosos. Essa pergunta realmente fica sem resposta: se passou dos 60 minutos não suspendeu a partida por quê?

      Também sou contra a obtenção dos 3 pontos “automaticamente” como quer o Vasco da Gama (porque é impossível provar que o CAP “forçou a barra”, como os cruzmaltinos alegam). O ideal seria recomeçar a partida no ponto em que pararam.

      Há uma fobia geral contra decisões do STJD mudando o rumo do campeonato, porque isso sempre foi negativo (Zveitão-2005, caso Sandro Hiroshi, etc.), mas isso quer dizer que devemos sempre ignorar o regulamento pra que isso não aconteça?

  • Murilo Sc

    Ola Andre, se a confusão foi premeditada o Ministerio publico deve investigar e punir o Clube de Regatas Vasco da Gama, que caia pra serie D do brasileiro e fique 5 – 10 anos sem direito de disputar competiçoes internacionais e o presidente do clube Roberto seja preso. Como articular uma confusão entre torcidas antecipadamente, pois como ira terminar? Qual a proporção ela irá tomar? Roberto Dinamite é uma decepção como presidente do Vasco, tem conseguido ser pior que o antigo mandatario, ir ao STJD é uma prova disso, eu como vascaino me envergonho, e dizer que um dia após as eleições que elegeram Dinamite presidente, eu lendo esse mesmo blog chorei ao ler a carta de Um Vascaino.Abraço Andre.

  • RENATO77

    Esperando colaborar com o debate e já emitindo minha opinião: SIM, os regulamentos TEM que ser cumpridos!
    O que não quer dizer que o pleito do Vasco tenha êxito.
    Segue um bom artigo sobre o tema e destaco o seguinte trecho:

    “Vamos dar uma olhada atenta no artigo 20, parágrafo 1º:

    § 1º – Nos casos previstos no presente artigo, a partida interrompida poderá ser
    suspensa se não cessarem os motivos que deram causa à interrupção, no prazo de
    30 minutos, prorrogável para mais 30 minutos, se o árbitro entender que o motivo
    que deu origem à paralisação da partida poderá ser sanado.

    É um artigo muito do mal escrito, porque ele diz que a partida pode ser suspensa caso a suspensão passe de 30 minutos, prorrogáveis por mais 30. Muita gente está lendo mal esse artigo, e o analfabetismo funcional é realmente um problema no país, mas não há dúvidas: o verbo “pode”, desde que o português surgiu do latim, não significa uma obrigatoriedade.

    Com esse texto, o regulamento parece apenas estabelecer o que seria uma espera de bom senso, mas não força o árbitro a suspender o jogo. Os 73 minutos de espera poderiam ter sido 120 ou mais. Uma vez que os times decidissem retornar a partida, não haveria problema algum.

    http://globoesporte.globo.com/platb/marvio-dos-anjos/2013/12/10/o-vasco-recorre-a-incoerencia-e-ao-casuismo/

    Abraço.

    • Carlos Ferreira

      Prezado,

      O artigo pode ser estar mal escrito e gerar dúvidas. Mas, na minha opinião, deixa entendido que o limite máximo é de 60 minutos. Caso contrario, estaria escrito que o prazo é 30 minutos, podendo ser prorrogado por prazo indeterminado. Do jeito que está escrito o limita em 60 minutos, sim.

      Outra coisa, os fatos ocorridos foram gravíssimos e geraram uma situação irrversível, muitas pessoas que não tinham nada a ver com a briga simplesmente fugiram do estádio, Não puderam ver o jogo. Onde está o direito do torcedor? Que segurança relamente existia no estádio? Que pai de familia presente acreditaria nessa segurança?

      A continuação do jogo foi ilegal. Muito mais grave e irregular que uma possivel escalação indevida do jogador da Portuguesa.

      Abraço,

  • Nilton

    Agora um ponto que ninguém comentou ainda, se a punição para a Lusa (48-4 = 44) for aceita e aplicada também para o Fla (49-4= 45), e o Vasco conseguir os 3 pontos, teremos no Z4, Nautico, Ponte Preta, Lusa e Fla.
    Este Tapetaaaaaaaaaaaaão vai ser melhor que muitas novelas mexicanas.

  • Alexandre

    Cabe à imprensa divulgar o que consta no STJD:
    http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/68014/dispositivos+do+cbjd+deveriam+livrar+lusa+de+punicao+e+queda+p
    De acordo com o artigo 43, parágrafo 2º do CBDJ, o prazo para o cumprimento de punições determinadas pela Justiça Desportiva deve começar a contar apenas no primeiro dia útil após a decisão, ou seja, segunda-feira no caso em questão.
    A Lusa só cai se for mal assessorada ou se houver má-fé do STJD.
    Ainda assim, se tiver brios, que recorra à Justiça Comum, como fez o Gama em 1999 quando o Botafogo promoveu virada de mesa semelhante.
    A menos de um ano da Copa, já tivemos estádio desabando, torcedores se digladiando, só o que falta é um Nacional paralisado para implodir de vez o fétido Futebol Brasileiro.

  • Carlos Ferreira

    André,

    Vi hoje o Trajano e o PVC “defendendo” o possível rebaixamento da Lusa por ferir o regulameto. Mas, só vi falarem da Lusa, não só eles, mas outros profissionais tbm. Mas, e o Flamengo ???

    E o jogo do Atlético e Vasco que as pessoas parece que esqueceram o regulamento? O reinicio do jogo foi ilegal. Não vi nenhum jornalista falar disso abertamente. Mas está lá escrito no regulamento, igual a regra da escalação do jogador.

    Todos gostam de dizer que o que deve valer é o resultado do campo… Mas, o jogo da Portuguesa ninguém se incomoda de anular???

    Uma possível escalação irregular, de um simples e único jogador, por falha de comunicação, é motivo maior para anular um jogo do que a batalha que ocorreu em Joinvile?

    Sinceramemnte, não dá pra entender…

    Gostaria muito de ouvir algum jornalista questionar tudo isso.

    Um abraço,

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