NOITE DE CAMPEÕES



O Cruzeiro ganhou os pontos que faltavam para assegurar um troféu que já era dele.

Campeão durante o intervalo, teve atitude e futebol para construir a vitória no segundo tempo e, depois, comemorar da maneira devida.

Havia muito tempo que um time não conquistava o Campeonato Brasileiro com um desempenho tão superior aos outros.

Por momentos, desde que assumiu a liderança definitivamente, jogos do Cruzeiro eram vitórias certas, com dúvidas restritas ao placar e aos autores dos gols. Houve jogos em que a volúpia do time mineiro chegou a assustar.

Futebol de ataque, de pressão, de passe, de força, de velocidade, de tudo.

Futebol de indiscutível campeão.

Parabéns ao Cruzeiro e aos cruzeirenses.

Mas eles não são os únicos a merecer aplausos pelo que se viu na rodada de ontem, marcada por cenas inéditas no futebol brasileiro.

Houve campeões em todos os estádios onde os participantes do Bom Senso FC se fizeram ouvir por intermédio de uma manifestação silenciosa e elegante.

É simples entender a mensagem: “não nos subestimem”.

Ridículo o que aconteceu em Itu, onde o árbitro Alício Pena Júnior ameaçou são-paulinos e flamenguistas com cartão amarelo caso cruzassem os braços.

Parabéns aos jogadores dos dois times, que rapidamente encontraram uma solução e, esboçando um “gol a gol” despretensioso, expuseram o árbitro ao constrangimento de correr de um lado para outro, até perceber que o jogo não havia começado de fato.

Os jogadores avisam que os protestos crescerão enquanto as reivindicações não forem levadas a sério, o que aumenta a possibilidade de uma atitude de um desses árbitros desprovidos de vergonha.  A imagem simbolizaria o momento, os problemas, quem quer resolvê-los e quem não quer.

A noite do campeão Cruzeiro se converteu na noite dos campeões do bom senso.

Palmas para eles.



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