CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

CORDA

Entre os membros do Bom Senso F.C. há quem esteja convicto que as propostas do movimento só se tornarão realidade se houver rupturas. O grupo nasceu da necessidade de se fazer ouvir e da ausência de representação adequada. Após o tom propositivo das primeiras manifestações, em que ficou claro que a intenção era apresentar sugestões para um futebol melhor, as repercussões levaram a um choque inevitável: anteontem, o BSFC anunciou que não reconhece mais a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol como sua entidade de classe. Os jogadores passam a ser representados pelo movimento que criaram em 30 de setembro.

Em menos de um mês, o Bom Senso F.C. despertou inveja, incomodou cartolas, acelerou mudanças. A CBF o recebeu para uma conversa e já agendou outra. Federações estaduais como a de São Paulo e a do Rio de Janeiro, preocupadas apenas com a manutenção de seus torneios no calendário, trataram de organizar reuniões e considerar reduções de datas. Mas não incluíram no debate o grupo de jogadores recém-formado. Marco Polo Del Nero tratou o movimento como o elefante no canto da sala.

A demonstração de união e força que se viu no último fim de semana, quando jogadores se abraçaram antes das partidas do BR-13, há de ter atingido seus objetivos. Não restam dúvidas sobre a capacidade de mobilização do Bom Senso ou a intenção de seus participantes de prosseguir reivindicando, um comportamento inédito na história do futebol brasileiro.

O “arquivo X” da questão, não custa repetir, será a atuação dos clubes. Eles são os proprietários do produto tão valorizado pela televisão e os alicerces das federações. De que lado ficarão os donos do espetáculo? Com aqueles que o fazem ou com quem se aproveita? Antes de decidir, os clubes mais importantes do país devem considerar a disposição dos jogadores de tomar atitudes drásticas.

ESCOLHA

Observando a maneira de atuar, Diego Costa se encaixa melhor no Brasil de Scolari do que na Espanha de Del Bosque. Suas características oferecem mais a uma equipe que prefere jogar em transição. Uma convocação para a Seleção Brasileira o obrigará a revelar a escolha que ele diz já ter feito, decisão que leva em conta razões mais relevantes do que tática.

CAMPO

O principal objetivo do ano do Palmeiras se aproxima de maneira tão tranquila, que assuntos como o impasse sobre as cadeiras do novo estádio recebem mais atenção. O retorno à Série A, condição para celebrar o centenário do clube, pode se materializar no sábado. Apesar dos temas extracampo, nada é mais importante do que a montagem do time de 2014.



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