CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

FANÁTICOS

Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético Paranaense, esteve no centro do Bola da Vez da Espn Brasil. A repercussão da entrevista foi caracterizada pela polarização que figuras como ele, ferrenhamente associadas a um distintivo, provocam.

O programa foi muito comentado. Mas certamente não agradou aos atleticanos que esperavam uma canonização de seu líder espiritual, como também aos não-atleticanos que ansiavam pela execração de alguém que, a seus olhos, representa o mal.

É curiosa a dificuldade de se compreender as diferenças entre uma entrevista e um debate. No primeiro caso, o contexto se produz pela simples dinâmica de perguntas e respostas. No segundo, o conflito de ideias sugere a imposição de uma forma de pensar. Viciados em atrações circenses travestidas de programas esportivos não detectam a sutileza de uma resposta reveladora.

Para quem é apto a identificá-las, Petraglia protagonizou um encontro fértil. Comentou que a decisão impopular de não renovar o contrato de Paulo Baier já foi tomada pelas pessoas que comandam o Atlético; prometeu um título mundial no futuro próximo; reconheceu que a existência de público disposto a encher o novo estádio, a preços elitistas, é uma incógnita.

Petraglia não conseguiu explicar bem o que pretende com o controle de informações sobre o Atlético, com restrição do acesso ao noticiário do Furacão às mídias oficiais do clube. O Atlético é uma instituição privada, sim. Mas uma instituição que não existiria não fossem seus torcedores, contingente no qual estão incluídos aqueles que não compactuam com a visão e as decisões de quem está no poder. Cheiro de propaganda no ar.

No final, uma confissão. Ao falar sobre a postura pouco inteligente dos clubes, incapazes de negociar em bloco para valorizar o conteúdo do qual são proprietários, o experiente homem de negócios explicou: “somos todos torcedores fanáticos”.

PATAMAR

Mais do que a confortável vantagem na tabela, o que aproxima o Cruzeiro do título do Campeonato Brasileiro é a distância entre seu nível de jogo e o dos outros. E a mínima possibilidade de um momento técnico ruim – se acontecer – durar o suficiente para permitir a chegada de concorrentes. Apesar da derrota de ontem, o desempenho do Cruzeiro oscila pouco.

AMOSTRAS

As duas principais leituras observadas na imprensa espanhola sobre as atuações de Neymar pelo Barcelona merecem comentários. Quem está bem impressionado, até surpreso, com a participação dele precisa saber que Neymar ainda tem muito mais a mostrar. E quem tem criticado o hábito de simular faltas não imagina como Neymar já evoluiu neste aspecto.



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