COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

FERRAMENTAS

Foi como se alguém tivesse morrido. O último apito do árbitro, o suspiro final de um tempo. A marcha fúnebre tocou enquanto os jogadores do Barcelona deixavam o campo, superados, pela primeira vez em cinco anos, no percentual de posse de bola de uma partida oficial. A epígrafe: 48%. Os responsáveis pela ousadia de tomar a bola de seus donos foram os atletas do Rayo Vallecano, para quem os números que realmente importam eram, também, motivo de consternação: o Barcelona havia vencido por 4 x 0.

Não sejamos tão sentimentais. O ponto final da sequência de 316 jogos com mais posse de bola do que o oponente é um fato que merece constatação. Mas não é mais significativo do que os motivos que levaram ao dia em que um treinador do Barcelona, com os argumentos mais claros possíveis, determinou que seu time – por momentos – cedesse a bola ao Rayo. Diferentemente da leitura de que Tata Martino enterrou a “Era Guardiola”, foi o próprio Barcelona que se encaminhou para diferentes maneiras de procurar a vitória. Se houvesse outro treinador no comando do time no sábado, é muito provável que o modo de atuar fosse semelhante.

O Barcelona de Pep Guardiola jamais entrou em campo simplesmente para ficar mais tempo com a bola do que o adversário. Posse é ferramenta, não fim. Aquele time controlava os jogos porque acreditava que, dessa forma, ficaria mais próximo de seu objetivo: vencer. Jogadores formados para aplicar um sistema de jogo baseado na circulação da bola, superioridade técnica e vantagem numérica em cada área do campo, impuseram um estilo de futebol sobre todo e qualquer tipo de oponente. Conquistaram títulos, mereceram a admiração do mundo, provocaram mudanças de conceitos que são ainda mais relevantes do que troféus.

Talvez o maior mérito de Guardiola tenha sido desafiar o rumo do jogo. Numa época que apontava para a necessidade de jogadores grandes e fortes para enfrentar a batalha no centro do campo, os catalães mostraram que era possível jogar com futebolistas pequenos, frágeis até, mas extraordinários do ponto de vista técnico. Os níveis elevados de posse de bola não tinham o objetivo de gerar elogios, mas vitórias. Era assim que atacavam, se defendiam, sobreviviam. A sustentação desse regime dependia do rigor do treinador e da disposição ao sacrifício dos atletas, que por sua vez era alimentada pela ilusão de conquistar. Após o auge, em 2011, questões motivacionais entraram em cena.

Sob Tito Vilanova, o Barcelona ainda não negociava a posse, mas já não tinha a rigidez tática das temporadas anteriores. Procurava variantes não porque havia se tornado previsível (o time de Pep também era estudado e conhecidíssimo, nem por isso foi superado até dezembro de 2011), mas complacente. No ano passado, iniciou-se uma busca que prossegue com Martino, no sentido de competir com as ferramentas mais produtivas. Nenhuma delas é, por natureza, ter menos posse. Foi assim em momentos de uma partida disputada em um campo pequeno, contra um adversário que pressionaria a saída, e fundamentalmente porque o Barcelona de hoje tem problemas para construir seu jogo desde a defesa nessas circunstâncias.

Ninguém morreu.

LIMITE

A declaração de Rafael Sóbis, após Fluminense x Coritiba, precisa de repercussão e apoio. O calendário do futebol no país está se aproximando de um patamar perigoso. Jogadores de grandes clubes do futebol brasileiro estão se movimentando para discutir o ano de 2014, ainda mais problemático por causa da realização da Copa do Mundo. A programação divulgada pela CBF, em que praticamente não há espaço para férias e pré-temporada decentes, agrava o cenário e pede a manifestação dos atletas. São eles os principais interessados e, no caso, os maiores prejudicados. Espera-se, também, alguma atitude dos sindicatos que deveriam representá-los, seja por iniciativa própria ou estimulados pela percepção de que não é mais aceitável observar tudo em silêncio. Espere um movimento dos jogadores, propositivo, em mais alguns dias.

ATUALIZAÇÃO, 11h15 – A manifestação dos atletas, mais de 70 deles, aconteceu nesta terça.

 



  • Rodolfo

    André, confirmando a sua opinião é legal citar que ao ceder a posse de bola para o Rayo Vallecano, o Barcelona conseguiu fazer 2 gols em saídas de bola erradas.

  • Alexandre Lemos

    Bom dia! Sobre o recorde dr partidas consecutivas com maior posse d bola, a partida entre Bayern x Barça no mês d abril/maio não é levado em consideração ? Sim,foi um amistoso,mais é uma partida oficial,não?

    AK: Não. Um abraço.

  • Emerson Cruz

    Além dos motivos elencados, eu apontaria também outro fator para a mudança que está sendo processada na forma do Barcelona atuar, que é o fato de a dupla Xavi e Iniesta, os principais monopolizadores da bola do time, não estarem tão brilhantes como de costume nesta temporada. Não que estejam jogando mal, mas seus níveis de atuação tem em média caído um patamar ao menos nesses primeiros jogos da temporada.

    AK: Não estão em forma, por causa da Copa das Confederações. O rodízio feito por Martino tem como objetivo recuperá-los e minimizar o risco de lesão. Um abraço.

  • Cleibsom Carlos

    O Barcelona foi “obrigado” a procurar alternativas para o seu jogo após a surra que levou do Bayern…Era impossível as coisas continuarem as mesmas depois daquilo. Quanto ao calendário brasileiro eu sinto ventos favoráveis às mudanças. A CBF está fragilizada e os jogadores têm que entrar em ação agora!!!

  • A chatíssima posse de bola do Barcelona, que vencia seus adversários causando sonolência nos mesmos, foi para o espaço, com o futebol bonito e objetivo do Bayer de Munique.
    Nem se justifica todo esse oba-oba sobre aquele time. Ganharam alternadamente duas Champions League, fato que já ocorreu com outros grandes, que inclusive já ganharam duas vezes seguidas.
    Mas com o Neymar, o Barça vai melhorar, pois ele vai para frente, não para os lados….

    AK: Não divulgue desconhecimento. O caminho certo é o oposto. Um abraço.

    • David

      Esse ai nunca assistiu um jogo do Barça 2011.

      • Cara, assisti ao jogo Barcelona 4 X 0 Santos. Mas o Santos esqueceu de jogar, marcar, correr, ficaram olhando, aí ficou fácil para o Barcelona.
        Mas falando sério, tem muita gente que não gosta daquele estilo, no entanto, respeito as opiniões contrárias, também sei que é um grande time.

        • fabio

          O Santos não esqueceu de nada disso, ele só não conseguiu fazer.
          A gente vê o Barcelona judiando dos Getafes da vida lá na Espanha e acha que é o adversário que facilita, que é fraco, que o nível é baixo. Pois o Barcelona fez o mesmo com o Santos e todos sabemos que aqui no Brasil o Santos é um dos grandes e atualmente tá na parte de cima da tabela… ou seja, se o Barcelona jogasse o Brasileirão lamento informar o antis mas seria campeão com 114 pts, 38 vit, 600 gols pró e saldo de 598 (tomaria 1 do Walter em cada turno). Isso é pra rir? Não, eu acho que é pra chorar muito pq o nível aqui é muito baixo em relação aos tops da Europa

          • Acredito que o nível na Europa seja melhor, pois tem muita coisa envolvida, o calendário, o dinheiro, toda a estrutura europeia é muito superior à nossa. E isso ocorre há décadas e décadas. Bem, na questão financeira hoje temos algumas exceções, mas nada que modifique a diferença estrutural entre um e outro.
            No entanto, muitas vezes essas diferenças não se refletem em campo. Não sou anti-Barça, embora não compartilhe de toda a admiração que você e muita gente tem pelo time (especialmente o de 2011).
            Acho que o Santos não fez a lição de casa, não levou a sério o Barcelona, que estava em seu auge, estava escrito o que vinha pela frente. Deviam ter se preparado melhor, para chegar lá e conseguir fazer aquilo que já discutimos, marcar, correr, atacar, etc.
            Entendo que não conseguiram, mas acho que foi falta de admitir a superioridade do Barça e se preparar melhor para o jogo.
            Blz.
            Abraço.

    • Não se trata de desconhecimento, mas sim de não agradar do estilo de jogo praticado. Mas beleza, respeito sua opinião.

      AK: A opinião é livre. Os fatos, não. Um abraço.

      • O único fato que comentei foi que o Barcelona ganhou de forma alternada a Champions. E ganhou em 2009 e 2011.
        O resto era minha opinião e é compartilhada por muitos.

        AK: Não, você demonstrou que desconhece muitos conceitos. Mas deixemos assim. Um abraço.

        • Talvez eu tenha exagerado ao minimizar a qualidade e o toque de bola do Barça, pois efetivamente não eram somente “toques de lado”, mas encheu um pouco o saco a excessiva reverência ao time na época.

          Foi um pouco mais de teimosia, tipo “não querer aceitar o óbvio”.

          Abraço.

  • Ricardo Toretti

    Acredito que o Xavi esta devendo e muito, seu futebol ainda não surtiu efeito nesta temporada, como vimos na semifinal da copa das confederações e principalmente na final, ele esta muito previsivel, ele que foi e ainda é o cérebro deste time, ele que faz a bola girar.

    AK: Terminou a temporada passada com vários problemas físicos e ainda teve a pré-temporada prejudicada. Um abraço.

  • Mauricio Guitzel

    Acho que Martino está certo em impor sua maneira de jogar e encerrar de vez o modo de jogo utilizado por Pepe até 2012.

    O Barcelona de Pepe, pra mim, foi a equipe que apresentou o futebol mais bonito da história. Porem, infelizmente, a historia ficou nos livros, e ficar tentando repetir a formula de Guardiola não deu muito certo ano passado. Reestruturações são necessárias.

    AK: Josep. Um abraço.

  • João

    Não sou fã do futebol que era praticado pelo Barcelona.
    Realmente o Barça com o seu tiki-taka realmente conseguiu seus objetivos e marcou época, mas, para assistir, não gosto.
    Prefiro times que pegam a bola e vão pra porrada, como o Bayern, o Real, entre outros.
    Abraços

    • David

      O Barcelona do Guardiola nunca foi a seleção da Espanha. Ganhar de goleada, dar dribles, humilhar, tabelar, isso nao tem como desagradar nenhum brasileiro fã de futebol. Sou obrigado a acreditar que vc nao acompanhou aquele time de verdade.

      • João

        David,

        Acompanhei sim. Assisti jogos do Espanhol e da CL sempre que pude.
        Mas pra mim era um jogo um pouco massante para se assistir. Após 20 minutos de jogo já começava a ficar enjoativo.
        Gosto de time que pega a bola e parte pra cima, com velocidade, com agressividade.
        Claro, é só minha opinião, mas gosto mais de assistir Bayern ou Real jogando.

        Abraços

        • Concordo contigo, e dei opinião parecida. O jogo do Barça era chato.
          Mas fui criticado e o Blogueiro até falou que estou divulgando o desconhecimento.
          Jogo do Bayer é bem mais interessante.

    • Matheus Brito

      Posso me meter um pouco?

      Espanhol, aquele Barça de 2011 (auge) não era simplesmente toque para o lado. Você tem que ver a coisa de forma mais ampla e entender o que aconeteceu até ali. Exemplo, a maioria dos brasileiros olha para o Dani Alves e vê um lateral direito, o Guardiola, via um lateral que podia ser ala, ponta ou meia, dependendo do adversário. Assim foi com vários jogadores. Não se lembra das inúmeras teorias que foram criadas sobre como fazer para vencer o Barça? O Bayern apanhou do Barça, tomou uma aula, estudou e aprendeu. Lógico, contou com a lesão de Messi, o mau momento do Xavi (naquele momento), desfalques na defesa, e principalmente com o declínio da forma de jogar. Mas o Bayern estudou muito para tornar a empreitada possível.
      Com os seres vivos, de tempos em tempos há um salto na evolução. O futebol vinha evoluindo (ou regredindo) e de repente ocorreu um salto nessa evolução. Esse salto foi aquele barça. Um time que usava o toque de bola para atacar, aterrorizava os adversários pois estes não sabiam qual seria o momento em que Messi se apresentaria a XavIniesta para definir. Se defendiam com o toque de bola, pois se tinham a bola não seriam atacados, e descansavam tocando a bola, já que não precisariam correr para marcar. Enfim Foi um time revolucionário, que não joga da mesma forma hoje. Sentirei muita saudade daquele time, acho até que esse pode ganhar mais títulos, mas a forma de jogo, o controle do adversário e das ações, estes eu não acredito que esse time de hoje venha a repetir.

      • Bom, olhando por esse ângulo, podemos dizer que você está certo.

        Sua análise e a forma de colocação dos pontos de vista foram bacanas, principalmente, não tentou bancar o “pai da matéria”, e demonstrou respeito por pontos de vista diferentes

        Abraço.

        AK: Não deveria ser tão complexo compreender que não se trata de diferenças de pontos de vista. Está difícil.

        • Bom, se disser que o jogo do Barcelona era lindo e eu adorava, tenho certeza que fica fácil.
          Mas não é questão de ponto de vista. Acho que entrei numa discussão inglória com alguém que entende da coisa, enquanto eu desconheço os conceitos…

          Então fica assim que tá bom.

          AK: Exato. Os tais conceitos estão à disposição de quem se interessa por procurá-los. Existe uma vasta bibliografia sobre o assunto, em livrarias e na internet. Porque – como em qualquer outro tema – conhecê-los é fundamental para formular uma opinião. De qualquer maneira, a conclusão de seu comentário é correta. Um abraço.

          • André,

            Voltando ao Barcelona de hoje, que já não possui o mesmo sistema de posse de bola como ferramenta de ataque e defesa, mas tem o Neymar, com uma motivação nova e precisa se firmar, e vem demonstrando que vai dar conta do recado, e muito bem, qual seria hoje o estilo Barcelona de jogar? Acha que vão conseguir dar o troco no Bayer, caso venham a se encontrar novamente na Champions?

        • Bem, como disse, diversas opiniões iguais a minha, inclusive a do João, não achavam legal a atuação do Barça, então, todos que não gostavam do estilo de jogo vão precisar estudar os conceitos, para entender, e finalmente, mudar de opinião.

          AK: …

          • João

            Só para reforçar, eu não acho que o sistema de jogo do Barça era ineficiente, muito pelo contrário. Foi um time campeão, que marcou época, e provavelmente foi o melhor time que eu vi jogar.
            Mas, para assistir futebol apenas pelo prazer (sem torcer para quem está jogando), eu prefiro o Bayern. Não gostava de ficar assistindo jogos do Barça.
            Abraços

            • João.

              Eu também não disse que era ineficiente, eu disse que era chato, e que não era imbatível.
              No seu comentário consta a palavra maçante, você disse que ficava um pouco maçante, é o que penso. Só isso.
              Abraço.

  • Charles

    Falta de datas, não seria mais simples deixar os estaduais, tirando apenas os times das series A e B? Quem fosse campeão ganharia vaga num torneio regional…

    E os times da serie A e B, fariam os regionais bem mais enxutos, como um “prepatarivo” para o ano.

    Eliminando assim várias datas do calendário, permitindo uma boa pre-temporada.

  • Júlio Castro

    O Furacão mostrou o caminho. Devemos preservar os atletas sem esquecer de preencher o calendário desde o inicio do ano, considerando que os grandes Clubes devem constituir um grande quadro associativo e a manutenção da associação não é exatamente barata. A utilização de jovens promessas e atletas sub aproveitados na equipe principal poderá ser, como foi para o Atlético Paranaense a forma de equalizar o calendário.

  • a verdade é que quem critica o tiki taka do barça critica sim as atuações do time desde o começo de 2012 quando o futebol do time começou a desandar, porque antes, o time envolvia os adversários com marcação pressão e seu lindo toque de bola e triangulações, todos elogiavam o time, só que quando o time ficou mais lento no seu futebol o time não conseguia as penetrações e ai bola pra traz e bola pro lado, realmente ficava tedioso. mas no seu melhor momento foi o melhor time que já vi, e olha que já vi vários timaços.

  • Bom dia.
    Fui criticado por comentar sobre o estilo de jogo do Barcelona, inclusive, o Blogueiro disse que não conheço o assunto. Não sou nenhum expert, mas acompanho e gosto de futebol. Sei que o Barça-2011 foi muito bem, jogou e encantou muita gente. Só que eu não gosto dos toquinhos de lado, e muita gente concorda que muitos jogos ficavam chatos daquele jeito. Mas beleza, tudo certo. Agora, acho que já existiram times que jogaram futebol mais bonito e para frente, e também repito que outros times conquistaram a CHAMPIONS duas vezes seguidas, enquanto o Barcelona não conseguiu, ao contrário, ganhou de forma alternada. Assim, não é nenhum bicho de sete cabeças.

  • LIMITE.

    Realmente está na hora de arrumar o calendário, pois compromete o desempenho e até saúde e longevidade da carreira de muitos atletas, é claro, sem generalizar.

    E compromete a qualidade dos jogos.

    Tomara que a classe consiga a união necessária para tomar atitudes duras, sem ceder às pressões que certamente virão.

  • Matheus Brito

    Ak, uma coisa que tenho visto nos últimos jogos do Barça, e que não me lembro de ter visto, mesmo na última temporada, são esses “chutões” para frente. Tanto os zagueiros quanto o goleiro estão fazendo muitas ligações diretas, algo impensável com Guardiola. Esse último jogo então foi demais. Reflexo do novo esquema?

    AK: Você está falando do jogo contra o Rayo Vallecano ou contra a Real Sociedad? Creio que seja do primeiro. Não é um novo esquema. O time ainda precisa corrigir problemas defensivos e de saída de jogo. Em determinadas situações, o chute longo minimiza riscos. Guardiola não permitia isso porque é entregar a bola ao adversário (mesmo porque não há jogadores para disputar a bola alta no ataque), mas, como já dissemos, aquele time está no passado. Um abraço.

    • Matheus Brito

      Verdade, o último jogo que vi foi contra o Rayo. E outra verdade, aquele time está no passado, mas é que é tão recente que custo a acreditar que já é passado.

      AK: Posse contra a Real Sociedad foi de 68%. Um abraço.

  • fao

    Uma pena!
    Dream team, Barcelona Messi-Iniesta-Xavi-Pep, Seleção Brasileira de Vôlei no auge do Giba… não lembro de mais nenhum time em que o adversários nunca cogitaram a possibilidade de ganhar, mas sim de perder de pouco.
    Totalmente dominantes em suas épocas.

    • Teobaldo

      Prezado fao, deixe o Dream Team I (primeiro e único) fora dessa questão, pois nunca houve na história do esporte coletivo mundial, até os dias atuais, nenhum time tão dominante quanto aquele. Puxa-vida, como foi bom ver aqueles caras demolindo todo mundo… e sendo aplaudidos até pelos adversários. Na minha opinião aquele time não deve sequer ser citado como comparação com qualquer outro em qualquer esporte. Aquele time que não era desse planeta. Alguém discorda? Um abraço!

  • Matheus Brito

    Sobre o calendário, iniciativa interessante mesmo que tardia. Uma coisa me chamou a atenção recentemente nos noticiários. Acho que foi o preparador físico da Argentina que falou que seria um milagre o Messi chegar em forma à copa 2014. Reflexo do já não tão organizado calendário Europeu, aliado à constante “teima” dos treinadores em fazer o Messi jogar até os acréscimos do segundo tempo dos jogos. Isto posto, volto a uma declaração do Juninho Pernambucano ao final do jogo entre Vasco e Atlético Paranaense (empate), onde ele coloca que os torcedores, infelizmente, estão pagando para ver espetáculos de um tempo só. Naquele dia o jogo foi muito bom no primeiro tempo, no segundo tempo os times se arrastaram. O Juninho então, tomou conta de um quadrado de uns dois metros no meio campo. A rodada do fim de semana foi lastimável. jogos horrorosos com bons times que pareciam querer que os jogos só tivessem 45 minutos. Não há como se jogar tanto e se exigir alto nível. Vejo algumas pessoas dizerem que eles ganham muito pra jogar 90 minutos e não têm que reclamar de nada. Pessoas assim não entendem o que é esporte de alto rendimento, estão preocupados se o time venceu e não dão a mínima para a forma como a vitória foi conquistada. Bem ao estilo CBF/Federações. Olha o absurdo de calendário que a CBF divulgou para o ano que vem. Pensei que não podia ficar pior que o desse ano, mas ficou. Quero ver quem vai dizer lá no Fluminense para pouparem o Fred pois precisaremos dele na copa. Agora imagine se a maioria dos jogadores da Seleção Brasileira jogassem no Brasil. Imagina como esse time iria se arrastar na Copa.

    • É verdade.

      Se os jogadores ganham muito dinheiro ou não, isso é pelo mérito deles e responsabilidade de quem está disposto a pagar. E mesmo ganhando altos salários, e sendo atletas de alto nível, são seres humanos que estão sendo levados além do limite, o que pode ocasionar contusões leves, outras graves, e como você colocou, “jogos de um tempo só”.
      Também espero que o calendário seja revisto para possamos ter grandes jogos com mais frequência.
      Quanto ao Messi não chegar em forma na copa do mundo, acho total falta de bom senso de todos os envolvidos no processo, pois deixar o melhor jogador sem condições de representar sua seleção no principal evento do futebol mundial é sacanagem com todos, especialmente com os “Hermanos”, que há muito tempo esperam sua seleção brilhar.

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