CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

OLIVEIRA BOWL

1 – O encontro do líder com o vice se desenha como o esperado. Cruzeiro mais quente, mais intenso, mais rápido. É assim que se faz em casa, é assim que o melhor time do campeonato sustenta sua posição. Botafogo mais calmo, mais cuidadoso, mais elaborado. À espera do espaço que certamente teria, mas com notável capacidade de abrir o campo e criar perigo.

2 – Goleiros em cena. Jefferson e Fábio preservam o 0 x 0 nos primeiros vinte minutos. O botafoguense, ao defender um cabeceio de Éverton Ribeiro. O cruzeirense, ao fazer o mesmo com um chute de Elias.

3 – Intensidade x pausa. Relação que exibe não só o que as equipes têm, mas o que lhes falta. O Cruzeiro corre demais e precipita o passe. O Botafogo evolui lentamente e não surpreende. O remédio seria roubar uma dose da postura do adversário e encontrar o equilíbrio. A impressão é que o Cruzeiro quer controlar o jogo, o Botafogo quer controlar o tempo.

4 – Golaço de Nilton. Finalização que seria assinada pelos atacantes mais técnicos e pelos meias mais talentosos. É possível que o próprio Nilton tenha se surpreendido pela forma genial com que resolveu a jogada. Escanteio, e ele mandou uma chaleira para o gol. Bonito.

5 – Seedorf cria. Grande passe para Rafael Marques na área. Bruno Rodrigo comete pênalti por excesso de vitalidade e falta de cuidado.

6 – Seedorf falha. A cobrança sai pela linha de fundo, e a questão passa a ser como o Botafogo lidaria com o empate desperdiçado logo no início do segundo tempo. A resposta: mal.

7 – Os Oliveiras mexem para a frente. Hyuri de um lado, Dagoberto do outro. O Cruzeiro volta a pressionar a saída de bola e marcar adiantado a partir da metade do segundo tempo. Volúpia física de um time que tem banco.

8 – Julio Baptista decisivo. Faz o segundo, de pênalti, e o terceiro, para acrescentar um ponto de exclamação a mais uma vitória.

9 – O campeonato está grogue. O Cruzeiro, +7, só sabe vencer.

AUTÓGRAFO

Só falta a assinatura presidencial para que nossas entidades esportivas que recebem verbas públicas tenham limite de reeleições e administração transparente. Será interessante ver se certas figuras, aparentemente tão abnegadas e apegadas a seus cargos, continuarão envolvidas com o esporte. E como essas entidades serão administradas por novos gestores.

TRÊS

A Liga dos Campeões da Uefa voltou e, logo na primeira rodada, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi já fizeram três gols cada um. Os astros estão na companhia de um brasileiro. Antes deles, o último jogador a marcar três vezes na abertura do principal torneio de clubes do mundo foi Grafite, em 2009, pelo Wolfsburg. Grafite está no Al-Ahli, sorrindo.



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