CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

QUASE VOOU

Parece claro que o desempenho de Alexandre Pato no Corinthians está aquém do que deveria. Não ter se estabelecido como titular é um fato que fala por si. Teria sido uma surpresa, portanto, se Pato tomasse o caminho de volta para a Europa ao final do período de transferências. Pois quase aconteceu.

A história é um pouco diferente conforme a fonte. A diretoria do Corinthians confirma que o Tottenham sinalizou uma proposta pelo atacante, na semana passada. Nada oficial chegou até o fim da tarde de segunda-feira, mas, informado da possibilidade, Pato deixou claro que não queria sair.

Já uma pessoa bem informada sobre as conversas diz que o clube se interessou pela negociação, que significava um lucro de 5 milhões de euros em relação ao valor investido, mas deixou a decisão nas mãos do jogador. Pato quis ficar.

Há ainda outra informação circulando, de que o Corinthians respondeu a sondagem dos ingleses com um valor mais alto, o que se encaixa nos dois cenários anteriores. Explica a desistência do Tottenham e também serve para atender o desejo de Pato. Funciona desse jeito.

Em todos os casos, é seguro dizer que Alexandre teria boas chances de deixar o Corinthians se assim desejasse, e não seria rumo a um futebol periférico – e onde o dinheiro tem um valor diferente – como o leste europeu ou algum emirado. O Tottenham, gastando os milhões de euros do Real Madrid, considerou contratá-lo.

A conversa por aqui continua sendo se Pato justifica os 15 milhões de euros que o Corinthians pagou por ele. Questão que não pode ser respondida “durante o voo” (sem trocadilho), apenas quando ele for embora. Se a despedida tivesse acontecido no domingo passado, a resposta seria negativa.

A posição do Corinthians em relação a Pato, assim como o interesse do Tottenham e até a convocação para a Seleção Brasileira coincidem em um ponto: são apostas no que ele pode fazer, não exatamente no que tem feito.

QUESTIONÁRIO

Perguntas às excelências do STJD, que puniram Vasco e Corinthians com uma pena que o tribunal não está capacitado a aplicar: como se pretende garantir que só torcedores visitantes comprarão ingressos? O que acontecerá com os organizadores do jogo em Brasília, que acharam que “torcedores” rivais passariam o tempo todo abraçados, cantando melodias religiosas?

FURACÃO

A escalada do Atlético Paranaense chegou ao topo da tabela do Campeonato Brasileiro. Do décimo-oitavo lugar, antes do jogo contra a Portuguesa em 27 de julho, à vice-liderança cerca de quarenta dias depois. A campanha ainda tem um mérito educacional: mostra a importância de uma pré-temporada feita corretamente, por um time que ignorou seu campeonato estadual.



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