CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

#OCUPA

Apesar do cheiro de medida desesperada, a nova política de ingressos do São Paulo é um passo na direção certa. A tabela de preços tem como principal objetivo facilitar a ocupação do Morumbi, o que deve ajudar o time a melhorar sua classificação. De hoje até o final do Campeonato Brasileiro, os ingressos vão de dez a trinta reais. Sócios-torcedores desembolsam apenas dois reais por uma arquibancada.

Dois reais. Ou dez, não importa. A distância para o que se cobra por um jogo de futebol no Brasil, especialmente nas chamadas “novas arenas”, faz parecer que o estádio são-paulino fica no meio do nada. Como se ir ao Morumbi fosse um sacrifício, um favor, uma caridade. De fato, e aí está a crueldade do equívoco que se comete com os preços pornográficos, é o contrário. Quando o ingresso é vendido com caráter promocional, as pessoas se sentem convidadas a comprar. Fica claro que quem administra o estádio quer vê-lo ocupado.

O público do último Fla-Flu gerou um debate pertinente. Quase quarenta mil pessoas estiveram no novo Maracanã, contingente que proporciona uma imagem que desvaloriza um jogo institucional do futebol brasileiro. O quadro fica mais feio com o número de cadeiras vazias na faixa central do campo, notadamente os melhores lugares do estádio. Logo, fala-se com nostalgia dos tempos em que Flamengo e Fluminense levavam “mais de cem mil pessoas ao Maracanã”, como se esse fosse o número a ser perseguido. Não é.

Em seu blog no site da Espn, Paulo Vinicius Coelho revelou que, dos 393 Fla-Flus já realizados, apenas trinta e dois (8%) tiveram mais de cem mil torcedores presentes. A conclusão correta não é que “Fla-Flu com cem mil é lenda urbana”, e nem que o clássico tem obrigação de levar tal número de torcedores ao estádio. Fla-Flu tem, sim, que encher o Maracanã. Por isso o público do último domingo foi insuficiente.

O objetivo tem de ser ocupação máxima, seja qual for a capacidade do estádio.

BOLEIRO

A visita das seleções da Itália e da Argentina ao Vaticano, anteontem, comprovou a paixão futebolística do Papa Francisco. O Santo Padre reagiu com simpatia quando Lionel Messi lhe ofereceu um vaso de flores, mas abriu um grande sorriso ao ver que o presente de Gianluigi Buffon era uma bola de futebol. Com bom humor, dá para dizer que os argentinos falharam.

REVÉS

A Suíça venceu a Espanha na Copa do Mundo que a Espanha ganhou. É o resultado que alivia derrotas como a do Brasil, ontem na Basileia. Os suíços têm um bom time. Marcador, obediente e ousado em certos momentos, mas só. Lideram seu grupo nas Eliminatórias, sim, mas a vice-líder é a Albânia. De modo que não, perder para a Suíça não é normal. Mas acontece.



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