FRANCO



Há um aspecto das declarações de Ney Franco sobre Rogério Ceni (entrevista a Carlos Eduardo Mansur, publicada na edição de hoje de “O Globo”) que não tem recebido a atenção devida.

É a primeira vez que Ceni – um jogador que representa o São Paulo como nenhum outro – é alvo de críticas públicas tão diretas a seu comportamento, que abrem uma janela para a dinâmica do cotidiano do clube.

O que Ney Franco declarou ao jornal não é novidade para quem acompanha o São Paulo com certo nível de acesso. O ineditismo está na exposição de tais opiniões, com nome e sobrenome, por causa da representatividade de Rogério e a importância de sua trajetória.

Haverá quem diga que Ceni, certa vez, foi afastado pelo ex-presidente são-paulino Paulo Amaral por um mês, o que diminuiria a importância do episódio atual. Mas são situações incomparáveis.

Primeiro porque aquela questão se deu em torno de uma suposta oferta de transferência para a Europa (queridos trolls: não faço, aqui, juízo sobre quem estava certo. Apenas retomo o contexto do ocorrido, está claro?), algo que dizia respeito apenas ao goleiro e à direção do clube.

Depois, e mais importante, porque o caso aconteceu em 2001, quando Rogério ainda não tinha o tamanho que tem hoje (seu período de crescimento mitológico se deu a partir de 2005).

De forma que a repercussão em torno da entrevista desta terça-feira faz todo o sentido.

Rogério Ceni é um jogador tão especial que praticamente não há “faixa cinza” no que diz respeito a ele. Atuações, declarações e atitudes impõem a formação de dois times, a favor e contra. Ele está sempre certo ou sempre errado, falha sempre ou não falha nunca, deve ser combatido ou canonizado.

Os extremos não levam a nada, porque ninguém é unanimidade em lugar nenhum. A sugestão de que Ceni não é uma unanimidade no São Paulo não deveria ser tão chocante.

Em relação ao que disse Ney Franco, obviamente os dois times já estão formados e se enfrentando. O que infelizmente impede que ambos os lados mantenham a distância correta (nem tão longe para poder se aproximar, nem tão perto para poder se afastar) para fazer uma análise sóbria.

O ponto aqui, apenas, é estabelecer a importância do fato, e tentar entender seu significado para o futuro.

Discute-se o caráter da atitude de Ney Franco. Coragem ou vingança? Rogério de certa maneira provocou uma reação ao fazer comentários sobre o legado (“zero, zero”) que o técnico deixou para o São Paulo, e ao saudar a chegada de Paulo Autuori (“agora temos comandante”).

Sim, Ney se vingou.

Mas por ter assinado o que disse, sem recorrer ao infame recurso do equívoco de interpretação, Ney também foi corajoso.

É preciso frisar que tais posicionamentos seriam mais valiosos se acontecessem enquanto a relação profissional está em andamento. Mas há diferenças entre o mundo ideal e o mundo real que explicam por que, na enorme maioria dos casos, opta-se por falar depois e não durante. Os motivos, creio, são óbvios. Adalberto Baptista pode oferecer um exemplo bem detalhado.

Um lado fascinante dessa história é que Ceni está a meses do fim de sua carreira em campo, e, também, a meses (provavelmente os mesmos) do início de uma carreira do lado de fora. Tudo indica que ambas as carreiras se darão no mesmo clube, de modo que seu significado para a instituição não se alterará com a aposentadoria do gol.

Rogério permanecerá influente e importante para quem quiser comandar o São Paulo. O plano pós-carreira idealizado por Juvenal Juvêncio nada mais é do que um movimento político para tê-lo a seu lado.

Vejamos quais serão as escolhas do maior ídolo são-paulino. De que forma responderá – se é que o fará – a Ney Franco, e de que maneira se posicionará no próximo capítulo de sua vida no São Paulo.
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Ao comentar a entrevista de Ney Franco, Émerson Leão (o técnico que o antecedeu) disse à ESPN Brasil que, em sua última passagem pelo São Paulo, sentiu que o clube não queria renovar o contrato de Rogério.

A declaração me fez lembrar da coluna que publiquei no Lance! em novembro do ano passado, exatamente sobre esse assunto.

À época, indivíduos que têm dificuldade para ler e/ou raciocinar me acusaram de “clubismo” e de pretender prejudicar Ceni. Uma pena não terem comentado o que escrevi aqui e aqui, apenas dois exemplos, sobre o mesmo.

É espantoso que ao lerem um texto de fácil compreensão, pessoas percam o ponto de tal forma. A coluna tratava de uma divisão na diretoria do São Paulo a respeito da renovação do compromisso, como Leão confirmou sete meses depois.

Como se sabe, Rogério assinou um novo contrato de um ano.

É grave a falta de percepção sobre o papel de jornalistas, especialmente quando o assunto é o futebol. Lê-se apenas o que se quer, acredita-se no que é mais conveniente. Como sempre digo, é a turma dos que preferem não ser informados, e precisam se sentir ofendidos.

Como já disse Xico Sá, é o “leitor que não lê”.

Não vejo jornalistas como formadores de opinião, e sim como fornecedores de informação, opinião e contextos. Não acredito que pessoas inteligentes simplesmente adotem o pensamento de um jornalista como próprio. Entendo que nosso papel é oferecer aspectos que sejam interessantes para quem gosta de ler sobre os variados assuntos, sempre com o compromisso de publicar a verdade.

Porque a verdade aparece sempre, independentemente das vontades dos fanáticos.

Uma informação final: a divisão a respeito de Rogério permanece no comando do São Paulo, como comprovou a demissão de Adalberto Baptista. O ex-dirigente foi autorizado a confrontar publicamente um ídolo, consciente de que a batalha pela opinião interna e externa seria decisiva para seu futuro.

Baptista perdeu e saiu.



  • Emerson Cruz

    Não tenho como emitir algum juízo de valor sobre o que disse Ney Franco, mas as dimensões que tomaram suas declarações não ocorreriam se o ambiente atual do SPFC não fosse de constante turbulência, o que acaba refletindo nos resultados em campo.

    • gerson marques camargo

      eu nao sou sao paulino mas vou dar minha opiniao, como cidadao comum. eu acho que como jogador o rogerio ceni merece todo respeito e toda admiraçao no sao paulo, pq sem duvida alguma ele e uma lenda no sao paulo, como marcos no palmeiras…mais uma coisa, e uma coisa, e outra coisa e outra coisa. jogador enquanto jogador, tem que se comportar como tal. tem que respeitar o tecnico, pois e ele que comanda o time, e me parece que o rogerio nao estava fazendo isso. e acho que todos concordam, que ja passou da hora do rogerio parar. pq ele nao faz como o marcos que parou na hora certa. ele ja esta se tornando ridiculo, se continuar jogando. tem que parar de jogar, e de ficar mandando no time.

  • LUIZ CARLOS TOLEDO PEREIRA

    Estamos em um país de semianalfabetos, caro André. A dificuldade na compreensão de um texto simples faz parte do pacote.

  • Mais dois links para entender o que se passa:

    Este e este.

    Abraços!

  • Kabral

    FALOU, FALOU, FALOU E NÃO DISSE NADA!!!! matéria ridícula por isso muitos não leem como VOCÊ mesmo disse.

    Na próxima matéria coloque algo realmente interessante, não prolongue tanto como fez nessa, pois não é enchendo de palavras a mais que você vai prender a atenção de alguém.

    E só mais uma coisa, está claro que o Ney apenas quis se vingar, dizer que o Ceni frita o Ganso? O nosso querido maestro ainda não mostrou a que veio. não apenas por sua culpa, mas também por ter que jogar ao lado de Douglas, Rodrigo Caio, Maicon, Paulo Miranda entre outros.

    AK: Não falei que muitos não leem, einstein. Falei que leem e perdem completamente o ponto. Como você. Um abraço.

  • Matheus Brito

    Caro Ak, Faz tempo não comento aqui, justamente por falta de tempo. É de suma importância entendermos o que o ídolo pode representar para o clube, mas mais importante ainda é que este ídolo entenda isso. Especificamente na passagem de Ney Franco, parece sempre ter havido turbulência na relação com o Rogério Ceni. Desde aquele jogo(não me recordo qual) em que o Ney Franco iria substituir um jogador e o Rogério gritava do seu gol que a substituição deveria ser outra. Na coletiva o “caldo azedou” com o Ney dizendo que ele era quem escalava, treinava e fazia as substituições que achasse necessárias.
    Ceni tem muita influência no São Paulo, mas muitas vezes exagera no seu papel de liderar a equipe. Ou encerra logo e vira treinador ou dirigente, ou espera a carreira acabar de forma correta, sendo jogador, capitão e líder do time dentro de campo. Querer ser “manager” e jogador é tentar abraçar o mundo com as mãos.
    AK, para você que gosta de cinema, acho que não é o caso, mas encaixa um pouco aquela frase: ” Ou você morre herói, ou vive o suficiente para se transformar em vilão”. Batman – O Cavaleiro das trevas.

  • Anna

    Achei a atitude de Ney Franco corajosa. Honestamente, não tinha entendido direito a saída do Ney Franco. Em toda a história temos que saber os dois lados. Coluna perfeita, como sempre.Grande abraço, Anna

    • thiago

      Vc não sabe de nada Anna. e não é lendo esta josta, que saberá.
      Atitude corajosa se toma na hora, e não falando no jornal, depois que vc saiu com o rabo entre as pernas. o rogerio é um idolo? sim. deve se aposentar? sim. o legado do ney franco foi zero? sim. ele se aproveitou de um momento? sim.
      essas questões estão tomando o rumo que não deveria, e isso por caras que escrevem matérias como esta.
      A.K fala mal dos jornalistas e faz igual.
      hipoteticamente, se o são paulo tivesse regular (veja que não coloquei bom ou ruim….), vcs estariam comentando isso?

      ALGUÉM SABE COMO O SÃO PAULO JOGAVA NA ERA NEY FRANCO DEPOIS QUE O LUCAS SAIU???
      Nem ele sabia.

      AK: Estimo as melhoras. Um abraço.

  • Felipe

    O Ney Franco é fraco como treinador, não tem pulso firme. Não se justifica o fiasco de um trabalho em um dos ídolos do clube, todos sabem que o Rogério é muito mais que um goleiro no São Paulo e não poderia ser diferente o cara dedicou sua vida ao São Paulo e merece ter o status que tem hoje.
    Ao meu ver o que esta afundando o São Paulo é a diretoria, JJ tem que sair, alguns jogadores já deveriam ter saído há muito tempo como o caso do Juan, Welington (que antes era um bom jogador e agora não ta jogando nada há muito tempo), Lúcio e outros.

    FORA JUVENAL!!!!

    • Joao CWB

      Você pede a saída do Juvenal, justo ele que é um dos responsáveis pela permanência do “mito” Ceni no elenco.

      Se fosse alguém mais honesto, com certeza já teria dado um jeito de encostar o capitão mau caráter.

      Rogério Ceni é vitorioso, sem dúvida. Mas não é de hoje que percebe-se a sua máscara e falta de ética, pelo menos por parte dos torcedores em geral, pois até ontem ele era o modelo de conduta para a mairoia dos profissionais da imprensa.

      Abraço

  • Daniel Lima

    O que o torcedor quer saber é o resultado dentro de campo, o que acontece internamente não interessa!

    AK: Você representa a vontade de mais alguém? Um abraço.

  • Newton Jadon

    Jovem Kfouri corrija o português antes de publicar! Que vergonha!

    AK: Legal que você gostou do post. Um abraço.

  • Antonio Carlos

    Melancólico final de carreira de um dos mais vencedores e sensacional jogador de sua época, na posição que atua.
    O miTo pode terminar como miCo.
    Rogério deveria ser mais cuidadoso com o que fala e faz.

    • Marcos

      Juro que não entendo pq dizem que ele foi maior que Muller, Raí, Pedro Rocha…. nem mesmo o maior goleiro do SP ele foi! O Zetti era infinitamente melhor.

  • Vinicius

    Escrito pelo jornalista Alexandre Lozetti, fala sobre o caso com bastante lucidez. Segue na íntegra:

    “Ney Franco resolveu derramar suas mágoas sobre Rogério Ceni. Justificável, já que ouviu dele que seu legado era zero no São Paulo. O goleiro não gostou de seu trabalho. É um direito dele. O técnico não gostou de ser contrariado. Também é direito dele.

    Agora deixemos a hipocrisia de lado. Rogério trabalha no São Paulo há 23 anos, sob o “agravante” de ser considerado, com justiça, o maior jogador da história do clube. Que funcionário de qualquer empresa, nessas condições, não teria poder e influência maior do que os demais? Assusta que alguns colegas finjam não entender isso, aliás.

    Rogério não precisa ter todas suas vontades atendidas, mas tem de ser ouvido, consultado, respeitado. É um direito que adquiriu. Ney Franco agia sob a batuta do então diretor Adalberto Baptista, que queria tirar poder de funcionários antigos, e resolveu confrontá-lo publicamente. Era um risco, e perdeu. E mereceu perder.

    Ney foi inábil demais. Seu tutor Adalberto também. O trabalho em 2012 foi bom. Em 2013, não. E Rogério não é culpado disso. O capitão não tinha tanto poder de decidir o futuro dos técnicos do São Paulo, ao contrário do que se tenta provar. Ele gostava muito de Adilson Batista, que ficou três meses. E não tolerava Leão, que ficou mais tempo.

    Ney foi covarde em sua entrevista. Disse que Ceni fritou Ganso, mas não disse por que tirou o meia no primeiro jogo do ano, depois de afirmar que ele seria titular do time, e não o colocou tão cedo. Nem explicou sua total incapacidade de fazer o reforço render. Reforço contratado com sua assinatura. Afinal, quem não se lembra do “campinho” que já estava desenhado pelo treinador com o nome de Ganso?

    Ele também falou de Lúcio, mas não comentou a quantidade absurda de gols que o São Paulo levou em bolas aéreas. Lúcio nunca foi fritado, mas sempre fritou. Era péssimo para o grupo, e bastou que um técnico com atitude e sem rabo preso com diretor chegasse para que isso ficasse claro.

    Quando Ney Franco se sentou ao lado de Juvenal e Adalberto, e ouviu passivamente o afastamento de sete jogadores que mal tinham participação nos fracassos do time, perdeu o resto de respeito de todo o grupo. Fez parte daquilo.

    Entre eles estava Fabrício, afastado por que tinha relação próxima com Ceni. E Cortez? Ney exigiu que Juan voltasse. Mas não explicou suas escolhas na entrevista.

    Por fim, rotular Rogério Ceni ou considerá-lo mau sujeito por causa das respostas de Ney Franco é de um oportunismo sem igual. A grande maioria das pessoas que trabalharam com o goleiro o elogiam, e são ignoradas por quem tem o incontrolável desejo de criticá-lo. Ninguém acredita em quem elogia o goleiro, mas todo mundo é louquinho pra acreditar em quem o critica.

    Se são torcedores, estão mais do que certos em repudiar o ídolo rival. Se são jornalistas, uma dica: liguem para Muricy Ramalho, Carlos Alberto Parreira, Darío Pereyra, Nelsinho Baptista, Mário Sérgio, Paulo César Carpegiani, Levir Culpi, Vadão, Oswaldo de Oliveira, Rojas, Cuca, Emerson Leão, Paulo Autuori, Ricardo Gomes e Adilson Batista. E perguntem sobre Rogério Ceni.

    Dará mais trabalho e menos prazer do que tweets ou posts detonadores, mas talvez seja mais justo.

    Rogério, no São Paulo desde 7 de setembro de 1990, acha que sabe melhor do que os outros o que é bom para o clube. Melhor, por exemplo, do que Ney Franco, que ficou um mísero aninho. Vamos condená-lo por isso?”

    • Não digo que foi um bom “COMENTÁRIO”, digo que foi uma “MATÉRIA” perfeita tudo que você escreveu. Eu só não consigo entender esta história de ter “FRITADO” o Ganso e o Lúcio. Aliás estas foram mais duas “BOBAGENS” que a diretoria, comandada pelo Adalberto Batista fez. O que o São Paulo menos precisava era de armador (já tinha o Jadson) e de zagueiro (já tinha R. Tolói).

    • Até que enfim li algo lúcido e coerente.Ceni não é perfeito ou um super-herói (como desejam os verdadeiros tricolores) mas não pode ser responsabilizado pela má fase do clube.

    • Valdimir Ribeiro

      Vinicius, perfeito, perfeito perfeito

  • RENATO77

    Vespeiro.

  • Esta é a combinação de um comandante que não sabe comandar com um comandado que comanda mais do que deve.

    A mistura bombástica vem se preparando a muito tempo, desde que o SPFC preferiu escolher técnicos cordeiros e políticos, que aceitam contratações e entram em campo com escalações feitas por empresários, empresário este que Rogério Ceni é.

    Por que será, que grandes nomes de técnicos com personalidade forte e comando bruto não ficam na mira do SPFC?

    Sou são paulino, e agradeço as defesas e os gols “Obrigado Rogério”
    Mas seja também o grande são paulino que se diz, aposente-se e esqueça as metas individuais

    André Kfouri como sempre, ótimo. Gostei muito, pena que esta verdade toda é sobre meu time, parabéns AK.

    AK: Obrigado pela leitura. Um abraço.

    • diogo rodrigues

      simplesmente ridículo o seu comentário , porque será então que o murici ramalho , grande técnico que é , defendeu o Rogério ceni em relação as declarações (vingativas) do Ney fraco ? será que esse processo de intromissões , mandos e desmandos que o ney disse que o Rogério ceni faz só aconteceu com ele ? e o leão também deu entrevistas dizendo que nas passagens dele pelo são paulo isso nunca aconteceu , pra você o murici ramalho não é um grande técnico ? porque ao afirmar que são paulo não visa grandes técnicos você enganadamente chamou o murici de ruim .
      em minha modesta opinião , esse post do André kfouri só faz sentido na parte em que ele diz :
      Discute-se o caráter da atitude de Ney Franco. Coragem ou vingança?
      para bom entendedor esta mais que explicito que foi uma vingança , quando verdades são realmente verdades elas vem de todos os lados e não só de um comentário isolado de um treinador magoado pela sua demissão e pela franqueza do ceni ao afirmar que o legado foi zerooooooooo , isso é fato , ou será que você poderia me explicar de que jeito o são paulo jogava após a saída do lucas ? treinador quando é bom não fica dependente de um único atleta para ter um padrão de jogo decente e competitivo , sem mais !

  • Luis lLima

    a) Esse cara é uma mala sem alça, chato pra kct, se vc for no dicionário e procurar a palavra chato, tá lá a foto dele. Só alguns São Paulinos gostam dele, o resto ninguem gosta.

    b) Ja passou da hora de se aposentar, todo gol ele cai, bola por cima ele cai, bola rasteira ele cai, até bola pra fora ele cai.

    c) Se ele virar treinador só terá o São Paulo pra treinar porque ninguem irá querer essa mala.

    d) Se ele virar presidente do SP terá o tempo de administrar e depois acabou tb.

    • Tipo… se é para escrever isso, seria melhor nem ter escrito.

  • Marcelo Mazza

    André, a opinião de jornalistas de futebol pesa e provoca reações extremas por se tratar de um assunto que envolve paixões, muitas vezes cegas. É a mesma coisa que jornalista político. A qualquer opinião que vá de encontro à opinião do leitor o jornalista já é taxado como “vendido”, “golpista”, etc…

    AK: Sim, é triste. Revela pouca capacidade de pensar. Um abraço.

  • Juliano

    Achei sensacional que Ney veio a público e expôs o que pensa, e o que sabe.

    Até hoje nunca entendi esse tipo de medo que sempre tiveram de falar a respeito do RC. Certamente outros que passaram por lá viram coisa parecida e pensam de forma semelhante a Ney.

    Sempre fiquei na dúvida sobre a postura de RC. Às vezes admirava, outras achava absurdo. Inegável que ele se sinta o presidente do clube. Revela muito sobre sua arrogância. Como jogador, teve seus momentos, seus títulos podem falar por ele. Mas nada disso justifica o ambiente que ele cria, manipula e atua. Não à toa o SPFC está onde está na tabela. E se existem muitos culpados, RC tem a sua parcela e não pode fugir dessa responsabilidade.

    Prejudicar companheiros de trabalho é inconcebível. Já passei por isso, trabalhando em grupo (não no meio esportivo) na bancada. Postura deplorável deste tipo de colega de trabalho.

    E ele não o faz apenas com treinadores. Na declaração do Ney ele expõe o que acontece em relação à PHG. Com condição física sempre em cheque (“bichado”) e sem convencer na parte técnica, PHG virou presa fácil. Claro que ele também não se ajuda. Talvez esteja faltando brio. Mas que não deve ser fácil ter de lutar contra a influência pesada de RC neste grupo não deve ser fácil. Uma pena.

    Desviando um pouco o foco central da coluna, AK (e demais leitores deste espaço), acreditam que PHG venha se tornar o que dele se esperava? Ou, pelo menos, parte do que se esperava? Seria cedo e deveríamos aguardar (AINDA MAIS) por essa resposta?

    Abraço!

    PS: E o SPFC fazendo bonito na tradicionalíssima Copa Suruga…

  • Teobaldo

    Esse post terá uma atualização? Se a fala do Ney Franco (fraco, na minha opinião) foi dura, a resposta do Rogério Ceni foi num tom ainda muito acima. Sinceramente, na minha opinião (que não tem a menor importância), os dois têm razão!

    ps.: E aquela história do “ler o que não está escrito”? Há tempos não é usada, heim… gosto muito dessa expressão e a utilizo com frequência, mas não adianta cobrar royaltes. Um abraço!

  • Mary

    Sinceramente, pra mim o comentario acima do Vinicius, disse tudo!

  • Joao CWB

    Por favor André, não seja o Rogério Ceni dos blogs esportivos. Poderia ao menos justificar o motivo que o levou a publicar um comentário meu de forma incompleta e depois nem sequer publicar o outro.

    Não peço isso para ver quem tem razão, e sim para que eu não cometa o mesmo erro nos próximos comentários. Espero que entenda.

    Abraço.

    AK: Você mencionou uma pessoa que não está aqui para se defender, pois seu comentário a respeito dela está equivocado. Ademais, não há por que estender um debate que não é o do post. O trecho retirado do seu primeiro comentário não prejudica a opinião que você pretendia expressar. E o segundo comentário era especificamente ligado ao outro tema. Nada disso tem algo a ver com ter razão. Um abraço.

    • Joao CWB

      Obrigado pelo retorno.

      Abraço

  • Rafael Wuthrich

    Caro André, boa tarde. Concordo com sua leitura do caso e acrescento o nome de Milton Cruz à mistura. Acho que após muito tempo o SPFC enfrenta uma situação que outros gigantes do futebol brasileiro enfrentam há anos, principalmente o Flamengo (meu time) e o Palmeiras: política interna do clube. Neste sentido, Milton, Ceni e Juvenal estão no mesmo barco mas falando a língua diferente de Lúcio, MAC, Ney Franco e outros, além da própria torcida. O que transforma o ambiente do clube um pandemônio que, repito, Flamengo e Palmeiras enfrentam há anos. Qual sua opinião sobre a ingerência de Milton no caso? Muitos tem criticado o distanciamento e a “fritura” que ele deixou Ney sofrer.

    PS: O seu trecho “Não vejo jornalistas como formadores de opinião, e sim como fornecedores de informação, opinião e contextos. Não acredito que pessoas inteligentes simplesmente adotem o pensamento de um jornalista como próprio. Entendo que nosso papel é oferecer aspectos que sejam interessantes para quem gosta de ler sobre os variados assuntos, sempre com o compromisso de publicar a verdade. Porque a verdade aparece sempre, independentemente das vontades dos fanáticos” merece destaque fora do contexto. Num período que a mídia escrita sofre demasiadamente com sua credibilidade, jornalistas (e jornais) se vendem a compadrios e interesses escusos e a moda é proteger os amigos e atacar os inimigos, independentemente da verdade (incluo Veja, Estadão, O Globo e Folha de SP nesse “balaio”), sua afirmação é um oásis no deserto da falta de autocrítica da mídia impressa (e alguns da mídia das redes sociais) quando fala em liberdade de expressão e compromisso com a verdade. Meus parabéns. Quem nos dera existissem gente de sua extirpe nas redações de política e economia de alguns jornalões brasileiros.

  • Wanderley Almeida

    Parabéns , juca
    Rogério está em uma situação desconfortável no São Paulo . O que falou do Ney franco , certo ou errado , foi um ato covarde. Queria escalar o time . Queria colocar seu jogador , amigo.
    Não existem comentários a respeito, porém quem milita no meio do futebol e de boleiros , sabe
    que o grupo está dividido , ou será que o William José ficou satisfeito com a atitude do Rogério .
    E seus amigos , amigos do William José , no grupo do São Paulo , será que gostaram .
    Temo pelo pior . o São Paulo cair para 2ª divisão . E o Paulo Autuori não aguentar pressão.

    AK: Errou de blog? Um abraço.

  • José A. Matelli

    Da Wikipedia:

    “Em política eminência parda é o nome que se dá quando determinado sujeito não é o governante supremo de tal reino ou país mas é o verdadeiro poderoso, agindo muitas vezes por trás do soberano legítimo, o qual é uma marionete dele, e pode muito bem ser deposto pela eminência parda caso este não o agrade. A eminência parda ainda pode se utilizar de qualquer tipo de poder para exercer seu poder, seja ele militar, econômico, religioso e/ou político.”

  • Caro André, gostaria de salientar que falta tudo ao SPFC hoje, mas, o que mais faz falta é postura diretiva, não foi só Ceni que fritou Ney, o Lúcio, Fabrício, Ganso, Rodolfo entre outros também se indispuseram com o ex técnico tricolor.
    Se a diretoria agisse rápido e com a força necessária, isto não teria ido tão longe, a mim, são paulino que acompanha o clube a tempos, parece que a diretoria está perdida e sem enxergar uma saída, então, aumentaram ( ou deixaram aumentar) o tamanho da participação de Ceni nesse conjunto, a eleição vem aí e Ceni continuará a ser um dos maiores ídolos de nossa torcida, já a diretoria é outra estória. O julgamento do cárater de Ceni, do conjunto de sua obra, como se ele fosse sempre isso e fosse o culpado pelos males do clube é forçar demais a barra, como muitos estão fazendo, concordo em muito com seu posicionamento e indico os blogs do Vitor Birner e do Emerson Gonçalves (São Paulinos) como outras boas fontes de informação sobre este caso, e parabéns pelo distanciamento que vc mantém, é salutar e necessário.

    AK: Sim, há uma falha de comando clara e grave. É normal que jogadores que escrevem histórias tão importantes num clube, e durante tanto tempo, estabeleçam relações que por vezes extrapolem suas funções. O comando deve saber administrar esses casos. Obrigado e um abraço.

    • joão paulo tricolor

      Guto, curti muito o seu comentário. Que bom haver sãopaulinos como vc. Tenho a mesma visão sua, e acho gravíssimo o posicionamento de nossa diretoria sobre a relação desses jogadores que você mencionou e o ney. Acho que a diretoria deveria ter agido para manter o treinador. Acho tb que a nossa torcida tem grande responsabilidade na queda do ney, eu estava no jogo SP x Goiás, eles fizeram uma tremenda pressão gritando o nome do muricy. Com uma diretoria omissa, temos um elenco de mimados (fabricio, LF, Ganso) uma torcida burra, e ambos, elenco e torcida, com a sensação de que mandam no clube.
      Abs

  • Abner

    André, vc não acha que as teorias do “absolutamente certo” e do “redondamente errado” são típicas do jornalismo esportivo brasileiro?! Eu até estenderia ao jornalismo latino do futebol. A respeito da entrevista do Ney Franco, vc realmente acredita que Ceni frita Ganso e Lúcio? Há 6 meses vcs da imprensa diziam que um dos motivos de Lúcio vir p/ SPFC foi o bom relacionamento que ele tinha com Luis Fabiano e Rogério. Ainda sobre Ney, muitos de vcs jornalistas diziam que o time não tinha padrão algum de jogo, parecia um bando, e que boa parte da culpa era do treinador. Como homem ferido que depende do futebol p/ viver, não seria natural que Ney Franco tentasse dividir as causas do seu desempenho pífio à frente do SPFC?!

    AK: Eu te responderia. Mas após esses “vocês da imprensa” e “vocês jornalistas”, não vai rolar. Um abraço.

    • Caraca, Abner, pergunta direito, véi!… 😛

    • Abner

      Cara André, minha intenção foi apenas segregar os profissionais do jornalismo dos demais, como: da saúde, construção, etc. De forma alguma tive o propósito de ser pejorativo. Peço que reconsidere, pois admiro seu trabalho e seria interessante conhecer sua opinião. Acho que a forma como parte da imprensa do futebol divulga ou opina sobre o tema não é tão técnica quanto deveria ser, falo isso, pois acompanho o basebol e o futebol americano e enxergo no trabalho de lá uma forma diferente.

      AK: “Parte da imprensa”? A quem você se refere? Não tenho essa impressão do jornalismo esportivo que eu consumo. Um abraço.

  • Ricardo

    Essa rusga isolada que veio a público entre o bom treinador Ney Franco e o goleiro-artilheiro Ceni ilustra bem o motivo de apesar de ser um tremendo vencedor como atleta, o Rogério não é querido pelas torcidas, pelos torcedores de futebol em geral
    Quem o defende ferrenhamente em suas posições para dizer no mínimo, equivocadas (como essa com o seu “Coach” Ney Franco (que em um ano no SP ganhou um título importante com um elenco mediano) ou anti-éticas (como o fax da “Tango Sports” com uma suposta proposta que nunca ninguém viu do Arsenal, pra ter aumento de salário) não são torcedores que mereçam ser levados muito a sério.
    Assim como o RC.

  • Carlos

    Caro AK. Vejo muitas incoerências no desabafo do Ney Franco, vamos: primeiro se alguém fritou, ou tentou, o PH Ganso, dos dois, foi o Ney; segundo, foi mesmo um ato de coragem, de franqueza, qualidades que me parece não apareceu no episódio dos sete afastados; terceiro se jogador não pode opinar sobre escalação, como seriam as carreiras de Didi, Gerson, Pelé etc. Bom, à luz disso, as declarações do Sr. Ney Franco (franco?) foram para se vingar.

  • paula

    Os dois deveriam ter ficado de bico fechado. Mas, como falaram…bem eu analiso assim: ceni ao externar suas vontades coloca em xeque a autoridade do técnico. Ney sentiu isso. Não significa q ceni bate na porta da diretoria e pede isso ou aquilo.
    Do outro lado, ceni fez um péssimo primeiro semestre ano passado ( acho ateh q se machucou) e um excelente segundo – q foi, na minha opinião, o motivo para ele renovar – arriscaria dizer que ney autorizou sua não renovação e ceni guardou mágoa.
    O que não se pode é cair na critica fácil ao trabalho de goleiro ( dos melhores) pq ele se mostra vingativo ou com ar superior.

  • Carnona

    O ex-goleiro Wagner do Botafogo, foi incluído no Guinness Book como o goleiro que mais tomou gols de falta na história do futebol: 73 gols ao todo. Curiosidades: Wagner disputou 412 jogos pelo Botafogo e sofreu 503 gols, no período de 1993 a 2002. Apesar de ser respeitado por parte da torcida do Botafogo devido ao fato de ter feito parte do time bicampeão brasileiro (1995), Wagner nunca foi idolatrado pela torcida alvinegra que inclusive lhe deu o apelido de Wagner Steve Wonder, devido as suas seguidas falhas.

  • Thiago de silos da silva

    assino embaixo suas palavras andré. e te digo que o rogério vai virar manobra politica para 2014, tanto é que se fosse em outro clube que um mito desses estaria se aposentando a festa já estava armada faz tempo. MUITO OBRIGADO POR TUDO E PRA MIM VOCÊ JÁ ERA MITO DESDE A SEMI-FINAL DO RJ-SP 2001, QUANDO GRITAVA VENDO O JOGO PELA TELEVISÃO CONTRA O FLU.”pega, rogério pelo amor de deus,pega,pega. e depois da vaga garantida. “muito obrigado por me fazer feliz.ISSO SÃO COISAS DE UM IMAGINÁRIO DE GAROTO NA ÉPOCA COM 15 ANOS.

  • Diego Brito

    Caro AK, acho que o problema atual do São Paulo se deve a montagem do time, culpado Adalberto, comparando a um carro ele tinha o chassis, mas colou as peças de vários fabricantes diferentes, contratou vários jogadores que que não servem para o São Paulo e um técnico Ney Franco que fez sucesso com as seleções de base para promover os garotos da base do São Paulo… creio que depois que conseguiu acertar a equipe no final de 2012 ney franco deixou a soberba extrapolar, achou que com a chegada do ganso, em 2013 seria o ano do são Paulo, mas com a perda do Lucas e o evidente baixo rendimento fisíco do são Paulo este ano culminaram com uma campanha pífia, pra mim ele protegido por Adalberto se achou o dono da cocada e após o empate em 0x0 com o palmeiras onde o Lucio foi expulso e a reclamação do ganso ao ser substituído, ele perdeu o grupo ao dizer que ele daria nota 10 ao seu trabalho e que os jogadores foram mal no jogo… ali todos perderam a confiança em seu trabalho…. um técnico que comenta que não entra em campo para dar passe que o erro não é culpa dele, me desculpe, alguma coisa tem errado, ele nem treinava o time era o auxiliar…. imagino uma coisa, mais são paulino que o Rogerio ali no grupo não tem, duvido que ele aceitaria perder para derrubar o cara…. o problemas que hj ou alguém o ama ou o odeia e dai vem essa criticas..

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