NOTINHAS PÓS-RODADA



A décima-primeira jornada do BR-13:

* Demorou, mas o Coritiba perdeu. Obra do Cruzeiro (1 x 0 – 25.108 pagantes no Mineirão) e de mais um gol de Luan.

* Como era de se esperar, o Coritiba sentiu falta de Alex.

* Empate (1 x 1: Barcos e Leandro Damião – 37.434 pagantes) no primeiro Gre-Nal da Arena do Grêmio, que flertou com a calamidade da torcida única, mas, felizmente, não sucumbiu.

* A arbitragem desagradou aos todos, sinal de que foi mal.

* O Corinthians demorou 11 rodadas para ganhar (2 x 0 no Criciúma: Renato Augusto e Guerrero – 17.211 presentes no Heriberto Hulse) dois jogos seguidos.

* Lindo gol de Renato Augusto, que ainda marcou e ajudou na elaboração.

* O empate com a Ponte Preta (1 x 1: Gum e William – 5.942 pagantes no Moisés Lucarelli), em Campinas, rendeu ao Fluminense seu primeiro ponto como visitante no campeonato.

* O pênalti perdido por Fred (o segundo em dois jogos) foi o sexto da carreira dele no Fluminense. Total de 30 cobranças.

* Terceira vitória seguida do Atlético Paranaense ( 2 x 0 no Goiás: Éderson e Dellatorre – 8.873 pagantes no Durival de Britto), a 3 pontos do G4.

* Curiosamente, o Atlético ainda não tinha vencido como mandante.

* O Flamengo (3 x 0: Nixon, Elias e Paulinho – 31.548 pagantes no Mané Garrincha) aproveitou bem a fase sonâmbula do Atlético Mineiro.

* O campeão da América, agora entre os quatro últimos na tabela, tinha boa pontuação quando conquistou o título continental. Imagine se não tivesse.

* O Vitória (2 x 1 na Portuguesa: Cañete, Danilo Tarracha e Fabrício – 7.697 pagantes) voltou ao Barradão com uma virada sobre a Portuguesa.

* A Lusa, seis rodadas sem vencer, teve mais do que o triplo de finalizações (18 a 5).

* Botafogo e Vasco (3 x 2: Rafael Marques-2, André-2 e Seedorf – 24.974 pagantes no Maracanã) fizeram o melhor jogo do campeonato.

* Na boa reação do Vasco, que perdia por 2 x 0 e empatou, destaque para o giro de Juninho no primeiro gol. Jogada que ficou mais bonita com a assistência para André.



  • yuri

    Que bom que as notinhas voltaram. Obrigado! E como voltaram, eu comento.
    O que você mencionou no texto anterior e o comentário sobre o Juninho no último parágrafo deste texto merecem uma boa análise sobre o futebol brasileiro. Como pode ser que os grandes craques da temporada, e os jogadores que estão realmente decidindo, são também os mais velhos e experientes? A lista é longa: Alex, Juninho, Seedorf, Paulo Baier, Zé Roberto, Ronaldinho… Bom, um poderia dizer: “sim, porque os craques mais jovens estão jogando fora!”. Estão? Todos estes nomes que eu mencionei são meios de campo natos. Que outro meio de campo nato, craque que chama a responsabilidade e decide o jogo, nós temos jogando lá fora? O mais próximo que temos é o Neymar, que não é um meio de campo. Uma outra resposta poderia ser: “é que os meninos que estão lá fora ainda vão amadurecer e decidir um dia”. OK, e por que não temos ninguém dessa turma, que está decidindo HOJE, na seleção? Não precisamos deles? Um mix de juventude e experiência não seria importante? E se tomarmos 2 gols da Holanda em um segundo tempo da próxima copa (caso completamente hipotético, não aconteceria), quem irá buscar a bola dentro do gol, botar ela debaixo do braço, acalmar os “meninos” e chamar a responsabilidade. Finalmente, um outro poderia dizer: “não existe mais espaço para meios de campo clássicos no futebol”. Os resultados desse ano no Brasil mostram que isso é uma bobagem.

    • Olha, yuri…

      Desculpe-me ser o cara chato da história, concordo que esses caras todos estão desequilibrando, e tal… mas você escrever que Paulo Baier e Ronaldinho são meio-campistas natos, aí não concordo não. O Paulo Baier eu até faço um esforço para entender, mas o Ronaldinho surgiu como segundo atacante e foi “recuado” para meia-atacante por uma questão de se “encaixar” um 4-3-3 ou 4-2-3-1 onde ele não precisasse marcar muito, sua qualidade de passe pudesse ser aproveitada melhor, e ele tivesse mais espaço para o drible em velocidade.

      Isto posto, só gostaria que todos vislumbrassem um meio campo com Seedorf, Juninho, Zé Roberto e Alex.

      Lindo.

      Abraço!

      • yuri

        Chato de forma alguma. São pontos de vista diferentes que enriquecem a discussão.
        Hoje, eu acho que são sim. Ronaldinho surgiu, e depois jogou na Europa, como atacante. Não é mais. E é como armador, clássico, que carregou o galo no ano passado e liderou a campanha da libertadores (para o meu desgosto). Lá na frente o Atlético joga com Jô, Bernard, e Tardelli. E se vc olhar o posicionamento do Baier hoje em dia, não o verá em outro lugar senão o meio de campo ou, muitas vezes, caindo pela direita. Eu realmente acho que os vovôs estão fazendo sucesso nesta posição pela absoluta falta de jovens de qualidade por aí.
        Me chamem de inocente, iludido, café-com-leite, zé mané, o que for. Mas não consigo deixar de achar que na minha seleção o Zé Roberto, o Alex, e mesmo o Ronaldinho teriam espaço (Juninho não está bem fisicamente). Mesmo que só para compor o banco. Tem muito cabeça de bagre que não acrescenta em nada e vai ser chamado… E, volto a dizer, se as coisas apertarem, não temos ninguém com experiência neste time.

        • Sua segunda frase é exatamente como penso.

          E mesmo vendo o Ronaldinho jogando melhor de uns tempos pra cá, não o levaria para a seleção como “o cara da experiência”. Ele já foi testado outras vezes nessa situação, e não correspondeu. Aliás, acho um exagero ele ser capitão. Obviamente, não sei o que um capitão faz hoje num elenco, mas sempre que ouço esse ‘nome’ lembro sempre de Dunga, Cafu, Rogério Ceni, Alex, Maldini… caras que podem não ser os melhores tecnicamente de um time, mas são os que dão segurança, têm firmeza, representam o clube e os jogadores. Caras que eu (e imagino que todos) respeito como ‘capitães’.

          Abraço!

  • Felipe Lima

    No (baita) lance do Juninho, o André deve ter pensado: “se eu perder esse gol, ele me mata!”

  • Teobaldo

    O técnico Cuca deu uma declaração que a prioridade é a Copa do Brasil (torneio meramente classificatório para uma competiçao que o Galo já está classificado; importância relativa, na minha opinião); os jogadores estão jogando para ficar em 16º no BR-13 (de fato, espero que consigam); só se fala no jogo contra o Bayern de Munique (se é que esse jogo vai mesmo ser realizado; pelo andar da carruagem não passaremos da semi-final) que será no final do ano…. E ainda querem que eu vá ao estádio e pague ingresso??? Que pilhéria!!!!!!!

    Só um detalhe (off-topic, com a permissão do AK): Aquele time que deu de 8 no Santos (puxa-vida, pela primeira vez´na vida eu tive dó de um time de futebol…) é o mesmo que perdeu de 7 para Bayern em dois jogos???? Glup!!

    Um abraço!

    AK: É o mesmo time, em momento completamente diferente, enfrentando um adversário idem. Situações que não se comparam. Um abraço.

    • Exatamente, AK… senão, vejamos:

      O Bayern ganhou de 7 a 0 do Barcelona;
      O Bayern ganhou de 2 a 0 do São Paulo;
      Na teoria, o São Paulo é melhor que o Barcelona (ou menos ruim… :-P);
      O Barcelona ganhou de 8 a 0 do Santos;
      Logo, se o São Paulo é, na teoria, melhor que o Barcelona, ele golearia o Santos sem dó;
      Mas o Santos ganhou do São Paulo há menos de 1 mês (6/7, acho).
      Então, concluímos que… o futebol é um fanfarrão, isso sim! (i.e., é uma caixinha de surpresas!)

      Abraço!

    • Teobaldo

      Claro que as situações não se comparam; minha assertiva era apenas uma brincadeira, por óbvio. Exceto em relação ao Santos. Realmente, fiquei estarrecido com aquele placar. Aproveito a oportunidade e pergunto: Na sua opinião aquele resultado reflete, num aspecto amplo, a diferença entre os grandes clubes europeus se comparados aos grandes clubes brasileiros? É só o dinheiro que faz essa diferença? Um abraço.

      AK: A diferença vai muito além do dinheiro. Mas 8 x 0 é um exagero. Um abraço.

  • Anna

    Vasco e Botafogo fizeram a melhor partida do Br-13, sem dúvida. Santo PFC. O passe de JP é simplesmente sensacional. Tb achei lindo o gol de Renato Augusto. Gosto muito dele! Que bom que as notinhas voltaram! Boa noite, Anna

  • Joel S. Silva

    André, faltou citar que o Botafogo fez 28 finalizações. O record no campeonato. Um time tem que ser muito bom para fazer essa quantidade de finalizações em um clássico regional.

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