CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

CLUBE ATLÉPICO MINEIRO

1 – Poucos minutos se passam antes que se perceba que Ronaldinho está ligado. Móvel, envolvido, ele faz o ataque do Atlético rodar no Mineirão. Arrisca de longe e aparece na área. Mais do que o que se espera, é o que se necessita.

2 – A armadilha do Olimpia é um produto da volúpia atleticana. Configuração de contra-ataque, à espera de um passe errado. A aparição de Bareiro na área faz o atleticano prender a respiração. Victor se apresenta e tudo volta ao normal.

3 – Pelo mesmo lado direito da defesa do Atlético, Silva se insinua e bate fraco. Os paraguaios se entregam à marcação sem esquecer a obrigação de ameaçar. São do Olimpia as duas oportunidades mais evidentes do primeiro tempo da decisão.

4 – Diferentemente do que se deu na volta das semifinais, o gol que significaria metade do trabalho não aconteceu. Com qualquer desfecho, o segundo tempo é garantia de drama.

5 – Assistência de Pittoni para Jô, 1 x 0. Nada pode ser melhor do que um gol instantâneo. Injeção de euforia para o torcedor, estímulo para o time e pressão para o adversário. Tudo num lance só.

6 – Outro aspecto do gol cedo: praticamente metade do jogo pela frente, e o Olimpia não pode mais falhar.

7 – 35 minutos, e a presença constante do Atlético no ataque consegue duas coisas: elevar o nível de tensão no Mineirão e fazer de Martín Silva o principal nome da noite. Enorme atuação do goleiro uruguaio.

8 – O jogo entra no território cruel que produz heróis e vilões sem se importar com merecimento. Ferreyra tropeça na grama, Manzur é expulso, Leonardo Silva cai, levanta, marca. É a segunda materialização do “eu acredito”, que garante – no mínimo – a prorrogação com um homem a mais.

9 – O Olimpia reza pelos pênaltis.

10 – ALECSAN…

11 – Victor pega logo o primeiro pênalti. O resto é apenas a formalidade de um título que estava escrito em algum lugar, só não sabíamos onde.

12 – Clube AtlÉPICO Mineiro, campeão da América.

VÁRZEA

A grande maioria dos problemas da Copa Libertadores é de responsabilidade da Conmebol. Os estádios, os gramados, a arbitragem, o tribunal, o clima de vale tudo. Mas a mentalidade reinante no continente também atrasa o torneio e o futebol aqui nesta parte do mundo. Foguetório na porta do hotel é um espetáculo varzeano, vergonhoso e, por inútil, ridículo.

SINAL

Não era uma partida oficial, o Barcelona não teve vários titulares, Messi só jogou um tempo. Ok. Mas no amistoso contra o Bayern, ontem em Munique, o time catalão não perdeu apenas no placar (2 x 0). Perdeu também nos percentuais de posse de bola, por 55 a 45. O fato de Pep Guardiola, outro viciado em posse, estar do outro lado, não é coincidência.



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