OS 4 Ps



O Newell’s Old Boys de Gerardo Martino era, acima de tudo, um time de futebol com identidade própria. Em mercados carentes como o argentino, levar uma equipe a tal estágio de personalidade é um feito.

Falta material humano, faltam recursos, falta tempo. E sobra pressão. É por isso que tantos técnicos carregam seus times para uma vala comum em termos de sistema.

Treinadores que não se afastam de conceitos, por vezes, conseguem superar a barreira da mediocridade. Foi o que Martino fez no Newell’s.

Quem prestou atenção viu um time que sai jogando de trás, que elabora movimentos, que protege e mantém a bola, que joga com um “falso 9” e ataca pelas laterais.

Martino foi jogador de Marcelo Bielsa e não nega sua influência, mas o NOB que vimos recentemente tem conceitos muito mais próximos do Barcelona (atenção, trolls: falo de ideias, não de produção) de Pep Guardiola.

Aí está a conexão – além da aprovação de Lionel Messi, claro – com os catalães, os motivos que levaram ao convite ao argentino e a um contrato de dois anos.

O “bielsismo” de Martino está na maneira de ver o futebol, na humildade, na autocrítica, na preparação minuciosa e no estudo do adversário. Em campo, Martino é mais paciente do que seu ídolo.

Depois de aplicar ideias “guardiolistas” no NOB, Martino agora tem o material original em mãos. Se tudo der certo, seu Barcelona terá os 4 Ps que formatam o RG das equipes de Pep: posse, passe, pressão e paciência.

Para o técnico, é uma oportunidade de sonho. Para o clube, um inteligente passo atrás.

Para nós, é mais um motivo para ver.



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