CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

COPEIRO

1 – O jogo começa com a materialização de um sonho. O sonho de Bernard. O passe de Ronaldinho que ele desperdiçou em Rosario reapareceu no Independência. Um lance mais difícil, mas mais direto. A infiltração do meio para a direita não permitia outra resolução que não o chute de primeira. A bola que Guzmán roubou na Argentina passou entre as pernas dele. O que vai, volta.

2 – O gol é resultado da pressão na saída de bola argentina. Passe errado, recuperação de Diego Tardelli, solução de Ronaldinho. Com tempo e espaço à disposição, eis um jogador que vê luz onde para os outros só existe breu.

3 – Os garotos velhos honram o nome e resistem à tentação de abrir a guarda. Times argentinos de boa qualidade são assim, quase que imunes ao descontrole que já encerrou torneios de equipes que parecem até melhores. O Newell’s não incomoda e sofre. Mas aguenta.

4 – Tardelli deixa Josué diante da cara ensanguentada, enfaixada, de Guzmán. A defesa é dessas que produzem odes à coragem e ao heroísmo. A dramática pena portenha não deixará passar.

5 – Pênalti em Jô. Paciência de Jó.

6 – O segundo tempo traz um convidado inconveniente: o contra-ataque do Newell’s, que também consegue construir seu jogo a partir da defesa. O encontro adquire um ritmo convencional que não interessa ao Atlético. É tudo o que o time argentino, ciente de que haverá espaço, deseja.

7 – Exibição de Máxi Rodríguez. Sereno, ele conduz seu time com a experiência de quem sabe que, ao contrário do parece, é o Newell’s quem está vencendo. Trinta minutos. As expressões de apreensão contagiam as cadeiras do Independência quando Cuca chama Luan.

8 – Alecsandro e Guilherme em campo. Reinaldo e Dadá Maravilha também entrariam se fosse possível. O tudo nunca foi tão grande, o nada nunca esteve tão perto.

9 – GUILHERME!

10 – Quatro pênaltis perdidos seguidos. Como é difícil ganhar.

11 – Victor. Vitória. História.

POLÍTICOS

Na semana passada, escrevemos aqui que o que leva um político a usar um voo da FAB para levar a família para ver a Seleção é a mais absoluta falta de preocupação. E o que leva um cartola a convidar este mesmo político para ser chefe de delegação? Foi o que José Maria Marin ofereceu ao deputado Henrique Eduardo Alves. Há poucas diferenças entre eles.

ESCOLAS

Na eterna dança de treinadores brasileiros, está certo o Santos ao buscar técnicos estrangeiros para trabalhar aqui. O futebol no Brasil se beneficiaria muito da presença de profissionais com outra formação e métodos diferentes. O Santos procura uma mudança de conceitos que já deveria ter acontecido. Pena ainda não ter conseguido encontrá-la.



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