CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

VAI, PAULINHO

Você conversa com Paulinho e fica com a impressão de que ele já sabia de tudo. Já sabia, há cinco anos, quando era mais um semiprofissional jogando na quarta divisão do Campeonato Paulista, que o futuro lhe faria feliz. Já sabia que, em 2013, seria campeão paulista, brasileiro, continental e mundial pelo Corinthians. Que seria campeão da Copa das Confederações pela Seleção Brasileira, com enormes chances de jogar uma Copa do Mundo em casa como titular.

Mas aí você pergunta se ele realmente já sabia, e a resposta sai em menos de um segundo, com um sorriso. Não, ele não sabia. De fato, não sabia nem o que faria no dia seguinte. Ao voltar da Polônia, em 2008, machucado por experiências profissionais e pessoais, Paulinho não queria mais saber de futebol. Queria largar tudo, aos dezenove anos. Ele tinha acertado os detalhes para jogar no Audax, mas o desgosto era tão grande que qualquer opção parecia melhor.

Paulinho chamou a mulher para conversar. Tranquilizou-a, os pais dele tinham condições de mantê-los. Bárbara fez jus ao nome. “Isso é falta de respeito com eles”, ela ponderou. “E o que mais você sabe fazer?”, perguntou. Confrontado pela realidade, Paulinho seguiu em frente. O resto é um roteiro de cinema que todos conhecem. Atuações brilhantes, gols, títulos, e um contrato com o Tottenham.

Paulinho contou essa história no “Bola da Vez”, da Espn Brasil. Ao lado do estúdio, Bárbara chorou. Talvez ela, sim, já soubesse de tudo. Talvez seja a voz dela que impulsiona Paulinho ao ataque, com passadas furtivas, mesmo quando o técnico (desculpe, Felipão) diz preferir volantes mais recuados. Bárbara certamente merece o beijo na aliança com o qual o marido comemora seus gols.

Outra história: depois que o Boca Juniors eliminou o Corinthians da Libertadores, Román Riquelme pediu a camisa de Paulinho para o filho. O megacraque argentino o considera “um Lampard negro, que ainda faz gols de cabeça. Um fenômeno”.

Boa sorte.

FESTA

O que leva um político profissional brasileiro, depois das recentes manifestações populares, a usar um jato da FAB para viajar com a família para ver um jogo da Seleção? A absoluta falta de preocupação, característica da classe. O deputado Henrique Alves (PMDB-RN) só vai “devolver” o dinheiro porque foi exposto pela Folha de S. Paulo. Deveria devolver o cargo.

PLANO

Em declaração ao SporTV, Fred revelou que a jogada que originou o primeiro gol do Brasil contra a Espanha foi treinada por Felipão. Escrevemos aqui neste espaço que esse tipo de comentário seria um bom sinal. A Copa das Confederações deixou claro que Scolari encontrou um time em pouco tempo. Declarações como a de Fred mostram que o técnico fez até mais.



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