CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

CIMENTO

1 – O hino nacional na voz da torcida, que ignora a gravação da Fifa e faz a própria apresentação, já é uma das marcas desta Copa das Confederações. Tem o simbolismo que a Seleção e o torcedor deveriam cultivar. Tem a emoção que os jogadores certamente absorvem. Um caso raro de “imagina na Copa” que produz boas sensações.

2 – Diego Lugano levou David Luiz para a escola no episódio do pênalti. O plano é clássico: agarrar primeiro, fazer a falta e esperar o revide. A diferença é que falta do atacante é, apenas, falta. Falta do defensor é pênalti e cartão amarelo. David tem experiência para não se deixar envolver.

3 – A televisão mostrou Diego Forlán sorrindo para Julio César, antes da cobrança. Pareceu uma resposta a algo dito pelo goleiro brasileiro. Pareceu, também, que Julio sabia onde deveria buscar a bola. Há defesas que alteram jogos e o comportamento dos times em campo. Foi isso que Julio César fez.

4 – Três instantes do primeiro gol: o lançamento de Paulinho, com mira a laser conectada com o peito de Neymar. O domínio do jovem astro, de extremo grau de dificuldade. O toque de Fred, errado e certo. Ele provavelmente não faria o gol se batesse na bola como imaginou.

5 – A ampla galeria de gols de Fred no Mineirão, quarenta e dois agora, recebeu o primeiro dele com a camisa da Seleção. A reforma não o afetou.

6 – Como explicar o gol de Cavani? Falhas que coincidiram no mesmo lance. Foram muitas, e importa menos quem “começou”. A defesa fez tudo o que era possível para presentear o Uruguai com o empate.

7 – Paulinho. Novamente, um pouco de bom humor: teria Felipão comemorado um gol de volante tanto quanto este?

8 – Conclusão: a Seleção Brasileira não fez a partida que queria e deveria. Mas venceu num esforço final que foi bonito de ver. No chamado processo de construção, o tijolo que o Mineirão ajudou a colocar na parede não foi pequeno.

HÁBITO

Com um cabeceio certeiro após um escanteio, Paulinho marcou o gol que tornou a Libertadores de 2012 possível ao Corinthians. Com outro, levou a Seleção Brasileira à final da Copa das Confederações. Ele tem a confiança dos que sabem escrever o próprio caminho e a tranquilidade dos que não serão vencidos por qualquer dificuldade. Ascenções rápidas assim não são por acaso.

CELESTE

Notável o caráter da seleção uruguaia. Uma exibição de como atuar de acordo com a capacidade e a vocação dos jogadores à disposição. Cavani, um exemplo. Marca e ataca com a mesma disposição. Dobrou a vigilância sobre Neymar e ainda incomodou a defesa brasileira com o perigo que conhecemos. Não perdoa falhas. Protótipo do atacante imprescindível.



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