CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

CRESCENDO

1 – Não há como medir a quantidade de energia transferida no Castelão durante um hino nacional cantado por vontade, não por formalidade. Um hino que extrapolou a gravação, movido a emoção. Lindo. Tudo contra a banalização do hino tocado antes de qualquer jogo. Tudo a favor de sua exaltação nas ocasiões adequadas.

2 – Mais um sem pulo de Neymar para a rede, convidando o torcedor a continuar cantando. Por mais cinco ou seis minutos, o Brasil, intenso, invadiu o campo de ataque e sugeriu um jogo resolvido em pouco tempo. A sugestão que se confirmaria era uma exibição individual do camisa 10.

3 – Mas os mexicanos logo recuperaram os sentidos e aproximaram suas linhas, condição para incomodar um time como a Seleção Brasileira, que ainda não tem a circulação de bola necessária.

4 – Thiago Silva e David Luiz, bravos. Julio Cesar deve aos dois zagueiros o fato de ter visto a bola de perto, sem precisar tocá-la. O México foi mais perigoso que o Japão, mas a defesa deu um passo à frente em relação ao jogo inicial.

5 – Um dos problemas foi a transição mal executada, que desativou o contra-ataque. Uma arrancada de Paulinho, lance individual, foi o mais perto que a Seleção chegou de um contragolpe perigoso. Sem uma boa construção saindo de trás, e sem a surpresa, o time vive perigosamente.

6 – Por falar em perigo, os mexicanos passaram do limite em certas divididas. Neymar foi o alvo primário.

7 – Mas a grande área protege o atacante. O drible em dois marcadores teve a ajuda do medo de fazer um pênalti, e colocou a gravata borboleta na atuação do jovem craque. Neymar abriu e fechou a tarde em Fortaleza com a combinação de técnica e habilidade que lhe torna especial.

8 – Conclusão: a vitória tem um nome e isso não é necessariamente ruim, desde que seja produto de virtudes coletivas. O crescimento de Neymar, em todos os aspectos, é evidente e empolgante.

REFORÇO

É verdade que a disponibilidade da Força Nacional de Segurança estava prevista no planejamento de organização da Copa das Confederações. Mas sua utilização em cinco sedes do torneio foi uma solicitação da Fifa, e tem, sim, relação com os protestos nas cidades que recebem os jogos. Os governadores dos estados envolvidos, obviamente, concordam com a ajuda.

ESTRELA

Ninguém na Seleção Brasileira ostenta o aproveitamento de Jô. Alguns minutos em cada jogo, e dois gols marcados. Cortesias de Oscar e Neymar, que ele deve ter agradecido. Jô tem sido privilegiado e se aproveitado de circunstâncias dos jogos, sem falar no fato de estar no grupo por causa da lesão de Leandro Damião. Mas nada na vida é, apenas, sorte.



  • E no caso de Jô o gol contra o México não foi fácil, a bola não estava redonda, um pé menos calibrado não botaria aquela bola para dentro.

  • André,

    Ansioso pelo texto sobre os jogos 6 e 7 da final da NBA.

    Vai publicar?

    Abs

    • Juliano

      Compartilho da ansiedade, amigo, mas vamos lá nós mesmo saludar o HEAT.
      Spurs errou demais no último quarto, aí não tem como… Manu e Parker irreconhecíveis em momentos CHAVE…
      E o LeBron não perdoou… castigou demais, monstro, combinação perfeita de superioridade física e técnica. Quando ele supera a parte mental, ninguém segura. Merecido título e MVP.

      Abraço!

  • Junior

    André, Boa Tarde. Gostaria de saber informações sobre a cobertura da imprensa na Copa das Confederações, realmente a situação é caótica? Os jornalistas tem sofrido agressão e tido dificuldade de entrar nos estádios? Li no blog do Juca que se assemelha a uma cobertura de guerra. Abraços

  • Hey André!

    Acabei de ler no Blog do PVC que o Felipão não vai poupar o Oscar. Para mim ele deveria descansar o garoto, colocando o Jadson em seu lugar. Lembrando que o argumento do “entrosamento” não conta, porque ele joga com o Hulk e o Neymar desde a época do Mano, além de entender com facilidade a parte tática que o técnico quer que ele execute.

    Abraço!

  • RENATO77

    AK, várias discussões já foram travadas aqui a respeito dos posicionamentos da imprensa e mídia em geral. Voce, como era de se esperar, na maioria das vezes defende sua “corporação”.

    Vemos diariamente durante as manifestações que um dos alvos das mais severas críticas, é a chamada mídia/imprensa.
    Não cabe uma reflexão entre os integrantes dessas entidades…empresas de mídia em geral?
    Se é que essa reflexão de cada um, sobre seu papel e postura já não está sendo feita.
    Abraço.

    AK: Desculpe, não defendo a minha “corporação”. Já cansei de escrever aqui que cada jornalista deve se responsabilizar pelas próprias opiniões. O que faço é oferecer a visão de quem está deste lado. Sobre as manifestações e “a imprensa”, você tem razão. Cada um deve fazer sua reflexão.

  • Fala André!

    Você viu este link aqui?

    http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2013/06/21/un-desastre-visoes-espanholas-sobre-o-pais-da-copa-das-manifestacoes/?fb_action_types=og.recommends&fb_source=other_multiline

    Vale a pena dar uma conferida. Uma mistura de despreparo, falta de experiência e, por quê não, negligência no planejamento da competição…

  • Juliano

    AK, acabo de ver sua entrevista com Kobe no site da ESPN. Desde que comecei a frequentar este espaço e vê-lo na bancada do SC, tens minha admiração e respeito. Mas, nessa entrevista, eu queria SER voce.

    Excelente, as usual. No sofá, sem grandes formalidades. Um monstro das quadras com outro monstro, do jornalismo esportivo.

    Parabéns. E obrigado!

    AK: Muito obrigado pelo elogio (um tanto quanto exagerado… rs). Um abraço.

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