CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

LATERAL

O que estimula Jorge Henrique a afirmar que sai do Corinthians pela porta da frente são os títulos que ele ajudou a conquistar. Não foram poucos, desde a fase de reconstrução operada por Mano Menezes, até o período de ouro em 2011 e 2012, com Tite.

Houve ocasiões em que sua contribuição suplantou a etiqueta de “jogador tático”, como os gols marcados nas finais da Copa do Brasil de 2009. Mas se a questão for escolher o momento que identifica sua passagem pelo Corinthians, a decisão do Mundial de Clubes será difícil de superar.

Ninguém pode afirmar que o Corinthians teria vencido o Chelsea sem a participação estratégica de Jorge Henrique. Provavelmente não. Naquela noite em Yokohama, as funções defensivas que poucos atacantes aceitam desempenhar foram executadas quase à perfeição. O curioso é que ele esteve perto de não ser escalado.

No último jogo antes da viagem ao Japão, derrota para o time reserva do São Paulo por 3 x 1, Jorge Henrique deixou a pior das impressões. Sua expulsão por tentar chutar Casemiro após uma disputa de bola não prejudicou o time apenas no clássico. Preencheu com intranquilidade um dia que deveria ser inspirador. Companheiros e comissão técnica notaram.

Tite o deixou fora da estreia contra o Al Ahly, mas decidiu considerá-lo para ser titular no jogo do título mundial. A escalação de Jorge Henrique foi tema de conversas com jogadores e diretoria.

Uma parcela da conquistas estará sempre com ele. Já a forma como deixou o Corinthians vai além das repetidas indisciplinas e, no último caso, da tentativa de ludibriar a todos.

O comportamento de Jorge Henrique na reapresentação dos jogadores após a eliminação na Copa Libertadores decepcionou seus ex-companheiros, que, a respeito de seu afastamento, nada disseram que pudesse desaboná-lo. A postura jocosa, como se fosse um dia normal, gerou os olhares típicos de situações em que nada precisa ser dito.

CONFLITOS

Equivocado e condenável, por parte de todos os envolvidos e sob qualquer aspecto, o acerto entre Neymar e Barcelona feito em 2011. Um jogador de futebol sob contrato receber dinheiro de outro clube é inadmissível. Parabéns aos jornalistas que fizeram seu trabalho. E um bom dia aos ofendidos que, entre ser enganados ou informados, preferem a primeira opção.

AFLITOS

Menos de dez mil torcedores são-paulinos pagaram ingresso para ver o time jogar contra o Goiás, no Morumbi. Alguns gritaram o nome de Muricy Ramalho ao final da derrota por 1 x 0. O São Paulo está desorientado desde que demitiu o mesmo Muricy, em 2009. Vive de trabalhos interrompidos, feitos por técnicos que o clube parece contratar a contragosto.



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