CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

O PRÓXIMO

Na lista de jogadores brasileiros bem sucedidos no Barcelona, só um logrou o que Neymar almejará a partir da próxima temporada europeia. Evaristo de Macedo é o único nome da relação que brilhou no clube catalão após chegar via ligação direta do futebol brasileiro: foi vendido pelo Flamengo, aos 24 anos, e ganhou dois títulos espanhóis e três copas da Uefa entre 1957 e 62.

Depois de Evaristo, todos os jogadores que nasceram aqui e lá se converteram em estrelas fizeram aclimatação ao futebol europeu antes de desembarcar no Camp Nou.

Romário e Ronaldo passaram pelo PSV; Rivaldo veio do La Coruña e Ronaldinho Gaúcho, do PSG. Belletti? Villarreal. Mesmo se incluirmos Daniel Alves e Adriano, que fazem parte do elenco atual e da história de títulos recentes, temos de lembrar que ambos jogaram no Sevilla.

A “catalanização” de Neymar, em termos futebolísticos, não é um desafio assustador para alguém com tamanha capacidade. Aprender um novo jeito de jogar – no qual haverá deveres táticos e algumas proibições – será questão de tempo e aplicação pessoal, como em qualquer tipo de formação.

O Barcelona não contratou Neymar simplesmente para inseri-lo num time que seguirá atuando da mesma forma. As qualidades dele representam novas opções à disposição de uma identidade, a exemplo do que se dá com um computador quando o sistema operacional é atualizado. Novo desenho, novas funções, mesmo DNA.

Imagine-o flutuando no lado esquerdo do ataque do Barcelona, em associação com Alba e Iniesta. Neymar terá de pressionar a bola, como fazem todos, e provavelmente será dispensado da geração de jogo mais recuado. Pense num demolidor de defesas.

A maneira de se conduzir receberá igual atenção. Jornalistas espanhóis relatam os comentários internos no Barcelona nos momentos que antecederam a final do Mundial de Clubes de 2011. Em campo, havia alguém que parecia um superastro. Não se chamava Messi.

ÀS COMPRAS

Enquanto se imagina como será o Barcelona com Neymar, pode-se ver como é o Santos sem Neymar. São opostos no espectro. O time não deve ser o que perdeu ontem para o Botafogo por muito mais tempo. Há necessidade, recursos e alvos para uma reformulação que deve ser feita com capricho. Enquanto ela não acontecer, será difícil esconder a realidade dura.

PERFIL BÁSICO

O homem que levou Falcao García para jogar no Mônaco é mais um magnata russo que se enamorou pelo futebol. Dmitri Rybolovlev ficou 11 meses preso por ser mandante de um assassinato que depois se verificou que não teve a participação dele. Sobreviveu a atentados e fez fortuna com a privatização das estatais russas. Mora na Suíça, entre pinturas valiosas.



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