VICTÓRIA



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(imagem: Ramon Bitencourt/LANCE!Press)

No instante em que o árbitro marcou pênalti de Leonardo Silva em Aguillar, a bola estava nas mãos de Victor.

O goleiro do Atlético teve uma reação diferente dos companheiros ao contemplar o drama que havia se instalado no Independência.

Não reclamou, não se desesperou, não tentou convencer o juiz a rever a marcação.

Victor apenas levou a bola à cabeça e virou-se para a lateral do campo. Provavelmente falou algo que não pode ser publicado aqui. Ou talvez tenha murmurado um lamento profundo, o tipo de súplica que fazemos para nós mesmos, quando não resta outra opção.

De fato, ele ainda poderia fazer algo, mas um pênalti contra aos 48 minutos do segundo tempo é o que há de mais próximo de uma sentença de morte num jogo de futebol.

Contam os que lá estiveram que o silêncio que se apoderou do Independência foi assustador.

Um velório no Horto se aproximava, e não era para o adversário.

Não é possível descrever a magnitude da pressão que recai sobre alguém que PRECISA agir nesses momentos.

É por isso que os relatos dos envolvidos são quase sempre confusos, misturas de palavras e sensações que não resultam em depoimentos claros.

Um chute, uma defesa com o pé, e o mundo se inverteu para Riascos e Victor.

Um segundo antes, seria possível ouvir um lenço caindo no chão.

Um segundo depois, e ninguém notaria se o prédio desabasse.

E ao invés da missa do Galo no Independência, continua a procissão do time mineiro na Libertadores.

Épico, inesquecível, bonito demais.

Que pena de quem não liga para futebol.



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