CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

GERENTES

Conversamos com um técnico brasileiro, dos grandes. Ele permanecerá anômimo, por óbvio. O contexto que ele oferece é mais importante do que seu nome.

No ranking das preocupações de um técnico, onde fica o controle do ambiente?

Em segundo lugar. Em primeiro está a qualidade, porque todo trabalho pretende ser vencedor. Mas todos devem estar comprometidos com esse objetivo e para isso o ambiente tem que ser bom. Há muitos interesses em um grupo, muitas insatisfações. Você só consegue comprometer todos se cada um sentir que o técnico é correto, que há respeito e regras. O bom ambiente é mais necessário nos momentos decisivos e difíceis.

Mas e os jogadores especiais? Devem ser tratados de forma distinta?

É preciso ter cuidado. Um técnico não pode transgredir no que é mais importante. Para o jogador diferente, existe o custo benefício. Os outros têm que entender que o custo de correr por ele – e aceitar privilégios – vale pelo benefício que ele traz. Mas existe uma cota mínima que todos têm de pagar. Os diferentes também sabem ser geniais fora do campo. Lideram por vários mecanismos. Mas tudo está ligado ao desempenho em campo.

Esse é o cálculo para decidir se um jogador vale a pena?

Isso. E o duro é que você não pode explicar algumas decisões publicamente. A análise é feita com informações diárias que ninguém tem. O que o grupo quer, como recebe certas situações, como o dia a dia é afetado. Nada disso pode ser divulgado.

Quanto tempo se gasta gerenciando personalidades?

Depende da autoridade do técnico e do respaldo. Às vezes a diretoria toma atitudes erradas que prejudicam o treinador. Temos vários exemplos. Sem dúvida, hoje, treinar o time e fazer as escolhas táticas e estratégicas representam só um terço da rotina. O que deveria ser o principal está tomado por esse outro aspecto, porque sem ele o principal não funciona.

Se fosse o técnico da Seleção, você convocaria Ronaldinho?

(longa pausa) Não.

PRIORIDADE

O Palmeiras não foi eliminado da Copa Libertadores porque Bruno, como já fizeram outros goleiros bons e ruins, já pensava na reposição da bola antes dela chegar. Culpar o goleiro é mais ou menos como culpar o mordomo. Conveniente. O objetivo de fazer uma Libertadores digna foi cumprido. O objetivo de voltar à Série A não pode deixar de ser alcançado.

DO CONTRA

Desde que perdeu a decisão da Liga dos Campeões em 2008, o Chelsea disputou seis finais: três da Copa da Inglaterra, uma da Liga Europa, uma da Liga dos Campeões e uma do Mundial de Clubes. Só perdeu para o Corinthians no Japão. Os títulos não foram frutos de trabalhos bem planejados e executados. Ao contrário, o Chelsea é a antítese do que se considera correto.



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