COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

ÂNIMO

1 – O Pacaembu se enche e recebe o melhor Corinthians de 2013. Dinâmico, vibrante, dominante. Uma releitura de atuações do ano passado, que pareciam distantes por causa das diferenças e defeitos do time atual. Um Corinthians estabelecido no gramado e superior em todos os setores e aspectos. Bloqueio alto, linha de zagueiros adiantada, manutenção e circulação da bola em níveis inéditos na temporada.

2 – O Santos não está presente. Sugere ter menos do que 10 jogadores de linha, tamanhas as dificuldades para simplesmente participar do encontro. O time de Muricy é um observador das ações, aparentemente resignado a esse papel secundário. Não é correto dizer que o Santos cedeu a bola ao Corinthians por estratégia, porque não se pode ceder algo que não se tem.

3 – O domínio absoluto só merece uma crítica: gera menos oportunidades de gol do que deveria. Um cabeceio de Paulinho, sozinho, que passa à direita. E um chute cruzado de Emerson Sheik, desviado por Rafael. Este último lance ocorre aos 19 minutos, próximo à altura que costuma encerrar a maioria das blitzes iniciais. Em pouco tempo, veríamos que a pressão do Corinthians não pode ser qualificada desta forma.

4 – 41′, 1 x 0. Bola na área, intervenção de Danilo, que serve Paulinho diante de Rafael. O gol premia o melhor Paulinho de 2013, um jogador que tem lastro para desarmar, colaborar na criação e ainda finalizar movimentos de ataque. Um jogador que, por deficiências individuais e coletivas, ainda não tinha se apresentado de forma tão positiva neste ano.

5 – Com um petardo no travessão, o próprio Paulinho flerta com o segundo gol e caracteriza um primeiro tempo de um time só no clássico. Uma pressão de 45 minutos, sem perda de intensidade ou objetividade. Pressão que não se traduz fielmente pela vantagem de apenas um gol, e deixa uma pergunta: o que sobrou das reservas físicas do time de Tite?

6 – O jogo é mais lento, e mais jogo – no sentido da competição – no segundo tempo. Mas continua a favor do Corinthians na dinâmica e nas chances. Rafael defende com o pé um chute forte de Sheik. Pouco depois, rejeita o mesmo Sheik num lance de olhos nos olhos, mostrando (como Neymar costuma dizer) que é um goleiro superior em jogadas desse tipo.

7 – Neymar em campo. Somente aos 26 minutos do segundo tempo surgem a velocidade e a qualidade de Neymar. Lançado em contra-ataque, ele impõe o caos na defesa corintiana até o chute de Cícero, desviado por Cássio e sua trave direita. Uma amostra do perigo que o Santos pode causar.

8 – 29′, 2 x 0. Outra bola que teima em não sair da área do Santos. Corpos no chão num lance de fliperama (pinball, claro) que se oferece para Paulo André chutar no reflexo. Distância no placar que absolutamente merecida e condizente com o jogo.

9 – 37′, 2 x 1. Distância que dura pouco. O cabeceio de Durval bate no travessão e entra. Em ciscunstâncias semelhantes, Cássio havia impedido um gol de Neymar pouco antes.

10 – O resultado anima o Santos para a volta na Vila, no domingo. A atuação anima o Corinthians para a visita do Boca, na quarta-feira.

FUTEBOL

Uma das grandes imagens do futebol nos últimos tempos aconteceu em Portugal, no sábado, nos acréscimos do clássico entre Porto e Benfica. O time da capital foi ao Porto com dois pontos de vantagem sobre o rival. Mas um gol do brasileiro Kelvin, após o tempo regulamentar, virou o jogo (2 x 1) e as possibilidades de título. Tão logo a bola entrou, o técnico benfiquista Jorge Jesus caiu de joelhos no gramado, rosto consumido pela mais evidente expressão de dor. Segundos antes, Jesus e seu time estavam em posição privilegiada. Um gol e tudo se inverteu. Isto é o futebol e, até hoje, o ser humano não inventou nada parecido.

CAMPEÃO

Bonito ver a felicidade de Alex, brilhante e decisivo na conquista de seu primeiro título paranaense pelo Coritiba, clube que o revelou. Alex tinha outras opções ao retornar da Europa. Escolheu o Coritiba para viver momentos como o deste domingo.



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