PRIMEIRO TEMPO, MORUMBI



São Paulo 1 x 2 Atlético Mineiro

1 – Atlético acuado, envolvido pela esperada pressão inicial do São Paulo e dos são-paulinos. Os primeiros 15 minutos parecem a sequência do jogo no mesmo Morumbi pela fase de grupos. Pressão alta do mandante, energizado pelo ambiente. Rápida circulação da bola, que não sai do campo de ataque. Bernard e Tardelli não podem ser acionados porque o Atlético é impedido de pensar. Gol iminente.

2 – 8′, 1 x 0. O cruzamento do lado direito encontrou a zaga mineira. Ganso encontrou uma maneira de consertar o que deu errado. Controle na área, soberba noção de espaço, uma finta e dois atleticanos saem da foto. Toque de pé direito para Jadson, que não precisou de nada mais. A finalização de primeira é típica de um jogador que já sabia o que faria, e já tinha visualizado a bola entrando no canto esquerdo de Victor. O chute é apenas a materialização do lance.

3 – O Morumbi ainda pulsava – e o Atlético não tinha respirado – quando Aloísio pediu substituição, por lesão muscular. O choro do atacante, produto da noção de que um afastamento o espera, foi um prenúncio de como a noite terminaria para o São Paulo. O jogador que entrou em seu lugar, Ademilson, foi substituído por Rhodolfo, que foi substituído por Douglas.

4 – Aloísio faria os gols que Ademílson perdeu? Quem pode responder? Exagero falar em “quatro chances claras”. Mas uma foi. Saiu por cima, e ninguém pode dizer como ficaria o jogo – e o confronto – se o São Paulo fizesse o segundo. Sopro de sorte para o Atlético, que em breve passaria de dominado a dominante, metamorfose que poucos esportes proporcionam de forma tão instantânea quanto o futebol.

5 – Lúcio levou um cartão amarelo aos 24 minutos. Marcos Rocha deveria ter levado um vermelho no minuto seguinte. Vermelho que Lúcio mereceu aos 34, por falta de pontualidade e excesso de força na carga em Bernard. A vantagem numérica, primeiro, acalmou o Atlético. Depois, permitiu que os mineiros controlassem a bola e o tempo. O campo amplo contribuiu para a troca da guarda do jogo.

6 – 41′, 1 x 1. Escanteio da direita, e o jogador menos cotado para marcar um gol de cabeça apareceu na segunda trave. O toque não foi forte, mas a bola tinha olhos. Passou tranquila pelo espaço entre os defensores e o goleiro são-paulino, contou com a indecisão de todos e só parou na rede lateral. No final do primeiro tempo, a maldição se fez sentir no Morumbi: gol qualificado do Atlético e todo a segunda parte com um jogador a menos.

7 – Senhor Atlético. Sereno sem ser complacente. Paciência, não negligência. Ronaldinho dava as cartas, mas Tardelli é quem dava as ordens no jogo. A vocação do atacante para se desmarcar criou uma situação frequente em partidas de futebol. Estava evidente que quando Tardelli e a bola estivessem juntos, no lugar certo, o Atlético estaria a caminho de casa com um sorriso no rosto.

8 – 14′, 1 x 2. Marcos Rocha providenciou o encontro na área. Tardelli se encarregou do resto. Velocidade e instinto de goleador na conclusão de primeira para superar Rogério Ceni. Momento que se construía diante de todos. O Atlético esperava pela hora certa, o São Paulo sabia que tinha poucas chances de evitá-la. As probabilidades estavam dramaticamente a favor do visitante.

9 – E permanecem assim, quando transportamos o raciocínio para o jogo de volta. Cerca de uma hora com dez homens castigou o São Paulo, que recebe o Corinthians para a semifinal do Campeonato Paulista no domingo. O Atlético saiu inteiro do Morumbi e vive uma situação bem menos complicada em seu estadual. Na próxima quarta-feira, ambos se reencontram em Belo Horizonte, num local onde o Atlético se sente ainda mais forte.

10 – O desequilíbrio seria ainda maior se Luan não desperdiçasse o terceiro gol, cujo autor teria sido Rosinei e o mentor, Ronaldinho.

11 – Segundo tempo, Independência.



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