COLUNA DOMINICAL



(publicada ontem, no Lance!)

LAJE

A frase de Scolari conseguiu revelar com precisão como estão os cronogramas de obras para a Copa do Mundo de 2014. Obras de engenharia civil e de futebol. “A Seleção está construída. Falta muito menos do que outras coisas aí que falta construir”, disse o técnico, na véspera do empate em 2 x 2 com o Chile, no novo Mineirão.

Felipão não se referiu ao time que enfrentou os chilenos, genérico distinto da equipe que jogará o Mundial, cujo desempenho no amistoso da última quarta-feira não deve ser levado em conta se o assunto for a preparação para a Copa. Esta começou atrasada, permanece atrasada, mas está, como afirmou seu condutor, quase concluída.

Como algo pode estar atrasado e praticamente terminado, ao mesmo tempo, é questão de expectativa. Para quem gostaria de ver uma Seleção com identidade própria e futebol virtuoso, a obra foi embargada por erros de planejamento e execução. Para quem se preocupa “apenas” em ganhar o torneio, o alvará está quase saindo.

Os cérebros que operam acima de Scolari não perdem um segundo pensando em futebol, de modo que transferir a responsabilidade para um treinador de conhecidas convicções competitivas é o mais fácil a fazer. Mesmo que isso signifique executar uma curva em “U”, esquecer o caminho percorrido desde que a Copa da África do Sul terminou e retornar o time a um tipo de futebol que só enxerga o resultado.

Alguém já disse que quando tudo o que se faz é apenas em nome do resultado final, nada sobra se você não o atinge. Essa é a aposta que a CBF fez e são seus ocupantes momentâneos quem deve ouvir as cobranças. Concordando ou não com a escolha de Scolari, ele foi chamado por, e para, trabalhar da forma que conhecemos. Volantes primordialmente preocupados com a primeira metade do campo, mais transição do que elaboração, satisfação garantida pela contagem mínima.

Não é suficiente para você? Olhe o calendário. A Copa do Mundo começa em pouco mais de um ano. O grande time que você deseja ver é um projeto inviável por falta de comando, de interesse, de conhecimento e, agora, finalmente, por falta de tempo.

A ironia embutida na solução de emergência é o que se desperdiçou para chegar a ela. Vimos recentemente um time que era um elogiável intérprete do chamado “futebol moderno”, aquele em que a ambição principal é minimizar riscos. Era a Seleção Brasileira de Dunga, derrotada pela Holanda em Port Elizabeth. Mano Menezes assumiu o posto para renovar, reciclar, recuperar conceitos. Foi destituído para dar lugar a um produto final que, muito provavelmente, será semelhante ao que Dunga criou. Mas pelas carências citadas há pouco, será inferior.

Há quatro times superiores ao Brasil de hoje. Espanha, Alemanha, Itália e Argentina, não necessariamente em tal ordem. É possível que as distâncias diminuam em um ano, é possível que se ampliem. No cenário otimista, a “família” se formará e se alimentará de inimigos imaginários, a arbitragem não atrapalhará, as arquibancadas empurrarão e, sabe como são esses jogos eliminatórios… cada escanteio é um perigo.

QUATRO

Robert Lewandowski é o nome do momento. Primeiro jogador a marcar quatro gols nas semifinais da Liga dos Campeões. Primeiro jogador a marcar quatro gols no Real Madrid em competições europeias. Uma pechincha de 4 milhões de euros que deixou o elenco mais caro da história do futebol a um milagre da eliminação. De tudo o que ele fez na quarta-feira em Dortmund, o terceiro gol foi o ponto mais alto. A puxada de futebol de salão, armando o chute de pé direito, foi o movimento que criou o espaço para a finalização forte e alta. Só o suficiente para evitar o carrinho de Pepe. Recurso raro em um 9 clássico, mais raro ainda em um jovem de 24 anos e 1m84.

CLUBE DE FUTEBOL

Ótimo ver o Borussia Dortmund em alta. Um clube dirigido por ex-jogadores, que é propriedade dos sócios e forma atletas por solução econômica e convicção futebolística.



  • Thiago Mariz

    Borussia assustador. Tão assustador que o próprio Bayern o teme. Afinal, por qual motivo deixaria vazar uma informação tão polêmica como a da saída de Gotze para o time de Munique? Gerd Wenzel também é adepto dessa teoria. Mostra apenas como os vermelhos estão com mais medo de enfrentar o Borussia que o Real Madrid.

    Temerosos e desleais, na minha opinião, pois isso não é coisa que se faça, mesmo que seja com um rival. Se passarem os dois alemães, minha torcida ficará com o Borussia. Até pra que o trabalho de Guardiola não seja tão impossível na próxima temporada. Pegar um time detentor da tríplice coroa é bem complicado.

    AK: É controverso o vazamento da contratação de Gotze. O Bayern disse que não partiu dele, o que é difícil de acreditar. Mais pelo desvio do foco da crise institucional com o presidente e seus problemas com o fisco alemão. Mas um problema para o Dortmund na véspera do jogo interessava a mais gente. Um abraço.

    • Thiago Mariz

      É, o desvio do foco da crise institucional é uma tese válida também. Talvez tenha sido o “dois coelhos com uma cajadada”.

      De qualquer forma, creio que uma vitória do Dortmund na final sobre o Bayern irá trazer à tona aquela questão “será que o vazamento não acabou dando foi um ânimo a mais”? Se é que eles ainda precisavam de algo a mais…

  • Marco

    Oi, AK, discordo no seguinte: Mano Menezes não veio para renovar coisa alguma, ele usou este discurso de modo oportunista para agradar a opinião pública (e publicada…) fazendo um contraponto politiqueiro com o Dunga (que vinha brigando com a Globo); mas seus times sempre jogaram feio, daí o protagonismo dos volantes (que aparentam, mais do que a realidade, que jogam tocando a bola ou bonito) e o verdadeiro cemitério de pontas de lança e atacantes jogando um futebol vistoso nos seus times (e nos do Muricy, do Tite, do Luxa dos últimos anos, nos do Abelão…); por conta disso despontaram com insistência os Jucileis, Elias, Paulinhos e Jeans (do meu Flu), mas na verdade a eficiência deles é muito mais em função do coletivo destes times, que se dá, é importante ressaltar, em detrimento do futebol dos que jogam mais à frente, que marcam mais e se sacrificam na parte técnica\criativa; daí também a extrema discrição do Alex no Corinthians e de Thiago Neves no Flu, que faz parecer que eles jogam menos do que os intrinsecamente discretos Danilo, Jorge Henrique, Rayner (Conca conseguiu ser uma virtuosa exceção em meio ao Muricybol do Flu campeão de 2010);
    de qualquer maneira, não deixa de ser interessante parte da crônica esportiva brasileira estar só agora estabelecendo críticas mais severas ao Felipão campeão de 2002, qdo, no mínimo, deveria criticá-lo tanto ou mais do que o Parreira de 94 foi;
    uma outra coisa: acho que vc poderia se dar o direito de repensar se não existem mesmo afinidades eletivas entre o futebol da nossa seleção de 94 e o futebol\ideologia barcelonista atual (acho que ambos tem tudo a ver), que envolvem controle da possa de bola, paciente, muitas vezes chato e pouco verticalizado (ao contrário de Bayern e Borussia, parcialmente ao menos); quero dizer o seguinte: 2 seleções podem ser parecidas e nos causarem sentimentos distintos (eu gosto da seleção de 94 e não morro de amores pelo Barcelona, já vc é o contrário, não?);
    por fim, vc não acha que uma possível alteração do padrão barcelonês não deveria passar pela tentativa de revalorizar os centroavantes? o Ibra lá sofreu, ver agora o Villa na reserva é dose, acho este um dos maiores pontos fracos do esquema deles (afora ser proibido chutar de longe, cruzar a bola na área…);
    abs e agora é esperar suas porretadas, AK, rs

    AK: Obrigado pelo comentário. Vamos lá: a questão com MM não é opinião. Uma de suas atribuições era exatamente renovar o time. Sobre o Barcelona e Brasil de 94, a única coisa em comum é a posse, que apenas parece parecida (os percentuais do FCB são muito superiores). Dizer que são semelhantes é equivalente a afirmar o mesmo em relação a Dolph Lundgren e Matt Damon, já que ambos fazem filmes de ação. Quanto à posição de centroavante no Barcelona, Messi não permite que seja de outro jeito. Um abraço.

    • Bruno

      “Dizer que são semelhantes é equivalente a afirmar o mesmo em relação a Dolph Lundgren e Matt Damon”

      Isso me lembrou a cena do “Ultimato Bourne”:

      “Eles vieram para me pegar, mas pegaram ela”
      “Você o matou?”
      “.”
      “..”
      “…”
      “Sim”

    • Juliano

      Eto’o foi o último centro-avante do Barcelona, porque Ibra por lá não se criou. Mas no PSG ele ainda manda, como fez no Milan. Lewandowski, Mario Gomez. No Real, Benzema. O Barça é o único que não tem o tal “matador”, e só agora que o AK citou que Messi não permite que seja de outro jeito que caiu a ficha. Realmente, falta espaço para Messi e um “matador”. A seleção argentina se adaptou à ele o cercando com outros atacantes leves. Não vejo Villa tão centro-avante assim.

      No Brasil, Fred sobrevive, porque tem a sagacidade do posicionamento e não desperdiça oportunidades. Na África do Sul fomos de L. Fabiano, e ele não foi mal. A citada seleção de 94 jogava sem centro-avante. Depois nos acostumamos com o Fenômeno.

      Pergunta: AK, prefere a seleção com uma referência (Fred), ou um ataque mais leve com Pato?

      Na minha seleção jogariam, JUNTOS: Oscar, Neymar e Lucas, Pato.

      • André Martins

        A seleção de 94 jogava sem centro-avante?

        Romário era lateral direito, né?

  • Bruno

    “Ótimo ver o Borussia Dortmund em alta. Um clube dirigido por ex-jogadores, que é propriedade dos sócios e forma atletas por solução econômica e convicção futebolística.”

    Vai ver esses atletas estudaram…

  • Emerson Cruz

    Cada vez menos acredito no título mundial da Seleção, ano que vem, e pelos motivos apontados acima. Mas há algo pior, saber que independentemente do resultado na próxima Copa, o futebol brasileiro continuará a ser gerido por gente que não se preocupa com ele, gente que prioriza outros “esquemas”, outras “táticas”, outros “lances”, enfim, pessoas que preferem outros tipos de “jogo”.

  • Cleibsom Carlos

    Para o mundo do futebol ficar perfeito basta o Borussia reafirmar sua superioridade ganhando do Real de 3 x 0 na casa dos madrilenhos e o Barça reverter a vantagem dos antipáticos alemães do Bayern enfiando 5 x 0 no jogo de 4ª feira…Não custa nada sonhar!!!

  • Edouard

    Boa!
    O último parágrafo do corpo principal do texto (“Há quatro times superiores ao Brasil…”) sintetiza o que eu penso sobre o assunto.

    Teremos palpites para as oitavas dos times brasileiros na Libertadores?

    Um abraço.

  • Sergio

    André
    Muito se fala em “entressafra” de jogadores de futebol no Brasil devido aos problemas que há anos vem da base dos clubes, o próprio Parreira admitiu que a CBF em nada pode fazer se o investimento na formação de jovens jogadores não é competência da Instituição e sim dos times. Até concordo com ele, mas por que ninguém fala na precariedade de formação de mão de obra de técnico de futebol no País? Sinceramente, me diga qual técnico brasileiro (não apenas nos dias atuais) mas que há anos não figuram no topo do mercado internacional? Qual o verdadeiro grande técnico brasileiro na atualidade? (Tite? Abel? Luxemburgo? Mano? Felipão? Hmmmmm) Por que os clubes ao invés de ficarem catando ex-jogadores para treinarem base como se este emprego fosse “bico”, eles não investem na profissionalização (de verdade) destes profissionais e cobram resultados depois? Já viu quais foram os “técnicos” de seleções Sub-17, 20, 23 que o Brasil teve nos últimos anos? À exceção do Ney Franco campeão na última edição do Mundial Sub-20, o resto tinha procedência no mínimo deconhecida
    Agora sobre a Champions League:
    Apesar dos shows alemães (e eu admito ser um grande admirador do futebol deles, inclusive afirmo que nas 2 Eurocopas (08 e 12) e a Copa 2010 a Alemanha foi superior à Espanha, embora esta tenha sido a grande vencedora), creio que grande parte da imprensa e as pessoas em geral esetajam fazendo uma verdadeira tempestade num copo d´água em cima das duas goleadas nos jogos de ida das semis:
    1. Uma loucura dizer que a “Era Barcelona” está chegando ao fim!! Mas o que é isso?? Qualquer equipe, mesmo as mais medianas que contarem com o trio de “feras” Messi, Xavi e Iniesta é capaz de ganhar tudo o que encontrar pela frente
    2. Ao mesmo tempo foi um grande erro o mundo voltar seus olhos exclusivamente ao Bracelona nos últimos anos como se esta fosse a única grande equipe na atualidade: Bayern há uns dois anos vem jogando “o fino”, ao mesmo tempo em que no ano passado a eliminação do Barça pelo Chelsea foi mais que justa com direito a show do Ramires e Drogba. Além do Barça não esqueçamos que Bayern, Borússia, Real Madrid, Chelsea, Manchester United e até a própria Juventus (embora num patamar inferior) também configuram super-times e qualquer resultado entre eles não se trata de uma aberração, absurdo, ou injustiça dos Deuses do Futebol
    3. Um tropeço na forma super goleada faz parte da trajetória de qualquer timaço (inclusive o Barça) veja na história – todo time que estava em evidência em algum momento sofreu um revés desta natureza – então não vejo motivo para tanto barulho
    4. O Barcelona não foi goleado por um time qualquer, para mim, desde o ano passado o Bayern é o melhor time do mundo
    5. Não simpatizo em nada com o Barcelona (por isso não estou tentando defendê-los) mas vejo uma série de exageros e percepções precipitadas sobre a última rodada da Champios
    Foi mal pelo excesso de colocações, saudações tricolores cariocas
    Sergio

  • Ricardo

    Eu era uma dessas pessoas que embora não sendo um fã deste Barcelona (mesmo reconhecendo-o como um dos grandes esquadrões da história) era totalmente a favor do Guardiola assumir quando o Mano se foi, pois o Felipão teve o tempo dele! Entretanto, devo dizer que se é uma verdade que o técnico aqui do sul tem a imagem de primar pelo resultado, a coisa toda não é bem assim. Acompanhei todo aquele Grêmio comandado por ele entre 94-96 no estádio e noto que infelizmente permanece entre muitos cronistas um preconceito que não corresponde totalmente a realidade. Parto dessa sua premissa: “Volantes primordialmente preocupados com a primeira metade do campo, mais transição do que elaboração, satisfação garantida pela contagem mínima”. Dinho e Goiano eram violentos muitas vezes, não nego e podem continuar no imaginário de muitos como simples quebradores de bola. Não eram. Davam uma saída de bola qualificada. Avançavam bastante no campo adversário. Chegavam a frente com perigo. Dinho chutava muito bem de fora da área e com frequência (prova que chegava à frente com a mesma frequência), e chegavam lá por quê? Porque Paulo Nunes e principalmente Jardel abriam espaço nas zagas adversárias para os volantes chegarem de trás como elementos surpresa, faziam triangulações com Arce e Roger e os meias, Arilson e Carlos Miguel. Davam lançamentos milimétricos. Claro, não serviam para serem um Falcão, um Cerezo na habilidade, mas não contemplavam esse estilo Felipão que tu pintas. E goleava bastante aquele Grêmio: só na libertadores 95 foi 3 x 0 no Olímpia em Assunção, 5 x 0 no Palmeiras em Porto Alegre e 3 x 1 no Nacional-Col na final. Seleção de 2002, mesma coisa: Só ganhamos pelo placar mínimo contra a Turquia na semifinal. Goleamos China por 4 x 0 e Costa Rica por 5 x 2. Nas demais vitórias, sempre fizemos 2! Kléberson chegava sempre à frente e com qualidade. É dele o passe para o segundo gol do Ronaldo na final em 2002. Não tenho procuração para defender o Felipão que repito, já teve para mim a época dele, mas sejamos francos: Onde estão os volantes habilidosos tal qual um Falcão no Brasil? Custamos a admitir, mas estamos na pior entressafra da história do futebol brasileiro e o problema vêm de tempo, começa na base com a garotada mal orientada! Finalizando: “O grande time que você deseja ver é um projeto inviável por falta de comando, de interesse, de conhecimento e, agora, finalmente, por falta de tempo” e te acrescento: Por falta de matéria-prima! Guardiola faria melhor, mas não tenho convicção de o quanto!

    AK: Você voltou quase 20 anos no tempo para oferecer uma leitura daquele Grêmio da qual discordo. Aquele time, forte e campeão, tinha características que se enquandram nos outros trabalhos bem sucedidos de Scolari. Também discordo do argumento do preconceito na análise do trabalho de um treinador que dirigiu equipes de diferentes partes do Brasil, sem falar na Seleção Brasileira. É fato que o problema de matéria prima existe. Mas quanto a volantes que sabem jogar, Ramires e Paulinho podem ser citados. Evidente que não se pode compará-los a Falcão, que seria meia no futebol de hoje. Um abraço.

    • Ricardo

      Não vejo em que implica “voltar quase 20 anos no tempo” para analisar um time do Felipão “se ele foi chamado por, e para, trabalhar da forma que ‘conhecemos’. Volantes primordialmente preocupados com a primeira metade do campo, mais transição do que elaboração, satisfação garantida pela contagem mínima”, ou seja, o Felipão que conhecemos hoje não seria muito diferente daquele vitorioso entre 95-96 no Grêmio e entre 98-99 no Palmeiras – estilo desmentido pelas campanhas vitoriosas dele eventualmente com goleadas e com volantes sim que sabiam sair para o jogo, citei o Dinho, citaria especialmente o Kléberson em 2002. Mas é questão de ponto de vista, você discorda, o blog é seu e sua vida está mergulhada na análise esportiva, bem feita por sinal, enquanto eu dificilmente separarei paixão da razão. Contudo, sigo dizendo que para mim não é um fato que Felipão joga apenas para não perder, orientando e chamando volantes para marcar principalmente e quando muito, se satisfazendo em ganhar pelo mínimo! A CBF foi claramente conservadora em chamá-lo porque sabe que não tem uma geração capaz de jogar um futebol vistoso, para frente, mas daí não se segue que por ela e muitos analistas sim terem a ideia de que ele é um defensivista acima de tudo que ele realmente o seja! Um abraço André e parabéns porque sempre retornas nossas postagens!

  • Massara

    André, a seleção da Holanda também não estaria acima da brasileira?

    Abs.

    AK: Talvez. Não me convence. Um abraço.

  • pedro nilton

    e brincadeira como os brasileiro são esquecido falar em luiz felipe como tecnico da seleção e o mesmo que dizer que sr. mazzaropi foi galã de cinema ele vem com essas desculpa que não tem tempo para treinar que quer fazer mais dois ou treis jogos treino e que isso e aquilo para luiz felipe voçe não tem que se preucupar com os estadios isso não e problema teu como ja e do seu costume esta na hora de voçe pular fora da seleção por fovor não vai afunda-la como voçe ja feis vai tomar seu chimarrão comer sua carne da o lugar para outro voçe e muito fanfarrão cara quando o seu ficou na reta no ultimo time voçe pulou fora cara vai para a cama la que e lugar de chorar ganhando o que voçe esta ganhando voçe tem que comer grama em prol da seleçao para de choramingar e pule fora vai dormir cara para não falar outra coisa

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