O OUTRO LINK DA LIGA



Após mais uma noite de terror para um time espanhol num estádio alemão, o placar agregado do confronto de países nas semifinais da Liga dos Campeões está 8 x 1.

O jogo desta quarta, goleada de 4 x 1 do Borussia Dortmund sobre o Real Madrid, obriga o time espanhol a lograr o improvável para alcançar a decisão.

Como se esperava, o Dortmund se abraçou ao plano que lhe valeu uma vitória e um empate com o Madrid na fase de grupos.

Gotze como sombra de Xabi Alonso, pressão sobre os zagueiros – especialmente Pepe – e movimentação coletiva organizada ao extremo.

Futebol solidário com e sem a bola.

Uma diferença em relação aos dois jogos do início do torneio: sem Alonso disponível, a incumbência de levar o Real Madrid desde o campo de defesa não ficou com Pepe.

Os mais participativos foram Coentrão, abandonado propositalmente pela marcação alemã, e Khedira.

Na prática, pequena mudança. Jurgen Klopp preferia que fosse Pepe a sair jogando porque, além de ser uma exigência que ele não está qualificado a cumprir, o zagueiro português é propenso a erros (como no jogo de outubro do ano passado, quando proporcionou um gol a Lewandowski) numa área nevrálgica do campo.

Mas o objetivo primordial do técnico alemão era impedir que Alonso planejasse os movimentos do adversário.

Na coletiva de véspera, José Mourinho disse que a estratégia de isolar Alonso era conhecida e esperada. Disse também que os quatro gols sofridos em dois jogos para o Dortmund foram produzidos por erros do Real Madrid.

Nesta quarta, foram três, o que deixa a atuação da defesa espanhola num lugar distante do desejado.

Na noite em que o polonês Lewandowski (contratado por 4 milhões de euros do Lech Poznan) se tornou o primeiro jogador a marcar quatro gols numa semifinal de UCL, o Dortmund fez o Real Madrid parecer um time decadente.

Pressionou no campo de ataque e não ofereceu campo a Cristiano Ronaldo, combinação que obrigou o Madrid a jogar com ligação direta por falta de opção, o que é muito diferente – em modo e em resultado – de fazê-lo de forma planejada, como o próprio Dortmund costuma.

Gotze, negociado com o Bayern, fez uma partida elogiável. Lewandowski, que, dizem, terá o mesmo destino, assombrou a área espanhola com a eficiência de um goleador implacável. A puxada na bola para armar o chute no terceiro gol vale vários replays.

A defesa só falhou uma vez, com Hummels, oferecendo a Higuaín a oportunidade de servir Ronaldo.

Já a zaga do Madrid foi incapaz de tirar de perto do gol duas bolas que acabaram encontrando o artilheiro da noite. E Alonso fez um pênalti. Não foi assim que Mourinho desenhou.

O único time invicto desta edição da Champions vai ao Bernabéu sabendo que não pode levar três gols.

Levará à Espanha seu manual de como controlar o Real Madrid.



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