O LINK DA LIGA



Esqueça, por um instante, o resultado.

Esqueça que o Bayern aplicou 4 x 0 no Barcelona nesta terça-feira, em Munique.

Esqueça, também, que dois desses quatro gols não deveriam ter sido validados. Um por impedimento e outro por falta.

Deixe as falhas da arbitragem de lado, mesmo que pareçam decisivas num confronto em que a diferença de gols determina quem segue e quem para.

O placar final do jogo poderia ter sido diferente, mas não é isso que importa agora.

O que importa, entre tudo o que aconteceu, é o “como”.

O que o Bayern Munique fez hoje foi inédito, desde que o Barcelona, este Barcelona, é considerado o melhor time do mundo.

O Bayern transformou o “é” em “era”. E o fez com uma monumental combinação de marcação coletiva, posse de bola agressiva e entrega física.

O gramado da Allianz Arena parecia pintado de vermelho, tal o nível de ocupação dos espaços que os alemães executaram, algo que só é possível quando se tem jogadores bem condicionados e inteligentes.

O aspecto crucial para entender como o Bayern anulou o Barcelona é a posse de bola do time catalão.

Não o número (63%), mas o caráter.

O que se viu foi um Barcelona em modo de posse defensiva durante praticamente toda a noite, sinal inequívoco de dificuldades técnicas e de um problema ainda mais grave: a noção de que não seria possível jogar de outra maneira.

Já tratamos do tema aqui e não convém voltar a ele em todos os detalhes: no sistema que levou o Barcelona a revolucionar o futebol, a posse jamais foi um objetivo. Foi, sempre, um meio de criar superioridade numérica na defesa adversária e proporcionar oportunidades de gol.

Quando este time abdica da agressividade e passa a se concentrar em conservar a bola, à espera de um presente do oponente, ele se torna inofensivo e perde a capacidade de se proteger. Leva gols pelo alto, por exemplo, com os mesmos jogadores baixos que conseguiam evitá-los.

O mérito histórico do Bayern foi não apenas ter se aproveitado, mas ter obrigado o Barcelona a recorrer a um rascunho do que deve ser.

Não foi superioridade futebolística, foi supremacia. Nenhum time havia produzido tal cenário. Nem o Real Madrid, nem o Milan.

Sim, Messi praticamente não jogou, limitado por sua lesão.

Sim, a defesa perdeu peças importantes a tal ponto que Bartra foi titular num jogo deste tamanho.

E foi evidente a diferença física entre os times, resultado da maneira como cada um administrou sua temporada.

Mas a forma como os alemães controlaram o jogo não pode ser diminuída, pois é a fundação para que sejam candidatos a tudo nos próximos anos.

O futebol evoluiu nesta terça-feira, com a apresentação de uma nova força e a imposição de mudanças no time que deu as cartas no passado recente.

Independentemente do que acontecer (não há nada impossível no futebol, mas uma virada do Barcelona é o mais próximo do impossível), este Barcelona chegou ao fim em Munique.

Batido pelo tempo, pelas lesões, pelos erros cometidos na vida pós-Guardiola, pela seleção natural do futebol, finalmente oferecida por um majestoso e assustador Bayern.

É uma sentença de irrelevância no futuro próximo? Claro que não.

O elenco atual passará pela dolorosa reciclagem que é necessária para continuar a perseguir títulos, manterá sua espinha (com jogadores como Piqué, Busquets, Iniesta e, óbvio, Messi) e seu caminho.

Mas essa reconstrução impõe uma separação entre o que acompanhamos desde 2008 e o que veremos a partir do ano que vem.

Separação patrocinada por um time que está posicionado para ser dominante na Europa, temporada após temporada, por um bom tempo. Mesmo que não venha a conquistar essa Liga dos Campeões.

Êxito só tem significado se for sustentado.

Nesta terça-feira, ao superar – o que é diferente de apenas derrotar – o time que nos deu essa lição, o Bayern Munique mostrou que entendeu tudo.



  • Rita

    Sei que é próximo do impossível, mas, não vou mentir… no meu devaneio, próximo jogo o Barcelona devolveria o mesmo placar, a decisão iria para prorrogação, pênaltis e… Bayern vitorioso.

    Meu “roteiro” pode não ser dos mais legais para os catalães, mas na verdade, gosto tanto do Barcelona que não gostaria de ver essa era acabar sem mais uma partida antológica desse time.
    Eles poderiam até não se classificar, mas antes dariam mais um espetáculo.

  • José Guilherme

    Barcelonista que sou, dói concordar com tudo isso. Queria que fosse um acidente, mas foi o fim de uma dinastia, e o início de outra. Essa derrota inicia uma transição mais radical no Barça. Tudo ia muito lento, mas agora um novo planejamento deve ocorrer. Espero que Tito se cerque de um bom staff, pois o atual está devendo. E que Rosell contrate os jogadores nas posições necessárias.
    Abraços e parabéns pelo post.
    @CanalBarca

  • Thiago

    Que lavada… que chocolate…

    A saída de Guardiola determinou o fim do encanto. Desde a saída do treinador o time não consegue executar aquele jogo envolvente,onde enquadrava o adversário no campo de defesa. O jogo contra o Bayern mostrou isso. O placar foi justo,a atuação dos alemães foi infinitamente superior,não lembro de uma jogada de real perigo dos espanhóis.

    Antes que alguém venha por palavras no meu teclado : Não acho que a imprensa,de uma forma geral,”babe ovo” do Barcelona. Acho que algumas pessoas ainda não viram,ou não querem ver,que a fase acabou,o encanto se foi,aquele futebol vistoso marcou época,mão não existe mais. Na goleada para o Milan o time parecia que precisava provar para algumas pessoas,e até para eles mesmos,que nada havia mudado,que o elenco ainda é excelente. E de fato é,mas,como diria um magrinho cabeludo de óculos redondos e que fazia um som maneiro…:

    “O sonho acabou”

    (Comentei isso em outro post,mas repeti aqui,pois achei pertinente)

    Sobre o comentário do post:

    Cara,acho humanamente impossível marcar um pé na frente do último defensor. Não lembro de ter visto ninguém reclamar; Tá,mas um pé na frente é impedimento,ok. Mas não se pode dizer que foi um erro de arbitragem.

    E desculpe discordar,mas não achei “histórico” o que o Bayern fez hoje. Acho que é a mais clara evidência de que o Barcelona de dois anos atrás é algo que quem viu,viu,quem não viu não vai ver. O elenco é praticamente o mesmo,mas o encanto acabou.

    Virada? Devolver 4×0 em um time que marca tão bem como o Bayern? Não é próximo do impossível. É totalmente impossível.

  • Alexandre

    O Rei está morto! Viva o Rei!

    Brincadeiras à parte, eu acreditava firmemente que o Bayern jogaria para entrar na História, e que este duelo tinha tudo para ser um ponto de virada para o time alemão, embora a forma como isso ocorreu tenha superado em muito até os mais fervorosos apostadores do Bayern.

    A pergunta que fica é: foi uma prévia da troca de bastão na Copa do Mundo?

    AK: Pode ter sido. Deixa tudo ainda mais interessante. Um abraço.

    • Rafael Wuthrich

      Cada vez mais penso que essa Copa tem tudo para ser da Alemanha, que desde 2010 joga o futebol mais envolvente e bonito do mundo (quem diria!).

      • Marcos

        Rafael, veja a minha resposta abaixo.

        Apesar de gostar muito do estilo atual da Alemanha (muito melhor do que o burocratico futebol que jogava na era pos-Mathaus e Klinsmann), infelizmente receio, pelo retrospecto recente de derrotas nas Eurocopas, Copas do Mundo e Liga dos Campeoes, que seja uma geracao tipo Holanda dos anos 70.

        Arrasador no estilo de jogo, mas sem a capacidade emocional de ganhar trofeus.

    • Edouard

      Boa, Alexandre.
      Li o post ontem à noite e voltei agora para comentar exatamente isso. Dá para pensar que reflexos haverá para a Seleção espanhola decorrentes dessa reformulação que, imagina-se, seja feita no Barcelona.
      No mais, fica a impressão que a Copa das Confederações sem Alemanha e Argetina se torna um torneio esvaziado. Se o Brasil levar, como aconteceu nos dois últimos campeonatos, o tombo vai ser maior no ano que vem porque a vitória dará uma falsa impressão de que o time está no caminho certo.
      Na publicação em que o AK deu seus palpites, alguém comentou que a final seria alemã. Não sei não…
      Um abraço.

      • Marcos

        Se a Copa das Confederacoes tivesse a Alemanha e a Argentina, ai’ ja’ seria a propria Copa do Mundo…

        Mas a ideia da Copa das Confederacoes nao e’ a de substituir a Copa do Mundo. Mas sim de ser um torneio preparatorio no pais sede da Copa do Mundo.

        De qualquer forma, mesmo que o titulo nao tenha realmente muito significado, um torneio que tem Brasil, Espanha e Italia nao pode nunca ser considerado esvaziado.

        • Edouard

          Eu concordaria com você se a proposta do torneio não fosse reunir o que há de melhor em cada continente. Uma espécie de ‘Copa dos Campeões’.
          Um abraço.

          • Marcos

            O critério oficial de participação na Copa das Confederacoes não é a de “reunir o que há de melhor em cada continente”. Não é um “tira-teima” para ver quem é a melhor seleção do momento. Tem critérios bem definidos.

            O torneio reúne os últimos campeões de cada Confederação (Espanha, Uruguai, México, Japão, Nigéria, Tahiti) mais o vencedor da última Copa do Mundo (Espanha), mais o país sede da próxima Copa do Mundo (Brasil).

            Como a Espanha venceu tanto a última Copa como a última Eurocopa, a Itália (vice-campeã da Eurocopa) foi convidada no seu lugar.

            • Edouard

              O objetivo não é reunir o que há de melhor de cada continente. Apenas o campeão de cada um deles. Entendi. Um abraço.

  • Alexandre

    A melhor frase de todas foi do Lineker: “Um destes times precisa do Guardiola. E não é o Bayern.”
    Ele que já havia dito um dia: “Futebol são 11 contra 11, e no fim ganham os alemães”.

  • RENATO77

    O texto já resume tudo.

    Quero ver agora os desdobramentos nas equipes do Barça(pós reformulação), e do Bayern(com Guardiola).
    Neymar seria parte da reformulação do Barça?
    Que preparo físico é esse dos alemães?
    E a seleção alemã na copa14?

    Abraço.

    AK: Sim. Assustador. Vem com tudo. Um abraço.

    • Marcos

      Sim, mas a Alemanha (infelizmente, porque aprecio muito o estilo atual do time) parece ter virado a Holanda dos anos 70: assustador no dominio do jogo, mas incapaz de levar os trofeus (Eurocopas de 2008 e 2012, Copa do Mundo 2010, Bayern na Liga dos Campeoes em 2010 e 2012).

      Talvez o Bayern vire a pagina dessa historia na final de 2013.

  • Alexandre

    Belo post. A Era Barça não terminou hoje, mas sim com o fim de outra era: a Guardiola, naquele empate contra o Chelsea que resultou na eliminação do time espanhol. Aquele jogo foi fatídico, pior atuação que eu vi do Messi, com direito a pênalti perdido e o time não ter conseguido fazer mais um gol com um a menos e ainda levar outro.
    Desde lá, o encanto acabou e o Barça virou “mais um”. Foi o melhor time que eu vi jogar e tenho absoluta certeza que minha memória não fará com que eu esqueça do que vi e por isso, tenho impressão que nunca verei um time tão fantástico. Foi também um dos 5 melhores esquadrões da história, com absoluta certeza. Acabou há um ano, as pessoas só se deram conta hoje.
    Minha aposta é que o título desse ano será do Real Madrid. Mas após teremos o início da “Era” Bayern… Será? Não há como se empolgar, depois do que vi desse Barça, penso que demorará muito pra me empolgar vendo um esquadrão jogar tanta bola. Assim como aqueles que levantavam de manhã pra ver o campeonato italiano na época de Van Basten, Baresi e cia e os que viram o Santos de Pelé pensavam. O futebol, com toda sua grandeza, segue e um dia a bola vai reverenciar outro gênio, outro time e nós estaremos presenciando novas eras, mas também ouvindo histórias e memórias de times como esse Barça.

  • Andre

    Andre,
    Falaram na tv alema que o Guardiola passou todas as informacoes de como parar o Barca. Nao só isso pois o Bayern fez uma temporada muito boa, mas acho que os conselhos de Guardiola também ajudaram.
    Abs

  • Teobaldo

    No lance do terceiro gol não houve falta nenhuma. Pick’n roll clássico! Müller no Celtics já!!! Um abraço!

    AK: Aquilo é falta até na NBA, em jogo de playoff e no último minuto, quando os árbitros param de trabalhar. Um abraço.

    • Mauricio Guitzel

      André, você acha que a chegada do Neymar ao Barcelona pode ser a injeção de animo (e de talento) para este time voltar a ser dominante?

      AK: Não necessariamente. Um abraço.

      • Juliano

        Também não acho que a renovação do Barcelona seja responsabilidade, em parte, da chegada do Neymar. Isso não é bom nem pra ele nem para o clube.

    • Juliano

      Legal a comparação Teobaldo, pick’n roll… hehe
      Mas olha, não estou tão convencido assim se foi falta. Imagine que no lugar do Jordi Alba fosse o Piqué. Seria uma trombada diferente… a sensação que temos da falta é porque Alba leva a pior… ele não vê o obstáculo e bate com tudo na parede.

      Continuo na dúvida se o jogador do Bayern se posicionou ali, ou se deu um “chega pra lá” deliberadamente. Golaço do Robben.

      Abraços!

      • Teobaldo

        Deliberado, Juliano, mas não menos sensacional. O Müller até dá aquela olhadinha por cima dos ombros, primeiro para ter certeza do impacto, depois para ter certeza que a vítima estava morta e, por último, para dar aquela risada (interna, é claro!). Tive até a impressão que ele colocou as mãos cruzadas para frente e para baixo no momento da trombada, como faz, por exemplo, o Kendrick Perkins. Vou conferir depois. Um abraço!

    • Rafael Wuthrich

      Boa!

  • Emerson Cruz

    Avassalador o Bayern, perante um Barcelona já saturado a esta altura da temporada. Mais importante do que a vitória em si, foi a forma como ela se deu, com os bávaros sinalizando que além de uma passagem para a final da UCL, o que eles irão buscar é a definitiva passagem do trono, do cetro e da coroa do futebol para a sua posse. Ontem o Bayern derrubou o rei, resta saber se de fato ocupará o lugar que está vago nos próximos anos. Creio que sim.

  • Juliano

    Excelente, AK.

    “O Bayern transformou o “é” em “era”. E o fez com uma monumental combinação de marcação coletiva, posse de bola agressiva e entrega física.” – Se fosse possível resumir o que vimos em poucas palavras, seriam essas.

    Concordo que, finalmente, o Barça seja OBRIGADO a passar por uma reformulação. Esse jogo será um marco para isso. E sim, o sistema defensivo (e uso o termo sistema no sentido mais amplo) do Bayern foi um espetáculo. Posse de bola pra lá de agressiva, chegavam no campo de ataque em questão de segundos, sempre de forma muito aguda. E claro, pra combinar tudo isso, só mesmo com uma entrega física como a que vimos ontem. Atuação exemplar.

    Ontem foi a pior atuação que vi deste Barcelona. O segundo tempo em especial. As limitações de Messi eram evidentes, mas ele não conseguiu acertar nada, mesmo passes curtos. Mérito do Bayern. Messi estava tão limitado que mal se movimentava, em close não vi uma gota de suor em seu rosto.

    A superioridade imposta pelo Bayern foi tamanha que parece que jogavam em 11 contra 8. As expressões de cada jogador, de ambos os lados, eram nítidas: o time vermelho com sangue nos olhos, o Barça incrédulo.

    O time espanhol já vinha dando alguns sinais da derrocada: derrota em Milão, dois empates com o PSG. Uma possível final entre Bayern e Real Madrid seria fantástica. Vejo os jogadores do Real com postura “sangue nos olhos” semelhante à que vi ontem.

    Se eu sou um cartola do Barcelona chamaria Guardiola, que ironicamente vai treinar o Bayern, para preleção do jogo de volta. O que torna quase impossível a missão do Barça é a postura do time alemão. Capaz de voltarem da Espanha com mais uma vitória.

    Uma seleção alemã com Lahm, Schweinsteiger, Muller e Gomez é de impor respeito.

    Abraço!

    • Rafael Wuthrich

      Não se enganem. O Bayern não é o Milan – vide o que fez com Arsenal e Juventus. Realmente é possível que este time ganhe do Barcelona no próprio Camp Nou – principalmente se Messi, desgastado, jogar novamente sem condições.

      • Marcos

        Mas o Bayern colocou “salto alto” contra o Arsenal e quase dançou, perdendo em casa de 2×0, na partida de volta.

        Não acredito que o Barcelona consiga se recuperar. Mas o Bayern ainda precisa provar (ganhando a final desse ano) que é realmente um time emocionalmente maduro.

        Ainda tem um histórico recente de “amareladas” que me impede de colocar todo o meu dinheiro nele.

    • Marcos

      Juliano, na verdade em termos de “sangue nos olhos, eu vejo os times alemães desse ano (Borussia e Bayern) bem acima dos espanhóis (Real e Barcelona).

      O placar de hoje (Borussia 4×1 Real) comprova isso mais uma vez.

      O Real ainda pode virar (bem mais possível do que no caso do Barcelona). Mas parece que no jogo de hoje também contou muito com o time no papel e se esqueceu do resto.

      Tantos anos de derrota na Champions League parecem ter aumentado o apetite dos times alemães esse ano.

      • Juliano

        Correto Marcos, comentei isso antes do jogo, baseado nas atuações do Real diante do Barcelona (passaram um período com derrotas importantes, e nas vitórias recentes apresentaram esta postura mais “sangue nos olhos” diante dos rivais de Barcelona).

        Abraço!

  • Eduardo Cândido

    Seus comentários são sempre os melhores André! Pautados, com objetivo, meio e fim! Parabéns pela análise! Abraço

  • Álvaro

    O Bayern enterrou ao mesmo tempo as seleções da Espanha e da Argentina.
    Ao menos com isso ficamos livres de ver os hermanos levantado a copa em pleno Maracanã…

  • Fabius Tavares

    Análise sensacional!
    Gostaria de acrescentar apenas alguns fatos.
    Antes do jogo tinha uma nuvem negra sobre o círculo central!? O campo parecia seco, mas o centro do gramado estava encharcado. Estranho…
    Incrível o trabalho delegado por Jupp Heynckes e executado por Mario Gomez na anulação de Busquets.
    O Barcelona não teve a opção de voltar a bola para o volante. Xavi e Iniesta, bem marcados, foram forçados a trocar passes infrutíferos entre si ou com os laterais até que, em tentativas mais agudas, invariavelmente cediam a bola para o incisivo Bayern.
    Os alemães têm grandes valores individuais, sendo Müller o mais participativo, mas Lahm e Schweinsteiger, em posicionamento, passes simples ou jogadas decisivas, são espetaculares.
    E para o início do Guardiola, o que fica de mais relevante? A perspectiva de aperfeiçoar um grupo já fortíssimo ou a responsabilidade de superar os feitos de seu antecessor?

    AK: Seria melhor para o Guardiola se o Bayern não ganhasse esta Champions. Posição estranha. Sobre Busquets, também está jogando com problemas, pubalgia. Sem ele em forma, o time todo sofre muito. Um abraço.

  • Fala Andre!

    Um jogo magnifico. Nao acho que o Barcelona tenha sido tao prejudicado pela arbitragem como andam bradando por ai. Houve ao menos um penalty para o Bayern nao marcado (mao na bola).

    Curioso observar tambem a reacao dos jogadores do Barcelona quando perceberam que, pela primeira vez em muitos anos, nao estavam controlando o jogo. Tornaram-se mortais, criancas mimadas. reclamando de cada lance com o arbitro.

    Este jogo e um caso classico em que numeros e estatisticas nem sempre traduzem uma partida de futebol.

    Me parece o momento apropriado para fazer uma analogia com a final masculina de voleibol nas olimpiadas de pequim, quando o tecnico americano confessou ter se preparado anos para vencer especificamente o Brasil, momento em que a total supremacia brasileira caiu. Continuamos protagosnistas, mas nao como antes. Acho que sera o caso do Barcelona daqui em diante. Concorda?

    Como voce mesmo disse na ocasiao em que o Guardiola fechou com o time alemao, o mapa do futebol tem tudo para se reconfigurar.

    Aplausos ao Bayern. E um frio na espinha para a copa de 14.

    Abraco!

  • Marcel de Souza

    Assustador é pensar o que vai ser esse Bayern quando o Guardiola chegar. Apesar da forma como aconteceu, os gols ilegais vão acabar definindo o confronto, o que é uma pena. 1 abraço!

  • Ricardo

    Que Iniesta e Xavi são craques e Messi gênio, ninguém discute. O problema é que criticar o Barcelona virou motivo quase de exílio para quem se atreveu a fazê-lo nos últimos anos! Não sou oportunista, já comentava em blogs e com amigos quando o Barcelona esteve no seu auge em 2011 ganhando de todos sempre: A tal cantada e decantada em prosa e verso posse de bola e futebol “revolucionário e inovador” do Barça é o mesmo jogo mala que o Brasil praticava na copa de 94 e que a imprensa em geral massacrava, claro, tendo os catalães jogadores em geral muito superiores e por isso um futebol muito mais vistoso e goleadas! Aliás, ué, depois de já estar levando 3 x 0 no lombo largaram mão do toque-toque xarope pro lado e resolveram quando tinham a bola jogar mais verticalmente por quê? Não é tão moderno o “ping-pong barcelônico” para abrir a defesa adversária” e achar um buraco? O Barcelona tem sido o grande time do século 21, não sou louco de negar isso! Mas era exasperante esse encantamento que fugia das medida e por vezes chegava às raias da babação (não da tua parte André, sou justo) Brasil afora pelo povo todo da ESPN, Sportv, Globo, enfim, todos! Posse de bola defensiva? Vi o Barcelona do mesmo jeito de sempre, tocando a bola de um lado para outro no campo do Bayer e não atrás, com Iniesta tentando (e não conseguindo) achar o descontado Messi, perdendo a bola mais do que o costume com o Bayer saindo trocando passes em alta velocidade e verticalmente, isto é, buscando o gol sem enrolação tendo tantas chances quanto o “revolucionário” Barcelona teria com a sua posse de bola e marcando forte sem ela! Um grande time vai se despedindo, mas as redes sociais o amplificaram e muito e podem mesmo chamarem-me de saudosista ao preferir enaltecer um esquadrão como o Flamengo de Zico que ao invés desse toque-toque irritante para o lado, usava meios diretos para ter mais chances de gol jogando para frente sempre, sem “enrolation” e enfiava 3 x 0 no Liverpool ao natural na final do mundial! E que é devidamente reconhecido apenas no Brasil porque não era uma grife européia – e queira ou não o velho continente, um dos maiores times da história!

    AK: Desculpe. Sua análise do sistema do Barcelona tem graves problemas de conceito. Isso independe de gostar ou não do estilo. Um abraço.

    • Ricardo

      Pode-me dizer quais?

      AK: A comparação com o que a Seleção Brasileira fez em 1994, por exemplo. Uma coisa nada tem a ver com outra. Os conceitos em que se baseia o sistema do Barcelona, “jogo de posição”, estão fartamente documentados em livros e artigos publicados online. Um abraço.

      • Ricardo

        Não chego a pensar em termos “de uma coisa nada a ver com outra” por um aspecto: Aquela seleção sempre tinha posse de bola maior, mas com certeza mais defensiva. Claro, a dinâmica do Barcelona é completamente diferente (jogo de posição?) e nesse caso mais próxima da Holanda em 74 ou o Ajax do período, base na referida Holanda ( e por isso que não consigo ver tanta novidade no sistema tático catalão)! Mas admito, a minha análise não foi a com mais correção feita por alguém, muito emocional de fato! É evidente, continuo achando um estilo chatíssimo, mas com jogadores excepecionais e eficientes, um abração André e obrigado pelo retorno!

        • Rafael Wuthrich

          Concordo plenamente com o Ricardo. A diferença está na forma da posse: uma no ataque, outra na defesa. Mas a imensa posse, os toques de lado, a necessidade de um craque para desafogar a monotonia (Romário/Messi), a falta de objetividade, estão todos lá. Mas como sempre, somos minoria. Um grande abraço e obrigado pelo debate, AK!

          AK: Como ele, você está conceitualmente equivocado. O que independe de ser maioria ou minoria. Um abraço.

    • Thiago Mariz

      Interessante. Quando eu vi o Barcelona, lembrei-me do Brasil de 1994. De fato, ontem, o Barcelona assemelhou-se ao saudoso time de Parreira. Toque basicamente entre os defensores, no máximo entre os volantes. Imediatamente, pensei “Pronto, o que vai ter de comentário dizendo que o Barcelona sempre fez isso e ninguém comentava é só o que vai ter.”

      É nítida a falta de análise minimamente objetiva pra perceber a GRITANTE diferença entre o time de ontem e o time de Guardiola.

      E a argumentação é completamente contraditória, quando você diz que o Barcelona lembra o time de Parreira, mas com mais movimentação, lembrando a Holanda de 1974. Ora, você está comparando a Holanda de 74 ao time de Parreira de 94? Imagino que não.

      Sim, inexiste inovação. Isso é um fato. Mas a exaltação ao futebol é válida, pois vimos algo como isso apenas na Holanda de 1974. Rever o embrião daquele estilo refeito é algo digno de ser exaltado. Sinto-me uma pessoa de gigantesca sorte por ter tido a oportunidade de acompanhar esse time!

  • Ricardo

    E um abraço também, desculpa a descortesia!

  • fabio braz

    Grande AK, parabéns mais uma vez pela analise, ontem foi um dia prazeiroso para quem gosta de futebol profundamente, sem doenças ou “clubismos” exacerbados. Sou um profundo admirador do Barça, sua filosofia e, principalmente, este time, recheado de jogadores brilhantes, inteligentes, engajados e cheios de caráter (xavi, iniesta, puyol, entre outros). Este time me fez voltar a ter grande prazer com o futebol, como o flamengo de zico e a seleção de 82 fizeram na minha infancia mas, ontem, como em algumas outras recentes oportunidades, foi deslumbrante ver seu oponente desfilar sua grandiosidade futebolística, atestando definitivamente um fato que a maioria das pessoas, fãs, imprensa ou envolvidos no futebol, pareciam, há pelo menos um ano, receosos em cravar, um novo “melhor time do mundo”, sem a magia ou o encanto do barça de Guardiola, com um estilo um pouco diferente, mas muito, muito FUTEBOL. Apenas gostaria de acrescentar um fato que não vejo muitos comentários e acho pertinente, a responsabilidade do Tito na situação que, com todos os “poréms” que cabem, deve ser devidamente posta na mesa, tanto nas mudanças no jogo do time quanto em posturas discutíveis. Ontem vimos de um lado um time preparado em todos os seus aspectos, por um treinador conhecedor deste e do adversário, sabendo exatamente o que fazer e como fazer para bater seu grande oponente, absolutamente ligado e “incomodado” com tudo que, sabiamente, com o time sobrando, tres gols a frente, fez substituições que melhoraram mais ainda sua equipe, visualizando corretamente tudo que acontecia no campo. No outro lado, vimos um profissional “acomodado”, inerte, apenas tentando algo de diferente quando sua equipe estava morta (quatro gols atrás), sem reações tecnicas ou táticas e, pior, “morrendo abraçado” com teimosias típicas de tecnicos, digamos, sectários (alexis sanchez mais uma vez, nesta situação, o jogo inteiro, foi constrangedor), que pena…para o Barça…que bom para o futebol.

  • Ricardo

    E perdão pelos erros de digitação!

  • Willian Ifanger

    Foi realmente um atropelo. Me pareceu que os times estavam com focos diferentes. O Barcelona parece mesmo cansado e precisando uma reciclagem. No elenco, não na forma de jogar.

    Pra mim o confronto está definido.

    Agora só se o Barça recuperar o “Eye of The Tiger” em tempo recorde – momento Rocky III.

  • Anna

    Ainda acredito no impossível e não vejo que a Era Barcelona terminou. Acontece que seu principal jogador, Messi, está lesionado. Isso já complica muita coisa, num esquema em que Tito Villanova não conseguiu alternâncias como Guardiola conseguia. Para mim, este time ainda é o melhor de todos os tempos e Messi, o melhor jogador de todos os tempos. Ponto pacífico.Agora, o Bayern destruiu,jogou muitíssimo bem, plasticamente perfeito. Grande abraço, Anna

    • Ricardo

      Respeito tua opinião Anna e claro que sou suspeito pois não nego minha antipatia por este Barcelona. Dito isso, penso que para opinarmos abalizadamente no quesito melhor de todos os tempos, precisamos ou ter visto o maior números de craques e esquadrões possíveis em ação ou ter as informações vindas dos cronistas mais credenciados e que viram esses craques e equipes maravilhosas no seu tempo. Ouvi falar de:

      Real Madrid de Di Stefano e Puskas
      Ajax De Cruyff
      Santos De Pelé
      Benfica do Eusébio
      Cruzeiro do Palhinha
      Palmeiras de Ademir da Guia
      Seleção brasileira de 70 e de 82
      Internacional do Falcão, além de craques como Seeler, Beckenbauer, Fontaine…

      E vi jogando:

      Flamengo do Zico
      Gremio De Renato Portalupi
      Palmeiras de Evair
      São Paulo De Raí
      Milan De Van Basten além de craques como Maradona, Ronaldo, Romário, Bergkamp, Platini e o gênio Zinedine Zidane, daí eu digo que:

      Devagar Anna e todos barcelonistas fanáticos: O mundo não começou junto com as redes sociais!

      Esse Barcelona já está na galeria dos melhores, mas cito de cadeira o Flamenngo de |zico e o milan de Van Basten

  • José Silva

    Caro André,

    Concordo com sua análise, mas faço algumas observações.
    1. Não entendo a insistência do Tito Vilanova com o Sanches, em detrimento ao Villa. Já não basta ter que aguentar Pedro, ainda tive que ver o Sanches durante todo o jogo com produtividade Zero.
    2. O comportamento do Barça foi similar ao do jogo contra o Milan. A diferença maior está na qualidade dos adversários.
    3. Você não viu irregularidade alguma no lanche do Dante sobre o Daniel no primeiro gol? Subir é uma coisa, se apoiar ou na melhor das hipóteses, bloquear um adversário na hora de subir, como fez o Dante é outra coisa. Eu marcaria falta.

    Abraços.

    AK: 3) Não achei tão gritante. Um abraço.

  • alex

    AK, o que pouca gente percebeu na minha opinião foi justamente o que você comentou (“jogadores bem condicionados e inteligentes”). O “inteligentes” aí é justamente o que ninguém se preocupa no futebol brasileiro.

    Inteligência se desenvolve e futebol também…

    Aqui sempre vemos apenas os caras talentosos, mas pouco inteligentes para o esporte.

    O Brasil vai sofrer cada vez mais por não pensar em desenvolver a inteligência dos jogadores.

    • RENATO77

      Concordo. Desenvolver o indivíduo.
      Há tempos que venho achando que a origem da “crise” do nosso futebol não é de talentos, de potencialidades, mas de saber explorá-las e obviamente QUERER explorá-las ao máximo, em toda sua plenitude.
      Temos uma crise de personalidade, onde falta a vontade de vencer, de ser o melhor. O dinheiro “fácil” ajudou muito a acabar com a “gana” de ser o melhor. Hoje temos um monte de bons profissionais. É preciso mais que isso para se manter no topo.
      E um certo “complexo de vira latas” que costuma aparecer nesses momentos, trazendo um certo comodismo generalizado nos clubes/jogadores/treinadores.
      Abraço.

  • Três gols irregulares, TRÊSSS!!!

    Se isso aqui não é falta, o que é??? http://bit.ly/12cLcOW

    Bayern jogou melhor? Claro, muito melhor! Barcelona não se achou em campo e jogou com 1 ou 2 jogadores a menos, praticamente? Sim, teimosia de Tito e do Sr. Messi, que deveria ter se preservado p/ o jogo da volta! (O de ontem era pra ser jogado a la Chelsea, ora bolas!)

    Mas que estão garfando o Barcelona, assim como o fizeram contra o PSG, assim como o Málaga foi garfado… não há dúvida! Me dê a p%$#@ de um jogo justo, catzo!

    A Era Barcelona ainda não acabou, escrevam nos seus livrinhos-oráculos!

    • Junior

      A arbitragem foi péssima, mas foi péssima para os dois times. Houve três lances de toque na mão na bola de jogadores do Barcelona dentro de sua própria área, onde dois deveriam ser marcado falta. Também teve um lance, logo no início do jogo, onde Javi Martinez recebeu uma carga nas costas enquanto esperava a bola que vinha pelo alto, a jogada foi tão dura quanto a “falta” no terceiro gol do Bayern – a jogada também ocorreu na área do Barcelona – terceiro pênalti?
      Por fim, não tem como esquecer que o lateral do Barcelona jogou a bola no rosto do Roben enquanto o jogo estava parado, isso é agressão, deveria ter sido expulso. Só não me lembro se foi antes ou depois do terceiro gol do Bayern.

      Enfim, os dois times poderiam reclamar muito, mas como o resultado foi muito favorável ao time alemão, apenas os espanhóis vão apresentar suas queixas.

    • Juliano

      felldesign, que bela foto! Realmente… se fosse arbitragem de video-game, poderia sim contestar 3 gols.

      Mas o que fica é o volume de jogo assustador que o Bayern impôs, e o péssimo jogo que o Barça foi reduzido a fazer. Como o AK inicia o texto: esqueçamos a diferença, 1, 2, 4, não importa. A diferença foi gritante, se fossem 4 gols incontestáveis seria igualmente normal, e justo, devido ao futebol apresentado.

      Abraço!

  • Ah, não podemos esquecer da “expulsão” do Nani, que acabou com o United!!!!

  • Thiago Mariz

    André,

    concordo com você na necessidade de inovação, mas discordo quanto ao centro do problema do Barcelona. O nome dele é: perda de filosofia de jogo. No início da temporada, ao ser anunciado que Tito seria o substituto, você disse que era a melhor escolha para se manter uma filosofia. Com certeza, em tese, ninguém melhor para continuar do que aquele que acompanhou tudo. Não foi isso que aconteceu.

    O Barcelona manteve o auxiliar e perdeu a identidade. Como transição de técnico pra manter a ideia, foi péssimo. Manteve a “comissão técnica” e perdeu a ideia. Não consigo entender por qual motivo um treinador pega um time perfeito e pensa “Ora, vou fazer esse time perfeito como eu quero”. Tristemente, observei o jogo de ontem lembrando-me sim do jogo do Brasil de 94. Piquet e Xavi, Piquet e Iniesta, Piquet e Busquet… E nada.

    Pra melhorar um pouco a comparação, esse time se assemelha imensamente ao time de Rijkaard. Futebol vistoso, defesa frágil, dependente de Ronaldinho (agora, Messi), que naturalmente vence os jogos contra os times da Liga Espanhola, infinitamente inferiores a ele. Entretanto, quando pegava um time que armava uma defesa minimamente consistente, sofria, penava, ganhava de 0,5 x 0, à espera de um lampejo do Gaucho que salvasse todo o time.

    Afinal, foi assim até na final da UCL de 2006.

    Por isso, acho que o mais importante agora é lutar para manter a filosofia. Caso contrário, mudarão os jogadores e teremos as mesmas limitações. Limitações essas superadas pelo modelo de Guardiola.

    AK: Sim, a ideia mudou. Mas não foi algo que o novo técnico pura e simplesmente decidiu fazer. Vários aspectos levaram a isso. Concordo quando você diz que o mais importante é manter a filosofia. Não sei dizer se será assim. Um abraço.

    • Thiago Mariz

      É, também não sei se será assim. O que me entristece. Parece-me que com Guardiola no comando do Barcelona, poderia acompanhar esse time por mais algumas temporadas.

      Espero que a ideia dele seja introduzida no Bayern. É fantástica demais pra ficar simplesmente nesses 3 anos.

  • rodrigo

    Bom, enfim acabou esse papo de que o Messi “mudou o jogo”. Foi um dos piores em campo. Ah, esta machucado? Duas semanas atras ele estava machucado e “mudou o jogo”. Teve duas semana para se recuperar e ai? Nao fez nada. Ele eh craque mas como eh vaca sagrada eh proibido critica-lo.
    Pra mim nao houve falta no lance do terceiro gol. O jogador do Barcelona fingiu ter sido atropelado por um tanque e se jogou como se fosse uma bailarina. Assim como a maioria do seu time faz. Jogada normal.
    Alguem realmente achou que o Dante fez falta no Dani Alves? Pelo amor…! So no Brasil aquilo eh falta.
    Pra finalizar, sem essa de “acabou a era Barcelona”, “dinastia” e outras lorotas. O time se recicla e disputara a ponta da Champions por muitos anos. O Bayern esta numa fase melhor, apenas isso.
    Obrigado.

    AK: Você não acha que seria interessante ler o texto antes de comentar?

    • Marcos

      Pense bem. Existe uma grande diferença de entrar na parte final da partida do que desde o início da partida.

      Duas semanas atrás o Messi entrou somente no segundo tempo e jogou apenas 30 minutos.

      Se você está com apenas 50% da sua forma, mesmo assim pode sim fazer a diferença (e mudar o jogo) se entrar quando todo mundo já está cansado.

  • Fabio

    O problema para mim é se o Barça vai conseguir fazer a necessária reformulação sem abrir mão de seus valores. Vários jogadores são “franchise players”: Valdes, Puyol, Piqué, Xavi, Iniesta e Messi. Incluiria nesta lista também Fabregas, que parece ser o eleito para substituir Xavi no futuro e Abidal, por tudo que representa.
    Além destes existem os “canteranos” que não são craques mas que já fazem parte do grupo a algum tempo: Busquets, Pedro, Thiago, Alba, Bartha. Seriam estes substituidos por “estrangeiros” sem identificação com o clube?
    Sobrariam D. Alves, Mascherano, Villa e Sanchez.
    Posso ter esquecido alguns nomes, pode-se mudar alguns nomes de grupo, mas o ponto é o mesmo: dá para reativar a “fome” com poucas mudanças, sem mudar a filosofia e mantendo os pratas da casa?

    AK: O desafio é esse. Que a ideia prevaleça. Um abraço.

  • Fabricio Carvalho

    Grande texto.
    Acho que o grande Barça terminou após a semi do ano passado. Em 2013 o Barça foi um “rascunho” daquele grande time. O time do Pep era impressionante pelo domínio completo de todas as ações e dimensões do jogo, inclusive o psicológico. Era como se estivesse jogando outro esporte. Eles jogavam, e o adversário sabia que não tinha muito o que fazer em 25 a 30% de posse de bola, com todo o time do Barça tentando retomá-la o tempo todo.
    Esse ano, por alguns motivos que sabemos (lesões, falta de elenco para modificar os jogos ou para repor as perdas), e outros que imaginamos (falta de tempo com o técnico, em tratamento intensivo contra o câncer, como isso afetou o psicológico dos jogadores; falta de motivação, que era a principal ação do Guardiola – deixar o time sempre querendo mais)…
    Fico triste por não ter visto aquele grande Barça “in loco”…não sei quando teremos um time tão dominante como aquele já saudoso Barcelona de Pep…

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