NOTAS DO MORUMBI



Começou ontem, no Morumbi, o encontro de oitavas de final da Copa Libertadores entre São Paulo e Atlético Mineiro.

O time da casa entendeu assim. O visitante, não.

Notas:

1 – Da mesma forma que se costuma confundir raça com violência, enxerga-se vontade onde há intensidade. O volume de esforço é o único aspecto de um jogo de futebol que está inteiramente sob controle dos jogadores. É obrigação, não qualidade.

2 – E é uma obrigação distinta para cada jogador. Volantes marcadores, por exemplo, têm seu desempenho dependente de entrega física. Não é tudo, mas é essencial. Jogadores como Ganso (mais sobre ele adiante), por outro lado, precisam estar em sincronia com o jogo, com memória livre no HD para fazer o time rodar.

3 – Ser esforçado, apenas, não é uma boa definição para uma equipe. Indica níveis técnicos insuficientes. Intensidade é algo completamente diferente.

4 – O São Paulo foi intenso ontem. Como ainda não tinha sido em 2013. Intenso na maneira como encarou o jogo, como se alimentou do ambiente criado pelo torcedor, como transferiu concentração e atuação para ser melhor do que o adversário.

5 – Ganso. Estava claro que a vitória dependia de sua contribuição em maior escala do que vimos até agora. Foi intenso, também. Mas a seu modo, com maior frequência de aparições, com os recados dados a seu time – e ao oponente – cada vez que tocou na bola.

6 – O pedigree de um jogador diferente se percebe em lances como o do segundo gol. Domínio com pensamento à frente, noção espacial avançada, passe.

7 – Osvaldo. Bate-estaca no primeiro tempo, moto-serra no segundo. Questão de ajuste, mérito de Ney Franco. O passe para Aloísio foi o momento transformador do jogo.

8 – O Atlético foi a própria antítese. Faltou tudo. Flácido, permissivo, indiferente. Pareceu levar o jogo como um exercício não obrigatório, um simulado inconveniente. Se fez isso, cometeu um erro.

9 – Tardelli. Ausência sentida, especialmente num jogo em que a saída rápida seria uma opção evidente. Jogaria se fosse uma partida eliminatória? Se sim, a decisão de não utilizá-lo foi o primeiro equívoco.

10 – A oportunidade do Atlético era clara: três jogos para eliminar o São Paulo, com a chance dourada de fazê-lo em apenas um, e com o benefício do empate. Era a única forma de não conviver com as dúvidas e os problemas que hoje se apresentam. Era decisão.

11 – O confronto se repetirá em mais dois jogos. Esta quarta-feira foi didática: para o São Paulo, uma visão do caminho. Para o Atlético, um aviso preocupante.

13 – O que vimos teve pouco a ver com raça ou falta dela. Futebol é muito mais.



  • Alexandre Reis

    André, ontem ao assistir parte do jogo fiquei com as seguintes impressões, primeiro uma e depois a outra.

    1- O Atletico não levou o jogo a serio. (Com os jogadores que estão lá, isso é bem possível)

    2 – O Atletico escolheu o São Paulo, pra não ter que ir a Argentina encarar o Arsenal, depois dos problemas em BH. Isso me pareceu muito claro.
    Posso estar errado? Sim, mas me pareceu isso.

    Abs

    AK: Se escolheu, foi um erro colossal. Não haveria hipótese do Arsenal eliminar o Atlético. Um abraço.

    • Alvaro

      Cara, concordo um pouco no primeiro ítem e nada no segundo…

      O Tardelli não jogou pq tava com problemas físicos (eu ouvi isso em uma rádio).
      Quanto ao Atlético não ter levado o jogo a sério, eu só acho que o São Paulo levou MUITO mais a sério que o Atlético. O time todo tava desligado, e o São Paulo mereceu a vitório

      E, o Atlético não escolheu o São Paulo. Prova disso são as substituições que o Cuca fez durante o jogo. Colocando o time pra frente com 4 atacantes. Aí é outra coisa a se observar, o Cuca tem um esquema com 3 jogadores principais – R10, Bernard e Tardelli – um passador de primeira linha (e que comeu a bola no primeiro tempo, mas sumiu no segundo) e dois velocistas, um de cada lado do campo, com habilidade. Ontem, o Atlético não jogou assim, e aí, mostra-se uma carência desse elenco. De 1 a 11 tem um elenco 100% de Libertadores, mas os jogadores acima citados não se substituem com “Neto Berola” ou o “Jô”, jogando improvisado.

      Erro do Atlético, mas uma promessa de mais 2 jogos excelentes…

    • Felipe Lima

      Eu tive essa impressão, ainda mais se levarmos em conta os jogos em Sarandí e em BH, onde houveram jogadas ríspidas e problemas com jogadores e polícia. Creio que o Atlético queira evitar uma guerra declarada muito cedo.
      Foi a deixa pro São Paulo “renascer”? Lógico. Mas creio que sejam jogos mais “jogados”, “limpos”.

    • Marcelo

      Não vejo dessa forma.

      O Atletico veio com o time titular, ou os q estavam a disposição do Cuca, se tivesse escolhido jogar com o SPFC, o zagueiro (titular) não tomaria o 3º amarelo que o suspende do proximo jogo (q era pra ser vermelho) e o Cuca não terminaria o jogo com 04 atacantes.

      O SPFC vive a mesma situação do Galo, mais no paulista, com1º lugar garantido, e o q faz? poupa, escala o time reserva, se não tivesse importancia esse jogo o Cuca teriam feito o mesmo.

      O Galo não conseguiu jogar, viveu algo diferente esse ano, teve q se defender, encontrou um time que bateu de frente.

    • Rocha

      Discordo de você: O Arsenal por pouco não eliminou o São Paulo! Graças as Duas Goleadas sofridas para o Galo Mineiro!!

  • Emerson Cruz

    Não acreditava na classificação são-paulina, principalmente por achar que o Galo manteria seu nível de atuações no ano. Errei, o Atlético se comportou de maneira indolente e foi justamente derrotado pela equipe que se predispôs a jogar. As ausências de Tardelli, e principalmente Bernard, foram sentidas sem dúvida, mas do outro lado também não estavam L. Fabiano e Jadson.
    Nas oitavas não há favoritos, as camisas tem o mesmo peso, mas são nesses momentos que costumam pesar fatores como a tradição no torneio e a pressão por um grande título que há muito não vem. Veremos.

    • Neil Azevedo

      As camisas tem o mesmo peso?
      No mínimo não entende o que isso representa?

      • João Martins

        Mesmo peso???? Analíse o cartel de cada um e refaça sua frase.

    • Rodrigo J.

      É ignorância ou provocação?

      Galo – 1 Campeonato Brasileiro quando minha avó ainda menstruava.
      SP – 3 mundiais, 3 libertadores e 6 brasileiros.

      Se for comparar o peso das camisas o Galo não está sequer usando uma de tão leve hahahaha.

      • Rocha

        Se tradição ganhasse jogo o Brasil seria o unico campeão mundial e olha onde o time canarinho está no ranking da FIFA…

      • Daniel Coutinho

        Essa soberba são paulina esta acabando com o clube, o exemplo disso é o Juvenal há interruptos mandatos presidindo um clube que parou no tempo depois de chegar no topo a uma década atrás. Faz tempo que o SPFC Soberano não é mais soberano, o futebol brasileiro evoluiu mas o SPFC parou no tempo por sua soberba. Quem vive de passado é museu.
        Sobre o jogo: Se o Atlético precisasse de algum resultado, o SPFC não estaria classificado, tinha jogador do Galo andando em campo, como o convocado Marcos Rocha.
        A vitória de quarta do SPFC foi justíssima, o tricolor jogou muito mais e mereceu vencer, mas a derrota não tira o favoritismo do Atlético para as oitavas de finais.

        AK: “Se o Atlético precisasse de algum resultado…”. Precisava do empate. Um abraço.

        • Daniel Coutinho

          Descordo André, o Atlético não precisava de nenhum resultado, pois ja estava classificado e em 1° lugar no geral. O time até tinha o objetivo de eliminar o SPFC, mas com certeza houve um relaxamento de alguns jogadores do Galo , por não precisarem de nenhum resultado.

          AK: Impressionante. Como não se percebe que um empate no Morumbi classificaria o Atlético para as quartas de final? Um abraço.

        • Paula

          Torcedor usa as armas que tem para “combater” na conversa sobre o time. Como tem muita vantagem chamam isos logo de soberba! Não tem nada de soberba dizer que um time tem mais títulos de outro. Onde está a soberba ai? Torcedor tira sarro onde dá! Quanto corinthiano não tirou sarro dizendo-se o melhor e unico invicto das américas? Pois é! Nesse caso não é soberba? Vai entender…

  • Bruno

    André, ontem aconteceu o que era previsto.
    O São Paulo com vontade, com sede de ganhar e o Atlético para se defender.
    O Atlético não teve a minima oportunidade de distribuir a bola, sendo que o Wellington não deixou o mesmo respirar.

    Acredito que o São Paulo ganhe de 1×0 no Morumbi e perca de 2×1 em minas, assim, Classificando o Tricolor.

    Espero que a vontade continue e, se na bola não vai, pelo menos na vontade conisga os resultados.

    Avante, tricolor!

  • MANOFJUA

    Só peço uma coisa ao nossos atletas do São Paulo: Jogar com a mesma aplicação daqui pra frente, seja quem for o adversário, por mais fraco que seja.
    Outra coisa, já que estão sabendo que todas as nossas decisões serão fora, então em casa tem que sair matando. tem que fazer o dever de casa, para sair com tranquilidade e liquidar a fatura.

    • Rafael Wüthrich

      Acho que isso é o que nós, leigos torcedores, chamamos de “raça”. O AK pode discordar, mas ninguém me tira da cabeça que faltou esse “algo a mais” nos jogos contra o Arsenal e o Strongest.

  • SEP

    Parabéns ao São Paulo muito merecido ms o jogo foi feio ein , principalmente no primeiro tempo , os times estavam perdidinhos muitos erros de passe etc , o diferencial do elenco ontem foram Ganso e Osvaldo .

    • Marcelo

      Jogo feio é uma coisa e jogo disputado é outra, ontem foi jogo de final de campeonato, ninguem sedia 1 metro ao adservario, pra quem é torcedor do SPFC foi um jogão, pra quem é torcedor do Galo foi inesperado, pra quem é apenas espectador foi um jogo sem graça.

  • Junior

    Ontem no Morumbi não houve um grande jogo, mas não deixou de ser um ótimo evento. A arbitragem estava péssima – ruim mesmo – os próximos confrontos eliminatórios merecem mais qualidade.

  • Neil Azevedo

    Excelente texto André. Destacaria dentro outros o Wellington… ano passado o time se encontrou após seu retorno.
    O cara é impressionante… só acho que seu parceiro deveria ser o Fabrício… pois melhoraria e muito a chegada a frente e o passe.
    Denilson me parece volante a moda antiga… e ainda marca muito mal para quem só se dispõe a fazer essa função.

    • Neil,

      me lembro de ter ouvido, antes do jogo de ontem, que o Denilson até então era o melhor passador (não lembro se da Libertadores ou só do SPFC). Acho que deve ser por isso que o Ney o mantém no time.

      Abraço!

  • André,

    Bom texto, só discordo do seguinte ponto:

    4 – O São Paulo foi intenso ontem. Como ainda não tinha sido em 2013. Intenso na maneira como encarou o jogo, como se alimentou do ambiente criado pelo torcedor, como transferiu concentração e atuação para ser melhor do que o adversário.,

    O São Paulo foi muito intenso contra o Bolivar no Morumbi. Entrou no 220v e matou o jogo. E foi bastante intenso contra o Arsenal no Pacaembú. Diversas bolas na trave, e um empate com um penalti bisonho. No mais, jogo chave ontem para passar a acreditar.

    Um abraço

  • Willian Ifanger

    Bela análise do confronto.

    Eu senti o Atlético totalmente desligado do jogo. De qualquer maneira, eles são favoritos e mais time. O problema deles é: como vão encarar o primeiro jogo no Morumbi? Vão jogar bola ou vão se segurar? O Tricolor colocou uma pontinha de dúvida ali.

    E eu frequento o Morumbi razoavelmente. Eu NUNCA tinha vista a torcida daquele jeito. Todos enlouquecidos.

  • Clayton

    Sagrada camisa tricolor que entorta varais… E depois da vitória de ontem, em libertadores, no Morumbi, temos 56 vitórias, 10 empates e 7 derrotas.

  • Pedro Carrizo

    Ontem foi o jogo da superação, mais superação mesmo, daquelas que deixa o torcedor doido pra ligar a TV no dia seguinte num desses canais nojentos como a band e ver aquela cambada de lunaticos se retratando.
    Que bom ter uma casa grande, bonita, cheia de gente, sem confusão, sem morte, esse é o Murumbi, casa do Jayson.

  • André,
    achei que o Galo veio para o Morumbi com a missão de eliminar o SPFC – a cera do 1º tempo e os chuveirinhos no 2º mostram isso, por mais que o Ronaldinho queira dizer o contrário. Só que a tal intensidade (concordo 100% com sua definição) não é questão de instrução do técnico ou decisão do jogador. É questão de motivação. E um time que joga suas últimas fichas no campeonato é naturalmente mais motivado que outro que já está classificado e garantido em primeiro. Para o Atlético-MG vir ao Morumbi com a mesma pilha do SPFC, o Cuca teria que ter feito um trabalho motivacional a semana toda, dizendo que esse podia ser o primeiro jogo do mata-mata, que o SPFC quase empatou lá no Independência, que é perigoso, etc, etc…e não foi o que se viu. Os jogadores do Galo que deram entrevistas praticamente se desculpavam por ter que eliminar o SPFC. O Richarlyson ficou bravo pelo Osvaldo ter dito que so o Galo tivesse oportunidade, pisaria na nossa cabeça – quando pisar na nossa cabeça era exatamente o que eles deviam ter feito!

    Pra mim, esse mata-mata tá com cara de arrependimento pro Galo. Um time fantástico, jogando por música, mas que não matou o SPFC quando teve a chance. O Galo também tem perfil de sofredor, meio que como o Palmeiras, que vai remoer por toda a vida a chance desperdiçada. Ou não, vai saber.

    Achei que o SPFC se encontrou ontem de um jeito que eu não via desde a época pré-Muricy. A marcação sufocante, a entrega, o espírito, foi tudo a cara da Libertadores. Como não víamos desde 2005.

    Sinto muito por quem assistiu ao jogo sem compromisso, deve ter sido mesmo feio. Mas pra mim, foi o jogo mais emocionante que eu já vi no estádio. O mais nervoso e, por consequência, o mais recompensador.

    Mas não podemos nos iludir, que ontem foi um jogo atípico. Eles não vão ficar mais dois jogos sem dar um chute a gol na gente. E ainda não tenho segurança no Rogério pós contusão. Mas com certeza deu pra ver que o negócio é parelho…com um primeiro jogo no nível de ontem, com a marcação aplicada e o Jadson, temos boas chances de sair com uma vantagem, quiçá até confortável. E lá, com eles tendo que sair pro jogo, o Osvaldo nas costas do Marcos Rocha pode fazer estragos…

    No fim das contas, ganhamos o primeiro jogo grande do ano só quando precisou. E uma temporada que se desenhava catastrófica vai ganhando contornos positivos. Acho que agora esse time engrena.

    Abraço

  • Thiago Mariz

    Ganso é um jogador diferente. Mas a frequência em que ele está “em sincronia com o jogo” é baixa demais pra valer o (colossal) custo com ele. É um caso bastante atípico. Nunca vi nada parecido no futebol até hoje.

    Discordei da sua argumentação até o ponto 9. No décimo, atentei para esse detalhe que vai fazer a diferença: poder eliminar o São Paulo em 1 um jogo. Some o crescimento de uma equipe pesada na Libertadores ao Atlético de CUCA e temos uma bomba relógio.

    Vamos aguardar que emoções fortes aguardam os atleticanos.

    Opiniões minhas que podem ser facilmente destruídas, tanto por Ganso como pelo Atlético. Tomara. Gosto do futebol tanto de um como do outro.

  • diogo

    André mais uma vez passando aqui para comentar e elogiar seu ótimo texto , que pra mim deixou a entender que você quis dizer que o atlético cavou sua própria sepultura , é verdade que no futebol em se tratando de clássicos não se pode atribuir favoritos , mais esse caso especificamente na minha visão o atlético mineiro acordou um gigante até então adormecido , não digo favoritismo , mais a moral agora esta toda do lado tricolor , e todos que acompanham futebol sabem que quando um time pega moral , confiança ainda mais em uma reta decisiva , fica difícil para – lo , esperemos pra ver . abraço André !

  • Fabioall

    Assisti o jogo com a expectativa lá em cima. O que vi foi um jogo truncado, com a arbitragem marcando as costumeiras faltas onde o jogador se joga descaradamente (e nesse quesito prejudicando mais o atlético que o São Paulo). Por exemplo; assisti na Fox e, no intervalo, mostraram os melhores momentos. Começou com um lance aos 5 minutos e já pulou pra outro aos 30 e alguma coisa (nãolembro ao certo).

    O São Paulo estava mostrando mais vontade, mais entrega. Mas, ainda assim, não jogava bem. Menos ainda o atlético.

    Quanto a Ganso, bem, acho que vi outro jogo. Não achei a atuação dele de destaque. O passe para Osvaldo foi realmente muito bom. Mas, igualmente importante foi o passe de Osvaldo para o rapaz meter o gol. No final veio o Rogério Ceni dizer que o nome do jogo foi Ganso. Pensei, na mesma hora, que era pra fazer pressão no Ney Franco. Tipo para jogar o elenco, torcida e imprensa contra o técnico.

    Posso estar enganado, mas acho que a imprensa, de um modo geral, supervalorizou o jogo (que para mim foi mediano) e a atuação de Ganso (que pra mim foi bem normal, abaixo do que ele pode produzir e já produziu antes). Tivesse Jadson jogado que nem ele ontem, talvez estivesse sendo criticado por pouca produtividade.

    Abraços.

    • Paula

      Poxa, achei que o Ganso quebrou a pau no jogo. Ele pode não ter aparecido tanto em lances de gol mas marcou muito e roubou bolas! Inacreditável!! Como a gente não vê ele fazendo isso to achando o máximo!

  • Evelyn Casaca

    O Galo conseguiu acordar o SPFC ontem. Preferiu disputar com um time que tem tradição em Libertadores a ir a Argentina por terem tido problemas com o Arsenal? Desculpa mas isso não me pareceu…
    O que me pareceu é que realmente o Atlético entrou para treinar, como disse o Ronaldinho faltando com o respeito a um adversário e tanto, mas não esperava que o SPFC fosse dificultar o treino.
    Porém, vale lembrar que o Galo viu como, provavelmente, o São Paulo virá para as oitavas, afinal é assim que esperamos os próximos jogos, com essa mesma vontade e empenho dos jogadores, e podem montar um esquema para tentar parar isso… Ou, voltarão a treinar.

  • Ricardo

    O comentário desnecessário do rodadíssimo e experiente Craque-malabarista Ronaldinho Gaúcho (de que estariam brincando, como em um jogo-treino, na saída do intervalo) pode ter sido o começo do fim do Galo mineiro na Libertadores-2013

    E mostra bem a infantilidade e arrogância (ou seria burrice mesmo?) do R10 como “líder” de um time com bons jogadores porém pouco “confiáveis” como Jô e Tardelli

    Aaaaaaaaaaacho que o Galo não vai longe, apesar de admirar o ótimo futebol que o time vem jogando esse ano

  • Matheus Brito

    Bela Análise. Faltou apenas uma situação: O Galo não poderia jamais correr o risco de pegar o São Paulo, pois no fim das contas, dos três jogos seguidos, dois são no Morumbi, sendo que no segundo o moral proporcionado pela vitória será um poderoso ingrediente em favor dos paulista.

    AK, nada haver com o Post, viu a dignidade da entrevista coletiva do Dedé? Sempre desconfio de jogador que sai do clube chorando jurando amor eterno, mas não me parece o caso.
    “Foi uma situação difícil para mim, mas me senti, como disseram, uma mina de ouro, que poderia pelo menos clarear a escuridão que estava ali. O Vasco estava precisando, então, não tive escolha de pensar. Achei que teria tempo bom para pensar numa possibilidade de ficar, mas preferi nem pensar.”

    Quando você renovou pela primeira vez o contrato com o clube, em 2011, o Vasco falava que faria um projeto para você ficar até 2014. Isso aconteceu?

    “Não aconteceu. Acho que o pessoal deu mole. Situação de marketing… Acho que o Vasco vacilou nesse sentido. Falaram muitas coisas, mas não fizeram praticamente nada, infelizmente. Eu estava disposto a ajudar, tudo o que tivesse lá eu faria. Infelizmente vacilaram. Tomara que com outros atletas eles pensem legal e façam um bom trabalho”.

    Em outros momentos você recusou propostas para sair. Dessa vez, não conversou com a diretoria para ficar?

    “Eu não tentei, não. É difícil ver trabalhadores mais simples, que a gente gosta, sofrendo, sem dinheiro, sem salário. Muitos ganham salário mínimo. Vi que eu poderia mudar essa situação. Fiquei apertado, com coração partido, mas vi que era para o meu bem e para o bem dos outros”.

    Merece comentários ou um Post?

  • Massara

    Discordo totalmente em relação ao Ganso. Tive que me esforçar durante os 90 minutos para tentar vê-lo em campo. Quando voltei de um breve gole de água na cozinha, cheguei a achar que ele havia sido substituído.

    Ok, ele deu o passe para o Osvaldo no segundo gol, depois de um giro em cima do Pierre, que já tinha amarelo e por isso não fez a falta. Mas, ainda assim, é muito pouco para uma partida em que ele era o responsável por criar as jogadas de gol.

    Abs.

  • Edouard

    Embora eu discorde, de leve, em relação à sua leitura sobre a qualidade do futebol apresentado pelo Ganso (mas não sobre seu pedigree, corretamente identificado no passe), no resto concordo plenamente com o que você diz.
    Na linha dos conceitos que você propõe, Ganso, para mim, foi mais esforçado do que intenso.
    O Atlético falhou e considero que eles sentirão o peso dessa falha no confronto que se aproxima. O time pareceu não compreender a importância de impedir a classificação do São Paulo. Melhor decidir tudo em apenas um jogo do que experimentar um desgastante confronto em dois jogos, depois. Teria sido infinitamente mais cômodo enfrentar o Arsenal, contra quem o Atlético fez 10×4 no agregado, do que enfrentar o SP, de quem tomou 3×1.
    Aliás, o Atlético, me parece, toma muitos gols. Foram 9 em 6 jogos.
    Era melhor escalar o Tardelli, se possível, e poupá-lo em ambos os jogos das oitavas, se necessário. Mas essa é a decisão que se toma partindo do pressuposto de que sua presença em campo asseguraria o resultado necessário para desclassificar um adversário direto.
    Por fim, não poderia concordar mais com a afirmação de que o resultado de ontem tem pouca relação com raça.
    Sobrou apenas o colombiano Santa Fé invicto, o que nos oferece uma boa dimensão do quão complicado é ser campeão invicto.
    Um abraço.

  • Perdão aos São Paulinos…Reconheço o currículo e as glórias do clube …

    Entretanto o Atlético ontem , apesar da bela atuação do SP, perdeu pra ele mesmo e para sua própria soberba, característica marcante dos times do Cuca em momentos de decisão (quem não se lembra do Cruzeiro de 2011?) .

    Algumas pessoas falam do cárater dos jogadores que formam o elenco do Galo hoje , mas aqui em Bh, todos eles tem andado pianinho, inclusive o Sr. R10.

    O time do Atlético é infinitamente, sim paulistas eu usei este advérbio mesmo, infinitamente superior ao time do São Paulo, que este ano tem um elenco muito meia boca.

    Mas concordo também que a camisa pode pesar no mata-mata…

    Se quem vai ganhar é a camisa ou o melhor time, isso veremos nos dois próximos jogos.

    • Alexandre Prado

      Leonardo, Júnior César, Richarlison, Pierre, Donizetti, luan, e aí vai, não se iluda, é um time de refugos, fracassados em São Paulo. E tem o Cuca que a gente conhece bem, nunca chega.

      Abraço

  • RENATO77

    Gostei das definições de “intensidade” e “vontade”…embora tenha visto muito mais vontade do que intensidade no time do SPFC ontem. Assim como havia visto a mesma coisa no time do Galo no primeiro jogo, lá em BH na vitoria alvinegra.
    E assim tem sido os jogos daquelas que são consideradas as melhores equipes do Brasil….muito mais vontade do que intensidade…

    Fora isso, não consigo entender como ainda acreditam em RG jogando contra times “com vontade e intensidade”, aliados a boa tecnica. Sem chance pra mim numa copa do mundo. Sou mais o PHG com os dois joelhos ruins.

    Em termos de libertadores, o SPFC é tão tradicional quanto o Boca. Camisa fortíssima.
    Acho que o Cuca chora mais uma vez.
    Abraço

  • Marcelo Morais

    Caro Thiago,

    “O curriculo e as glorias” estarao fora de campo nas duas proximas semanas. Serah o (no maximo) esforcado time do SPFC contra o virtuoso time do CAM. Mas nao acho que o time do CAM seja “infinitamente superior” ao do SPFC. Certamente o CAM tem mais recursos, mas, comparando jogador a jogador, nao vejo um gritante desequilibrio. A chave serah fazer o time do SPFC jogar, ciente de suas (poucas) virtudes e limitacoes. Como jah escrevi aqui antes, o elenco do SPFC eh bom, mas nao vem (nao vinha?) jogando com um time. Talvez passe a jogar como tal daqui pra frente.

    Estranhei a postura do CAM ontem. Pela TV, nao consegui determinar se era puro desinteresse ou se o adversario, mais determinado, se impos de forma tal que impediu o CAM de exibir suas virtudes. Vejo o CAM como favorito no confronto, mas nao como um time imbativel.

  • Alexandre Prado

    Dizer que o Atlético não levou o jogo a sério é que não é sério. Como um time pode ser considerado o melhor do Brasil com um meio campo formado por Pierre e Donizetti? O São Paulo é muito mais time, e jogou sem o LF e Jadson. Ontem o Atlético caiu na real . O nível dos adversários neste início de ano no Brasil mascaram todas as deficiências dos times grandes. Não é o Atlético que joga um grande futebol, é o São Paulo que esta muito abaixo do que pode fazer.
    É só comparar jogador por jogador, dá 11×0 .

    AK: Ninguém disse que o Atlético não levou o jogo a sério. Um abraço.

  • Cesar (Atleticano)

    Antes de mais nada quero deixar claro, sou Atleticano. Daqueles que nunca viram o time ganhar o campeonato brasileiro, já que nasci em 72…e tenho “só” 40 anos…daqueles que sofrem, ano após ano, com a falta de personalidade e tranqulidade para manutenção do padrão de jogo em momentos decisivos…vendo vários títulos “escorrerem entre os dedos”…

    Bom, já tendo me apresentado, gostaria de deixar registrado que fiquei INDIGNADO com a postura do Galo ontem (do time, como um todo) e surpreso com a declaração do Ronaldinho. Olha, com o salário que os jogadores ganham hoje em dia precisariam “comer a grama” (como os jogadores do SPFC fizeram) em TODOS os jogos. Agora, um jogador importante, formador de opinião, falar pra imprensa, no intervalo, que um jogo de Libertadores é “treino” e ele quer “se divertir” ??? Vai se divertir nas peladas de final de semana, com os amigos e as marias-chuteira!!! A torcida esperou 13 anos para chegar na Libertadores (de novo) e ela NÃO QUER só passar o tempo, quer ser campeã. Por causa da “diversão” do time ontem, do “treino” no Morumbi, o Galo vai deixar de pegar o fraquíssimo Arsenal (que tomou 10 gols dele) e vai pegar o SPFC, logo após ter dado uma “baita moral” pra ele… é de fazer doer o coração atleticano!!!

    É com tristeza que digo que (na minha opinião) o Galo deu adeus à Libertadores 2013 ontem, de forma antecipada, ao ressucitar um “defunto”, que agora, como “zumbi”, verdadeiro “morto-vivo”, tende a ganhar força na próxima fase e reforçar o estigma de “cavalo paraguaio” do meu time… uma pena!

  • Rita

    O que acontecerá nos dois próximos jogos responderá várias de nossas perguntas, porém por enquanto só sei que o São Paulo me emocionou ontem. Por hora, isso basta.

    E a comemoração pós-gol do Ceni foi das coisas mais lindas…

    Ao Arsenal, minha gratidão.

  • Luiz Otavio

    RENATO77, dizer que o SPFC tem tanta tradição ou uma camisa com o mesmo “peso” (traduzindo – glórias) que o Boca não tem nenhum sentido. O Boca é maior que o São Paulo. Ponto. Assim como é maior que o meu Corinthians. Não há discussão. O Boca é do nível do Real, do Bayern de Munique e do Milan. O SPFC está um nível abaixo (embora num nível altíssimo). Pra mim, pareceu evidente que o galo não entrou 100%, o que não tira os méritos do SPFC.

    • RENATO77

      Acho que tem a mesma tradição sim.
      Repito, se tratando de CLA, acredito que as camisas tenham o mesmo “peso”.
      O Boca tem um estádio a seu favor que poucos tem igual…uma panela de pressão, já o morumbi não tem essa caracteristica.
      Também, a arbitragem historicamente é tendenciosa CONTRA os brasileiros.

      Abraço.

  • O Atlético jogou a baixo do nível que tem portanto não pode perder duas vezes para o time do São Paulo que é fraco.Quantas oportunidades o time do São Paulo criou estão criando falsas expectativas sobre um time que tem jogado mal mesmo com todos os seus titulares ontem jogou mal encontrou um time pior por isso o resultado.

  • francisco

    Ou intensidade pode ser, como o proprio Rogerio disse, “jogar com alma”, ou, segundo os antigos jogadores, o bom e velho “amor a camisa”. Isso se pode ver, apos muito tempo, no Sao Paulo de quarta, mesmo sendo bem mais limitado que o da era Tele. Um querer vencer, que so se via nos jogos de antes. E que tambem acaba trazendo a sorte para o seu lado. Foi assim que no passado o chamado “time da fe” venceu Barcelona, Milan, e Liverpool.

  • Francisco Jose Muniz

    Concordo plenamente. E digo mais, enquanto no futebol brasileiro ficar sempre falando em “jogar com raça”, “com os sangue nos olhos” e outras expressões do tipo, veremos jogos, na grande maioria do tempo, como este São Paulo x Atlético-MG. Tirando os lances dos gols, em que a qualidade técnica sobressaiu, o jogo foi, na minha opinião, péssimo. Não gosto de jogos desse tipo, chutões, lançamentos da defesa para o ataque, bloqueios de chute do adversário sendo comemorados como um gol. O futebol brasileiro precisa colocar a bola no chão e tocá-la, esse era seu estilo, não sei aonde o mesmo foi parar.

    • Matheus Brito

      foi parar na Espanha

  • Fabricio

    A grande maioria dos atleticanos preferia pegar novamente o São Paulo a ter que enfrentar altitude da Bolívia ou encarar argentinos que também crescem nessas fases alem de pouco importarem em serem expulsos para machucar e anular algum craque adversario. Seria muito perigoso um duelo com o Arsenal visto o ocorrido em BH. Aqui em BH ao sentirem “eliminados” ou casras so bateram, na Argentina o cara quase “MATOU” o R10. Fora o fato que com uma vitoria do Strongest o Galo poderia pegar o Gremio. O menos pior no momento realmente seria o São Paulo.

    AK: Não concordo com o raciocínio, mas entendo os pontos. Não sabemos se Cuca e os jogadores do Atlético pensam dessa forma. Se, pensam, talvez caiba aquele velho ditado “cuidado com o que você deseja, pois pode acontecer”. Um abraço.

    • Matheus Brito

      O problema é que de todos os citados, a camisa mais pesada é a do São Paulo, a maior tradição é a do São Paulo, e time por time, o melhor desses é o do São Paulo. O Arsenal era time para o Galo enfiar uns 3 ou 4 em Minas. Além do fato de que eles não iriam causar problemas lá na Argentina pois saberiam que o jogo de volta é em Minas.

      • Junior

        Concordo com você Matheus.

        Se – e digo “se” – o time do Atlético estiver achando que o jogo de quarta foi um fatalidade e que eles realmente podem ganhar do São Paulo “quando quiser”, será eliminado. O Galo tem totais condições de eliminar o São Paulo, acredito que seja o favorito, mas vão ter que jogar muito, mas muito mesmo.

        A fase de grupos nos mostrou 4 tempos (45 min) entre Atlético e São Paulo. Não sei se concordam comigo, mas tivemos 1 tempo com grande superioridade do Galo, 1 tempo bem equilibrado e 2 tempos com superioridade do São Paulo. Acredito que o Cuca deva analisar os confrontos diretos e não os resultados contra os demais times do grupo.

  • yuri

    Oi André, como vai? Outro muito bom texto seu!
    Mas um trecho me estimulou a comentar aqui: “Ganso… Foi intenso…Mas a seu modo”. André, tenho para mim que o Ganso é hoje provavelmente o jogador mais “overrated” (eu sei, que feiúra usar o ingles, mas é que achei que “superestimado” não cairia bem) do futebol brasileiro. Ele joga, em 90% das partidas, mal. Simplesmenete desaparece. Nos outros 10% ele é razoável. Sim, eu sei que voce me lembrará de 2010. Mas aquilo foi um lampejo de um jogador que jogava com uma bela equipe por trás. O passe do Ganso contra o Atlético foi bom? Foi. Mas foi o esperado de um meio de campo de uma equipe de ponta. Nada muito além disso.
    Mas o que realmente me intriga é que gente muito boa, profissionais que eu realmente respeito muito, como você, o PVC, o Juca, o meu ídolo eterno Tostão, o Birner (tirando sua paixão clubística), acreditam que o ganso é (ou foi) craque. E “intenso, mas a seu modo”, “atuou para seu time”, “ocupou os espaços”, “cerebral”, passam a ser utilizados, quando o correto talvez seria dizer “apático, como sempre…”.
    Desculpe o looongo comentário.
    abc do yuri

    • Alexandre

      Concordo.
      Ganso é um ótimo jogador, tem o talento de um craque, mas não é um craque justamente porque lhe falta intensidade.
      Vive de lampejos.

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