COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

PREVENÇÃO

Um gol do Palmeiras gerou a primeira grande decisão do futebol brasileiro em 2013. A vitória por 1 x 0 sobre o Libertad, na quinta-feira passada, configurou as posições dos times que estarão nas oitavas de final da Copa Libertadores, garantindo um jogo ainda mais significativo no dia 17. São Paulo e Atlético Mineiro têm alguns assuntos a resolver no Morumbi.

Independentemente do resultado, o Atlético terá a melhor campanha entre todos os classificados. Se vencer e obtiver a colaboração do placar final de Arsenal x Strongest, o São Paulo será o pior dos segundos colocados. O que significa que o jogo da próxima quarta-feira pode ser o primeiro de uma sequência de três entre eles. Um desgaste que o time mineiro tem como evitar.

Até a semana passada, o jogo contra o São Paulo na última rodada da fase de grupos não era importante para o Atlético. O destino assegurado tinha tudo para converter o clássico numa luxuosa formalidade em rede nacional. Estádio cheio, atmosfera elétrica, sobrevida no torneio em jogo para o time da casa. Para o visitante? Um bom termômetro para medir as próprias forças, talvez até uma data conveniente para descansar alguns jogadores, nada mais. Mas agora o cenário é diferente. O Atlético ganhou todos os motivos para tratar o jogo com a máxima concentração. Pode, literalmente, eliminar um adversário.

Será interessante acompanhar as declarações dos mineiros a partir de hoje. Provavelmente ouviremos e leremos manifestações protocolares ao extremo, como num discurso ensaiado. Da mesma forma que não se poderia transpirar um aparente descaso se o jogo fosse apenas um compromisso de tabela, não é conveniente externar de antemão o desejo de tirar o São Paulo do caminho. Pois se o Atlético não conseguir (o que é perfeitamente possível, apesar da evidente distância que há hoje entre os times), terá de lidar com um pequeno fracasso que condicionará os confrontos das oitavas.

Ao São Paulo, a realidade se apresenta com a simplicidade dos problemas inevitáveis. É obrigatório vencer o Atlético para merecer a obrigação de, novamente, vencer o Atlético. Se por um lado não é uma tarefa de pequeno porte, por outro o foco já está ajustado. Como num encontro desagradável com um pit bull num banheiro trancado por fora. Não há opção, é hora de agir.

As moléstias de Ney Franco aumentam a tensão. Luis Fabiano e Jadson não estarão em campo. Rogério Ceni estará, mas não se sabe em que condições. Dramas que amplificam o papel de Paulo Henrique Ganso, em sua primeira noite de exigência de protagonismo com a camisa do São Paulo. O gol de empate no estádio Independência e o que poderia ter sido o gol da vitória em La Paz, ambos perdidos por finalizações defeituosas, podem ser reescritos por uma atuação da qual ele é capaz.

Do outro lado estará Ronaldinho, confeccionando uma Libertadores majestosa como regente do Atlético. Ele é o passado que se recusa a ir embora. Ganso é o futuro que desapareceu. Ambos sabem que o que importa é o presente.

SE LIGA…

Confrontos palpitantes nas semifinais da Liga dos Campeões. O Borússia Dortmund reencontra o Real Madrid, após um empate e uma vitória dos alemães na fase de grupos. Jurgen Klopp, técnico do Dortmund, desenhou uma estratégia para enfrentar o Madrid, baseada no isolamento de Xabi Alonso e na cessão da bola ao gigante espanhol. Deu certo no começo do torneio, mas José Mourinho certamente fará ajustes. Os brancos são favoritos.

NA LIGA…

Barcelona e Bayern se chocam em momentos opostos. O time alemão emergiu superconfiante do mata mata contra a Juventus. O catalão expôs suas dificuldades ao empatar duas vezes com o PSG. Pep Guardiola era quem conseguia manter o Barcelona em alta rotação, com disciplina inquestionável e atenção aos mínimos detalhes. Sua saída diminuiu a pressão sobre os jogadores, que esqueceram fundamentos cruciais. Será preciso resgatá-los para passar pelo Bayern.



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