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Barcelona e Bayern seguem no caminho para Wembley.

A exemplo do que aconteceu na terça-feira, mas com muito menos drama, os jogos do fechamento das quartas de final contrariaram o script.

Eram mais ou menos 6 minutos do segundo tempo no Camp Nou, quando Lionel Messi puxou as meias para a altura dos joelhos.

O melhor jogador do mundo estava no banco de reservas do Barcelona, que pretendia não recorrer a seus talentos contra o PSG.

Pastore tinha acabado de abrir o placar, num contra-ataque armado por Ibrahimovic. O resultado, se mantido até o final, significaria a eliminação do Barcelona da Liga dos Campeões.

Mas àquela altura, começo da segunda parte, o gol francês significava outra coisa: o repouso de Messi tinha acabado.

Necessário dizer que a vantagem parcial do PSG era merecida e legítima. O time parisiense foi ao Camp Nou para jogar seu futebol e o fazia com capricho.

Foi mais ousado durante o primeiro tempo, aproveitando as habilidades do grandalhão sueco que além de ser um perigo constante dentro da área, vê bem o jogo e passa com precisão.

Os números finais de posse de bola (61% – 39%) mostraram que o PSG jogou. A média do Barcelona nesta edição da UCL é 73,7%.

Sem Messi, o Barcelona parecia um time receoso. Iniesta era o único jogador que produzia como de hábito, e Valdés tinha sido mais acionado do que nos acostumamos a ver.

O gol de Pastore fez jus ao jogo e tirou Messi do banco.

Ele entrou aos 17 minutos, o Barcelona empatou nove minutos depois.

Jogada que ele mesmo criou pelo meio, livrando-se de dois marcadores e servindo Villa com um passe vertical. Villa ajeitou para Pedro fazer 1 x 1.

Messi jogou 32 minutos, deu 19 passes e não chutou nenhuma bola para o gol francês.

Fez pouco, e praticamente tudo.

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Em Turim, a Juventus dependia de um jogo impecável para sobreviver.

Mas o adversário era o único time que passou pelas quartas de final sem sofrimento.

O Bayern venceu por 2 x 0, mesmo placar do jogo de ida.

Se a atuação dos alemães nesta quarta-feira foi um sinal de aprendizado, a notícia é ruim para os outros três semifinalistas.

A derrota para o Arsenal, em Munique, no jogo de volta das oitavas de final levantou dúvidas sobre a compostura do time.

Mas a exibição na Itália foi típica da mentalidade vencedora que marcou o futebol alemão até há alguns anos.

O Bayern demorou cerca de 20 minutos para controlar as ações, período em que a Juventus teve iniciativa sem ser ameaçador.

Uma vez estabilizados em campo, os visitantes passaram a criar muitos problemas para a Juventus.

O gol de Mandzukic – que não jogará a primeira partida das semifinais, por suspensão – saiu aos 19 minutos do segundo tempo e efetivamente encerrou o confronto.

Este Bayern tem capacidade defensiva para desativar os adversários, jogadores (Lahm, Schweinsteiger) que controlam partidas e atacantes perigosos. Se parecia que lhe faltava confiança, a vitória fora de casa sobre a Juventus mostrou o contrário.

O clube acaba de conquistar o campeonato alemão depois de dois títulos seguidos do Dortmund, e quer disputar a terceira final de Liga dos Campeões em quatro temporadas.

Mais do que isso, quer voltar a ser campeão europeu.

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Os palpites das quartas de final foram certeiros.

4 em 4.

Nesta sexta, as semifinais serão definidas por sorteio.



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