COLUNA DOMINICAL



(publicada ontem, no Lance!)

TREINO É JOGO

Ver o São Paulo chegar ao fim do jogo contra o Strongest sem implorar por um balão de oxigênio sugere que o time não foi derrotado pela altitude de La Paz. Mas foi.

Manejar os efeitos das alturas em jogadores de futebol não adaptados é uma tarefa que preocupa, acima de tudo, pela questão fisiológica. Estratégias de viagem são feitas levando em consideração o que a ciência aponta como opção “menos pior”: subir a montanha no mesmo dia do jogo, para minimizar os sintomas.

A noite de quinta-feira mostrou que o planejamento do São Paulo foi um sucesso no aspecto do rendimento físico da equipe. O meio-campo Maicon foi o único jogador que não suportou as condições da capital boliviana, solicitando substituição antes do intervalo por fortes dores de cabeça e problemas respiratórios. De modo geral, o time foi competente ao dosar o esforço durante todo o jogo, evitando o colapso sofrido na experiência anterior no estádio Hernando Siles, quando levou quatro gols do Bolívar no segundo tempo.

Mas ser competitivo a 3.660 metros de altitude é apenas parte da equação. A missão do São Paulo não era sobreviver ao jogo. Era vencê-lo. Para isso, a questão técnica é tão – ou mais – importante. A aclimatação às diferentes características do jogo nas nuvens também precisa ser feita. Sem ela, o prejuízo é igualmente devastador.

A ironia é que é muito menos complicado adaptar-se tecnicamente do que fisiologicamente. Não há ciência envolvida na providência de ajustar os reflexos ao comportamento estranho da bola, principal problema no caminho de forasteiros que estacionam o avião (sim, pois lá não é necessário “descer”) em lugares como La Paz em busca de três pontos. Basta treinar.

Só a prática é capaz de fornecer aos goleiros as informações sobre a velocidade e os hábitos da bola, de forma a não ser surpreendido por um chute, ou vários, quando for para valer. O mesmo vale para atacantes calibrarem suas pernas e descobrirem, a tempo de usar o mesmo recurso, que não é por acaso que os times mandantes passam a noite inteira chutando de fora da área.

Ocorre que, para treinar e se acostumar ao fuso da bola, é necessário chegar antes. Claro que não precisa ser duas semanas antes, o que garantiria, também, a imunidade fisiológica. Três dias proporcionam o aprendizado que oferece tranquilidade e oxigena, por assim dizer, a confiança.

Alguém pode argumentar que o São Paulo perdeu muitos gols e poderia ter deixado a Bolívia com seu destino nos próprios pés. Ok. Mas não se pode garantir que os gols não foram perdidos justamente por falta de adaptação às condições técnicas. Afinal, é no instante da conclusão que tudo tem de estar em seu devido lugar.

Há menos de um mês, o Atlético Mineiro esteve no mesmo estádio Hernando Siles para enfrentar o mesmo Strongest. Saiu de campo satisfeito por ter superado não só a altitude de La Paz, como também o adversário, por 2 x 1. O time boliviano chutou dez bolas no gol de Victor, que só cometeu uma falha na partida.

O jogo aconteceu numa quarta-feira. O Atlético chegou a La Paz no sábado. Fez três treinos.

OMISSOS

A Conmebol é tão culpada pelo que aconteceu no estádio Independência, na noite de quarta-feira, quanto os jogadores do Arsenal e a Polícia Militar de Belo Horizonte. A punição contraditória imposta ao São Paulo e ao Tigre, por conta da final da Copa Sul-Americana que não terminou, reforçou a sensação de impunidade que está na origem da “valentia” dos que foram para cima dos policiais. A reação desproporcional, inexplicável, da PM, foi consequência. Ao punir o São Paulo (com um jogo longe do Morumbi e multa) e o Tigre (só com multa), a Conmebol não decidiu quem estava errado e passou uma mensagem confusa. Agora vai querer consertar. Mais triste do que a omissão da CSF, só mesmo a imbecilidade que domina as mentes preconceituosas, que não entendem, não enxergam, não pensam. Só alimentam a violência que pretendem criticar.



  • Rita

    Pois é… o time precisava vencer os caras na altitude e preparação adequada que é bom, nada.

    São tantos erros no São Paulo por parte de jogadores, da comissão técnica, dos diretores, que é injusto apontar um único responsável como fez mais uma vez a chamada torcida organizada.

  • Manoel M Nascimento

    Parabéns pelo post, assino em baixo.

  • RENATO77

    O episódio no estádio Independencia tem UM principal culpado, o time do Arsenal. Qualquer outra consideração pode ser feita, comparações com a policia do “primeiro mundo, mas não se pode perder o foco principal, que foi a INEXPLICÁVEL fúria irresponsável dos jogadores do Arsenal.

    Não se pode, querendo fugir de possíveis interpretações e acusações de patriotada, pachequismo, xenofobia e outros pré-conceitos, negar o óbvio…brigar com as imagens em VIDEO! Pois, uma foto, um momento congelado de um policial apontando um rifle para um jogador de futebol, não reflete nem um pouco o que REALMENTE ocorreu naquela noite.
    A equipe do Arsenal, os jogadores que aparecem nas filmagens, agredindo inicialmente os policiais, devem receber punição pesada. Mas isso, infelizmente é pedir muito à Conmebol.
    As filmagens são claras, justificar a selvageria do Arsenal pela atuação “não ideal” da PM de MG, não tem cabimento…tampouco ajudará para que eventos como esse não se repitam.
    Um PM ouve as criticas da imprensa sobre o caso e pensa: “na próxima, desço a porrada generalizada, sem perdão nem piedade…”

    O alvo principal da críticas deve ser os jogadores do Arsenal. Nunca tinha visto nada igual, principalmente se tratando de “visitantes”. A fúria de anfitriões já tinha visto, o Emerson Leão tem uma placa de metal no rosto até hoje, que ganhou de presente num jogo contra o Lanus.
    Mas…esse é o “charme da Libertadores….libertadores é assim mesmo…” até quando?
    Abraço.

    • Amigo concordo com todo o seu comentário, apenas ressalto que o rifle apontado era apenas uma escopeta de borracha, não letal, inclusive não houve disparo, fato absolutamente ignorado pela imprensa fora de Minas. Abraço!

      • RENATO77

        Verdade, sabia disso…informação importante, disseram durante a transmissão da FOX, esqueci de comentar.

        • Diego Nogueira

          Cara, ótimo comentário. Sou atleticano e as vezes fico com medo de deixar a paixão falar mais alto, mas achei a atitude da PM-MG super controlada. A policia devia ter tratado aqueles jogadores igual faz com as torcidas organizadas quando brigam, acaba o tumulto e levar preso quem tenta continuar com a palhaçada. Meu medo agora é só a reação das autoridades argentinas quando algum time brasileiro for la, tanto com os jogadores quanto a torcida!

          • RENATO77

            Bem observado….quando a PM desce a porrada nas organizadas, merecidamente, ninguém ataca a PM.

            AK: São situações iguais? Um abraço.

            • Alexandre

              Análogas.
              Os jogadores do Arsenal agiram como delinquentes.

            • RENATO77

              AK, juro que fiquei assustado com o comportamento dos caras….não ví o jogo…mas pelo que lí e ouvi, não houve razão, durante a partida, para tudo aquilo.
              NUNCA VÍ NADA IGUAL…caberia um antidoping nos 22 jogadores argentinos…só alguma coisa “estranha” no sangue pra entender aquela fúria…
              Abraço.

              AK: De acordo. Claramente provocaram a situação. A ação da PM (como escrevi, uma consequência) foi exagerada. Um abraço.

              • RENATO77

                Continuando, foi um comportamento digno das mais violentas torcidas organizadas…

  • Infelizmente a imprensa paulista insiste em criticar absurdamente a Polícia Militar de Minas Gerais. Admiro o jornalista André Kfouri, mas abomino as críticas sem embasamento. A PMMG agiu da maneira mais pacífica e legítima possível, diante da reação covarde dos argentinos que os agrediram, inclusive sendo exaltada em Minas Gerais. Creio que você não tenha essa informação, mas a capitã da polícia, desarmada, que estava orientando os jogadores a entrarem no vestiário, tomou um chute no peito, covardia pura. A polícia é regulamentada pela lei, entraram no estádio com armas não letais. Inclusive, a escopeta apontada pelos policiais era de munição de borracha, legalmente aceita nesse tipo de evento. Desrespeito à polícia é inadmissível, ainda mais quando a polícia age de forma extremamento pacifica, procurando orientar os jogadores, que se tivessem entrado no vestiário, a confusão não teria se agravado. A desconfiança na organização da Copa do Mundo está geral e na medida que até os jornalistas brasileiros são incapazes de reconhecer um exemplo de organização, elogiando-a, como foi nesse caso, estaremos fadados ao descrédito irreversível. Procure se informar melhor do fato antes de emitir sua opinião André, porém, concordo com o restante das suas palavras e admiro seu trabalho. Abraço!

    AK: Eu possuo as informações necessárias para emitir minha opinião. É minha obrigação profissional, que independe do que você pensa sobre o assunto ou sobre o que escrevi. Acho curioso que alguém inicie um comentário falando da “imprensa paulista” e termine com uma acusação de falta de informação, como se só quem é de MG pudesse saber o que aconteceu e tratar do tema. O tal bairrismo, de que tanto se reclama, me parece claro. No mais, não estamos numa conversa de bar, com argumentos jogados ao vento. Este é meu trabalho. Está evidente sua necessidade de conviver com opiniões diferentes da sua, e de respeitá-las. Um abraço.

  • André, percebo que se sentiu agredido pela afirmação de que não tem informação. Explico exemplificando: em nenhum veículo da imprensa paulista ouvi dizer que o suposto “rifle” era de munição de borracha. As imagens exclusivas da TV Alterosa, afiliada do SBT de Minas, mostram detalhes da entrada do vestiário que demonstram cabalmente o destempero e agressividade dos argentinos, que só queriam desordem. As imagens vinculadas nacionalmente foram fragmentadas, não demonstrando o absurdo cometido pela equipe do Arsenal. Quando fala do bairrismo, eu discordo, foco a distinção das informações prestadas pela imprensa paulista e a mineira. Nenhum jornalista mineiro deixou de elogiar a atuação da polícia e o fato de eu concordar com a imprensa mineira, não é por bairrismo, e sim, por formar minha opinião a partir de argumentos fundamentados em imagens. Na minha opinião, a imprensa nacional, principalmente a paulista, que contribui significadamente para a formação de opinião das demais, passou a falsa imagem de que a reação da polícia foi “desproporcional, inexplicável”. Você sequer foi zeloso em apontar os erros da polícia. Como você mesmo disse: “não estamos numa conversa de bar, com argumentos jogados ao vento”, portanto, quando critica algo, deve explicar a razão, apontar a ilegalidade cometida. Infelizmente sua opinião tem mais poder que a minha, mas por outro lado exige mais responsabilidade.Sinto-me incomodado com o fato e não consigo ver tamanha injustiça com um órgão tão respeitado como a PMMG. Abraço.

    AK: Sua impressão de que me senti agredido é apenas uma impressão. Minha opinião é fundamentada em imagens, informações e conversas. Com jornalistas mineiros, inclusive. Novamente, você não precisa concordar. Da mesma forma que não pretendo mudar a sua opinião sobre os fatos, não pretenda mudar a minha. Um abraço.

    • Alexandre Luz

      Sinto dizer André Kfouri, mas as ponderações do Lucas estão corretas. Apenas exclamar uma opinião sobre os excessos da Policia e não numera-las baseando-se em evidencias em conjunto com as leis do estado tornam-se seus argumento se razão. Quando vc diz reação inexplicável, demonstra que entre suas fontes faltaram alguns detalhes que tornam o “inexplicável” improprio para o acontecimento.

      AK: Lamento profundamente. Um abraço.

  • serafim

    “AK: sua impressão de que me senti agredido é apena uma impressão”, mostra que este profissional???? exerce sua função com emoção em detrimento da razão, e pouco recurso ortográfico. em sua resposta. que tal assim “seu argumento de que me senti agredido é apenas impressão” . lucas, deixa esta vaquinha de presépio continuar escrevendo suas asneiras, e vamos adiante sem estressar. abçs

    AK: Lamento suas dificuldades com o nosso idioma. Pior ainda é o papel a que se presta sem constrangimento. Obviamente, um problema está ligado ao outro. Um abraço.

    • Paulo Pinheiro

      Serafim… vai ler bons livros, vai… você passou vexame. Vá por mim.

      • Armando Lima

        Boa Paulo ! Muito boa !!!

      • Alisson Sbrana

        Boa dica pra vida, Paulo. Se me permite, indico Dom Quixote ao amigo Serafim. Algo de muito semelhante as aventuras do Cavaleiro da Triste Figura acontece no blog do AK… de vez enquando…

  • Armando Lima

    André, se a velocidade da bola muda, tecnicamente tudo muda. É por isso que o Galo preferiu ir com 4 dias de antecedência. Será que o jogo do SP contra o Corinthians era assim tão mais importante que o jogo contra o The Stronguest ? A aclimatação é apenas um dos pontos chave de se jogar a 3.600 metros de altitude. A adaptação, outro importantíssimo. O psicológico fundamental. O grande erro do São Paulo mesmo foi a falta de planejamento! Um absurdo para um time tão experimentado como o tricolor paulista! Agora só resta a difícil tarefa de vencer o Galo e ainda torcer e rezar para um empate na Argentina. Do contrário, é chorar as pitangas !

  • Armando Lima

    Ainda, vendo as imagens da TV Alterosa (SBT-MG) tenho certeza de que a culpa de todo o tumulto foi da Polícia Militar de Minas Gerais, despreparada para acalmar os ânimos e totalmente preparada para agredir desnecessariamente quem aparecesse pela frente. Oque uma comandante fazia ali na linha de frente? Colocar a culpa APENAS nos argentinos é apenas mascarar a incompetência da PMMG! Como nós brasileiros não gostamos dos argentinos, fica fácil apontar apenas um culpado. O que a PMMG fez foi uma VERGONHA E MAU EXEMPLO !!!

    • Lamentável seu comentário. “Oque uma comandante fazia ali na linha de frente?”, somente por esse comentário já consigo resumir a sua dificuldade em interpretar os fatos. Ela estava na linha de frente frente unicamente porque ela é a coronel, a função dela é comandar a ação da polícia naquela operação e é respeitadíssima em Minas Gerais. Quanto a parte que “tenho certeza de que a culpa de todo o tumulto foi da Polícia Militar de Minas Gerais” não consigo nem considerar, pois demonstra um distúrbio que eu ainda não conhecia, que é a dificuldade de interpretação de imagens, se é que realmente viu as imagens ou está apenas querendo defender a opinião do André Kfouri. Se quer criticar, faça de forma fundamentada. Abraço.

      • Armando Lima

        Lucas Lages, LAMENTÁVEL SEU COMENTÁRIO! A função da polícia é PROTEGER, COLOCAR ORDEM, DEFENDER A PAZ E TRANQÜILIDADE ACIMA DE TUDO. Você com sua ARROGÂNCIA, se achando o dono da verdade não aceita opiniões consistentes, baseadas em imagens, FATOS e RAZÃO. Deve inclusive ser fã da polícia bater em jogadores argentinos, apenas pelo prazer de vê-los apanhar, imagino eu. Não é assim. Os argentinos erraram em confrontar a polícia. Ponto final. Daí, quando a PM desceu a borracha neles, perdeu-se totalmente a razão. Foi VERGONHOSO, tanto quanto seu comentário. Mas aprendi o que é democracia e ignorância. democracia:”Discordo de tudo que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizer” (Voltaire). Ignorância é apenas o não saber. Quando discutimos algo que não sabemos, somos então ignorantes ao discutir. E discutir com você, me perdoe, não vale a pena, pois aí, ignorante seria eu. Em tempo: ANDRÉ, GOSTO DE PESSOAS QUE ANALISAM FATOS E NÃO APENAS EMOÇÕES! PARABÉNS PELO BRILHANTE COMENTÁRIO! Quanto aos “Lucas Lages” da vida, paciência. Nem todos estão preparados para escutar, entender e refletir sobre aquilo que sejam contra o que pensam. São por isso mesmo, ignorantes. Nada mais. Grande abraço, André !!!

        • Armando Lima

          Em tempo: Sou ATLETICANO. Vi várias vezes as imagens e por isso tenho essa opinião. Assisti ao jogo do Galo pela TV e na hora da confusão dei razão à PMMG, mas no outro dia, revendo as imagens e refletindo sobre qual é o papel de uma polícia militar, mudei de opinião e tive a certeza de que houve exagero, pois ao invés de proteger, ela partiu para atacar. Daí, minha opinião acima! Apenas para esclarecer.

        • Paulo Pinheiro

          A polícia militar de MG é conhecida pela truculência com “forasteiros”. Não só de outros países.

  • Eugenio

    Prezado,

    As derrotas como sempre são cheias de desculpa… Ou o São Paulo acorda e volta a ser profissional ou vai se tornar comum com os demais. Vamos ter a coragem de reconhecer que o Rogério já devia ter parado. Criticar a altitude é hipocrisia!

  • Emerson Cruz

    O SPFC jogou mais do que se poderia esperar em La Paz. De qualquer forma o resultado em si, era previsível e aceitável, tal qual a derrota na estréia em BH, sem altitude, mas contra um adversário fortíssimo. No entanto, inadmissível foi ter conseguido ser a única equipe do grupo a ter perdido pontos para o péssimo Arsenal de Sarandí, e foram pontos suficientes para que a equipe do Morumbi tenha entrado em parafuso e corra o risco de um vexame histórico na Libertadores, e que se eventualmente for confirmado, pode ter consequências muito maiores para o clube no resto de 2013.

  • Paulo Pinheiro

    André… OFF-TOPIC:
    Novamente suspeita de uso de imagens para decisões de arbitragem durante a partida (você fez comentário ano passado sobre isso). Foi no jogo Flamengo x Duque de Caxias.
    Desta vez a coisa foi mais grave: o árbitro havia acertado e o “informante” passou a decisão errada. Anulou um gol legítimo 40s depois de tê-lo validado.
    Onde isso vai parar? Se vamos usar recursos tecnológicos para ajudar a arbitragem a não cometer injustiças que seja para os dois lados. Ou estaremos, aí sim, promovendo a injustiça.

    AK: Exato. Um abraço.

    • Thiago

      Paulo,o gol não foi legítimo,o replay mostrou que Hernane está à frente do último defensor.

      Quanto a isso,gostaria de perguntar algo.

      André,por algumas vezes você defendeu o uso da “comissão de arbitragem” (não sei se foi esse o termo que você usou,mas acho que era algo parecido com isso),que fica fora de campo vendo o jogo e orientando o árbitro principal.

      Nos jogos,Inter x Palmeiras,pelo Brasileiro do ano passado,Botafogo x Madureira e Flamengo x Duque de Caxias,ambos pelo Carioca desse ano,ficou claro,pelo menos para mim,que teve interferência externa,alguém que teve acesso às imagens do jogo informou ao árbitro principal que a jogada foi irregular. No jogo Botafogo x Madureira,por exemplo,o árbitro mandou anular o pênalti 1m38s depois de marcar.

      Mesmo em se levando em conta que isso é irregular,já que a FIFA não permite o uso de imagens de TV para dirimir dúvidas,você não acha que nossa arbitragem ainda não está pronta para o uso desse recurso?

      AK: Nossa arbitragem, ao que parece, vem usando esse recurso de forma clandestina há algum tempo, para se defender de erros mostrados pelos replays. Minha opinião é que o futebol não pode mais aceitar erros que decidem jogos. Um abraço.

      • Paulo Pinheiro

        Thiago,

        Somente o braço do Hernane fica a frente do pé do penúltimo defensor. Posição legal. Mesma linha.

        Mas nem é isso que importa (embora “sujar” um lance que havia sido decidido corretamente seja a cereja do bolo pra chamar a atenção do problema). O fato é que a coisa feitasna “clandestinidade”, como bem citou o André, também significa que está sem controle e ficará a bel prazer do árbitro decidir quando e onde usar esse recurso.
        Depois de ter feito a sacanagem com APENAS UM DOS LADOS ele ainda posa de bom moço por ter “corrigido uma injustiça”, mas na verdade foi um grande covarde.

  • Absolutamente imparcial, parabéns!!

  • Fabricio Carvalho

    Sobre os acontecimentos em MG, todos são culpados: CONMEBOL (principalmente, por nunca ser séria, e sempre tratar o torneio mais importante da América como várzea); os jogadores do Arsenal, por não saberem perder e os policiais, por demonstrarem desorganização, e agir como autoridade de SEGURANÇA…levou porrada de jogador???? A única coisa a fazer é PRENDER o sujeito…a ÚLTIMA COISA a fazer é apontar uma arma, mesmo que seja com munição de borracha, de sal, de qualquer coisa…a ÚLTIMA COISA é BRIGAR com jogador…
    É vergonhoso ser brasileiro numa semana em que descobrimos que o Maracanã será reformado logo após a copa…que o engenhão não serve pra nada…que nossa polícia não serve pra nada…

  • Jorge

    Filhote, aprenda com o Tostão. Mesmo sendo médico, é melhor que a maioria dos jornalistas.

    “Violência
    Enquanto a maior parte da imprensa brasileira, especialmente a mineira, colocou toda a culpa nos jogadores argentinos, a imprensa internacional, especialmente a da Argentina, enfatizou a truculência da polícia brasileira. A foto do policial com a arma apontada para os atletas correu o mundo e deixou os estrangeiros mais preocupados com a Copa no Brasil.

    É evidente que tudo começou com a agressão dos jogadores do Arsenal-ARG, que não sabem jogar futebol e que querem ganhar no grito e na violência.

    Isso não tem nada a ver com os grandes times argentinos do passado recente, que, com frequência, venciam com talento, e não com catimba, como se falava muito no Brasil.”

    AK: Leia e releia o que está escrito, cem vezes, até entender. É um bom exercício. Um abraço.

  • Nosdelg

    Falar de futebol não precisa de muito conhecimento. Mas para um jornalista, o conhecimento é fundamental pois há necessidade. Agora onde já se viu pedir para ler cem vezes até entender.
    Vc mesmo esta condenando o que escreve. Simplifica, e todos agradecem caro escritor.
    A palavra agora é sua.

    AK: Vejam, amigos, o que acontece por aqui de vez em quando…

    • Alisson Sbrana

      Impressionante! Juro que, com esses dois últimos, nem deu vontade de rir. Não muito.

    • Nosdelg

      Como tinha quase certeza da sua resposta por favor não sinta-se ofendido

      • Nosdelg

        E assim vamos ajudando a formar outro profissional.

    • Rodrigo-CPQ

      Nosdelg, você tá falando sério mesmo, cara? Putz…

  • cristian

    O assunto do seu blog é interessante, mas ressalto o modo generalista com que trataste a Polícia Militar de Minas Gerais, haja visto que, pelos vídeos apresentados por todos os meios de divulgação vimos dois ou três soldados excedentes em seus atos, os demais (a maioria) agiu de forma adequada propiciando segurança ao árbitro da partida e fazendo recuar os agressores. Ressalto ainda que de forma formidável, a comandante da PM naquele momento, agiu adequadamente, colocando-se a frente de seus comandados na tentativa de apaziguar os ânimos.
    O generalismo com o que tratamos o assunto, seja em relação a polícia, seja em relação aos argentinos é um ato perigoso, com o qual devemos ter cuidado.
    Atenciosamente

  • R.lopes

    Caro AK ! Algo nas punições auferidas pela conmebol não surtiram os efeitos esperados, isso senão causou o efeito contrário.
    Penso que passou da hora de que cenas de violência gratuita inferida em campo pelos atletas argentinos, ou quaiquer outros; durante o jogo mesmo; devam ser analisadas pela conmebol e imputadas punições supervenientes.
    Só pra demonstrar que não passou em branco e que a maldade não possui salvo conduto no esporte.
    att.
    Rodrigo

  • leonardoatleticano

    André, fico triste pelo fato de hoje só se falar na reação da polícia e praticamente ser deixado de lado os fatos causadores. A imagem da escopeta é repetida 100 vezes, mas as agressões inciais são meio que esquecidas.
    Em lugar algum do mundo a polícia aceita ser agredida e desafiada, muito menos a agressão covarde em uma mulher. O Arsenal tem grande parcela de culpa, mas a mídia argentina ficou toda ao seu lado, aqui a polícia tem suas falhas, mas não houve o exagero todo que estão querendo passar.
    Vejo que a vontade de tirar o Galo de sua casa, a birra de alguns com Aécio Neves e outras velhas picuinhas está afetando a avaliação de muitos.

    AK: Não a minha.

  • Alevino

    “Violência gera violência” – Titãs!!!!!!!!

    Não acompanho com tanta frequência seu espaço qto deveria, p externar esta opinião….

    Gostaria d saber A.K, pq nenhum presidente d clube ainda não adotou postura q ao meu ver seria algo MUITO natural: não jogar essa competição, a tal Libertadores!!!!

    Diretores, presidentes, empresários……..defendem tanto seus atletas, dizendo serem o patrimônio mais valioso umeu clube pode ter, mas em contrapartida colocam o q mais têm d precioso em alto risco!!!!

    Não me esqueço de uma entrevista do sr. A.Sanchez dizendo q o Corinthians gastava muito mais q arrecadava para o time jogar a competição, e mesmo assim jogava a mesma!!!Vc como jornalista esportivo deve se lembrar dessa afirmação do ex-cartola….

    Gostaria da sua opinião A.K – se vc fosse presidente d um clube q teria “direito” de jogar tal competição, assim faria?????????????

    Abraço!!

  • Willian Ifanger

    Essa campanha de Libertadores do São Paulo deve servir de exemplo eterno de “como não fazer”.

    Mal planejada, mal estudada, mal controlada…tudo errado. Pra mim era mais que lógico o elenco viajar antes pra se acostumar com o ambiente e fazer valer sua capacidade técnica. O time precisava do resultado. Ainda é provável que com (muita) sorte se classifique. Mas será apenas uma questão de tempo para ser eliminado.

    E é incrível como muitas pessoas acham normal um policial apontar uma arma, seja ela qual for, pra um civil.

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