DOMINANTE



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A Espanha foi ao Stade de France nesta terça para uma verdadeira decisão.

E como tem sido regra nos últimos anos, venceu (1 x 0 na França, gol de Pedro. A sensacional foto acima – crédito: @SpheraChannel –  captou o momento em que Xavi perdeu um gol, no primeiro tempo).

O que deve ser enfatizado não é apenas o fato de os atuais campeões do mundo – e bicampeões europeus, não custa lembrar – terem ido a Paris pressionados por sua situação nas Eliminatórias Europeias, e vencido.

O futebol produz diferentes tipos de vencedores todos os dias.

Mas esta Espanha é uma outra história. Ganha, a seu modo, onde for necessário.

O jogo de ontem não foi uma dessas vitórias do visitante em que tudo dá certo. Sabemos como funciona: um gol cedo, pressão transferida, outro gol no contra-ataque. Boa noite.

Não. O encontro foi tenso, lento, perigoso.

Os espanhóis sofreram, correram riscos e foram salvos, duas vezes, por Víctor Valdés. O 0 x 0 foi duradouro, e o empate não interessava.

Mas deram uma majestosa lição de controle, na casa de um campeão mundial.

Controle da situação, da pressão, dos nervos, dos movimentos e, claro, da bola.

Não seria uma vitória espanhola se o time de vermelho não tivesse renovado, uma vez mais, o certificado de propriedade da bola.

Números:

Posse: 70% – 30%
Passes certos: 757 – 217
Faltas cometidas: 8 – 22

Temos visto esse panorama com frequência. Mas, ainda assim, impressiona.

E impressiona porque esse nível de dominação se reflete não apenas no time, mas na torcida adversária, de forma cruel.

São poucas as oportunidades do torcedor se manifestar, porque as posses de sua equipe são curtas. Há momentos em que a capacidade da Espanha de dominar o jogo obriga o estádio a permanecer em silêncio.

O time visitante comanda a torcida mandante.

Aconteceu no início do segundo tempo, quando ficou absolutamente claro que o gol da Espanha estava em processo de entrega, o time francês estava inteiro em seu campo de defesa, e o Stade de France já reconhecia seu destino.

Pedro marcou pouco depois, em jogada que ele mesmo começou.

O resultado levou a Espanha à liderança de seu grupo, prolongando duas sequências que falam por si: 50 jogos de invencibilidade em eliminatórias para Mundiais. E 25 jogos de competição sem derrota.

Resultado de uma era em que o time se notabilizou pela fidelidade a uma ideia baseada na posse como ferramenta de gestão do jogo.

Costuma-se comparar a seleção espanhola com o Barcelona, por causa dos conceitos semelhantes e do número de jogadores comuns.

A Espanha é mais lenta, mais paciente e menos contundente, por uma razão óbvia: Messi.

O argentino é o responsável pelas alterações de tempo no jogo do Barcelona. Xavi, Iniesta e Busquets (que ontem teve uma atuação fenomenal) ditam a cadência do time, Messi ordena as trocas de marcha.

Sua capacidade de se desmarcar entre as linhas gera janelas para o passe vertical (ver: primeiro gol na recente goleada sobre o Milan, passe de Busquets). Seu talento para acelerar o jogo a partir do momento em que recebe a bola é um dos fatores que fazem do Barcelona um time diferente dos outros.

Há uma estatística na NFL que avalia o desempenho de receivers após o instante em que têm bola. O nome é “jardas após recepção”.

Alguém poderia analisar Messi com um olhar parecido: perigo após recepção.

A Espanha não tem um jogador que faça esse papel (David Silva conseguiu se aproximar, por um tempo), por isso se comporta de forma mais conservadora, sugerindo, às vezes, uma atitude blasé para o observador menos atento.

Mas é o contrário.

É a calma que vem antes da tempestade.

É o controle do jogo, do oponente, do ambiente e do próprio caminho. Isso tem nome: estilo.

E estilo é coisa para poucos.



  • Daniel

    Muito boa análise, o Barça contribui muito para essa seleção com a formação de jogadores e com a filosofia do time.
    Espero que o futebol brasileiro aproveite a boa fase nas finanças para se estruturar e fazer um trabalho mais profissional a longo prazo.

  • Leandro Azevedo

    Ontem durante o jogo, o Diário Ole no seu site tinha um comentário de titulo no “live” do jogo entre Espanha e Franca (ainda estava 0x0) nos moldes de “Falta Leo” para desempatar o jogo.

    Mostra bem a visão que o mundo tem das semelhanças da seleção Espanhola e do Barcelona, e como você falou a “peça” que falta para deixar mais parecido.

  • Emerson Cruz

    Concordo. Digo mais, hoje, quando joga o seu máximo a Espanha não possui adversários .

  • Roberto

    André,

    Foi comprovado que esse estilo da Espanha e do Barça é vencedor. Você acha que seria replicável em outra seleção ou outro time? Ou é algo cultural, talvez gerado pela filosofia das categorias de base do Barça?
    Quando começou aquela conversa do Guardiola na seleção brasileira, muita gente imaginou a canarinho jogando igual ao Barça. Vc acha que isso minimamente possível?

    Como sempre, ótimo texto.

    AK: A ideia de jogo só existe, e tem sucesso, porque utiliza as características dos jogadores dessa geração. Não se repetiria em outro lugar, sem jogadores assim. Um abraço.

    • Lucas Costa

      Eis a questão AK: A idéia de jogo existe pois existem jogadores com essas características, ou existem jogadores com essas características pois existe uma idéia e filosofia de jogo implantada na base?

      Parabéns pelo blog, tenho comentado menos ultimamente, mas estou sem por aqui!

      AK: No Barcelona, a filosofia vem antes. As categorias de base se interessam por características específicas, para dar continuidade à ideia de jogo. A seleção se aproveita da geração que tem à disposição. Um abraço.

      • Alexandre

        Indo além: “essa” Espanha só dura enquanto Xavi e Iniesta estiverem no seu auge?

        AK: Difícil cravar isso. Mas mais difícil ainda será a geração seguinte manter o nível deles. Um abraço.

  • Ricardo Turqueti

    Dá gosto ver qualquer time bom propor o jogo, e a Espanha propõe. “É assim, do meu jeito”. Claro, depende dos caras, de se ter o material humano… num momento do jogo o Alexandre Oliveira twittou que a Espanha era “O Barça, o Real e o Monreal”… e em campo não é que era quase isso mesmo? O Barcelona momentaneamente “esqueceu” o que fazia melhor que qualquer um, pra se lembrar e lembrar o mundo no segundo jogo contra o Milan. E com tudo isso… se o Valdéz não opera um par de milagres, a França levaria a vantagem pras rodadas finais. A lição é: campeão dá um jeito. E a França, que merece muito respeito, deve ir a Copa do mundo na mesma condição do Brasil: time em formação, esperando um milagre.
    E numa nota diretamente relacionada, enquando as principais equipes do mundo (Espanha e Alemanha, o resto vem atrás) tem time, material humano, proposta e estilo… o Brasil nem time tem ainda, o técnico está tateando. Também, quando o Mano estava achando o jeito, ou pelo menos um jeito… rua. E a bola pune…

    • Concordo com a parte da sua análise em que diz : O Mano estava achando um jeito, já estávamos começando a ter um esboço da cara do time, mas que pena, que não se deu sequência no melhor momento do seu trabalho.

  • Felipe dos Santos Souza

    Trocando em miúdos: a Espanha (e o Barcelona – impossível falar de um sem lembrar do outro, pelo menos para mim) perde quando pode, e ganha quando deve, porque sabe que vai ganhar quando precisar, André? Abraços!

    AK: Acho que não é bem isso, porque ninguém consegue ligar e desligar desse jeito. São ideias de futebol parecidas, que têm seus alicerces numa geração formidável de jogadores, e que produzem uma maneira vencedora de jogar. Um abraço.

  • Sergio

    Texto sensacional.

  • Cleibsom Carlos

    Mas por que não falar que o futebol espanhol está investindo nisto à décadas e que agora está colhendo os frutos? Por isso não tem sentido esperar a mesma coisa da seleção brasileira de uma hora pra outra apenas com a mudança do técnico, é uma questão de filosofia antes de tudo…Demoraram 30 anos para mudar o modo do brasileiro jogar e infiltrar na cabeça das pessoas a mentalidade do futebol pegado e pra “macho”, dos volantes brucutus e da ligação direta, portanto demoremos, no mínimo, 30 anos para voltar a ter um futebol que trata a bola com o devido respeito que ela merece.

    AK: Escrevi que espero o mesmo da Seleção Brasileira de uma hora para outra? Um abraço.

    • Cleibsom Carlos

      Não quis dizer que você escreveu isto, AK, quis apenas criticar as pessoas que acham que basta mudar o técnico para que voltemos a dominar o futebol mundial. Pode colocar qualquer nome no comando da seleção brasileira que muito pouco irá mudar. O futebol brasileiro trocou a categoria pela força e os talentos passaram a brotar em outras paragens. Por mais algumas gerações é isso aí que iremos ter que engulir!

  • Bruno

    Perfeito. O estilo pode até não agradar, mas a eficiência tem que ser sempre aplaudida.

  • Fabricio Carvalho

    Belo texto, como sempre.
    Será que Iniesta e Xavi já não estão entre os maiores meio-campistas da história do futebol?? Tanto se fala em Messi (com absoluta razão, diga-se), mas estamos diante da história também em seleções (e o argentino aqui não é protagonista). Estamos diante de uma seleção com números e futebol de fato espantosos. Que impõe-se sobre qualquer adversário, em qualquer local. Com os protagonistas acima que, para mim, já entraram na galeria dos grandes do meio-campo.
    O que você acha, André Kfouri? Abraços

    AK: Já dei minha opinião sobre eles, são craques. Devo dizer que discordo da sua opinião sobre Messi com a Argentina. Obrigado e um abraço.

    • Fabricio Carvalho

      Não me fiz entender. Sou muito fã do Messi, e não sou dos que pensam que ele não é o mesmo na seleção argentina. Só disse que se a Espanha é a protagonista do futebol de seleções há algum tempo, e está fazendo história com um time dominado por Iniesta e Xavi (deixando o Messi e a seleção da argentina para trás nesse quesito), acho (e pedi a sua opinião sobre o que se segue) que devemos colocar os dois, Iniesta e Xavi, na galeria dos maiores do mundo, pois são os protagonistas de dois dos maiores times de futebol da história (Barcelona e Espanha).

      Claro que se Messi tivesse optado pela cidadania espanhola não estaria discutindo isso, mas…o “se” não pode opinar…

      AK: Eu creio que entendi o que você quis dizer. Mas não acho que seja correto envolver o Messi na conversa, por conta da falta de protagonismo da seleção argentina. Individualmente, ele tem sido muito bom. Um abraço.

      • Fabricio Carvalho

        É verdade…
        Perfeita a parte do texto que fala como a Espanha domina até a torcida adversária…vai ser interessante ver isso aqui na Copa…(se os estádios por aqui não caírem até lá…)

        • Alexandre

          Não é muito difícil dominar a torcida brasileira, que não é das que mais empurra o time, muito pelo contrário.
          Não duvido escutar vaias já no Itaquerão, na abertura…

  • Gustavo

    André,
    perfeita análise, e você tocou num ponto que na maior parte dos jogos passa despercebido pela esmagadora maioria dos torcedores e analistas, como joga o Busquets, que posicionamento, que categoria pra sair jogando, um volante perfeito.
    Acho que se enganou em relação a foto, ela é do gol perdido pelo Xavi logo no começo do jogo, repare nas imagens dos 2 lances.
    Abraço

    AK: Você tem razão, obrigado. Até quem divulgou a foto se enganou:
    https://twitter.com/SpheraSports/status/316901143194243073/photo/1
    Um abraço.

  • Juliano

    Análise brilhante, como sempre. Mas faltam adjetivos e superlativos para as 3 ultimas frases. É isso mesmo!

    Abraço!

  • Edouard

    Não vi, infelizmente, o carrossel holandês, mas imagino que o encantamento por um estilo de jogo que faz escola seja parecido com o que nos toma agora.
    Incrível foto. De quem é?
    Um abraço.

    AK: Infelizmente não pude descobrir quem é o autor. Dei o crédito a quem divulgou a imagem. Um abraço.

  • Anna

    Xavi e Iniesta arrebentam. Falta a esse time Messi. Mas dá gosto vê-lo jogar. É como um gene dominante. A capacidade de envolver o adversário é imensa. Não o vejo melhor que a Alemanha, por exemplo, no momento, mas na Copa de 14 dará muito trabalho.

    • Matheus

      Anna, permita-me discordar de você. A Espanha, ao meu ver, está um degrau acima da Alemanha nesse momento, na Copa não sei como chegará, dependerá muito da condição física do Xavi.

  • Bruno

    Fantástico texto, como de hábito. Estou até começando a ficar motivado a voltar a ver futebol…

  • Fernando

    André,

    parabéns pelo excelente texto, notadamente pelas observações até poéticas feitas sobre o estilo de Messi, seu comportamento dentro de campo.
    Comparações geralmente não são boas mas quando vejo Messi, Barcelona ou a Espanha jogarem e vibrarem como nunca quando marcam os gols e vencem suas partidas, fico a me perguntar o que faz um jogador não comemorar seus gols ou de seus companheiros ? No Brasil, cada vez mais isto é comum, e não estou falando somente do Luis Fabiano.
    Cada vez mais estamos nos afastando do futebol, a magia diminui a cada dia e sabemos que existem muitos culpados por estado de coisas. Ainda bem que craques como Messi nos redime.

  • A foto é espetacular. É daquelas que ilustram um momento histórico e nem necessita de maiores explicações

  • Simões

    André, existe algum site que mostre essas estatísticas e outras mais (como posse de bola, tiros no gol) ?
    O que me chamou a atenção foi como o gramado do jogo estava seco e mau cuidado, claro pra prejudicar a aceleração do jogo espanhol.

  • Roberto Junior

    Guardada as devidas proporções, até o pequeno Swansea imita o estilo Barça. Assim, apesar de concordar de que não se faz algo parecido de um dia para o outro, acredito que os times brasileiros poderiam investir na filosofia do toque de bola. Na minha humilde opinião, só não o fazem por preguiça e soberba de nossos “professores”, que se acham os grandes sábios do futebol.

    Um abraço e parabéns por mais um post sobre o modo de atuar espanhol. Você e Paulo Calçade possuem doutorado na matéria.

  • Rafa

    Houve um momento do jogo, André, ao redor dos 40 minutos do segundo tempo, que ilustra bem o que você disse: a Espanha tocava a bola como queria, e os Franceses assistiam; não por não terem futebol – ou disposição – para tentar o empate, mas por não encontrarem alternativa para desmontar o carrossel espanhol; e a torcida francesa nem tentava apoiar, pois também sabia que o jogo já estava decidido.

  • Matheus

    Jogar na casa de um Campeão Mundial com a obrigação de vencê-lo é difícil. Sendo esse Campeão o bom time que a França é, torna mais difícil ainda, some-se a isso o estádio lotado e o fator empolgante antes da partida: “La Marseillaise”. Tudo isso trás uma atmosfera fenomenal para o time da casa atropelar seu adversário, ou pelo menos fazer um jogo duro, igual. Quem olha apenas para o resultado imagina aquele jogo onde a Espanha se defendeu como pôde após fazer seu gol. Na verdade, ela se defendeu como sabe, mantendo a posse, não deixando a França ter a bola. Não é que a França não reagiu. É o controle que toma de assalto as ações e impede qualquer reação. Cada vez mais fã do XavIniesta.
    PS: Talvez a última coisa que falte aos pachecos seja a Seleção Brasileira levar um baile da Espanha. O baile que o Santos levou não bastou pois sempre temos a desculpa do Messi.
    Como não dá pra mudar de uma hora pra outra? ninguém está vendo a Argentina cada vez mais próxima desse futebol? e até a copa de 2010 eles não tinham essa dinâmica. Agora estão perto de conseguir nos mesmos 3 anos que nós usamos para não formar nosso time.

  • mozart Brandão

    O futebol no Brasil, hoje, é jogado para a turma entre o 8ª ao 12 º futebol no mundo.
    Porém uma profunda discrepância: Paga-se ao treinador no Brasil salário altíssimo para um futebol tão pobre.
    Na época em que o Brasil tinha futebol, um treinador de grande time não ganhava muito. Hoje se inverteu, quanto pior o futebol mais o treinador ganha.

  • Everton Martins

    É espantoso ver um time dominar um forte adversário dentro do seu estádio, com sua torcida, como se enfrentasse um time pequeno.
    Vale lembrar, que além desses monstros que jogaram no meio na partida de ontem ( Xavi, Iniesta, Busquets, Xabi Alonso ), ainda no banco tem Fábregas, Matta, Javi Garcia, Cazorla, David Silva que não estava a disposição ontem, sem contar que se precisar ainda tem Tiago Alcântara.
    Vendo nosso meio de campo, da até constrangimento.

  • Guilherme

    Eu vi o jogo…realmente Messi é o diferencial para a espanha ser mais incisava. Contudo, dentre as seleções, não acho que alguma chegue perto o que a Espanha vem jogando e é incrivel o tanto de jogadores diferenciados que ela tem. Xavi, iniesta, david silva, david villa (que ultimamente não está bem), pique (que, pra mim, é um monstro) dentre tantos outros. Eu vi o jogo contra a finlandia. Espanha fez 1×0 e ficou tocando de lado, cadenciando. Quando a finlandia empatou, a espanha resolveu apertar um pouco o jogo. É incrivel. Em cinco minutos foram 6 ou mais chances claras de gol. É realmente um estilo de jogo de encher os olhos. Legal vai ser se tiver Brasil x Espanha na copa das confederações….se bem que eu acho que o brasil vai tomar um sacode que vai dar medo, mas vai abrir os olhos de muita gente

  • Daniel Philippsen

    Perfeito André! Eu só não entendo porque vocês da imprensa não batem mais forte na tese de que precisamos mudar a fotografia das comissões técnicas da CBF. A seleção masculina de voley é o que é porque houve intercâmbio de conhecimento entre jogadores e técnicos, conhecendo dinâmicas e táticas de jogos e treinamentos que elevaram MUITO o nível técnico. Inacreditável olhar para o banco da seleção da CBF e ver Felipão, Murtoza e Parreira! Não aguento mais isto…é sempre mais do mesmo. Perdemos uma chance de ouro quando o Mano Menezes foi demitido e o Pep Guardiola estava no mercado.Porém provavelmente o Guardiola não aguentaria a CBF.

  • Andrey

    futebol burocrático com toques de lado sem emoção ,não sai uma jogada improvisada ou algum drible bonito, brasileiro tem essa mania de achar o que é dos outros sempre melhor….
    principalmente jornalista que nunca chutou uma bola

    AK: Comentário pachecóide, moralmente falido, desatualizado, constrangedor pelo nível de ignorância. Mas, felizmente, em processo de extinção.

  • Juliano

    AK, com o perdão do off-topic, assunto que deveria ser comentado junto ao post “CARREGA MALAS”, mas comentado aqui por ser o tópico mais recente: a entrevista do Romário ao Estadão.

    É louvável a postura e atuação do referido deputado na Câmara. E não apenas com relação ao esporte, mas todos sabemos da sua atuação em prol dos portadores de deficiência.

    MAS, ao ler a entrevista, Romário pisa na bola ao ter preferência por Andres Sanchez no comando da CBF. Sanchez, ou qualquer cidadão que teve, ou que tenha tido, alguma ligação com a gestão Teixeira-Marin, não é bom nome. É sabido que Andres é mafioso, tem muita coisa obscura acerca de seus negócios, jamais teríamos transparência com ele no comando. Vale lembrar que, na queda de Teixeira, quando Marin assumiu, Romário apertou sua mão. Hoje, quer sua saída. Não tenho dúvidas que o caso se repetiria com Sanchez: hoje ele considera um bom nome, em pouco tempo iria querer sua saída.

    Outro ponto: quando é de INTERESSE público que o presidente da CBF seja demovido do seu cargo, encontraram seus podres e sua ligação com o caso Vladimir Herzog, e isto é usado, a Comissão da Verdade é usada. Ora, independente da posição em que se encontra Marin hoje, seja no comando da CBF, ou fosse em uma cadeira de balanço em um asilo, ele deveria ser chamado, independente de qualquer outra coisa. Isso deveria ter sido feito muito antes dele assumir a presidencia da Confederação. A questão é: se ele não assumisse este posto, estivesse no asilo, esquecido, será que isso seria feito?

    Um ponto importante que ele toca é o seguinte: “A CBF usa nosso hino, bandeira, símbolos, nossos atletas. Tem que responder por isso.”
    Romário diz que espera ser atendido por Dilma há 6 meses, e nada. É um absurdo!!!

    Sobre o futebol dentro das quatro linhas, Romário acha que a seleção tem condições de chegar no nível da Argentina, mas acha difícil chegar no nível de Alemanha e Espanha.

    Se a moderação permitir, eis o link da entrevista: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,romario-acusa-a-eleicao-da-cbf-em-2014-tambem-vai-ser-comprada,1014077,0.htm

    AK, se possível gostaria de saber o que pensa do que foi dito pelo deputado, principalmente nos pontos que ressaltei aqui. Acho relevante, pela importância do espaço e da sua credibilidade.

    Um abraço!

    AK: Sobre o envolvimento de Marin com o governo militar, a questão é que hoje ele ocupa uma posição de representação do país. Por isso a repercussão e a necessidade de esclarecimentos. Sobre a declaração de Romário em apoio a Sanchez, lamento. Escrevi a respeito recentemente em coluna no jornal, postada aqui também. Pobre futebol brasileiro, de Teixeira a Marin, e de Marin a…, se for Sanchez, não avançaremos. Um abraço.

    • Nilton

      Em relação ao Marin esta na linha de tiro por caso de sua participação na Ditadura é porque ele esta ocupando um dos cargos mais importante no momento no Brasil, se fizer uma pesquisa acredito que tem muita gente sendo investigada que não tem seu nome divulgado na grande mídia.

      Em relação a Romário apoia Sanches, esta mais por não haver outro nome com apoio das cartolagem para poder se candidatar. A estrutura atual não permite um nome de fora. Se fosse possível uma candidatura de Zico/Rai tenho certeza que ele apoiaria.

      E em Relação a Dilma, o Marim tenta uma audiência desde que assumiu a CBF e não consegue chega perto nem do ministro do Esporte.

      Alem do mais esta bem claro que o Marin esta mais para “fantoche” do que para um Presidente de verdade, devido a influencia que Ricardo e Del Nero.

  • RENATO77

    Raí na CBF?
    Não me parece o melhor nome.
    Abraço.

  • Thiago Mariz

    Gostaria de ver Brasil x Espanha. Quase tivemos essa oportunidade na Copa das Confederações. Tenho curiosidade de saber como reagiriam os jogadores brasileiros, tão desacostumados a serem dominados, não dominadores. Embora nem tão dominadores nos últimos tempos…

  • Edwin Perez

    Um jogo muito bom de se ver na copa do mundo seria um eliminatório que envolvesse Argentina X Espanha, seria algo para se tirar várias conclusões. Claro que o adversário seguinte seria o Brasil, com alguma chance de vitória. Maior contra a Espanha e menor contra a Argentina.

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